Seiscentos e Sessenta e Seis
1 Lucifer qui mane oriebaris
A sala estava escura exceto pelas velas que iluminavam centro. Três pessoas se encontravam em volta de uma quarta que estava deitada. Um dos homens pegou um punhal e apunhalou a pessoa deitada. O sangue escorria pelo corte. O outro homem pegou um cálice e colheu o sangue e passou ao terceiro homem. O homem pegou o sangue e desenhou um circulo com o Sigil de Lúcifer dentro. Uma inscrição no circulo lia:
Flammas eius lucifer matutinus inveniat
ille, inquam, lucifer, qui nescit occasum
-Que a Estrela da Manha que nunca se põe ache essa chama ainda brilhando – a pessoa traduziu. – Espero que de certo!
-Vai dar... – Disse o líder.
-Acho que não devíamos fazer isso. Brincar com demônios não é legal. – Disse a terceira.
A pessoa parou de escrever. Pegou as ervas e botou uma em cada ponta do Sigil.
-Essas ervas cheiram horrível. Nunca as usaria de tempero.
-Isso é a Flor de Beiral. Se você usar de tempero, você morre.
-Eu acho que você não devia segurar isso com as mãos expostas.
O lider pegou o cálice com o sangue e bebeu. Entregou a segunda pessoa que também bebeu. A terceira hesitou, mas após um pouco de insistência das outras ela também tomou. Então pegou o cálice e escreveu no corpo o nome Leviatã.
-Agora só precisamos fazer o Pacto. Você vai fazer mestre?
-Claro, por quê? Você vai amarelar agora?
-Eu acho que.... Eu to com medo.
A pessoa começou a fazer o encantamento para o pacto. O Pacto de Satã, assim era chamado.
Ao terminar o Pacto, nada aconteceu. Os três indivíduos ficaram em silencio, decepcionados. Então as chamas das velas se ergueram, cobrindo o corpo com fogo. O sangue também pegou fogo mas as chamas não saiam da trilha. As chamas aumentaram e uma luz vermelha e branca saia do centro do circulo. A luz e o fogo ficaram muito fortes e se apagaram. Com isso um dos três fugiu da sala, com medo.
No centro do circulo estava um homem de aparência muito bonita. O homem mais lindo que pisou na Terra. Usava um terno branco e muito elegante.
A primeira pessoa aproximou e perguntou:
-Como se chama?
O homem ignorou. Parecia estar mais preocupado com as abotoadoras de seu terno. O líder se aproximou do homem e disse:
-Qual é teu nome, ó grandíssimo?
O homem se virou e com uma voz que parecia ser o canto de um pássaro, mais doce que o som da água de um rio, disse:
-Não é educado perguntar o nome de alguém sem primeiro se apresentar. Mas eu não ligo.Eu tenho vários nomes. Alguns me chamam de Diabo, outros de Chifrudo. Coisa Ruim, Satã, Sammael, mas meu Pai, que amo com todo o meu coração me deu o nome de Lucífer. A Estrela da Manhã.
Asas se estenderam do corpo do homem. Asas negras, queimadas.
-Vocês fizeram a oferenda dos Quatro Príncipes do Inferno, e eu estou aqui. O mais poderoso de todos os filhos de meu Pai. O mais belo dos anjos. O que vocês, humanos, desejam de minha infinita caridade.
O primeiro hesitou e disse:
-E-eu to fora. Eu devia ter fugido também.
Quando tentou sair, Lucifer ergue estalou os dedos e ele caiu agonizando. Sangue saiu de suas veias espalhando pela a sala.
-Esse é o segundo a morrer. O primeiro está do lado de fora. Agora, me diga o que deseja. Você parece ser o mais forte dos três
-Eu quero ter poder para dominar o mundo.
-Ah sim... eu posso de dar isso. Você será o ser mais poderoso. Você deixara de ser humano e passara a ser meu filho. È só completar o pacto.
Lúcifer pegou o punhal e cortou sua palma.O líder fez o mesmo. Então eles juntaram as mãos. Uma luz brilhou pela sala e o líder sentiu sua alma ser rasgada e arrancada de seu corpo.
A luz cessou e o líder ergue a cabeça e disse:
-Olá! Pai!
-Bem vindo. Mammom!
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