– Droga, Nathaniel! – Ela gritou. Colocando a mão sobre o peito. – Você me assustou. Que cara é essa? O que você quer?

Rebecca estava em frente a um arsenal, sentada em posição de lótus. Seja lá o que ela pretendia, não era bom, ela fazia isso para se acalmar antes de começar a agir.

– Água. – Respondeu meio assustado com a cena.

– Está brincando? – Ela perguntou incrédula – Aqui não tem água. Estamos aqui para morrer.

– Você não vai me matar? Aqui tem material o suficiente para fazer isso.

– Não faz parte do meu plano. – Rebecca deu de ombros e se levantou. Nate a encarou.

– Plano?

– É. Você é meu vencedor, Nathaniel.

– Becky... O Westerfeld falou sobre... Eu? Vencedor? – Ele soava cansado. – Me explica essa história, por favor.

Rebecca o olhou de um jeito carinhoso

– Você nunca entende as coisas, não é? – E sorriu. – Nathaniel, você tem certo privilégio. Eu não mataria você, Jenny não mataria você. Mas a Jenny? Eu a mataria.

– Ok... – Ele respondeu, mas ainda confuso.

– E por isso sou “uma estrela”. Eu não tenho nenhuma salvação. – Ela jogou uma adaga aos pés dele. – Você a protege, ela te protege. E eu? Eu morro nas mãos de qualquer um dos dois.

– Não é assim.

– Claro que é, você sabe disso. E sabe que ela vai ser a primeira a morrer. E depois disso é a minha vez.

– Você não vai matá-la. – Ele falou mais para ele mesmo acreditar do que para ela ouvir.

– Nathaniel, querido. – Rebecca sussurrou olhando para o chão. – Vá embora.

Nate se abaixou para pegar a adaga, já que tinha perdido o punhal que carregava. Ele saiu do quarto e correu desesperadamente até a cozinha.

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Quando Nate chegou à cozinha, Jenny olhou esperançosa pra ele procurando um copo d’agua em suas mãos, mas estava vazia. Ela suspirou, não tinha forças para falar muita coisa.

– Jen, amor. Não consegui nada. – Ele se aproximou ofegante, e se jogou ao seu lado.

– Tudo bem. – Ela respondeu com um sussurro, fechando os olhos. – Sem problemas.

– Está doendo muito?

– Sim.

Nate a abraçou com cuidado, porém com firmeza, seu coração doía. Passava a mão pelo cabelo comprido de Jenny, e sentia seu cheiro. Seu corpo tremia sob o dele, estava enfraquecido pela dor.

– Eu te amo tanto, tanto. – Nate se esforçou para dizer.

– Eu sei, Nathaniel. – Ela passou a mão pelas suas costas. – Eu também te amo. Muito.

– Jen, você me perdoa?

– Pelo que? – Ela abriu os olhos.

– Eu tenho que fazer isso. A Rebecca é louca, e eu não quero que você sofra.

– Nate?

– É pelo seu bem. – Ele falou e cravou a adaga no coração da menina. – Te amo.

Ela tentou se mexer para empurrá-lo, mas não tinha forças. Nate repetiu o ato algumas vezes até que o corpo da menina não desse nenhum sinal de vida.

Após um barulho de disparo, a lâmpada em cima deles fora quebrada.