Notas iniciais
Yoo minna-san! Gomenasai por ter demorado tanto para postar, ia colocar nesta quinta mas fiquei de castigo >
Perdoem os possíveis erros, escrever com o teclado do netbook é um saco.
Boa leitura ^^

Acordei com o som estrondante do despertador, e pela primeira vez depois de muitos anos, desliguei o aparelho eletrônico irritante e quase saltei fora da cama.

Calcei minhas pantufas e sai correndo para o corredor. Andei um pouco e entrei em uma porta sem sequer bater, e no segundo seguinte, estava pulando – literalmente – em cima da minha parceira que ainda dormia.

-Miyu-Chaan, acoooorda! – Dizia enquanto pulava em cima da mesma

Logo, a loirinha abriu os olhos assustada

-O-oque? – E fitou-me, com os seus lindos olhos verdes arregalados – Haru-Chan, você me assustou! Que horas são?

-Gomene* — Sorri sem graça e sentei na beirada de sua cama – É hora de irmos para escola!

Miyuki pareceu refletir um pouco, antes de sorrir determinada e levantar-se rapidamente

-Primeiro dia de aula... – Ela disse enquanto procurava as suas pantufas em algum canto do chão

-Vamos nos arrumar – Sorri para ela enquanto ia em direção ao quarto que havia me apoderado

-Sim, nos vemos lá em baixo para o café da manhã – Lançou-me um sorriso e se dirigiu para o banheiro

Retornei para o “meu” quarto, estava feliz, nervosa e com medo. Encarei o uniforme já preparado em cima da penteadeira e puxando fortemente o ar pelas narinas, me dirigi ao banheiro.

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Descia rapidamente a escadaria do local, em direção a mesa do café da manhã. Logo, meus olhos foram de encontro a duas pessoa já sentadas a mesa e um sorriso terno estampou meus lábios.

-Ohayou – Cumprimentei ambos ali presentes

-Ohayou Haru – Afuro-Nii-Sama respondeu-me também sorrindo

-Ohayou Haru-Chan – Miyuki dizia enquanto servia-se

Murmurei um pequeno e baixo “com licença” e sentei-me a mesa. Logo, iniciamos o nosso desejum acompanhado de risos, conversas e comentários cheios de expectativas para o dia que se iniciara – vindo obviamente de minha parte e da jovem loura.

Estava tão ansiosa que mal conseguira comer, e quando tinha que ingerir algo, praticamente engolia o alimento e olhava para o relógio em seguida. Apesar de estarmos conversando e nos divertindo, continuava a olhar freneticamente para o meu relógio de pulso, de modo algum gostaria de me atrasar.

-Haruna, se não se alimentar corretamente, não vai ter energia para as aulas, muito menos para as atividades do clube ou ensaios – Afuro-Nii-Sama reprendeu-me

Sorri singelamente para o irmão de minha amiga e olhei novamente para o relógio

-Miyu-Chan, acho melhor nós irmos...

A loirinha interrompeu a conversa com seu irmão e mirou o relógio na parede

-Tem razão... Não seria bom nos atrasarmos não é? – E levantou-se sorrindo

-Vocês sempre se atrasam para tudo meninas. – Afuro-Nii-Sama comentou dando enfâse ao “sempre”, o que arrancou deliciosas risadas de todos ali presentes

-Mas hoje não – Sorri nervosamente para o mais velho

Nos despedimos de Afuro-Nii-Sama, pegamos nossas bolsas e nos dirigimos a caminho do colégio.

Claro que Goenji-San e Afuro-Nii-Sama nos ofereceram carona ou condução no dia anterior, mas isto chamaria muita atenção e queriamos evitar isto – Não que eu ache que iremos passar completamente despercebidas, mas não custa tentar evitar.

-Miyu-Chan... – Chamei-a após minutos de conversa

-O que?

-Como exatamente nós vamos entrar para o clube de futebol? – Perguntei incerta e a garota ao meu lado calou-se

Haviam nos informado que teriamos que realizar um teste imposto por Endou-San, mas não faziamos ideia de que tipo de teste era este

-B-bom.... Nós veremos na hora não é mesmo? – Miyuki disse sorrindo, e tudo o que fiz foi concordar com outro sorriso

Andamos mais alguns metros e logo pude avistar a instalação gigantesca do Colégio Raimon, e não tardou muito para que senti-se diversos olhares sobre nós. O nervosismo atingiu-me como uma bala em tiroteio, e tudo que fiz foi agarrar o braço da jovem que caminhava comigo e morder meus próprios lábios enquanto mirava meus pés.

Miyuki não estava tão sem-graça quanto eu, mas também não estava em seu estado completamente normal, o nervosismo era perceptível em sua face.

Logo, os murmurros se iniciaram e nós decidimos apressar o passo. Mal chegamos na escola e a nossa fama estava tornando isto uma experiência constrangedora. Raios!

Andamos mais um pouco e pudemos avistar a imagem de um velho senhor baixo e de cabelos grisalhos, vestindo um terno marrom e ao seu lado, um senhor – também de certa idade – um pouco mais alto. Os olhares de ambos continuaram fixos em nós, e logo, o mais baixo fez um gesto com a cabeça para que o seguissemos. Ah sim, este era o diretor que haviam nos falado.

-Afuro Miyuki, Maisuu Haruna? – O mais alto pronunciou-se

-S-s-sim – Afimei gaguejando, sentido o sangue subir-me a face e esquecer as maçãs de meu rosto

-Por acaso, o senhor é o diretor? – Indagou Miyuki

-Sim. Irei lhes levar até um encarregado para mostras-lhes o edifício, mas antes disto, precisam passar em minha sala para receber os papéis de transferência e os horários. Sigam-me e sejam bem vindas a Raimon.

Sorri singelamente para os dois superiores, em um agradecimento mudo, e não demorou muito para estarmos andando rumo a sala do diretor, e para a minha infelicidade, os olhares e murmurros não cessaram. Oh Céus, se a atenção continuar voltada para a minha pessoa por mais três minutos, eu acho que caio dura aqui no meio de todo mundo.

-E então meninas? O que acham de sua nova escola? – Perguntou sorrindo Otonashi-Sensei

-Incrível! – Miyu-Chan respondeu animada, com um sorriso três vezes mais animado – E é mais incrível ainda minha nova professora ser xará da minha melhor amiga – E nós três rimos

Após irmos a sala do diretor, nos apresentaram a Otonashi Haruna-Sensei, ela é encarregada do Time de Futebol e no momento, está terminando de nos mostrar a escola – que não é nada pequena, por sinal. Realmente foi um susto para mim. Duas Haruna’s no mesmo time de futebol! Mas de certa forma, isto me arranca deliciosos risos.

E assim encerrou-se o nosso tour pela escola, e logo Otonashi-Sensei tratou de nos deixar em frente a sala de aula.

-Haruna, Miyuki, hora de conhecer seus novos companheiros de classe – Sorriu para nós e adentrou a sala, provavelmente para comunicar o professor

Aaah, droooga! Eu não sabia o que fazer, o que falar... Ou o que fazer! Mal entrei na sala e a vergonha já passava a consumir cada célula de meu corpo, e meu rosto já adquirira uma tonalidade rosa avermelhada. Olhei para o lado, Miyu-Chan estava inquieta, olhando para os lados e apertando as próprias mãos. É, estamos ferradas.

Respirei fundo duas, três, quatro, sete, quinze vezes e parecia que a cada fungada de ar, mais nervosa eu ficava.

-O Sensei* já vai vir buscar vocês, aguardem aqui no corredor e boa sorte – Otonashi-Sensei saiu da sala do nada, o que me fez dar um pequeno pulo devido ao susto, e assim que terminou de pronunciar-se, piscou com o olho esquerdo para nós e se distânciou.

Pisquei três vezes enquanto via a silhueta da moça desaparecer no corredor. Não tardou muito e a sensação horrenda de nervosismo agudo voltou a invadir-me. Aah, droooga!

Olhava para o teto, para os lados, mordia meus lábios com tremenda força que podia jurar sentir o gosto metálico e sangue em minha lingua

-Haru-Chan, calma... – Miyuki sorriu em uma tentativa falha de tranquilizar-me. Minha reação? Simplesmente atirei-me de forma qualquer nos braços da garota que tentava acalmar-me e a abracei com força, enquanto devorava meus próprios lábios com mais força ainda.

Miyuki pôs-se a afagar os meus cabelos de leve enquanto sorria – apesar de estar um tanto alterada devido ao nervosismo momentâneo – e eu, nada mais fazia do que segurar as possíveis lágrimas que formavam-se nas orbes de meus olhos.

Permanecemos assim por poucos instantes, logo, uma euforia descomunal – para escolas japonesas – pode ser ouvida de dentro da nossa nova sala de aula. Parecia que um trio elétrico Brasileiro estava dando um show na dentro, ou que um bando de animais destreinados de algum zoológio haviam fugido para uma festa de rumba.

Meus olhos arregalaram-se com o susto, e o meu pequeno coração passou a bater mais rápido e descompassado do que a instantes atrás. Mas o que raios estava se passando dentro daquelas quatro paredes?

Puxei o ar pesadamente e com certa dificuldade, eu não fico nesse estado desde o show de debut que tivemos anos atrás. Parecia que a cada puxada, meus pulmões eram esmagados por carros de rolo compressor e a dor se espalhava rapidamente pelos nervos e ossos de meu tórax. Estão vendo o que o nervosismo agudo pode fazer a uma jovem garota?

Passei a enxergar embaçado, as lágrimas faziam minha vista danificada – por conta da ambliopia – arderem um pouco. Miyuki então abraçou-me um pouco mais forte e sorria enquanto dizia-me para ficar calma.

É... Ela tem razão... Sonhamos com este momento nossas vidas inteiras, e não posso deixar o nervoso e a vergonha estragarem isso! Passei rapidamente os punhos nos olhos, secando quaiqueis possíveis vestígios de lágrimas e sorri confiante para a minha amiga – apesar de ainda estar com o rosto em um tom de vermelho vivo.

Miyuki nada mais fez do que devolver-me com um sorriso igualmente confiante e segurar minha mão direita, transmitindo-me confiança. Ficamos assim, tentando nos acalmar – ou eu estava, ao menos – até o professor abrir a porta.

-Afuro Miyuki, Maisuu Haruna, entrem e se apresentem a turma – O pobre coitado parecia estar tendo um ataque de nervos. Seja lá o que tenha acontecido lá dentro, foi complicado restabelecer a devida ordem.

Assentimos com a cabeça e adentramos a nossa mais nova sala de aula. Não tardou muito e pude sentir novamente vários olhares sobre mim, e retornei ao meu estado inicial. Logo, estava com o rosto completamente vermelho e devorando meus próprios lábios. Coitadinhos, devem ficar doloridos depois desta sessão brutal de “massagem”.

-Sensei, o que exatamente nós termos que fazer? – Miyu-Chan perguntou do nada para o professor, e ao levantar um pouco o olhar, percebi a expressão de surpresa do mesmo.

-Nunca se apresentaram?

-Não – Dissemos em uníssono, mesmo com a minha voz tendo soado um tanto mais baixa e rouca que o normal

-Bem... Escrevam seus nomes na lousa e façam uma breve apresentação. Em seguida, sentem naquelas duas carteiras livres – E apontou para duas mesas vazias no meio da classe, uma ao lado da outra

Miyuki sorriu para mim e desfez nosso aperto de mãos, logo pegando um giz e escrevendo seu nome completo na lousa. A caligrafia dela era extraordinariamente fofa.

Alguns murmurros começaram a encher a classe, e eu encolhi os ombros, deixando com que a franja caísse sobre meus dois diamantes azuis.

-Sou Afuro Miyuki, esta é a primeira escola da minha vida então... Er.... Espero que possamos nos dar bem – E sorriu para a classe. Ah, as vezes eu queria ter um pouco da auto-confiança dela.

E então, os olhares se voltaram para mim. Droga!

Tentei puxar o ar várias e várias vezes, mas parecia que o mesmo não estava mais presente naquele local. Poxa oxigênio, não trolla comigo agora não.

Virei-me para o quadro negro, segurei um pedaço de giz e levei minha mão extremamente trêmula em direção a lousa. Meu nome saiu com uma caligrafia torta, fina e tremida, mas fazer o quê?

-Ganbare! – Escutei um sussurro vindo de Miyuki. Devo meus sinceros agradecimentos á ela por estar me dando força nesse momento.

Respirei fundo pela milésima vez naquela manhã e girei o meu corpo em direção a classe

-Sou Maisuu Haruna, essa também é a minha primeira escola, então... E-espero que possamos nos dar bem – Disse com a voz firme, porém, amaldiçoando-me por ter gaguejado.

Não demorou muito e fomos instruidas a nos sentarmos em nossos respectivos lugares, e obviamente, ainda estava com o meu rosto mais vermelho que uma pimenta.

Tentava recuperar o ar e parar de tremer, enquanto passávamos a copiar os primeiros exercícios, que para a minha felicidade – e infelicidade de minha parceira – eram de matemática.

De acordo com o professor, estavam terminando a revisão básica sobre equação de segundo grau e radicalização. Fácil.

Sorri para mim mesma assim que pus-me a resolver a primeira questão, apesar de tudo, o meu primeiro dia de aula não está sendo tão ruim.

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Tentava sair em meio a uma multidão de alunos formada em frente a porta da sala de aula. Sabia que seríamos reconhecidas, mas essa euforia vindo dos estudantes está me assustando.

Perdemos o precioso tempo do intervalo tentando despistar uma quantidade absurda de gente que nos rodeava, e só com a presença de um dos inspetores – muito irritado com o barulho, por sinal – que conseguimos ir ao refeitório em paz.

-Nossa... Que loucura! – Comentei para Miyuki rindo para o nada e logo, a loirinha me acompanhou

Mais alguns passos e alcançamos o refeitório, e após despistar mais um bolo humano de gente, conseguimos nos sentar em uma mesa vazia no fundo do local.

-Miyu-Chan! Haru! – Uma voz conhecida ecoou ao longe, chamando as nossas atenções

-Hakuryuu! – Exclamamos surpresas e pasmas, enquanto observamos a figura de nosso jovem colega se aproximando de nós com um sorriso.

É... Pelo visto as surpresas do primeiro dia de aula ainda não acabaram, e estão longe de terminar.

Notas finais
Minna-San muito muito muito obrigada mesmo por todas as fichas recebidas, fiquei muito feliz com a quantidade de leitores que apareceram!
Bom, os personagens passaram a aparecer a partir do próximo capitulo, mas queria avisar que não vai ser por ordem de envio okay? Estarei colocando os personagens aos poucos, de modo que possam se encaixar ao enredo ^^
Algumas fichas estão incompletas, peço aos autores que me enviem o restante via MP o mais rápido possível.
Ah sim, eu estou me matando de tanto estudar pra ETEC (Paulistanos entendem), então, os capítulos serão postados regularmente em um espaço de 6-15 dias, certo?
Gomenasai pelas notas gigantescas ^^
Mereço rewiens?
Kissus da Haru-Chan e até a próxima! ♥