Notas iniciais
Yo minna-san! *desviando de tijolos*
Desculpem a demora para trazer este capítulo, eu decidi dividir ele para não ficar muito grande, mas não se preocupem, eu trago a continuação logo!
A partir deste capítulo os romances começam a se desenrolar viu? *música Aleluia ao fundo*
Nos vemos lá em baixo e uma boa leitura para todos vocês! o/

-Mais uma vez – Afuro-Nii-Sama ordenou insatisfeito

-Hai! – Concordamos em unissono e nos erguemos mais uma vez. Novamente, falhamos.

-De novo – Afuro-Nii-Sama ordenou e claramente obedecemos. Falhamos. – Mais uma vez – Ordenou de braços cruzados, o olhar de Goenji-San fixo sobre nós. Quase conseguimos, quase!

-Ainda não está bom – Goenji-San interviu – Mais uma vez!

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-O branco ou o rosa claro? – Perguntei indecisa para Kushina-San que encarava-me sorrindo

-O rosa claro – Depositou a mão suavemente em meu ombro e enviou-me mais um de seus lindos e animadores sorrisos – Haruna-Sama, estou realmente feliz em ver que estás indo passar a noite na casa de suas amigas

-Obrigada – Agradeci sorrindo e terminei de fazer minha mala – Yosh! Agora é ver se a dona Miyuki está pronta – Sorri para o nada e corri em direção ao telefone móvel

-Alô? — Aquela voz tão conhecida soou do outro lado da ligação

-Miyu-Chan, está pronta?

-Passo aí em no máximo trinta minutos, ok? Estou terminando de enrolar o Nii-Sama – Comentou divertida, um riso quase escapando-lhe os lábios

-Estarei esperando então. Ja nee!

-Ja! – Desligou o telefone e eu suspirei

-Haruna-Sama, não anda suspirando muito? – Kushina-San indagou com um ar de diversão – Está amando?

Quase engasguei com o ar. Quase caí dura no chão, pior, quase tive um enfarte.

-De onde tirou isso Kushina-San? – Retruquei muito mais que incrédula – Eu sou romântica e tudo, mas nem sei o que significa “gostar” nesse sentido, muito menos “amar”!

-Certo, certo, vou pedir para levarem suas malas para o carro – Fez uma reverência e retirou-se do quarto.

Despenquei na cama, refletindo as palavras proferidas por minha governanta. Tenho sérias suspeitas de que Kushina-San está passando a ser vítima da doença loucura.

-Haru-Chaaan! Miyu-Chaaan! – Tenshi praticamente se jogou em cima de nós após abrir a porta de sua casa. E que casa!

-Olá Tenshi-Chan – Cumprimentei-a após a mesma se afastar um pouco de nós

-Oi Tenshi-Chan – Miyuki sorriu

-Vamos, entrem entrem entrem, as meninas já estão aqui – Começou a pular um pouco e nos arrastou para dentro da casa.

-Com licença – Dissemos em uníssono ao retirar devidamente nossos sapatos

Tenshi-Chan foi nos mostrando a casa pouco á pouco, e conforme íamos conhecendo o local, esbarravamos com as meninas. Akuma-San estava na cozinha com Nyary-Chan preparando alguma coisa com cheiro de chocolate, Win-Chan estava lendo um livro na sala ao lado de Himawari-San, que folheava algumas revistas de moda, mas a minha surpresa foi quando entramos no quarto de hóspedes. Dei de cara com a ruivinha jogando seu 3DS em cima da cama.

-Ko-Chan!? – Quase gritei perplexa. A garota por sua vez de tão concentrada não notou nossa presença. Típico.

-Ela é da minha sala – Tenshi-Chan explicou sorrindo

-Ah sim... – Miyu-Chan sorriu – Onde podemos colocar as bolsas?

-Aqui – Tenshi-Chan começou a saltitar pelo quarto até o local onde guardaríamos nossas “bagagens”.

Malas devidamente no local, pijamas vestidos, pipoca, filmes, chocolate, pizza e muitos doces. Nem preciso dizer que a noite foi muito divertida né?

Aproveitamos aquele final de semana para virar a noite jogando conversa fora e confesso, foi a primeira vez que participei de algo assim. Claro, Miyuki e eu já tinhamos tido nossas festas, mas era somente nós duas, é muito diferente quando você está cercada de pessoas, de amigas.

... Amigas...

Sorri para mim mesma com esse pensamento e por muito pouco não chorei ali mesmo. Estava muito feliz por finalmente poder usar essa palavra no plural. Agora é me divertir e esperar Tenshi terminar o cabelo de Korine para fazer algum penteado fofo e maluco no meu.

São duas e meia da manhã, mas quem liga? Vamos continuar com a bagunça até nossos corpos não aguentarem mais e desmaiarem de tanto cansaço, porque quando isso acabar, terei que voltar para o trabalho duro e ensaios puxados da nossa última turnê.

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-Tadaima – Disse sorridente ao entrar em casa, fui respondida com um devido “Okaeri, Haruna-Sama” dos empregados que estavam no local. Somente pedi para levarem minhas malas de volta ao quarto e corri de volta para o jardim.

Hoje é dia de exame, e confesso que não estou nada, nada, nem um pingo feliz com isso. Eu odeio hospitais, tenho trauma daquelas paredes brancas e sem vida, do cheiro nauseante de um local lotado por doentes, e principalmente das agulhas. Ah, como eu odeio aquelas agulhas! De exame de sangue, injeção, soro, não importa, eu odeio agulhas! Até mesmo as de costura.

Mas para a minha pequena felicidade, hoje eu só vou fazer um eletrocardiograma para ver se está tudo em ordem com o meu pequeno – porém importante – coração. Nada além de um gel estranho e muito gelado, fiações grudadas ao meu tórax e uma máquina escrevendo rabiscos ilegíveis em um papel. Entrei no carro e soltei um suspiro lento e pesado, odiava tudo que era ligado à hospitais, mas naquele momento não havia muitas escolhas.

Observava distraída a paisagem passar pela janela semi aberta, até que quando chegamos á esquina do hospital uma figura me chamou um pouco a atenção. Talvez fosse imaginação minha, ou apenas poderia ter visto errado, afinal o carro estava em movimento, mas por breves instantes realmente pensei que era ele. Será mesmo?

-Haruna-Sama, chegamos – Koichiiro-Dono anúnciou-me e suspirei. Lá vamos enfrentar a equipe de cardiologia mais uma vez.

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Queria que Kushina-San pudesse ter vindo comigo, já que meus pais não trabalham nesta área fica difícil me acalmar quando tenho que fazer algum exame. Na verdade, fica difícil me acalmar só de pisar aqui dentro. Odeio hospitais. Odeio.

Suspirei aliviada ao sair daquela sala e ver-me novamente no corredor, graças a Deus não precisei fazer exame de colesterol nem nada, por que isto se faz com exame de sangue, ou seja, agulhas. Sabia que iria demorar ali no hospital, então disse que ligaria para me buscarem quando terminar os exames. A única coisa que me separa da minha guitarra nesse momento é uma receita médica e uma... Winry?

Era mesmo ela? Fui me aproximando aos poucos, ela estava escorada na parede do corredor ao lado de uma porta semi-aberta

-Win-Chan? – Chamei-a assim que me aproximei o bastante confirmando minhas suspeitas

-Haru-Chan! – Exclamou surpresa, porém em tom não tão alto – O que faz aqui?

-Vim fazer uns exames – Expliquei sorrindo

-Mas está tudo bem com você? – A mais velha pareceu preocupar-se

-Está, só exames de rotina mesmo – Sorri novamente para tranquiliza-la e antes que pudesse responder-me duas figuras atravessaram a porta que estava semi-aberta em direção ao corredor onde nos encontravamos. Arregalei os olhos e minha boca se abriu em um pequeno “o”. Eu não acredito no que estou vendo.

O primeiro a passar foi o conhecido Tsurugi Kyousuke-Kun, atacante da Raimon, ao lado dele, uma figura quase idêntica, porém maior e com uma pintinha perto do queixo estava apoiado em duas muletas. O mais novo ajudando o mais velho a se equilibrar devidamente. Estavam conversando e pareciam não ter notado a minha presença, mas não tardou muito para que o atacante me olhasse completamente incrédulo

-Maisuu-Senpai? – Quase gritou, acho que ele realmente não me esperava ver ali. Espera, isso de Senpai de novo?

-Er... Oi? – Não sabia muito bem o que dizer, ainda estava tentando processar a informação

-Mas o que você... ? – Tsurugi-Kun tentou dizer mas não completou a fala, acho que tive uma boa noção do que ele queria ter dito

-Bom... Eu vim fazer uns exames de rotina... E acabei encontrando a Win-Chan no corredor – Expliquei, porém ainda estava atônica. Primeiro, encontro com a maneger mais velha no hospital, depois, Tsurugi-Kun sai de uma porta ajudando um moço claramente mais velho e quase idêntico a si a andar de muletas. Estou totalmente perdida.

-Espera... Kyousuke, você disse “Maisuu”? – O garoto de muletas perguntou e eu corei ao perceber que estava se referindo a mim

-Sim, ela é a Maisuu Haruna-Senpai, se transferiu recentemente e é do clube de futebol – Tsurugi-Kun explicou indiferente como sempre

-Maisuu Haruna... Será que você é a filha da Miya-San? — Fitou-me com um pouco de surpresa nos olhos

-Co-conhece a minha haha? – Juntei as mãos em frente ao corpo e comecei a esfrega-las em um sinal de nervosismo, não o olhei pois estava corada

-Ela acompanhou o meu caso durante muitos anos e ás vezes fala de você – Sorriu compreensivo e eu arregalei os olhos em um sinal de surpresa. Desde quando ela fala de mim? Bom, coisas boas não devem ser...

-E-eu não sabia que ela comentava sobre a minha pessoa... – Olhei para o lado e continuei esfregando as mãos, estava nervosa, envergonhada, vermelha e confusa. Nunca se passou pela minha cabeça ser motivo de conversa entre meus pais e seus pacientes... Ou no caso, de minha haha.

-Tsurugi-Kun, não vai apresentá-lo? – Win-Chan perguntou para o jovem atacante da Raimon

-Maisuu-Senpai, este é Tsurugi Yuuichi, meu Nii-San – Apresentou o mais velho após um suspiro e aí sim eu quase cai dura. Nii-San!? Ok, ok, eles são muito parecidos e Tsurugi-Kun é quase uma cópia de Yuuichi-San, nota-se logo que são irmãos, mas não conteve os meus sentimentos de pura surpresa

-E estarei estudando com vocês a partir da semana que vem – O Tsurugi mais velho sorriu, ele me parecia muito gentil

-Assim que tiver permissão médica, irá se unir ao clube também, não é Yuuichi-San? – Winry sorriu para ele, que somente sorriu de volta

-Maisuu-Senpai, poderia ir comigo procurar a sua mãe? – Tsurugi-Kun segurou-me pelo pulso e começou a me arrastar para longe daqueles dois. Eu não queria ir procurar a minha haha! Quero ir para casa!

Quando já havíamos perdido os dois de vista, o garoto mais novo tratou de me soltar e pedir desculpas, explicando a situação como um brinde

-Minhas sinceras desculpas Maisuu-Senpai – O camisa 10 começou – Eu só acho que eles precisam ficar um pouco sozinhos

-Sozinhos... Em que sentido? Seria indelicado perguntar? – Sentei-me em uma das cadeiras, já que ele havia me arrastado para o hall de entrada do hospital

-Eles se gostam mas é complicado – Sentou-se ao meu lado e meus olhos brilharam. Em um segundo estava processando a informação e no outro estava em pé de frente para o garoto, quase segurando suas mãos de tanta emoção

-É sério? Qual tipo de relação eles tem? – Contive alguns pulos e gritinhos que meu corpo queria reproduzir.

Tsurugi-Kun quase pulou, estava quase grudado ao encosto da cadeira com uma das mãos em frente ao rosto, em sinal de surpresa. Percebi isso e tentei me redimir

-Desculpe-me – Voltei a sentar ao seu lado, logo vendo-o se ajeitar no lugar

-Bem... Eles se conheceram a quase dois anos – Tsurugi-Kun começou a me contar

Notas finais
Vão jogar tijolos em mim por demorar ou mereço flores? Tá, já sei a resposta >< ....
A boa notícia é que os médicos estão quase constatando o que eu tenho - é, eu ainda estou ruim, mas melhorando! -, por isso não tive tempo para escrever, mas as minhas férias serão totalmente dedicadas a escrita ^^ !
Arigatou por lerem e mais uma vez, perdão pela demora!
Kissus da Haru-Chan no coração de todos vocês! ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.