Notas iniciais
Desculpem pela demora. Boa leitura meus amores ;)
Trechos da msica: 3 - Britney Spears

Three is a charm, two is not the same (Três é o segredo)

Two is not the same (Dois não é a mesma coisa)

I don't see the harm, so are you game? (Não vejo mal algum, então, você topa?)

Lets' make a team (Vamos formar uma equipe)

Make 'em say my name (E fazê-los dizer o meu nome)

Lovin' the extreme, now are you game? (Amando ao extremo)

Now are you game? (Agora, você topa?) [...]


Não tenho tempo nem de praticar o que vou falar, em poucos minutos já estou em frente a casa dele. Bato na porta, e ele abre um sorriso contagiante quando me vê.


– Anjo! – sorrio, pulando em seus braços


– Fatinha, que surpresa...


– Tá sozinho? – pergunto, olhando para dentro da casa


– Tô sim, por quê?

– Perfeito! – falo praticamente gritando. Passo por ele e me direciono ao sofá. Ele me olha curioso, ainda parado na porta – Você vai ficar parado aí?

Ele solta uma risada abafada e se senta ao meu lado. Nos olhamos por alguns segundos, e ele inclina a cabeça para o lado, contorcendo os lábios, e eu imagino que ele queira saber o que eu estou fazendo aqui.

– Não briga comigo – faço uma pausa – Mas eu meio que falei pra Ju e pra Lia que dormi aqui ontem – engulo em seco e sorrio fraco.

– E você falou isso por que... – ele mantém uma expressão calma. Ele não parece nem um pouco surpreso.

– Porque elas ficaram me pressionando pra dizer onde eu tava, e eu não podia dizer... – faço beicinho

– Porque não?

– Porque não ué, porque a Ju talvez vá me odiar quando souber

– Te odiar? Como assim Fatinha?

Suspiro pesadamente. Porque ele tem que ficar fazendo perguntas?

– Desculpa anjo, mas eu não posso contar...

– Tá, então porque você veio aqui? Vai me dizer que você quer que eu te ajude com isso? – Isso! Menino esperto.

– Uhum – concordo com a cabeça e ele rola os olhos – Por favor anjo... Você não precisa confirmar, mas também não nega, tendeu? – sorrio tentando fazer o meu melhor para convencê-lo.

Eu espero de verdade que ele aceite, eu não faço ideia do que vou inventar se ele não concordar...

– Eu só preciso fingir que você passou a noite aqui, é isso? – ele encolhe os olhos e eu assinto – Só pra elas ou pra todo mundo? – Boa pergunta.

– Tanto faz – rolo os olhos

– Tá, é só pra eu ter certeza...

– Isso quer dizer que você tá dentro? — o interrompo, e ele revira os olhos assentindo – Valeeeu! – pulo em cima dele, fazendo ele se assustar.

Ele se oferece pra me mostrar os cômodos da casa, e eu vou sem problema nenhum. A casa é grande, e muito bonita. Diferente do que eu pensava, ele mora sozinho, porque os pais morreram, deixando apenas ele e um outro irmão. Com a herança, ele podia fazer o que quisesse, e acabou decidindo vir morar aqui.

– Nossa... – respiro francamente

– Relaxa – ele me olha gentilmente – Já passou

Não disposta a aprofundar o assunto, falamos sobre outras coisas, até que eu avisei que tinha que ir embora. Prontamente, ele me levou à porta e se despediu de mim com um gentil abraço.

Olhei para a rua e lá estavam elas. Elas me seguiram ou o quê? Franzo a testa, acenando para elas, que parecem bobas sorrindo em minha direção. Vitor parece ter entendido meus pensamentos e acha graça atrás de mim.

– Vieram de certificar, será? – ele pergunta e eu bufo – Sendo assim... – não tenho tempo nem de pensar, e ele me vira pelos braços, botando uma mão no meu queixo, e selando nossos lábios em um selinho inusitado. Eu quero aprofundar esse beijo, eu tento, mas não consigo. Permaneço estática, enquanto espero que ele se separe lentamente de mim. Ouço gritinhos eufóricos vindo de longe. Imagino de quem seja... Solto um sorriso fraco para ele, e me despeço.

Talvez ele tenha feito o certo, pela cara delas, elas acreditaram direitinho. Isso foi o bastante pra elas me deixarem em paz, certo?

Errado.

– Ah que liiindo – Juliana fala toda manhosa – Muito lindo né Lia?

– Uhum, muito legal – Lia rola os olhos, assentindo.

– O que vocês estão fazendo aqui? Não vai me dizer que estão me seguindo... – enrugo os olhos, tentando parecer chateada.

– Bem – Ju começa – A gente foi atrás de você lá no Hostel, e o Michel disse que você já tinha saído, então – ela para e pensa – Se você não tava em casa, não tava no Hostel, onde mais você estaria? – ela me olhou como se fosse óbvio.

– Minhas meninas espertas – digo fazendo elas sorrirem – Vamos voltar pra casa?

– Hum, vai só vocês... Eu falei com o Dinho, e ele pediu pra eu encontrar com ele – Nossa, como eu pude esquecer? Eu não imaginava que ele fosse contar tão cedo assim.

– E ele disse sobre o que era? – pergunto tentando não parecer muito interessada.

– Disse não, só falou que não podia esperar – eu e Ju nos entreolhamos – Relaxem meninas – ela fala assim que percebe nossas caras — Pode não ser nada sério – Você que pensa! Eu penso mas não digo de volta – Eu vou lá, depois eu volto pra falar com vocês ok? – pergunta e nós assentimos.

Eu tento me concentrar no que o Dinho deve estar passando agora, mas Juliana não para de falar em Vitor e Gil do meu lado. Reviro os olhos, a olhando de cara feia. Ela logo percebe e para de falar.

Chegamos no apartamento, e eu pego meu celular que havia esquecido. Disco o número do Dinho, e espero até que ele atenda.

– Ligando por Vitor? – Juliana pergunta toda sorridente, e eu nego com a cabeça – Mas olha, você já tá traindo ele? – Quê? Enrugo a testa.

– Eu não to traindo ninguém Juliana – falo enquanto ouço os bips do celular – Ele NÃO é meu namorado – falou pausadamente a fazendo entortar os lábios.

Que droga, o telefone só toca, e nada dele atender. Desligo a chamada, me sentando pesadamente no sofá.

Logo a porta abre, dando passagem a um par de músculos e belezas incansáveis. A eletricidade entre nós reaparece e eu sinto borboletas lançarem voo em meu estômago. Observo enquanto ele entra e fecha a porta. Deveria ser pecado ser tão bonito assim... Ele olha em nossa direção, mas eu desvio antes que ele perceba. Nos cumprimenta, e passa direto para o quarto. Alguns minutos depois, outra batida na porta. E agora é o Gil. Imaginem a cara de boba da Juliana. Fala sério... Só espero que isso não seja contagioso.

Conversamos por horas e horas, ou melhor, eu tentei conversar. Juliana e Gil queriam mais é outra coisa. Enquanto eles ficavam dando show de melosidade, eu redisco o número do Dinho, e nada. Essa espera tá me dando nos nervos.

– Vai sair maninho? – Juliana interrompe meus pensamentos. Olho para o lado e ele está impecável. Pra onde ele vai? Meu subconsciente quer desesperadamente saber.

– Vou dar uma volta com o Rasta e o Nélio – ele se limita a dizer e vai para a cozinha, tomar água, eu presumo.

– Rasta e Nélio? Aham, me engana que eu gosto – Ju repreende e ele solta uma risada abafada. E de novo eu sinto meu sangue ferver. O ódio que eu senti mais cedo quando aquela garota sem sal apareceu aqui. Eu não faço ideia do que seja isso, só sei que não é algo que eu esteja acostumada a sentir.

– Vamos sair? – Juliana se manifesta, e eu agradeço mentalmente

– E eu vou pagar de vela? – brinco fazendo ela rir

– Claro que não, você pode levar o Vitor – ela abre aquele sorriso bobo de novo, e fica me cutucando. Gil fica sem entender e antes que eu diga algo, ela explica – Eles estão ficando, sabia não? – Gil discorda com a cabeça e eu a cerro com os olhos. Ninguém precisava saber disse agora Juliana. Xingo-a em pensamento – Tava na hora mesmo, vocês dois combinam – ela fala mais pra ela do que pra nós – Então?

Gil concorda na mesma hora, e eles ficam me olhando esperando minha resposta. Acho que nunca me arrependi de uma mentirinha em toda minha vida. Não sei nem se o Vitor vai concordar...

Sem pensar, olho para o Bruno, e o seu rosto estava impassível, me encarando. Ele olha para o chão, passando a mão pelo cabelo. Ele parece... nervoso, chateado, não sei ao acerto. Volto minha atenção para os dois à minha frente.

– Tudo bem... – falo baixo, mas o bastante para eles escutarem

– Isso! – Ju e o seu famoso gritinho histérico. Gil e eu reviramos os olhos. Bruno passa por nós, e sai batendo a porta com força. Ouço Juliana o xingar, mas não sei ao certo do quê.

Enquanto eu ligava para o Vitor, Ju tentava falar com a Lia e o Dinho. Vitor concordou numa boa, e eu esclareci onde seria. Ju bufou pela milésima vez, as ligações dela só caiam na caixa postal. Decidimos deixar mensagem de voz, dizendo onde estaríamos.

Esperamos Vitor chegar, e fomos de táxi até um restaurante que fica um pouco distante do bairro. O espaço é pequeno, mas muito aconchegador. Sentamos em uma das mesas do canto e pedimos sorvete de entrada. Gil e Ju se olhavam e conversavam apaixonadamente, pareciam dois bobos. Já eu e Vitor continuamos nossa conversinha de mais cedo, sobre a família dele, e eu contei um pouco sobre a minha. Por incrível que pareça, eu me senti bem. Fazia um tempo que eu não me sentia assim... Aceita. Aqui, agora, com eles, eu posso ser quem eu sou de verdade. A garota histérica que fala o que pensa, faz o que quer.

POV Bruno

Em passos firmes e largos, caminho em direção ao bar que marquei com o Rasta mais cedo. Minha cabeça tá fervendo, e eu nem sei exatamente por que. A imagem daquela maluca aparece na minha mente, e eu tento expulsar o mais rápido possível. O que eu esperava? Ela é a Fatinha, a garota que todo colégio já pegou. Mas ouvir que ela tá saindo com outro cara, fez subir uma raiva em mim, que eu nem sabia que existia.

Avisto eles longe, e aceno assim que eles também percebem minha presença

– E aí Rasta man – o cumprimento, dando leves tapas na costa

– Fala aê Bruno, a gente só tava te esperando

– E aí parceiro – Nélio me cumprimenta, e eu faço o mesmo

– Vamo entrar? – os chamo, e eles me seguem

O bar é comum, eu estou vindo neles já faz uns dias. Não é grande, o som é bom, a bebida é boa, as mulheres... Ah as mulheres. Aqui é o paraíso. A imagem volta na minha cabeça, e eu sinto raiva de mim mesmo por estar pensando nela. Reviro os olhos, eu preciso de uma distração. Passeio meu olhar pelo local, ali está... Morena, alta, lábios carnudos, e um corpo pra lá de excitante. Ela já está me encarando, então solto apenas um sorriso de lado, deixando claro que ela pode se aproximar.

O garçom chega, e nós fazemos os nossos pedidos. Normalmente eu iria de cerveja, mas hoje eu não to a fim de maneirar, então decidimos pelo vinho seco. A morena se aproxima, junto de mais duas colegas dela. Ela se apresenta como Cristina, e as outras são Bárbara e Stephanie. Peço para o garçom arranjar mais cadeiras, e elas se sentam ao nosso lado.

O tempo vai passando, o vinho vai fazendo efeito. As garotas falam sobre qualquer coisa, que não faz menor sentido pra mim, enquanto eu converso com os meus dois amigos. Cristina e eu demos alguns beijos até agora, mas nada de interessante. Ela até que beija bem, mas eu não to disposto a deixar passar disso aqui.

Eu já to começando a ficar tonto, então aviso para eles que tenho que ir. Pagamos a conta, e nos dirigimos a saída. Por pouco eu não caio, se não fosse pelo Rasta que estava a centímetros do meu lado.

Já fora do bar, cumprimento as meninas e sigo pro meio da rua, enquanto o táxi não chega. Escuto risinhos vindo de algum lugar próximo a mim, mas minha cabeça tá girando demais pra eu perceber. Sinto puxões no meu braço, e me viro bruscamente, enrugando a testa.

– Qual foi Rasta man? – falo cambaleando

– Aquela ali não é tua irmã véi? – ele pergunta olhando para algum lugar. Viro meu rosto, tentando enxergar alguma coisa. Minha vista tá embaçada, mas eu consigo identificar. Era Ju, e aquele cara que ela tá ficando. Tem mais alguém com eles, mas eu não consigo ver. Ando em direção a eles, até que consigo ver mais um cara, parece ser o mesmo que foi naquela reunião de trabalho da escola. E aquela... Porra! Ando em direção a eles, eu to com raiva, dela, dele, sei lá. Só sei que to com raiva, muita raiva.


[...] What we do is innocent (O que fazemos é inocente)

Just for fun and nothin' meant (Só por diversão, não significa nada)

If you don't like the company (Se você não gosta da companhia)

Let's just do it you and me (Vamos fazer só você e eu)

You and me... (Você e eu…)

Or three... (Ou três…)

Or four... (Ou quarto…)

Notas finais
Só eu percebi ciúmes do Bruno? hahahaha

Comentem e digam o que acharam, até o próxima. Beijos!