Sei Que Você Tá Afim
21 Mundo pequeno
Notas iniciais
Música: Good Vibrations - Glee
Yo! It's about that time (Yo! É sobre esse tempo)
To bring forth the rhythm and the rhyme (Para trazer o ritmo e a rima)
I'ma get mine so get yours (Eu vou pegar o meu e então adquirir o seu)
I wanna see sweat (Eu quero ver suor)
Comin' out your pores (Sair de seus poros)
Narrado em terceira pessoa
Bruno, Ju, Gil, Rasta e Nélio chegam ao tal sítio e todos se apressam em sair do carro e retirar suas pequenas mudas, tanto de roupas, quanto das refeições e bebidas. Como o sítio era visitado uma vez ou outra, eles tiverem que levar tudo pronto.
Vocês devem estar de perguntando do porque Juliana estaria se divertindo, enquanto a amiga Lia estava na maior bad no hospital, certo?
Ju havia ido à casa da amiga, antes mesmo de embarcar nessa “viajem”. As duas tiveram uma conversa rápida, de como e porque os dois foram parar naquele buraco. Lia contou que os dois estavam apenas passeando e se divertindo, e que quando se deram conta, já estavam caídos e Dinho inconsciente.
Claro que Juliana não quis deixar a amiga ir sozinha ao hospital, mas a marrenta insistiu que iria com a mãe do amado, sendo assim, a it-girl não só podia, como devia sair com o irmão. Na verdade todos ali precisavam de uma folga, e claro que Lia teria a dela em breve.
***
Apesar do espaço que ocupava o sítio não ser grande, tudo parecia muito aconchegante.
– É lindo aqui – Ju elogia já estacionada no portão de entrada.
– É verdade, dá pro gasto – Nélio brinca, fazendo todos gargalharem alto, exceto Rasta, que bufa e dá um tapa na cabeça do amigo engraçadinho.
– Vocês são uns babacas – Bruno ralha revirando os olhos – Vão entrar ou não?
– Gente – Ju fala, atraindo os olhares dos demais – Que casa linda – suspira admirada, olhando para a mansão que não ficava muito longe dali.
Os outros também olham e ficam impressionados – exceto um que já estava acostumado – com a incrível vista.
– Linda mesmo – Gil concorda
– Essa casa, quer dizer, essa mansão né? – Rasta ri – Já está aí desde que eu me entendo por gente. O pessoal que ficava aí nem mora mais na cidade, ela tá abandonada faz um tempinho...
– Que pena... Seria legal conhecer ela por dentro – Gil franze a testa e sorri com a observação da “amiga”.
– Tanto faz – Bruno bufa – Vamos entrar crianças
Nélio ri alto – Ah ta bom, falou O adulto – ironiza e todos riem, inclusive Bruno.
Já dentro da pequena casa, todos trataram de colocar suas vestes de banho. Bruno optou por uma sunga preta da nike e uma bermuda, Nélio e Rasta fizeram o mesmo. Ju colocou um lindo biquíni azul, com a parte de cima tomara que caia, e pôs uma tanga branca que cobria a parte de baixo, já Gil, mesmo relutante em mostrar seu porte físico – que não é de se jogar fora – também pôs uma sunga, porém vermelha e uma bermuda branca. Com os trajes prontos e sanduíches preparados, seguiram para a grande praia que ficava logo à frente.
Não muito longe dali...
– Preciso dizer o quanto eu amo esse lugar? – Débora suspira enquanto desfruta do suco de laranja, e descansa na cadeira de praia. Vitor e Fatinha estavam ao seu lado, degustando dos deliciosos camarões empanados. Os dois param e a olham divertidos.
– Você é uma filhinha de papai, mal acostumada, isso sim
– Au – Débora faz feição de ofendida – Assim você me magoa Vitinho
Fatinha apenas sorri sem graça e volta sua atenção ao suco.
– Bom, eu vou ver se a Estela terminou de preparar o tira-gosto, já volto – Vitor se retira e Débora solta um olhar de desaprovação para a loira.
– Você não tá bem
– Quem, eu? – a loira se faz de desentendida.
– Olha, eu sei que a gente mal se conhece – Não mesmo! O subconsciente de Fatinha debocha – Mas é impossível não perceber – Débora que estava a uma cadeira de distância da loira, se coloca agora ao lado dela – Se você quiser desabafar, eu juro que não comento com o Vitor.
Fatinha encara a garota, não muita certa de expor seus sentimentos – Sei lá, são tantas coisas
– Entendo. Se você não quiser falar sobre isso, tudo bem – lança seu melhor olhar compreensível e Fatinha sorri.
– Não é isso – a loira pensa por alguns segundos – Tá tão na cara assim? – pergunta do nada e Débora assente sorrindo – Que droga! – afunda na cadeira, cruzando os braços.
– Eu não vou embora tão cedo – Débora começa – E sinceramente não sei o que você e o Vitor tem, mas se você quiser conversar, pode contar comigo ok? – Fatinha assente.
A loira estava mesmo precisando de alguém pra conversar, alguém que não fosse daquele círculo em que ela se encontrava.
– Bom, agora coloca esse seu melhor sorriso no rosto – Débora segura o queixo da loira, enquanto a mesma ri – Aê! Agora sim. Vamos aproveitar esse dia que mais tarde tem festinha.
– Festinha, sério? – os olhos de Fatinha brilham com a palavra.
– Seriíssimo gata. Não te contei antes pra dar aquele suspense básico né? – Fatinha abriu a boca, mas Débora a interrompeu antes – Nem se preocupe com roupas, make, sapatos, eu trouxe tudo – faz bico, se gabando da própria eficiência.
Fatinha ri – Mas que festa é essa?
– Não é exatamente festa, é tipo uma boate que tem aqui perto. Então, topa? – levanta a sobrancelha e a loira dá um sorriso e assente em resposta – Perfeito! – pula e vai para cadeira que se encontrava antes.
Vitor logo aparece com os petiscos de carne seca, e oferece a elas. As duas se olham e Débora trata de lançar aquele olhar de “sorria” e a loira muda de expressão na mesma hora.
– Vamos dar um mergulho? – Fatinha pergunta para Vitor, que fica assustado por ela ter mudado tão repentinamente de humor.
É claro que ele também havia percebido, e não era só ali. Na mesma hora em que ela chegara a sua casa, ele sabia que tinha algo de errado, mas, ou não queria comentar e deixá-la mais triste, ou estava esperando pelo momento certo.
– Claro – concorda sem graça e a segue até o mar.
***
Gil e Ju brincavam e se divertiam na água.
– Você tá feliz – ele observa enquanto cola seus corpos, segurando-a pela cintura.
– Tirando essa história do Dinho e da Lia, eu estou sim – sorri tímida e envolve os braços na nuca do garoto.
Os dois se encaram por alguns segundos, até que Gil desce o olhar para a boca da morena.
– Eu gosto de você – admite fazendo-a corar.
– Eu também gosto de você – responde envergonhada – E muito.
Pronto, essa era a chance perfeita para Gil finalmente perguntar o que ele vinha ensaiando nesses últimos dias.
– Ahn, eu quero te perguntar uma coisa – engole em seco com medo de perder a coragem. Se é que ele estava mesmo com isso.
– Pode perguntar – Ju não faz ideia do que seja.
– Ok, tem que ser agora – admite mais para si mesmo e Ju franze a testa tentando entender.
– Tem que ser agora o que?
– Calma, me deixa respirar – se separa dela, com seu pulmão já palpitando a mil.
– Respirar? Como assim, você tá passando mal? – Ju arregala os olhos, preocupada com a reação dele.
Gil pigarreia, passando as mãos pelos cabelos.
– Pensei que isso fosse mais fácil – pisca diversas vezes, fazendo o possível pra se afastar dela, mas a morena o puxa pelo braço.
– Hey, calma, respira – faz menção de inspirar e expirar pelo nariz e boca respectivamente. Gil a observa e faz o mesmo.
– Inspira... – puxa o ar pelo nariz – Expira... – e solta pela boca.
Gil repete o ato, porém mais pesadamente.
– Droga – para bruscamente com a aula de respiração – Vocquenamorcomig? – pergunta rápido demais e engolindo algumas letras.
– Que?
– Você não entendeu?
– Claro que não, você falou tão rápido – Ju vendo o quanto o garoto estava assustado, o pega pelo rosto e planta um selinho carinhoso em seus lábios. Gil fecha os olhos e se deixa acalmar. Os dois se separam e ela o acaricia o rosto – Melhor? – ela pergunta e ele sorri
– Muito
– Ok, agora fala de novo, e devagar.
– Ok – Gil concorda e pega as duas mãos da morena, e a encara – Juliana...
– Eu – faz graça, ainda não duvidando de absolutamente nada. Claro, depois de brigas, acidentes e derivados, como Juliana pensaria em algo desse tipo? Talvez ela até pensasse, mas esse definitivamente não era o momento.
– Você aceita namorar comigo? – dessa vez devagar e claramente
Ju fica estática por um momento, mas logo dá por si, e pula no colo do agora namorado.
– Mas é claro que eu aceito! – se derrete e os dois se beijam, mas nada de selinhos dessa vez, o que faz o irmão controlador e ciumento se incomodar.
– Ei, eu ainda to aqui viu? – grita da areia. Ju mostra língua para ele, mas logo volta à atenção para o namorado.
– Mas tu é chato viu – Nélio zomba de Bruno.
– Deixa que da minha irmã cuido eu – fala seco, mas no fundo estava brincando.
– Não tá mais aqui quem falou
– Que tal as duas meninas pararem de brigar? – Rasta que até então estava em uma ligação, se pronuncia.
– Olha quem fala, esse cabelo de menininha aí – Nélio passa a mão pelos dred’s de Rasta, e os três acham graça.
– Papo sério agora – Bruno e Nélio concentram sua atenção em Rasta – Eu estava falando com o Marcelo, o dono daquela boate aqui perto? – os dois assentem – Ele disse que hoje vai ter showzinho e convidou todo mundo pra ir
– Sei não cara – Bruno enruga os lábios – Esse passeio foi pela Ju e tu já quer que eu fique bêbado de novo?
Nélio tosse, mas estava apenas disfarçando a risada.
– Que Mané ficar bêbado, é só pra se divertir mesmo, e eles podem ir também – sugeriu – Aposto que ela vai adorar. Então?
– Vamos ver – disse e gritou o nome da irmã, que logo estava do seu lado – Topa showzinho mais tarde? – pergunta e a irmã levanta uma sobrancelha. Já sabe que tem bronca vindo por aí – Nada de bebidas – Bruno levanta as duas mãos, em forma de rendição – Pelo menos, não forte – sorri – Vamos, vai ser legal
– Nada de ficar bêbado e me empurrar? – Ju pergunta e o irmão arregala os olhos, mas como a mesma sorri, ele faz o mesmo, depois assente – Ok – se dá por vencida – Mas é só porque quero comemorar
– Comemorar? – o moreno franze a testa
– Ah é – Ju lembra-se que ninguém sabe da novidade ainda – Eu e Gil estamos namorando – fala com os olhos brilhando, e puxa Gil para um abraço de lado.
– Namorando? – Bruno se levanta na mesma hora e encara Gil, que dá um passo para trás com medo das atitudes dele.
– Bruno, para de tentar assustar ele – Ju ri – Relaxa Gil, isso tudo é fachada. Quem decide isso sou eu, não é Bruno? – o olha com desaprovação e o irmão bufa.
– É – diz a contragosto – Mas vou logo avisando – aponta o dedo para o pobre garoto – Se você a fizer sofrer, você está morto pra mim – Gil engole em seco e assente. Ju apenas revira os olhos, achando mais graça ainda.
– Garotos – bufa e minutos depois avisa que está com fome. Aliás, todos estavam. Então eles aproveitaram os sanduíches e continuaram a se divertir.
And I'm here to prove to you (E eu estou aqui para provar para você)
That we can party on (Que nós podemos festejar)
The positiive side (O lado positivo)
And pump posititve vibes (E bombar a vibe positiva)
So come along for the ride (Então venha para o passeio)
Making you feel the rhythm (Fazer com que sinta o ritmo)
Is my occupation (É a minha profissão)
So feel the vibration (Portanto, sinta a vibração)
Notas finais
Próximo já é sobre a boate ;) Beijos
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