Notas iniciais
Sei que só costumo postar um capítulo por semana, mas bateu a inspiração, a ideia veio rápido e não consegui parar de escrever. Neste capítulo, é a primeira etapa. Os vilões vão em direção ao confronto final. Apertem os cintos, a viagem será turbulenta.

Era um dia Nublado. Do lado de fora, na entrada das instalações, há a grande porta cinza de ferro, aberta. De frente, há uma passagem, uma pequena estrada de asfalto que parecia uma pista de pouso. Aos arredores, a grama verde. Aquele lado de fora, era um espaço incrivelmente amplo, cercado por cercas de titânio com placas penduradas escrito "Afaste-se" e "Proibida a entrada". Ficando parado na porta, bem a frente dava para se ter essa visão. A frente, nos cantos direto e esquerdo, há duas torres. No topo de cada uma, dois guardas muito bem armados prontos para dar um sinal de alerta ou atirar contra qualquer ameaça que tentar entrar ou fugir. O prédio das instalações é todo branco, e é pequeno, possui dois andares apenas olhando de fora. Todo o resto é subterrâneo. A estrada de asfalto segue reto em mais ou menos 30 metros, até fazer uma curva para a direita, seguindo mais 20 metros até seu final, a tal "Rua", tem o formato de "L", e no final, há uma portaria e um grande portão de aço quadriculado. Totalmente vigiada por homens e mulheres armados. Os portões só se abrem ao ser mostrada a identificação através de um crachá para a câmera por quem quer que seja. Na onde a estradinha faz a curva, com um espaço grande circular também de asfalto á sua frente, exatamente no meio entre as duas torres, é a área de pouso para helicópteros, e lá está, parado, o grande e preto helicóptero das instalações. De porte militar, suas hélices agora começam a girar... cortando o ar agressivamente, fazendo a grama baixa a sua volta se balançar.

Mara estava parada pouco depois da grande porta cinza das instalações, vendo ao longe as hélices começando a girar, e por sua distância, o vento em seus cabelos era leve. Ouviu um chacoalhar metálico e pequenos "impactos" no chão bem próximo, era Jason Voorhees que passava por ela, algemado sendo escoltado pelo garotinho Timothy, seguido por Creeper, Leatherface, o pequeno Sam, Michael Myers, Freddy Krueger, Chucky e Harry Warden. Ghostface vinha lá de trás, mais ao fundo, sem ser escoltado por uma das crianças. Os monstros passavam enfileirados um atrás do outro, indo em direção ao helicóptero, ao vento forte gerado pelo mesmo. Freddy segurava o chapéu levantando as duas mãos algemadas no topo da cabeça, abaixando a mesma para que seu chapéu não voasse, os monstros estavam caminhando pelo asfalto contemplando as grandes cercas de titânio, cada um possuía em mãos, seus facões, picaretas, e serras respectivamente. Mara, mantinha a postura, observando tudo, com as mãos para trás, juntas parecendo um general de queixo erguido.

Mas logo, o Olhar de Mara foi levado á direita, os portões ao longe, no final da estrada em formato de "L" eram abertos por dois oficiais, que o puxavam segurando em suas grades. Uma limousine preta, com os vidros totalmente pretos e blindados passava pelos guardas, que pareciam ter aprovado a entrada de quem quer que fosse. O Carro vinha se aproximando ás pressas, fazendo a curva vindo em direção a Mara, quase derrapando, passando paralelo as aberrações que se dirigiam ao helicóptero. A Limousine seguiu em frente vindo de encontro á Mara, deu uma freada brusca cantando pneu parando abruptamente. As portas traseiras se abriram, e homens de terno e óculos escuros saíram. Dois saíram pela esquerda, e um, pela direita. Ela o reconheceu... era o Dono das instalações, Jonas Goldberg. Um homem rude na casa dos 40, podre de rico do qual Mara achava particularmente desagradável. De nariz empinado, Jonas fechou com tudo a porta da Limousine mostrando descontentamento, vindo em direção a garotinha que não se movia, ele se aproximou tirando os óculos escuros:

—O que você pensa que está fazendo?
—Salvando pessoas. -respondeu Mara, séria como sempre.

Num tom de sarcasmo, o homem prosseguiu:

—Ah é mesmo? Me disseram que você está no controle dessa porra. E desde que você se auto-proclamou "Imperatriz" houve pelo menos 20 mortes de funcionários aqui dentro.
—Mais ou menos isso. Sinto muito, mas não gasto meu tempo contando cadáveres.
—Garota, eu quero que você tire seus oficiais daquele helicóptero agora e coloque seus macacos de volta nas jaulas.... pra já!
—Não.

O Homem sorriu suspirando, sua raiva era evidente.

—Eu quero falar com Andrew.

Mara olhou para trás, vendo Ghostface se aproximando ajeitando o ponto e o microfone que foram acoplados na altura de seu ouvido, e conforme o mascarado se aproximava ela continuou dizendo:

—Á Vontade. Aí está ele.

O Serial Killer passou caminhando por eles, virando o rosto para Mara fazendo sinal positivo, ela retribuiu acenando a cabeça, a figura negra continuou seus passos, enquanto se aproximava do helicóptero e suas tiras de tecido preto balançavam ao vento das hélices, a fantasia balançava como chamas, dando um ar ainda mais fantasmagórico a Ghostface. Jonas apenas riu não acreditando:

—Foi você quem pediu, Mara.

Os dois homens de terno que acompanhavam Jonas, sacaram suas pistolas, apontando diretamente para a garotinha, que não esboçou reação.

—Última chance, Mara. Cancele a operação.

A Garotinha abaixou a cabeça, vendo em seu peito um ponto vermelho luminoso, ela estava da mira de um dos revólveres, o outro provavelmente estava apontado em sua testa. Levantando a cabeça novamente fitando Jonas, suspirou:

—Está tudo indo como planejado. E particularmente não pretendo fazer esforço. A decisão é sua, Goldberg.

Neste momento, as mãos dos dois homens se moveram na parte superior das pistolas, e ouviu-se um "Clique", as armas foram destravadas. Jonas, a fitando com superioridade começou a contagem:

—1.... 2....

Rapidamente, os olhos da diabinha ficaram brilhosos e vermelhos. Os dois homens apontando as armas fizeram expressão de espanto, completamente paralisados, tentando apertar o gatilho mas suas mãos agora paralisadas tremiam e seus corpos não respondiam ao comando. Tentavam, tentavam, nada acontecia, e o olhar de Mara ficava mais e mais intenso a cada segundo.... uma gota de suor se via escorrer da testa de um deles...

—Pare com isso! -Respondeu Jonas, pronto para atacá-la. Porém, ele também não conseguia se mover. E Mara não parava. Estava esperando sua desistência verbal.

—Vai pro inferno, Mara!

A Luminosidade vermelha em seus olhos atingiu o pico, a cabeça da garotinha até tremia......até que.... num movimento rápido, e simultâneo, os dois homens apontaram as suas armas para a própria cabeça, e num clique seguido de um estouro, puxaram o gatilho! Os dois tiros ao mesmo tempo, a bala atravessando seus crânios, o esguicho de sangue, e por fim, os dois corpos já sem vida batendo contra o chão. No momento do tiro, Jonas soltou um grito colocando as mãos na cabeça e se abaixando temendo que ela os faria atirar contra ele. Recobrou a postura lentamente ao ver que estava vivo ainda, sem ferimentos, e com os dois companheiros mortos estirados no chão. Ainda ofegante, a lançou um olhar de ódio:

—Você é louca!

Mara continuou com a expressão de mesmice enquanto seus olhos retornavam a cor normal:

—Já acabamos?

Jonas ainda estava incrédulo. E Não dizia nada. Mara esticou um pouco a cabeça para ver as criaturas embarcando no helicóptero, e viu Ghostface, parado de frente a um dos agentes, fortemente armado, pareciam estar conversando na porta do helicóptero enquanto os outros eram acorrentados devidamente no transporte.... Mas não se importou muito. Atrás dela, Hannibal Lecter vinha sido trazido por uma enfermeira. Numa camisa de força, totalmente imobilizando no que parecia um carrinho de empilhar caixas, e com uma "Máscara", um tipo de focinheira que só de olhar, já de dava a impressão de estar olhando para um Pitbull, que poderia morder a qualquer momento. A Enfermeira parou de empurrar Hannibal e o colocou na horizontal, de frente a Mara. Os dois se encararam por dois segundos e Lecter lhe disse:

—Foi um prazer, Senhorita.
—Igualmente. -Respondeu Mara.

A Enfermeira logo voltou a empurrar o canibal, mas ela não seguia na direção do Helicóptero, mas sim á uma van, estacionada bem ali no gramado ao lado de Mara e Jonas onde o Doutor seria transportado até um local indefinido, deixado para sua liberdade. A Garotinha encarou Jonas e se virou de costas á ele indo em direção a entrada das instalações dizendo:

—Me acompanhe. Ou fique aí se quiser.

O Homem olhou para seus companheiros mortos por um segundo, respirou fundo e enfim acompanhou Mara.

O Helicóptero decolava, levantando voo no céu nublado fazendo as árvores do outro lado da cerca se balançarem gerando um forte farfalhar. Cada assassino estava algemado á uma argola de aço acoplada no interior do helicóptero, que era grande, e possuía uma vasto espaço interior para acomodar cada um deles. Uma vez no ar, o objeto deu um giro de 180 graus, apontando a direção que seguiria, se inclinando um pouco para frente e por fim seguindo seu rumo para frente.... ficando menor ao fundo conforme se afastava... desaparecendo no céu cinza....

Um tempo depois, Dentro das instalações, Mara estava sentada com um fone e microfone para manter comunicação com Ghostface. Que estava por sua vez, com uma micro-câmera acoplada á fantasia, e um ponto, onde poderia ouvir Mara. Jonas estava sentado atrás da garotinha, tomando água, observando pelos monitores o andamento da missão. A Cada vez que ele se virava, se depara com as outras 7 crianças de plantão. Mara observava o monitor:

—Testando, Testando. Ghostface, na escuta?
—Sim... -Respondeu a voz rouca e masculina.
—OK. Por favor só reporte durante a missão. Não podemos arriscar a vida de Andrew.
—Que pena... respondeu o mascarado.

Enquanto isso, o furgão que levava Hannibal Lecter seguia por uma estrada em velocidade considerável, levantando as folhas secas que estavam espalhadas pela estrada... a vista do lado de fora era árvores e mato, toda a folhagem não tinha muita cor, pelo visto era Outono... mas que lugar era aquele? Para onde o estavam levando? Onde o deixariam?. O Local, ainda indefinido. Lecter ainda estava vestido de branco. Sua focinheira e sua camisa de força já tinham sido retiradas, ele estava apenas algemado na parte traseira da van, encarando sua focinheira repousada no banco. A Van chacoalhava e o Doutor encarava suas algemas, remexendo a boca. Parecia pensante... fitou a parte da frente da Van. Uma janelinha quadriculada o separava dos dois homens. O Motorista e o que estava no banco do passageiro. Os dois falavam asneiras, conversas vulgares sobre mulheres e altas gargalhadas... Hannibal revirava os olhos remexendo a língua dentro da boca....

No helicóptero, Jason, sentado de costas para o co-piloto bem ao lado da janela, estava com o facão no colo, ainda que suas mãos não pudessem pegá-lo, pois estavam suspensas para cima, juntas graças as algemas. O Grandalhão estava parado como um homem morto. Mas seu olhar indicava que poderia atacar a qualquer momento. Ao seu lado, Harry Warden com a picareta entre as pernas, Michael Myers, quieto e silencioso e por fim, Chucky, sentado na outra ponta paralelo a Jason, se segurava ao cinto de segurança, vendo os companheiros sentados de frente á eles. Á sua frente diretamente, Ghostface na janela, á sua esquerda, Creeper. No meio, o pequeno Sam, seguido por Krueger e na outra ponta, Leatherface. O Boneco mei oque entediado tentava puxar papo, e tinha que falar alto devido ao grande barulho das hélices:

—Oi Freddy....

Krueger reconheceu aquela voz que vinha do boneco. Mas ainda não conseguia ligar os pontos.

—Sou eu, caralho.-Exclamou o boneco.
—Charlie?
—Eu mesmo.
—Wow.... como você ficou assim?
—Longa história.
—Aposto que sim. -Freddy Sorria.

Chucky então, observou Ghostface a sua frente, ele parecia sussurrar algo para Creeper, mas não dava pra ouvir, o próprio som das hélices impedia. Se alguém tivesse que falar, teria que ser gritando. Mara, lá de dentro das instalações, também percebeu isso:

—O Que está acontecendo?-Disse ela através do ponto de escuta.

Ghostface ouviu a garota, e logo respondeu:

—Nada. Fica tranquila....
—Não foda comigo! -respondeu Mara.

Leatherface, sentado próximo a janela, se inclinou para olhar, esticando o pescoço, e logo começou a se debater, urrando, desesperado.

—Arrrh!!! Erghh!! Arr huurr!!!

Freddy exclamou:

—O Que foi, cacete?!

Mas leatherface não conseguia responder, apena continuava gritando, demonstrando medo jogando a cabeça para o lado, apontando a vista para fora da janela, Chucky então gritou:

—Acho que o brutamontes tem medo de altura!!

Freddy ria:

—Ha ha ha, caralho.... você só pode estar brincando!

Os gritos de Leatherface foram ficando mais altos... eles não paravam, eram irritantes, ficavam entre o agudo e o grave animalesco enquanto o grandalhão se debatia, chacoalhando os braços, que eventualmente davam pequenas pancadas em seu companheiro ao lado, Freddy Krueger, que devolvia cotoveladas:

—Alguém cala a boca desse débil mental!!! -Gritava Freddy.

O Pequeno Sam passou a sacudir a cabeça, rejeitando os gritos de Leatherface, debatendo a cabeça de uma lado para o outro.

—Cala a boca!! -Chucky também gritava.

Sam, não aguentou a barulheira toda dos gritos, mais as hélices.. aquilo foi demais para ele. O Pequenino passou a berrar, seus gritos não eram humanos, eram como um grilo misturado com o choro de um bebê! Era agudo, horrível, ensurdecedor. Freddy tampou os ouvidos como pode:

—Caralho!!!!

E os berros não cessavam. Ghostface abaixou a cabeça não suportando o escândalo. Creeper, respondeu com seu próprio grito animalesco, lançando uma expressão de ódio, enquanto as arestas pontudas de sua cabeça se abriam, a criatura berrava, de ódio.

—Puta que o pariu!!!!! -Freddy gritou.

A Van que levava Lecter seguia seu curso por uma estrada em meio as árvores. O Doutor se inclinou para o motorista que ria de alguma piada idiota se pronunciando:

—Com licença...

O Homem parou de rir respondendo a Lecter:

—Sim?
—Ah... poderia ligar o rádio, por favor? Eu ficaria eternamente grato.

O Tom acolhedor de Hannibal despertou uma boa vontade no motorista. Que levou o indicador até o botão, ligando o rádio. Primeiro veio um chiado.... E o Motorista olhava a expressão de Hannibal através do retrovisor. Um clique, mudando de estação, estava tocando uma música pop. Lecter fez expressão de nojo. O Motorista que acompanhava sua reação pelo retrovisor mudou a estação imediatamente, agora tocava música clássica, Giuseppe Verdi, que Lecter adorava. Mas vai saber porque diabos, ele fez expressão de desgosto. Mesmo estranhando, o sujeito se pôs a mudar novamente de estação. Agora começava a entrada de uma guitarra. Era Rock. A Música da banda "The Sick Puppies — You're Going Down", abriu um sorriso no Doutor. O homem a deixou tocando...

—Pode aumentar o som, por favor? Se não for incômodo...

Mesmo sem entender muito bem, o sujeito aumentou.

—Mais alto!

E ele apertava o botão do volume...

—Oh por favor, sua avó escuta mais alto do que isso.

O Homem soltou uma leve risada, concordando com a cabeça, aumentando o som quase no máximo, balançando a cabeça ao som das guitarras, vocais até leves e melodia pegajosa. Lecter sorria:

—Isso! Isso rapazes!

Os dois sujeitos na frente, se divertiam... ao som da música e pela liberdade rara que teriam se ouvir música alta durante um procedimento. Não queriam admitir, mas... Hannibal Lecter era assustadoramente agradável e carismático. E tinha talentos para induzir vontades ás pessoas como ninguém. O Doutor, lá trás, sem que os dois percebessem tornava a remexer a boca, parecia estar prestes á cuspir algo... uma ponta luminosa apareceu entre seus lábios, e com a língua ele a empurrou um pouco mais. Um clipe de papel. Se inclinou para frente tentando levar os dedos á boca e rapidamente conseguiu. As paredes da Van vibravam com o som alto e não daria para ouvir, Lecter pensava...

Dentro das instalações, Mara falava com Ghosftface:

—Ok, vocês estão entrando no município de Burkstsville. A Floresta "Black Hills" está aos redores, por favor, peça calma a todos. Vocês chegam ao destino em 15 minutos, estejam preparados para o pouso.
—Tudo certo, menininha... -Respondia o Mascarado, olhando a todos os assassinos em sua volta fazendo sinal positivo com a cabeça indicando que estavam chegando.

Chucky sorriu, era AQUELE sorriso... o boneco olhou diretamente para Ghostface, mandando uma piscadinha. Mas graças a minúscula câmera acoplada na fantasia, Mara foi capaz de perceber o sinal dado por Chucky á Ghostface.

—Ghostface, responda. O Que foi isso?...

A Risada áspera do Serial Killer foi ouvida por Mara...

—Desculpe, não gostamos de pousar do jeito convencional
—Que porra você está fazendo???!!!

De repente, as luvas pretas de Ghostface bloquearam a tela, e consequentemente a visão de Mara.

—Filho da puta...
—Eu tentei lhe avisar, maldita. -Disse Jonas.

O Sinal foi cortado. O Mascarado, que era o único não algemado, se virou aos outros fazendo sinal positivo, Se inclinou alcançando sua bota e metendo a mão nela, tirando dali, uma chave... todos fitaram a chave reluzente que o Assassino balançava exibindo á todos. Mara enquanto isso tentava desesperada contato com o piloto e o co-piloto... sem sucesso.

De volta á Van, Hannibal fazia esforço com os dedos enfiando a ponta do clipe na pequena abertura das algemas..... e aquilo raspava no metal... fazendo movimentos giratórios, logo ele as abriu.... as algemas se soltaram... e o sorriso tomou conta do Doutor....

Vagarosamente, sem que o motorista e seu companheiro percebessem... Hannibal vinha se aproximando... Os dois, completamente ditraidos nem se davam conta. Sem nem ao menos piscar o Doutor Lecter uasava o clipe de papel no cadeado da pequena portinha quadrada que o separava dos dois. Abaixado, fora de vista do retrovisor, apenas com as mãos levantadas tentando arrombar o cadeado.... Foi quando "Clique!"... o cadeado se abriu. Rápido e Feroz como um cão, Hannibal tascou a mão na portinha a puxando para o lado abrindo-a! Sua mão esquerda passou pela janelinha agarrando com força os cabelos do moço que estava no banco do passageiro, o puxando em direção a janelinha quadriculada com toda a força.

—Ahh!!! Me solta!!!!! -Gritava o homem enquanto seu corpo se inclinava para trás sendo puxado por Lecter.

O Motorista entrou em desespero quase perdendo o controle. Com um rápido giro no volante a Van foi jogada um pouco para a direita quase saindo da estrada, o que facilitou para Lecter puxar ainda mais o homem para si. A Cabeça do sujeito já estava toda dentro, passado completamente pela abertura quadrada.

—Eita porra!!!! -Gritou o motorista Levando um chute da vítima que se debatia aos berros tentando se soltar.

O Homem pego, via Hannibal Lecter de ponta cabeça naquela posição.

—Por favor!!! Por favor, pare!!

Lecter, como um cão raivoso avançou com o rosto na cara do rapaz que berrava desesperado. O Doutor grudou em sua boca como se lhe estivesse lhe dando um beijo. O Rapaz agora estava com os gritos abafados, com a cabeça inclinada pra trás e os braços se debatendo para frente, sem conseguir alcançar qualquer coisa que o libertasse. O Motorista já estava pronto para frear. E Hannibal ainda com a boca colada na do rapaz. Quando... raivosamente, Lecter foi afastando o rosto, levando entre os dentes os lábios do rapaz que já gritava de dor num nível escruciante. Puxou o lábio inferior do pobre homem com os dentes numa ferocidade assustadora..... a pele se esticou.... esticou.... e foi arrebentando como um envelope sendo aberto, com espirros de sangue escorrendo pelo queixo..... e num último puxão, seguido de um grito feroz de Hannibal, ele lhe arrancou o lábio completamente!!!

O Sujeito quase engasgava em sangue pronto para se retrair tirando a cabeça daquele quadrado aos berros. O Motorista meteu o pé no freio, mas antes que Van se desse para frente, naquele estalo de um segundo, Hannibal enquanto mastigava o lábio do sujeito, deu uma cotovelada em sua cabeça pendente, o que fez com que seu pescoço se quebrasse como um galho fazendo a cabeça pender completamente para rás balançando como um pedaço de carne, era uma visão horrível daquele pescoço retorcido. A Van freou neste exato momento com violência, e Lecter bateu contra a "Parede" que o separava do motorista.

No helicóptero, todos os cruéis assassinos já se soltaram de suas correntes e algemas usando a chave. Freddy gargalhava:

—HA HA HA HA!! Hora de bancar o Peter Pan!

Ghostface se levantou num salto, e com força bruta, puxou com tudo a porta de correr do Helicóptero, o vento entrava e sua capa preta dançava ao vento. O Mascarado observava toda floresta.... a floresta de Black Hills.... O Som da porta se abrindo, chamou a atenção do co-piloto que ao se virar para trás, ficou paralisado ao ter em sua cola, Chucky apontando uma faca em seu pescoço:

—Ninguém Se Mexe!!!

Os cabelos ruivos do boneco eram como chamas balançando ao vento forte. E o som das Hélices deixava o clima ainda mais desesperador.

—Onde vamos pousar?! -Gritou Chucky

Agora, tenso, o Co-piloto apontou para frente mostrando uma clareira no meio da floresta. O Piloto não dizia uma palavra... apenas orava um "Pai Nosso" enquanto controlava a aeronave.

Creeper então, esticou os braços, com um deles brutamente agarrou Freddy Krueger, e com o outro, Leatherface, segurou um em cada braço como se fossem filhotes, e Freddy ria que não se aguentava. O Pequeno Sam correu ao agarrar a perna de Creeper, se segurando nela como se não houvesse amanhã. Chegando a beirada, como se fosse um saltador de para-quedas, A Criatura se inclinava e Ghostface saia do caminho voltando a se sentar. 1...2...3... O Monstro pendeu o corpo para frente se jogando do helicóptero com os três que gritaram euforicamente. A Criatura durante a queda, abriu suas asas rapidamente planando em voo rápido fazendo uma curva ultrapassando até a velocidade do helicóptero, indo em direção a clareira.... Os outros apenas observavam.

A Van freou completamente. O motorista exclamava:

—Ai meu deus!! Puta merda!! -Saindo as pressas do veículo, abrindo a porta.

Hannibal por outro lado, sorria com sangue escorrendo da boca, indo para a traseira da Van... dando uns passos largos inclinado para não bater com a cabeça no teto, Hannibal chutou com toda força as portas traseiras que se abriram repentinamente! O Homem olhou para trás temendo por sua vida ao ver Lecter descendo da Van, continuando a correr a toda velocidade gastando seu precioso fôlego carregado de um olhar de pavor.... correu... correu.... e quando a esperança já parecia perdida... o coitado parou com a expressão de "Fodeu" ao ouvir a Van sendo acelerada.... Agora, tocando música clássica no rádio... o veículo vinha a toda velocidade na direção do sujeito. Hannibal acelerava lambendo o sangue nos lábios... O Rapaz, se virou vendo que seria atingido, e num movimento de relance saltou para os arbustos na beira da estrada vendo a Van passar direto buzinando. Colocando a cabeça para fora do mato, viu a mão de Hannibal acenando pela janela... dando um "Adeus". O Veículo se distanciava.....

Já no helicóptero, Creeper, a criatura faminta já havia pego todos, apenas Ghostface ainda estava para trás, Apoiado na porta sentindo o vento. Mara enfim conseguiu contato com os pilotos, o co-piloto em particular, gritava desesperado:

—Mara, achei que iam nos matar!!!
—Onde vocês estão?
—Sobrevoando uma clareira, todos já estão no chão.
—Como?
—Não sei, caralho!! Todo mundo salto do helicóptero foi muito rápido!

Enquanto conversavam, Ghostface viu ao longe, o monstro voando de encontro ao helicóptero. O Mascarado virou o rosto para os dois pilotos exclamando:

—Hey!...
Os dois se viraram, atônitos. O Tempo pareceu parar naquele momento ao perceberem o nível da encrenca. Em sua direção, voava um objeto pequeno, quase circular, verde e preto... uma granada, que Ghostface roubara de um dos oficiais com quem enrolou papo antes de embarcar na aeronave... Os olhos dos dois mal tiveram tempo de se arregalar quando o mascarado acenou "Bye Bye" enquanto as garras de Creeper o pegaram rapidamente, o Serial Killer sumiu de vista sendo levado pelo monstro alado...

Um grito.... apenas um grito dos dois foi o que deu tempo de reagir...

Creeper rapidamente pousava na clareira com Ghostface, a criatura batia as suas asas de morcego firmando seu pouso ao soltar o mascarado sobre as folhas... quando um clarão tomou o céu.. BUM! O Helicóptero explodiu virando uma bola de fogo no ar, como um eclipse do inferno. Pedaços de sucata foram lançados em várias direções, todos se abaixaram enquanto chovia estilhaços cobertos de fogo e fumaça... como estava voando relativamente baixo, os Assassinos puderam ver aquela bola de fogo que agora era o helicóptero rodopiando se aproximando do chão da clareira deixando um rastro de fumaça de cima pra baixo em formatos circulares como de um tornado... chegando pesadamente no chão de bico, tendo partes das hélices ainda girando se quebrando contra uma árvore o chão em si, e tendo seus estilhaços lançados ainda mais violentamente.. e o objeto, agora uma bola de sucata destruída em chamas... jazia nas folhas secas do outono...

Todos, se levantaram e observaram por alguns segundos.... um ao lado do outro, aquele clã de maníacos trabalhando juntos, é óbvio que haveria derramamento de sangue. Freddy então, perguntou a Michael:

—Agora... onde eles estão?....

Michael não respondeu, apenas começou a dar passos para frente seguindo uma direção incerta... mas não demorou nem um segundo para que todos o acompanhassem. Enfileirados, andando alertas e prontos para o que der e vier, os Serial Killers mais prolíficos do planeta caminhavam lado a lado, num evento histórico... de costas a uma segunda explosão que deu atrás de todos, destruindo o restante do Helicóptero caído fazendo o chão tremer levantando as folhas... Durante aquele momento cinematográfico, Ghostface é claro, não segurou o comentário:

—Isso é tão clichê....
—E Você é tão anti-climático — Respondeu Krueger... enquanto adentravam Black Hills.. ou mais conhecida como Blair. A Floresta amaldiçoada tomada por lendas e fatos históricos bizarros envolvendo o espírito de Ellie Kedward, ou.. em outras palavras... "A BRUXA DE BLAIR"...

Notas finais
Espero que tenham gostado. Estamos chegando ao fim. Mais dois capítulos restantes apenas. Obrigado por acompanhar esse banho de sangue. ^^