Notas iniciais
Esta fanfic é em homenagem a todas as minhas amigas shanirôs que eu ainda tenho contato, ao INCRÍVEL E MELHOR GRUPO DO FACEBOOK grupo pacífico pra curtir neyruto, que foi onde esse headcanon surgiu e começou a ser desenvolvido e a minha ilustradora favorita Momorsa que me ajudou muito no brainstorm Espero que vocês gostem e se divirtam ♥

O local estava uma completa bagunça. As vozes que ele ouvia eram as únicas que ele não gostaria de ouvir. Não sabia exatamente quando tudo havia começado. Nesse exato momento ele estava há três quarteirões da casa onde estava com o resto do pessoal da facção, era dia de reunião, e tudo parecia confuso e desconfortável demais. Ele estava sangrando muito, mais até do que gostaria. Uma bomba saindo sabe-se lá da onde explodiu próximo a eles na sala de estar, de repente só houve gritaria e os fardados entrando no local como se aquilo ali tudo os pertencessem.

Não deu tempo pra muita coisa, Sasuke só pensou em correr para fugir dali o mais rápido possível. No meio daquela gritaria e do ar irrespirável, ele conseguiu escapar e buscou abrigo atrás do muro de uma casa, um pouco distante dali. Agora com o corpo frio ele sentia aquela dor lancinante tirando toda a sua razão, ele suava absurdamente e tentava a todo custo suprimir os gritos de dor que pareciam muito querer escapar da garganta. Ele deu uma olhada pra tentar avaliar a situação e praguejou alto. O antebraço esquerdo estava em uma situação deprimente, ele duvidava muito que o poderia salvar. A carne estava exposta, estilhaçada, como se tivesse servido de alimento pra um animal grotesco, não o surpreendeu estar sentindo toda aquela dor. A explosão fez muito mais do que tentar os atordoar. Ficou claro que a intenção era que eles nem saíssem com vida.

Sasuke era da força policial, aquela pessoa que ninguém ousaria duvidar da índole. Pois deveriam. Sem ao menos ninguém perceber, Sasuke era como a maioria dos que estava ali, rendido à corrupção. Tal conexão que o levou a um patamar maior, ele acabou que sendo atraído e entrando com tudo na facção pra quem ele fornecia armamento e informações quando policial.

Ele sempre se sentiu superior em relação aos outros por causa disto. Ele pensava que os outros eram covardes demais para dar um passo como este, pois estavam demasiadamente preocupados em manchar a reputação já imunda que eles possuíam. Sasuke só havia feito o que muitos pensavam, porém poucos tinham coragem de realmente abraçar.

O que antes era uma boa ideia, agora não mais parecia ser. Era ele quem se sentia estúpido por ter entrado numa dessas, por ter feito tudo, até mesmo entrado para a força policial. Se ele não tivesse sido um asno egocêntrico e soberbo, ele não estaria ali, escorado em um muro sangrando com o que restara do seu braço, olhando metade dos seus caras sendo comidos pelas chamas da explosão, enquanto a metade que restara estava sendo presa.

Não lembrava exatamente há quanto tempo estava escorado naquele muro. O cheiro forte de fumaça e carne sendo queimada estava por toda a área. Os poucos moradores que viviam nos arredores já haviam se mandado pra bem longe no primeiro sinal da explosão. Pela primeira vez Sasuke não sabia o que fazer, qual o próximo passo a ser dado. Da maneira em que ele estava não iria muito longe sozinho e também não havia mais ninguém a quem pudesse recorrer. Todos que conhecia e, consequentemente, com quem trabalhava estavam dentro daquela maldita casa desabando. O seu braço havia parado de doer, ele não tinha certeza quando exatamente, só havia se dado conta agora, quando na verdade não o sentia de maneira alguma.

“Cara eu to muito ferrado”, pensou cerrando os dentes em descontentamento.

Ele estava tão perdido em seu martírio que, por um breve descuido de atenção, não notou toda a movimentação que acontecia ao seu redor há uns poucos metros de si.

Só se deu conta quando a voz familiar do chefe da operação se fez presente, levando qualquer esperança que ainda poderia haver consigo.

“Então é aqui que tá se escondendo, Uchiha? Cachorro ferido não vai muito longe, não é mesmo? A festa agora acabou pra você.”, a voz rasgada de Danzo foi ouvida, seguida da risada mal intencionada que escapava do homem atrás de si. Sasuke não o viu, mas podia jurar pelo que restaria da sua vida, que Danzo estava se divertindo com tudo isso. Ele finalmente estava realizado por ter posto a mão no desertor que Sasuke se tornara.

***

— Sasuke Uchiha, pelo seu bom comportamento carcerário, bom desempenho em trabalho atribuído, aptidão para promover a própria subsistência mediante trabalho honesto e por haver uma boa antecedência antes do cometimento do crime, está concedido a você a liberdade condicional após cumprir pena de cinco anos em regime fechado. Você terá que se submeter a constantes visitas para avaliação de comportamento por tempo indeterminado. – o juiz sentenciou as palavras olhando diretamente para Sasuke. Aquela reunião havia começado há um bom tempo e ele só queria que tudo terminasse o mais rápido possível – Para garantia, foi lhe concedido um emprego como segurança do shopping de Konoha, trabalhará uma jornada comum de oito horas com o recebimento de um salário mínimo. Assim como, também lhe foi concedido um auxilio em dinheiro para este primeiro mês equivalente ao salário ganhado para assegurar as suas necessidades até que comece a receber seu salário. Declaro por encerrada esta sessão. – o martelo bateu e todos que estavam presentes se levantaram para se retirarem e seguir com seus outros afazeres diários. Com exceção de Sasuke, este ficou sentado absorvendo tudo o que havia se passado nas últimas horas.

Em um momento ele estava preso, vivendo como um animal dentro de celas apertadas e superlotadas, longe de terminar a sua pena pelo crime que havia cometido, e agora sairia dali como um homem tecnicamente livre e sem saber pra onde ir. Era tudo tão bom e tão assustador ao mesmo tempo. O mundo era um verdadeiro inferno, mas sem sombra de dúvida era melhor viver neste inferno fora da cadeia, porque dentro dela tudo parecia tomar proporções bem maiores.

Foi difícil a permanência, principalmente sem arrumar confusão, pois logo no início quando fora pego, o defensor público já havia dito que não havia saída pra ele no momento, era ter que esperar o futuro e aguentar até onde dava.

A partir do momento em que se viu condenado ele sabia que muita coisa mudaria a seu respeito. Dentro da cadeia ele não era mais ninguém, ele não tinha o respeito que possuía fora dela, ele era só mais um playboy que foi de chefe de facção a nada. O silêncio era o seu melhor companheiro nos dias de cárcere, era a sua sobrevivência dentro daquelas paredes sujas de egos inflados por todo lado. Teria que fazer a sua parte se quisesse sair o quanto antes.

O caminho foi longo, mas felizmente eles conseguiram, Sasuke conseguiu a sua tão sonhada liberdade. Claro que as restrições estavam aí. Viveria com uma grana que mal daria pra sobreviver, não foi citado, mas sabia que ia ter gente na sua cola só pra garantir que não sairia da linha e trabalharia como a merda de um segurança de shopping provavelmente para o resto da vida.

Estava tudo uma grande merda, mas pelo menos era uma merda mais leve se comparado onde ele estava. Ele foi do céu ao inferno em questão de segundos e mesmo assim sobrevivera. Sua chance de recomeçar estava bem a sua frente, agora era aceitar e lidar com a consequência de tudo o que havia feito até então.

— Sasuke? – a voz do defensor público o despertou de seus devaneios. Pelo tom que o havia chamado não deveria ser a primeira vez. Sasuke o olhou e se pôs a levantar com um aceno de cabeça em seguida. Isso deu espaço para que o defensor continuasse seja lá o que estava falando. – Pensei que não estava me ouvindo, mas continuando, uma conta em seu nome foi aberta e você pode ir até às três horas da tarde retirar seu auxílio, se não tirar até esse horário, então só amanhã. Eu sei que em algum momento você também deve ter se questionado a respeito do que fazer com moradia, isso já está de certa forma resolvido também. Eles forneceram uma espécie de estúdio em uma área popular da cidade, não é lá grande coisa, mas pra você morar tá bom. O valor também é camarada e vai dar pra você bancar de boa, fica umas duas horas do seu emprego. Não se esqueça de também hoje ir à administração do shopping se apresentar com a sua ficha e os seus documentos. Qualquer coisa você tem o meu telefone e estarei disposto a te ajudar. – o defensor desembestou a falar quase deixando Sasuke zonzo com a enxurrada de informação que fora jogada em cima dele. O homem a sua frente colocou as mãos em seus ombros e por um momento parecia satisfeito – Boa sorte pra você, cara. – e saiu deixando Sasuke.

Não precisou ser dito, mas Sasuke sabia que as chances de encontrá-lo de novo seriam mínimas. Ele deu uma olhada nos papéis que estavam em suas mãos e tentou se reorganizar para saber aonde iria. O mais óbvio seria conhecer o novo emprego para depois partir para a casa, checou de novo os papeis e encontrou em um dos envelopes o endereço e uma única chave que supôs ser da sua nova casa. E assim como o defensor, Sasuke também partiu deixando essa fase da sua vida sem olhar para trás.

O estúdio era realmente pequeno, por sorte já estava mobiliado com alguns poucos móveis. Um banheiro e um espaço, basicamente se constituía disso. Havia uma cama de casal não muito grande em um canto, do outro lado estava um sofá velho, uma mesa quadrada com três cadeiras também fazia parte do pacote, assim como um fogão e um balcão. Singelo, mas teria que bastar.

O uniforme que já havia pegado em seu local de trabalho estava em uma espécie de armário feito com arames que estava ali no estúdio. Sua jornada seria das nove da manhã às cinco da tarde, com um intervalo de uma hora para o almoço. Isso é mais do que ele poderia imaginar ter depois que fora sentenciado.

Deitou-se em sua nova cama, o colchão estava fino e com um leve cheiro de suor, dando sinais de que já havia sido muito usado, mas Sasuke não conseguiu se importar com isso, não naquele momento, ele estava cansado demais dessa guinada que deu em sua vida e ele só precisava fechar os olhos e descansar, temendo acordar e perceber que o dia vivido não se passava de uma mera fantasia de escape criada por ele mesmo.

***

Sakura estava parada de costas para o espelho e com o quadril empinado vestindo o short novo que comprara uns dias atrás para a ocasião, ela queria dar uma boa olhada só para garantir que tudo ficaria perfeito.

Há alguns dias atrás um amigo do seu círculo, Naruto, havia criado um de seus eventos que sempre atraía muito público e era ótimo para se divertir, conhecer novas pessoas e até reencontrar outras. O famoso rolêzinho de Konoha.

É certo que o Naruto fez questão de chamá-la em particular só para garantir que ela iria mesmo, como se ninguém soubesse da intenção do rapaz, que mesmo depois de tantos anos ainda nutria um forte interesse por ela. Quando ele entenderia que para Sakura ele nunca deixaria de ser o melhor amigo e algumas vezes a pessoa com quem ela dava um bitoquinha ou outra só pra manter a amizade firme? Não era nada sério e ela fazia questão de deixar isso muito claro para ele.

Sakura, satisfeita com a peça nova, foi procurar uma blusa que combinaria perfeitamente com o look que estava preparando para o rolêzinho de hoje à tarde no shopping. Não era a única.

Enquanto procurava algo para vestir com o short a sua melhor amiga de infância, Ino, mandava uma série de mensagens para Sakura e que exigiam serem respondidas imediatamente! Todos estavam animados com o evento.

Ino havia passado a semana toda, desde quando o Naruto criou o evento semana passada, na laje se bronzeando com a fita crepe para adquirir a marquinha perfeita! Objetivo concluído.

Naruto fora visto no barbeiro mandando o corte do Jacá na régua. Ele ficou realmente muito bom com ele. O Kiba, que na maioria das vezes mais parecia o clone de personalidade do Naruto, fez questão de preparar um casaco novo estilizado por ele mesmo.

Karin retocou a raiz. Suigetsu trocou a borracha do aparelho para combinar com a cor do cabelo. Shino não perdeu tempo em adquirir os novos óculos espelhados que deixaria até Naruto com inveja! Shikamaru e Chouji já haviam colocado os brincos que haviam comprado há uns dias para a ocasião. Rock Lee garantiu que estaria usando seus novos tênis de corrida preparado pra já chegar mandando bem no passinho.

Todo mundo morava relativamente perto na comunidade, o que só fortalecia os laços que haviam sido criados há muito tempo quando crianças, eles passavam horas depois da escola brincando de esconde-esconde entre os becos do morro e escolhendo a nova miss bumbum mirim que era eleita pelos meninos.

Sakura fora tirada de seu momento nostálgico pelo celular que ruidosamente clamava por atenção. Era o toque de Ino.

— Testuda?! Já tá pronta? A gente tem que ir, Sakura! Quase todo mundo já foi.— mal deu tempo dela responder e Ino já começou a falar.

— Ino, eu sei, a gente não vai chegar atrasada. Desencana! – Sakura respondeu muito paciente colocando o celular no viva-voz para poder terminar de alisar a franja. – Não existem atrasos no rolêzinho. – emendou com uma risada já esperando a reação da amiga.

— Eu não acredito que você disse isso. Claro que existe, Sakura! Nós não vamos chegar quando todo mundo já estiver saído, não se esqueça de que o rolêzinho vai reunir toda a turma pra ir ao baile depois à noite. Nós ainda temos que passar na Karin pra ela ir com a gente!— a impaciência de Ino era tão grande que Sakura realmente se segurava para não rir e deixar a amiga mais estressada ainda. Ela sabia como Ino amava esses encontros e quando se tratava de sarrar, ela sempre queria ser a primeira a chegar e a última a sair.

— Ok, ok, Ino! Eu já estou pronta, só estava finalizando a minha franja. Em dois minutinhos to na sua casa. Beijo. – Sakura concluiu sem nem esperar a amiga responder. Pegou seu celular, colocou junto com a sua identidade no bolso de trás do short, se certificando antes que o dinheiro trocado para as bebidas mais tarde estava bem guardado dentro da capinha do celular. Como tudo estava certo, ela marchou para a casa da amiga que já a esperava no portão. Elas moravam apenas duas casas de distância uma da outra e ela nunca conseguiria entender como Ino ainda preferiria ligar.

— Como você teve coragem de desligar na minha cara. – Ino estava com um bico enorme e encenado só pra mostrar o quão ofendida havia ficado.

— Ah para, Ino. A gente tinha se despedido, nem vem. E não é você que está toda apressada? – Sakura retrucou percebendo Ino bufar e desmontar parte daquela carranca teatral.

— Todo mundo já foi, Sakura. Você sabe que demora a chegar ao shopping. – agora foi a vez da amiga de cabelos rosa demonstrar sua irritabilidade.

— Mas, porra, Ino! Que ideia essa do Naruto também de marcar rolêzinho numa terça às três da tarde. A gente podia muito bem só se encontrar no baile a noite. O shopping vai estar vazio essa hora. – ela logo tratou de dizer enquanto acenava para Karin que também parecia bem impaciente pela demora das garotas.

— Oi Karin, nem fala nada. A testa de marquise aqui ficou lustrando esse testão e atrasou. – Ino tratou logo de explicar à outra amiga antes que voltassem para a discussão anterior – E Sakura, o Naruto marca esses dias estranhos porque ele sabe que a gente sempre vai, e a graça de não ter ninguém no shopping é essa mesma, a gente vai chegar lotando e tomando conta! – terminou com uma risada bem travessa, sendo seguida das outras duas amigas que gargalhavam ao seu redor.

Sempre que saíam elas queriam ter a certeza que deixariam o local marcado com as suas presenças, hoje não seria diferente.

***

No shopping Sasuke estava impaciente ouvindo as instruções do seu superior. Quiçá até um pouco nervoso. Não fazia nem muito tempo que ele estava trabalhando ali, ainda estava se familiarizando com o local, que era estupidamente grande, e já teria que lidar com uma situação dessas.

A sua rotina basicamente se seguia em vigiar a ala F do shopping que estava em reformas no banheiro e na construção de um novo estacionamento, ele ainda não havia descoberto o porquê de deixar algo já grande maior, e em seguir madames cleptomaníacas discretamente pelos corredores. Não era lá uma ação e muito menos algo que lhe traria dor de cabeça. Tanto que nesses casos das madames era só notificar pelo rádio que eles logo as encontravam pelo sistema de câmeras e notificavam a família. Tudo muito discreto e coisa de gente rica, porque se fosse com alguém como ele e qualquer outro do morro, eles já estariam em cana há um tempão.

Agora ele estava ali, na sala de segurança, ouvindo o longo discurso do seu chefe a respeito das medidas a serem tomadas para que tudo permaneça em total harmonia no shopping com a chegada desse evento um tanto quanto curioso. Ele até então desconhecia da existência desses eventos chamados rolêzinhos, onde o morro descia em peso para o shopping, e só ficou sabendo deles há dois dias quando a gerência teve ciência de que havia esse encontro marcado. Sasuke nem passou tanto tempo preso assim para nunca ter sequer ouvido falar disto.

Eles nada podiam fazer para impedir, isso era claro, para o desgosto deles, mas isso significava que a segurança teria que ficar mais atenta para agir em qualquer sinal de problemas que isso viria a causar.

O que ele duvidava que acontecesse. O que estava enervando ele é toda essa atividade e esforço repentino que ele teria que fazer. Mais barulho, mais pessoas, provavelmente uma música alta para lhe estourar os tímpanos. Estava quase na hora de ir embora, nem faltava tanto tempo assim, e conseguiram arrumar mais essa para a cabeça dele.

Pelo menos ele não teria que ter um contato mais longo com esse evento e o problema ficaria todo para o pessoal do turno da tarde. A única coisa que lhe aliviava o estresse que o engolfou com tudo era esta certeza.

O seu superior terminou o discurso incansável os liberando logo em seguida para irem para os seus postos e agirem como se nada realmente fosse acontecer, como se pudesse ser possível.

Não passou muito tempo até que Sasuke por ter um vislumbre do que se sucederia ali nas próximas horas. Uma turma mista se aproximava com todos vestidos mais ou menos da mesma maneira, era de fácil identificação por ser tão distintos do público que frequentemente se via ali naqueles lados da cidade. A segregação nunca fora escondida pra começo de conversa.

O barulho começou logo em seguida, algumas caixas de som foram dispostas no jardim interno do shopping e imediatamente o som tão característico podia ser ouvido. Soou até familiar para os ouvidos de Sasuke, mas nem isso fora capaz de aliviar a carranca que se formava no rosto do jovem.

Em meio toda a agitação, onde claramente podia-se notar um loiro que conseguia ser mais barulhento que a música achando que mandava no lugar, ele notou algo que lhe chamou a atenção e muito lhe agradou os olhos.

Ela estava com um short curto, começando a se movimentar timidamente ao som da batida, conversando bem animada com outras duas amigas enquanto cumprimentava outras que passavam por ela. O cabelo de cor tão distinta não poderia passar despercebido e curiosamente o tom róseo parecia ter sido feito para ela. Sasuke torcia por dentro, gritava, quase clamando para que ela se virasse e ele poder ter um vislumbre dos olhos e do rosto daquela cujo corpo já o desnorteara.

Paralelamente a isto, Sakura conversava com suas amigas tentando controlar a ansiedade que crescia dentro de si. Imediatamente ao chegar ao shopping, os olhos dela logo capturaram a imagem de um segurança incrivelmente gato. Ela não se lembrava de já o ter visto por ali.

— Ino!!! Olha ali atrás aquele segurança! Ele é muito gatinho! – Sakura dizia animada para a amiga, mordendo o lábio inferior.

— Ih... querida, e ele tá te olhando, viu? Menina, você tá recebendo uma secada que eu não sei nem como vai conseguir andar depois. – Ino completou risonha, levando Karin consigo.

— Eu acho que eu vou lá... – Sakura parecia insegura, mas ela realmente havia gostado dele.

— Poxa Sakura, dá um tempo! A gente acabou de chegar e você já vai escorar no segurança? Ainda tem muita boca pra gente beijar aqui. – Karin cutucou a amiga, arrancando uma gargalhada da Ino em seguida – E bem, acho que você vai ter concorrência, porque olha o Naruto indo lá atrás dele também!

Assim que ela se virou pode ver o loiro indo em direção ao segurança que nem mudou a expressão mal encarada do rosto, expressão esta que foi um dos causadores do interesse de Sakura. Ele parecia tão... perigoso que algo chegava a acontecer dentro do seu short.

Naruto não estava nem um pouco contente, esse rolêzinho tinha virado um enterro. Todo mundo dançando e se curtindo, ele ainda não tinha pegado ninguém. E logo mais percebera que o seu maior alvo estava com os olhos bem distantes dele. Poxa, ele havia se arrumado inteirinho pra ela e quando procurou por Sakura a viu dando olhares não muito bons para o segurança, com cara de quem comeu e não gostou, que estava ali por perto e também a retribuía. Ele ia tentar dar um grau nele pra sentir o ego mais aliviado.

— Pô, tio, arruma essa carranca aí, o rolêzinho tá arrebentando, nem parece que tá curtindo. – Naruto tratou logo em falar, para a infelicidade de Sasuke.

Ele estava a todo custo tentando se manter impassível em relação a tudo. Ele só tinha que ficar na dele até o horário de ir embora, e talvez conseguir o telefone daquela garota, mas agora esse cara vem pessoalmente tentar tirar ele do sério, quando havia jurado para si mesmo que não arrumaria problemas.

— Tio? Eu tenho quase a sua idade, ô moleque. – Sasuke o dirigiu a palavra bem seco e um pouquinho ignorante, talvez tenha sido até proposital. Tentou a todo custo ignorar a presença daquele ser inconveniente que por algum motivo que não fazia ideia, resolveu ir atrás dele.

Voltou a sua atenção as meninas que estava no seu campo de visão, especial aquela que ele mais queria ver e gostou muito do que viu. A timidez já não existia e dançavam com tudo. Conforme o grave batia, a bunda pulava. Ele não poderia estar mais contente, finalmente um dia naquele trabalho havia valido a pena.

— Ah, mas não tem mesmo. Olha pra mim! Todo bonitão, inteiraço no auge dos meus vinte e cinco anos! Pro senhor eu não dou menos de 40... – Naruto estava mais que disposto em irritar esse cara que estava roubando toda a atenção da sua Sakura para si.

— Você ta tirando uma com a minha cara, né? Volte para seja lá o que você estava fazendo ou terei que o convidar a se retirar do recinto. – afiado como uma boa lâmina Sasuke tratou logo de silenciá-lo e o fazer ir para bem longe de si. Além do mais, toda essa conversa fiada só serviu de distração e agora ele não encontrava mais a garota de cabelo cor-de-rosa a qual ele estava dedicando toda a sua atenção.

Naruto se afastou com uma expressão azeda, aquele cara realmente não tinha um pingo de senso de humor. Não entendia como a sua doce Sakura-chan podia estar mostrando interesse a um cara daquele naipe, quando tinha ele na jogada. Ele ainda estava na jogada, não é? Já nem tinha mais certeza para a sua decepção.

Afastou-se um pouco do centro de toda a movimentação, uma galera já estava começando a se dispersar. Um pouco distante dali ele pode flagrar Ino aos beijos com Kiba e isso só serviu para lhe chatear mais, o Kiba já o estava alcançando e, além disso, estava justamente pegando a mina que ele já tinha pegado.

O Naruto estava em uma pequena desvantagem desde o começo, sabia disso, mas não iria fraquejar, Karin era a sua prima, então ela não contava pra ele, mas para o Kiba...contava e muito.

Não muito longe de onde ele estava uma morena de cabelos muito pretos e olhos azuis o encarava fascinada. Hinata era a típica garota de classe alta que se interessava por um cafuçu e aquele ali em especial havia mexido profundamente com algo dentro dela. O jeito despojado e, pelo pouco que obervara, a personalidade expansiva a fazia sorrir bobamente. Os cabelos descoloridos que tanto chamavam a atenção fisgou os olhos curiosos da moça. Mal sabia ela que Naruto também sabia que estava sendo obervado.

Rapidamente ele virou o rosto em direção dela, fazendo a garota se sobressaltar por ter sido pega e tendo as bochechas coloridas de rubro rapidamente pelo constrangimento da situação em que se encontrava.

Naruto gostou do que viu. Ela era diferente de tudo do meio dele e talvez por isso ele se sentiu tão encantado. Essa era a sua chance de arrumar uma boca pra beijar e ele resolveu tentar a sorte com uma gata daquela.

— E aí patricinha, ta participando do rolêzinho? – Naruto se aproximou em uma abordagem mais direta.

— Ahn... É... Oi... Eu não estou participando não. Só estava passando e fiquei curiosa com a movimentação. – o jeitinho de santinha da Hinata enganava muito, mas não era o suficiente para enganar o Naruto. Ele sentia bem no fundo do que ela realmente era a fim, aquela timidez parecia esconder algo bem profundo.

— Olha, eu vou ser direto contigo. Te achei a maior gata e tava afim de te dar um beijo. E aí vai rolar? – a cara de sem vergonha do Naruto só serviu para deixar Hinata mais acanhada e sem realmente saber o que dizer.

Secretamente aquilo era um das suas maiores fantasias sendo realizadas. Está certo que a sua família não ia gostar muito se ao menos soubessem disso, mas eles nunca ficavam contentes a respeito de suas preferências mesmo.

— C-como assim, você... – Ela até tentou formular uma frase coerente mediante ao calor que já subia pelo seu corpo por ter aquele cara tão próximo de si, mas foi rapidamente interrompida e surpreendida por ele.

— Assim ó patricinha. – e sem ao menos dar tempo do cérebro da garota prever a sua próxima ação, Naruto a segurou pela cintura pressionando o seu corpo ao dela e a beijou, bem ali mesmo, deixando uma Hinata estupefata e quase sem fôlego.

A mão firme do loiro a segurava pela base das costas e o seu corpo tão junto ao dele só contribuía para o calor que agora tomava conta dela toda e parecia ser capaz de explodir. As mãos trêmulas se fecharam ao redor do pescoço dele o fazendo quase parar o beijo para sorrir.

— O que acha de ir ali com a galera e a gente se conhecer melhor? – Naruto se afastou minimamente para convidá-la e recebeu um aceno de cabeça como resposta, fazendo o seu sorriso se alargar mais. Hinata nunca vira um sorriso tão lindo como o dele e tinha certeza que esse dia seria algo que ficaria marcado em sua vida.

Em outro ponto, Sakura estava distraída tendo Ino tagarelando raivosamente em sua cabeça.

— Eu não sei mais o que eu faço, Sakura! Eu já até dei o maior amasso com o Kiba, não que eu esteja reclamando claro, e nada do Sai prestar atenção em mim. – a beldade do morro estava estressada e muito inquieta, tentando a todo custo atrair os olhares daquele que lhe tirava o sono já fazia um bom tempo – Sakura! Presta atenção em mim!

A atenção da amiga foi logo voltada para si que a encarava com uma expressão bem perdida, até que revirou os olhos verdes e bufou.

— Ora, Ino! Você já tentou pelo menos abrir o jogo diretamente para ele? – Sakura a questionou não vendo mais sentido para aquele jogo todo.

— Você tá louca? Eu já dei todos os sinais possíveis, agora se ele não sabe interpretá-los eu só posso dar este caso como perdido! Ele só fica encostado naquela parede, com aquele sorrisinho na cara, nem parece que tá curtindo – a loira apontou descaradamente para onde o Sai estava e surpreendentemente nem assim ele se tocou.

— Caralho, branco do jeito que é parece até que ele se fundiu na parece e virou uma escultura. De grafiteiro do morro foi pra enfeite, quem diria – Sakura gargalhou recebendo um tabefe no braço de Ino que se segurava para não rir também do deboche da amiga – Olha porquinha, boa sorte pra você aí. Se eu fosse você já chegava na cara dura mesmo porque está bem óbvio que esse cara é a lerdeza em pessoa. Agora me dá licença que é hora de eu agilizar os meus esquemas, porque essa troca de olhares ta muito boa, mas eu quero é mais.

Sakura se despediu deixando Ino para trás com cara de poucos amigos, enquanto se dirigia até o seu mais recente foco.

— Sabe Ino, ela está certa. Você tem que parar com esses joguinhos de esfrega-esfrega e ir mandar na lata do Sai. – disse Karin ao seu lado, assim como Ino encarando Sakura partir.

— Tanto faz, Karin. Mas tanto gatinho aqui disposto a sair no tapa pra pegar a Sakura e ela invoca justo com o segurança do shopping? – Ino a questionou nada contente.

— E o Naruto que trouxe uma patricinha pra roda? Já tá até falando que vai levar pro baile do morro hoje! Aquele ali – e apontou para onde Naruto estava com Hinata, atraindo a atenção de Ino – casou no rolê. – concluiu rindo.

Sakura estava um pouco nervosa, mas a vontade de pegar de jeito aquele segurança carrancudo falou mais alto. Vendo ela de repente se aproximar começou a deixar Sasuke nervoso também, ele ainda a estava procurando e quando percebeu, ela estava se aproximando dele.

Ele tentou manter a postura e não entregar de pronto o seu interesse, pois além do mais, ele estava em seu local e horário de trabalho. Não podia se arriscar a fazer nenhum tipo de gracinha e mandar o emprego por água a baixo.

Quando se deu por conta a garota estava do seu lado, sacando o celular e tirando uma foto dela mesma em que ele aparecia logo mais ao lado. Certo, ele não sabia como reagir mediante a isto. Ela o pegou de surpresa novamente.

— Posso ajudar com algo? – ele resolveu arriscar e tomar a palavra.

— Ah, você com certeza pode sim. – Sakura sorriu bem sacana enquanto deslizava a mão pelo braço do rapaz – Aquela troca de olhares entre a gente estava muito boa, mas você sabe que isso pode ficar melhor. A gente só tem que querer.

E estava aí.

Ela jogou a bomba bem no colo dele, o que ele faria agora? Só faltava meia hora para ele sair do trabalho, ela poderia ter esperado um pouco mais. Não teria jeito, ele teria que dispensá-la por agora, só até o horário de sair e tentar deixar claro o motivo. Era a hora de se mostrar profissional mediante a esta situação difícil. Ele ainda estava sob análise e constantemente vigiado, este emprego era importante para ele e não poderia o perder por ser pego com gracinhas com os visitantes do shopping e... ah, e a mão dela que agora descia por suas costas o fazendo perder a linha do pensamento e lutar contra um tremelique estranho na perna.

— Você conhece a ala F? – droga! Não era isso que ele dizer. O que aconteceu com o ser profissional e deixar para depois? Foi ela e essa mão esperta que tomou controle do cérebro dele embaralhando tudo.

— Não, mas eu espero que você esteja disposto a me mostrar. – pronto, estava feito. Ele estava interessado, Sakura muito mais. Não tinha porque ficar na lenga-lenga que Ino estava presa.

Sasuke engoliu a saliva que insistente se acumulava na garganta e só se dispôs a manear discretamente a cabeça para que ela o seguisse. Fez questão de tentar manter a postura impassível, pelo menos até chegar à ala F onde o sistema de câmeras ainda não havia sido instalado.

Andaram a passos lentos até chegar ao local onde claramente dava sinais de abandono, uma camada de poeira fina cobria o chão indicando que o local apenas estava em obras e por ser horário comercial, não se encontrava ninguém ali.

— A ala F é um dos meus setores pelo qual sou responsável, vai demorar um pouco até ele ficar pronto. – disse Sasuke entrando no banheiro do setor e sendo seguido por uma Sakura que durante o caminho todo ficou encarando aquela bunda redondinha marcando a calça social. Curiosamente ela notou que havia um pedaço dele faltando, mas considerou grosseiro o questionar a respeito logo no início. Ela nem ao menos sabia o nome dele.

— Você é novo aqui, não é? Não me lembro de ter te visto. – ela o questionou obtendo um aceno de cabeça enquanto o seguia para dentro do banheiro.

Sasuke parou de andar e escorou em um lado da pia e pela primeira vez naquele dia, parou para observar bem aquele rosto. Ele queria gravar cada expressão dela. Será que ele deveria dizer agora que era novo no emprego porque estava preso por ter se envolvido com uma organização criminosa? Isso não parecia assunto de primeiro encontro... Espera, isso era um encontro?

— Ahn... Eu não perguntei o seu nome. – Sasuke afirmou – e muito menos disse o meu. Eu me chamo Sasuke, se me der o seu número a gente pode marcar de se encontrar depois daqui e continuar sabe lá o que vai acontecer. – ele estava sendo gentil demais, talvez ela percebesse que estava fazendo um esforço fora do comum e o chutasse.

— Muito prazer Sasuke, eu me chamo Sakura. Você é tão fofo, ainda tem muito a aprender. Primeiro o beijo – dito isso ela o puxou pela gravata deixando o rosto dele perigosamente próximo ao dela, obtendo uma reação surpresa dele, para continuar em um sussurro – depois o whatsapp.

Ao concluir a sentença levou os lábios até os dele, sendo recepcionada de bom grado imediatamente. Ele parecia querer isso até mais que ela. O gosto da boca dele a deixou inebriada, a única mão dele foi até o pescoço dela e segurou firme ali. A língua dela invadiu a boca dele e carinhosamente se acariciaram, trazendo um gemido do fundo da garganta de ambos.

Sakura inclinou mais o corpo em direção a Sasuke, sentindo mais a forma do corpo dele ao dela. Ela afastou um pouco o quadril do dele e sorrateiramente escorregou a mão para ali, acariciando-o na parte da frente.

Um sinal de alerta fora emitido na cabeça do Sasuke imediatamente e o deixou tenso. Ok, ele não contava com isso. Transar no trabalho não estava nos seus planos e, bom, ela o estava acariciando por sobre a calça, não tinha como falar que eles não sabiam como isso ia terminar. Fazia uma eternidade desde que ele saíra com alguém que nem sabia mais como fazer isso. Na cadeia as masturbações eram bem secretas porque todo mundo tinha medo de algum cara aparecer e catar eles ali mesmo.

Sakura era uma garota legal e ele adoraria conhecê-la para além deste momento, e foder com ela dentro do banheiro e consequentemente correr o risco de perder o emprego não estava bem nos seus planos principais.

Ele a afastou delicadamente, fazendo-a cessar os movimentos e o olhar com as sobrancelhas franzidas, intrigada pela atitude dele. Até o momento ele aprecia bem interessado e não seria possível um homem velho como ele ser virgem.

Sasuke prevendo o questionamento que se seguiria, tratou-se logo de se apressar.

— Não há nada de errado é só que eu não quero ir além desse amasso agora. Eu ainda to no meu horário de trabalho e muito em breve eu vou sair. Então porque você não me passa o seu número e eu te mando mensagem assim que eu sair daqui.

Sakura pareceu ponderar, deu uma olhada no uniforme dele e sorriu. Ela compreendeu o que poderia se suceder caso fossem pegos e para ela não daria em nada. Para ela. Acenou a cabeça e com um sorriso pegou a caneta do bolso da camisa dele e anotou o seu número da mão do rapaz que sorria em resposta para ela.

— Eu realmente espero que você não esteja me enrolando ou eu vou te achar e acabar com você. – ela disse com uma voz sensual e saiu do banheiro deixando Sasuke para trás rezando como nunca para que o seu horário terminasse.

***

Era quase oito horas da noite. Sasuke havia chego do trabalho morto. Não sabia se havia se cansado da jornada de trabalho ou das longas viagens de transporte público que tinha que fazer para ir de casa para o trabalho e do trabalho para casa. Certificou-se de gravar o número de Sakura no celular e optou por ligar para ela depois que chegasse em casa e tomasse um banho.

Ele ligou o rádio que conseguiu comprar de um cara que estava vendendo em uma caminhonete. O aparelho era bom, de linha, vinha junto com uns CDs piratas das músicas que estavam sempre sendo tocadas pela região e ele pagou nele quatro vezes menos do que valia. Vamos fingir que ninguém sabia que era roubado.

Jogou a toalha na cama e colocou uma bermuda, para logo em seguida pegar o celular e ligar para a Sakura.

A campainha tocou e ele franziu o cenho. Desde que se mudara não recebera nenhuma visita. Nem mesmo seus colegas de trabalho sabiam onde ele morava porque ele não era lá muito comunicativo com eles, e muito menos estava fazendo questão disto.

Ficou meio apreensivo e abriu a porta num rompante sendo surpreendido pelo o que via parado em sua soleira. Um corpo estonteante, os cabelos inconfundíveis e curtos na altura do ombro e aquele sorriso de safada que fazia todo o seu interior revirar. Sakura encarava a ele escorada na porta com uma sobrancelha soerguida.

— Surpreso? Eu disse que te encontraria se você não me ligasse. – ela disse risonha. Sasuke deu espaço para que ela entrasse e assim ela o fez.

— Como...? – ele não completou a pergunta. Estava profundamente intrigado, porém feliz, com a presença de Sakura em seu espaço. Ele não havia dito o endereço para ela. Na verdade eles nem trocaram muitas palavras, mais beijos que palavras.

— Eu movi os meus pauzinhos e descobri onde você mora, simples assim. Você não conhece ninguém aqui ainda, mas todo mundo do morro conhece todo mundo e sabe inclusive onde você mora. Qual surpresa foi a minha ao descobrir que era no mesmo que eu e nem tão longe assim. Eles sabem sobre você, só o deixam quieto. Ninguém quer alguém que eles não sabem quem é como vizinho e você sabe como as pessoas conversam. Nem é tão difícil de conseguir informação assim se você é um morador. – Sakura o informou indo em direção ao rádio que estava no chão da sala e trocou a música procurando por algo em específico.

Sasuke não disse mais nada, fechou a porta e sentou-se no sofá ainda a observando.

— Sabe – ela continuou – eu vim aqui pessoalmente te convidar pro baile que vai rolar às dez. O rolêzinho acabou tem um tempo e a galra já dispersou, mas todo mundo marcou de se encontrar mais tarde. Por que não vamos juntos? – Sakura perguntou desviando a atenção do rádio para ele. Sasuke continuou em silêncio e concordou com um aceno rápido de cabeça. Ele estava perdido admirando o corpo de Sakura bem a sua frente e notando o desejo tão evidente no olhar dele, ela decidiu que não queria perder mais essa oportunidade. Não de novo.

Ela se limitou a sorrir e voltou a sua atenção ao rádio, até que encontrou a música que parecia estar procurando e o seu sorriso aumentou.

Um som de flauta começou a tocar e Sasuke comprimiu os olhos prendendo um sorriso no canto dos lábios enquanto encarava Sakura virar para si.

Sakura levantou o braço e pressionou a mão pequena contra o ombro desnudo de Sasuke, fazendo ele se encostar totalmente no sofá. Serpentou subindo em seu colo e ladeando as coxas ao redor do seu quadril e se sentou. A mão direita de Sasuke subiu pela a sua coxa dando apoio a ela. Os olhos verdes tão intensos pareciam rasgar a sua pele e tomar da sua alma. Ah, cara, ele estava muito ferrado.

— Eu acho que agora eu vou mexer um pouquinho com a sua mente, Sasuke-kun. – Sakura sussurrou em seu ouvido mordendo o lóbulo da orelha em seguida, fazendo com que Sasuke levasse a mão até o volume de seu quadril e apertasse ali, ajeitando-a em seu colo.

Conforme a música alta tomava todo o ambiente, Sakura se apertava mais contra o corpo de Sasuke, dando o prelúdio ao que ela esperava não chegar ao fim tão cedo.

Notas finais
Bem, é isso galera. Espero que tenham gostado. Compartilhem comigo suas mensagens, pensamentos, SENTIMENTOS. BORA COMENTAR E a respeito dos meus outros projetos que eu disse que estava planejando pra abri (rsss) bem, eles ainda estão de pé, tem outros vindo também e é isso aí, o futuro a Gaia pertence skdopkdopkd e aí, bora fechá?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!