O grupo de Sarah chega à casa de Câncer, que tinha muitas luzes vermelhas e roxas saídas de máscaras. Uma nevoa da cor das luzes cobria a casa que era muito escura.

-Mesmo não enxergando muito bem, dá pra ver certa inspiração nas casas de vilas da época em que Portugal era um reino, mas essas máscaras dão um ar macabro para esta casa. — analisa Shoran, que estava com os cabelos arrepiados, sinal de que havia entidades por perto.

-Eca! Pelo visto o cheiro dessas máscaras não é de bacalhau! Se pá, o cheiro é bem pior. –comenta Julia

-Essas máscaras foram feitas com o rosto de pessoas mortas pelo cavaleiro Máscara da morte. Pelo visto, os cavaleiros que cuidam dessa casa continuam com essa atitude sem coração deste cavaleiro. –diz Sarah, se sentindo mal pelas pessoas que morreram para aquelas máscaras serem feitas.

-Ok. Encontrei alguém mais maluco do que a Geovana! –diz Botan

Sarah sente uma dor imensa no peito, o fogo da casa de Gêmeos tinha se apagado, faltavam nove horas. Uma voz masculina ri dela. Os dois cavaleiros de Câncer se revelam. O dono da voz diz:

-Isso é o que acontece quando tenta se finge de Atena, agora, tu pagarás pela heresia, ou eu não me chamo Gabri, digo, Magnus de Câncer. –diz Magno, um garoto imponente de cabelos azul esverdeado, com olhos vermelhos (Sharingan! XD) e um curativo na bochecha.

-Ora Magnus, deixe um pouco de diversão para mim. Eu também quero manda-los para o mundo dos espíritos! –diz Risa, uma garota de cabelos castanhos com uma marca na bochecha e que tinha os olhos vendados.

-Vocês são uns covardes! Matar pessoas inocentes para fazer máscaras, qual o sentido disso? –pergunta Koga muito irritado

-O motivo é simples eu e minha querida irmã Manu, digo, Risa, somos colecionadores de máscaras, mas não qualquer tipo de máscaras, máscaras daqueles que o Grande Mestre nos mandou matar, aqueles que consideramos “especiais”, arrancamos o rosto e fazemos dele uma máscara para nossa coleção, além de mandarmos eles para lutar no reino dos mortos, que será seu novo lar, seus vermes de bronze! –diz Magnus, que usa a técnica “Corredor da morte”, para tentar mandar o grupo para o reino dos mortos.

Shoran e Julia se dispõem a lutar, assim, o resto do grupo avança, mas ficam preocupados se eles conseguiriam aguentar isso sem a ajuda de ninguém.

Julia parte para atacar primeiro, ela usa seus leques e defende um ataque de espada de Risa, Julia dia enquanto se defendia:

-É impressionante como consegue lutar com os olhos vendados e esse vestido apertado!

-Para mim é impressionante que alguém tão fraca em espirito quanto você tem sobrevivido aos cavaleiros de Gêmeos- diz Risa, tentando atacar Julia, que fugia dos ataques.

Magnus usa a técnica “Ondas infernais” para atormentar Shoran, mas Shoran só resistiu ao ataque porque seu lado espiritual era muito forte. Magnus o pega por trás e o segura firmemente, então diz:

-Tens um físico interessante, além de ter um rosto de boneco, uma pena estar do lado errado da força, mas seu rosto será uma ótima adição para nossa coleção.

-Desculpe, mas eu não estou a fim de perder! Além disso, eu posso ler pensamentos se eu quiser. Se não quiser ouvir algo que vai te machucar, é melhor nos deixar passar. –ameaça Shoran

Magnus parte para atacar, Shoran usa a técnica “Dragão voador” e o deixa imóvel na parede, então ele diz:

-Gabriel, porque ainda insiste nisso? Não vê que isso não levará a nada?

-CALE A SUA BOCA! NÂO OUSE DIZER ESSE NOME NOVAMENTE! Se é assim que você quer jogar dragão, ENTÃO SERÁ ASSIM! –grita Magnus

Magnus dá um soco na barriga de Shoran, que cospe sangue e cai no chão. Magnus põe seu pé sobre a cabeça de Shoran e diz:

-Não me julgue por isso, meu caro. Mas tu não me deste escolha.

Magnus pisa na cabeça de Shoran e depois começa a golpear suas costas. Julia corre para ajudar seu amor, mas é pega por Risa, que a coloca na parede e põe sua espada próxima de sua garganta. Risa diz:

-Apenas aceite queridinha! Seu rosto vai virar uma ótima máscara.

-NÃO! (Chute na espada) Eu aprendi a não desistir por causa de meu mestre, Shiryu de Dragão, e agora eu não vou perder. A vida de uma amiga depende de mim. E quer saber de uma coisa? Além de te derrotar eu vou rasgar essa venda dos seus olhos com os meus leques! –grita Julia

Risa faz um corte em forma de cruz no ar e abre um portal para o mundo dos mortos, esta era a técnica “Túnel dos mortos”. Julia estava sendo sugada pelo portal, mas ela eleva seu cosmo até alcançar o seu sétimo sentido (o sexto é a intuição). Ela usa o “Cólera do dragão com força total e derrota Risa.

Julia lança um de seus leques na direção de Magnus para tentar para-lo, mas Shoran se levanta e pega o leque dizendo:

-Deixe ele comigo!

Magnus corre e tenta acerta Shoran com um soco, mas o jovem dragão desvia. Magnus escuta alguém chamar por Shoran e usa isso ao seu favor.

-Tem alguém chamando por você, meu caro! Parece que é uma garota bem bonitinha. –diz Magnus

-NATASHA! Não faça mal para ela, ela não tem nada haver com isso! –suplica Shoran

Magnus usa o golpe “Suicídio” em Shoran e o faz ter uma alucinação de sua irmã sendo morta pelo cosmo de Magnus. Shoran se irrita, e sua sanidade fica desordenada. Um de seus braços virou um braço de Yõkai e ele começa atacar loucamente Magnus até o nocaute.

Julia acalma o namorado e ele volta a si. Shoran diz que tinha um Yõkai vivendo em sua mente e que quando a situação pede, ele o usa, mas ele precisa rapidamente se acalmar para o Yõkai não sair de controle.

Como prometido, Julia corta a venda de Risa, e leva um susto: Risa não tinha olhos, eram apenas duas órbitas pretas. Risa diz que sue nome é Manuela, ela e Magnus (Que na verdade se chama Gabriel) eram irmão que o Grande Mestre adotou para treina-los. Os olhos de Manuela haviam sido arrancados quando ela era mais nova, e desde então, ela procura quem os arrancou e só enxerga por meio do sétimo sentido. Julia rasga uma parte de seu vestido e faz uma nova venda para Risa.

Kaito e Geovana haviam acabado de chegar, os quatro foram direto ao encontro dos outros que estavam quase na casa de Leão.

Os cavaleiros de bronze reencontram-se na casa de Leão, Sarah estava preocupada com Iris, Rolf, Nicolle e Hibiky. Iris e Rolf eram fortes e asas da Fênix os ajudariam a escapar do “Outra dimensão”, mas as asas de Cisne não teriam forças para ajudar Hibiky e Nicolle a escapar da maldição deste golpe.

A casa de Leão era muito chamativa, havia decorações de povos de diferentes partes da África, mas se destacavam as dos Mendes, Temnes, Limbras, Conos, Bulones, Peules, Corancos, Ialuncas e Quisis, todos da região de Serra Leoa (País situado ao norte do continente africano), fora os detalhes de arquitetura islâmica.

-Esse lugar é tão lindo. –diz Sarah, tocando nas paredes.

-É mesmo, tenho que guardar bem o design dessa casa, vai ser ótimo pra minha faculdade- diz Shoran encantado com a beleza daquela casa.

-Só digo uma coisa, os cavaleiros que guardam esta casa devem ser muito poderosos, as correntes estão muito agitadas. –diz Kaito

Do nada, pulam os dois cavaleiros de Leão, ambos eram negros, com pinturas em seus rostos e olhos de gato. Eles se apresentam como Gaara e Canicos, mas Sarah diz:

-Estes não são seus verdadeiros nomes.

-Do que você tá falando? Desde pequena eu me conheço por Gaara!

-E eu por Canicos! Mas mudando de assunto, o que trás vocês aqui cavaleiros de bronze?

-Precisamos falar com o Grande Mestre, é uma questão de vida ou morte! –diz Julia com pressa

-É só isso? Muito bem, atrás de nós há um túnel e esse túnel tem uma bifurcação, o caminho da esquerda é o mais rápido, porém, somente três de vocês podem ir, enquanto os outros se prendem nas algemas e não poderão sair, o da direita é o mais longo, mas todos vocês poderão ir, mas é claro, poderão demorar horas para sair dele. Façam sua escolha. –diz Gaara

Sarah já tinha ideia do que fazer e agradeceu a gentileza dos cavaleiros de Leão. Quando Giovana/Botan e Koga foram passar, a porta do túnel se fechou, e Gaara e Canicos começaram a ataca- -los. Sarah sentiu um poder demoníaco sobre os cavaleiros de ouro, aquele era o golpe “Demônio imperial”, destinado apenas ao Grande Mestre, quem levasse esse golpe, ficará sobre o controle daquele que o utilizou e isso só acabará quando a pessoa que está sendo controlada vesse alguém morrer em sua frente. Sarah desejou boa sorte para seus amigos em lágrimas, ela estava com medo de que Giovana e Koga morressem. Ela sentiu novamente a dor em seu peito voltar, o fogo da casa de Câncer se apagou, faltavam oito horas.

Canicos usou o “Relâmpago de plasma” para atingir os Giovana e Koga. Koga usa sua barreira e Giovana usa o “Murro de cristal”, ambas as defesas se partiram em milhões de pedacinhos quando o golpe as atingiu. Gaara pega uma luva com garras de ouro e começa a tentar rasgar a pele de Koga, o mesmo fazia Canicos com Botan. Gaara e Canicos unem as mãos e usam o golpe “Capsula de poder”, mandando Giovana e Koga para a parede. As armaduras dos dois estavam se despedaçando, mas insistiam em levantar.

-Por que ainda levantam? Leões pequenos como vocês dois são inúteis, desistam! A morte dos dois será muito melhor. –diz Canicos

Os dois levantam-se mais uma vez, elevando o cosmo ao sétimo sentido, eles sabiam sobre o golpe “Demônio imperial”, eles sabiam o que fazer para fazê-los voltar ao normal. Giovana usa a magia “Shingeki no Kyojin” (Ataque dos titãs), que envolvia tanto seu lado de bruxa das trevas quanto seu lado de bruxa da luz, essa era uma magia proibida, mas que teria de ser usada. Koga usa a magia mais poderosa de sua família, a “Skys of fire” (Céus de fogo), que demorava muitos anos para ser dominada e Koga conseguiu a proeza de domina-la em dois dias. As magias foram misturadas com o cosmo dos dois, eles sabiam que a chance de sobreviver era mínima, mas seria necessário o sacrifício, para que os cavaleiros de ouro acordassem.

Sarah e Shina sentiram o cosmo dos dois se dispersando, não havia mais nada a se fazer. Gaara e Canicos acordam da hipnose em que estavam e ao se darem conta do que fizeram, sentiram-se extremamente culpados. Eles se lembram de seus verdadeiros nomes, eram Helena e Kiriku, eles se lembram de coisas que não se lembravam, como se alguém tivesse mexido em suas memórias. Eles agradecem a coragem dos dois cavaleiros, retirando-lhes as armaduras e os preparando para o Limbo. Um a um, os cavaleiros vão caindo.