Segunda Geração de Semideuses:Herdeiros do Olimpo
18 Capítulo 17
Notas iniciais
Alex permaneceu de olhos fechados durante toda a viagem, sem dormir, sentiu seu estômago subir quando o ônibus pouso, Tyler cutucou Luke, que babava em seu pescoço, Alex abriu os olhos, o ônibus continuava inteiro, os três garotos se levantaram, Luke ainda andava como um zumbi, os olhos fundos, a garota passou pelo banco do motorista, mas ele estava vazio, ela desceu do ônibus, Mercúrio estava do lado de fora, a tampa do capô aberta, uma fumaça acinzentada saía do motor.
—Já chegamos? O sol nem se pôs — observou Tyler.
—Não, não estamos na Flórida, o motor falhou — disse o deus, raivoso.
—E onde estamos? — perguntou Luke, que deu um passo para trás quando Mercúrio virou-se para ele.
—Estamos perto de Richmond, Virgínia.
—E bem longe da Flórida, quanto tempo vai demorar para consertar? — perguntou Alex.
—Muito, isso é um motor V100, feito pelo próprio Vulcano, não é tão simples, sugiro que andem, pelo o que os deuses estão comentando, não têm muito tempo.
—Que agradável, precisamos chegar lá, conseguiremos arranjar outra forma de ir — disse Luke
Mercúrio praguejou algo em latim quando se distanciaram, estavam em um campo amplo, perto de um rodovia, longe da cidade, só lhes sobrava ir a pé.
~°–°~
Tyler estava com os pés latejando, estavam andando por horas, mas não chegaram a lugar nenhum, sempre o mesmo cenário, Luke já mancava, Alex continuava inteira.
—Para onde estamos indo mesmo? — perguntou Luke.
—Para o sul, o máximo possível, não sabemos ao certo onde seus pais estão — respondeu Alex.
—Podemos dar uma parada? — pediu Tyler, ofegante.
—Podemos, só cinco minutos, não podemos demorar muito — afirmou Alex.
Luke e Tyler desabaram, deitando-se na grama mesmo, Alex sentou-se ao lado dos garotos, massageando os pés cansados.
Tyler observou ao redor, estavam perto da autoestrada, o som dos carros era baixo, o horizonte estava quase vazio, apenas um conjunto alto de pedras tapava sua visão do céu limpo. Tyler resolveu focar naquelas pedras, sua visão se relaxou, e seu olhos ficaram pesados, ele piscou, uma ave passou por cima das pedras, bem distante, piscou mais uma vez, a ave passou novamente, dessa vez mais perto, Tyler piscou de novo, dessa vez por um tempo maior, quando abriu os olhos, viu a ave mais uma vez, mas ela estava bem mais perto, não, ela estava indo em sua direção, Tyler sentiu as garras em sua barriga, e sua cabeça bater em algo sólido.
~°–°~
Tyler sentiu suas costas em algo duro, elas doíam, estava com os olhos abertos, mas não via nada, apenas sentiu um hálito quente em sua nuca.
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