Segunda Geração de Semideuses:Herdeiros do Olimpo
12 Capítulo 11
Notas iniciais
Luke não conseguiu dormir em todo aquele tempo, conheceu o chalé de Poseidon em sua crise de insônia, ele era baixo e comprido, haviam seis beliches e uma fonte de pedra em forma de peixe, o lado de fora era encrustado de conchas, e havia algumas estátuas, de Poseidon na entrada, além de pequenas estatuetas de cavalo nos criados mudos, Luke voltou ao seu beliche, sentou-se na cama.
Um ruído chamava sua atenção, ele vinha de perto, Luke procurou em volta, olhou sob a cama e dentro do travesseiro, nada, abriu a gaveta do criado mudo, havia apenas a chave que pegara no arsenal, mas havia algo estranho nela, ela estava, vibrando.
Luke agarrou a chave, ela realmente vibrava, mas apenas o bastante para fazer barulho na madeira da gaveta.
Luke levantou-se, perguntando a si mesmo o porquê daquilo acontecer, e, enquanto ele caminhava pelo chalé, a vibração aumentou, e, conforme chegava ao lado nordeste do chalé, a chave vibrava mais, Luke tinha que saber aonde isto o levava.
...
O garoto andou algumas dezenas de metros, até chegar no mar, sim, a chave o levava ao Oceano Atlântico, a água gelada molhava suas canelas.
–Por que você está me levando para cá?- perguntou Luke.
Sem resposta, o que faz sentido, já que era uma chave.
Luke entrou na águas, acreditando que, de alguma maneira ele conseguiria chegar ao objetivo da chave.
Entrou de cabeça, prendendo a respiração, ele guiava-se pela chave, que vibrava cada vez mais.
Sua respiração estava acabando, e ele mal saíra do lugar, ele não podia segurar mais, sua visão escurecia, soltou todo o ar que tinha guardado, precisava aspirar ar, mas estava muito longe da superfície, só lhe restava aspirar água, não tinha mais escolha, mas ao invés de encher seu cérebro de água, ele respirou normalmente, como se não estivesse completamente rodeado de água salgada.
"Deve ser algo do lance de ser neto de Poseidon" pensou ele.
Avistou uma estrutura ao nível do solo, era um caixote de mármore, como o chalé de Zeus, só que corroído por cracas e infestados de corais, havia uma porta de bronze, com cavalos em alto relevo, adentrou.
O lugar era grande, e deserto, havia apenas um pequeno pedestal no centro, com uma espada encravada e uma abertura na frente.
Luke estava desconfiado, mas a curiosidade era maior, e, com cautela, chegou até o pedestal, a chave agora quase pulava de cabeça para a abertura, o garoto soltou-a, e ela entrou no buraco, Luke girou a chave, nada aconteceu, uma voz ecoou pelo cômodo.
–Olá, caro semideus, vejo que não morreu no caminho.
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