Segunda-Feira
30 O Guia para a Felicidade
Notas iniciais
Era um começo de tarde bonita daquele sábado preguiçoso, o sol começava a dar sinais de despedida no céu que entonava cores lindíssimas. Apesar de o dia ter sido bastante ensolarado, vez ou outra corria uma brisa leve, que refrescava tudo.
Respirei fundo apreciando o aroma gostoso que as flores de Esme exalavam. Ela cuidava daquele jardim com tanto amor que as flores retribuíam todo sentimento bom, emanando para nós um perfume delicioso.
Todo aquele clima, para lá de agradável, combinava com tudo que vinha acontecendo em minha vida. As coisas estavam muito perto do normal novamente. Amava meu trabalho, amava meus amigos, amava minha família... E claro, amava aquela pessoa que estava ao meu lado.
Meu Edward.
Contive o suspiro ao olhá-lo. Como podia ser tão lindo? Como eu tive tanta sorte em esbarrar com ele naquela segunda-feira mal planejada? Não sabia exatamente o que nos uniu, mas sabia agradecer. Era absurdamente grata por tê-lo em minha vida.
Ele deu uma risada alta, resposta de alguma besteira que Emmet falou, inclinando levemente a cabeça para trás. Tinha cortado o cabelo recentemente, então o degrade dos fios loiros ainda estava bem visível, assim como desenho perfeito de sua barba.
Ainda quieta o observei tomar um pouco da limonada que Carlisle fizera. Ele não precisou dizer uma só palavra para que eu soubesse que o líquido refrescante o havia agradado muito. Deixou o copo sobre a mesa e esperou, com um lindo sorriso nos canto dos lábios, Rose concluir seu raciocínio. Seus mágicos olhos azuis deixavam explícito o quanto ele era apaixonado pela irmã. Pelas irmãs.
Aquilo era uma das coisas que mais amava nele: A paixão pela família.
—Mamãe! – a voz doce e infantil de Jasmine estourou minha bolha de pensamentos. Maneei a cabeça e assim como todos os outros, me virei para encarar a pequena garotinha que caminhava animada ao lado de uma Alice risonha. —Titia Alice já me limpou.
O sorriso cresceu em minha face. Já tinha quase sete meses que Jasmine chegara à família, após Emmet e Rose passarem por um longo processo de adoção. Fora uma surpresa para todo mundo, ninguém esperava que eles fossem adotar uma criança, eles não deram uma pista se quer... Jasmine chegou de repente e roubara o coração de todos!
Ela tinha quase cinco anos e era dona dos olhinhos mais brilhantes do mundo. Seus orbes eram tão negros quanto seu cabelo encaracolado, mas nada era mais gracioso que o seu sorriso. Jasmine derretia o coração de qualquer quando abria aquele sorrisinho meigo.
—Que bom, meu amor. – Rose abriu os braços e a puxou para seu colo antes de agradecer a Alice com um sorriso.
Mordi o canto dos lábios vendo Alice totalmente satisfeita por ter conseguido limpar a bagunça que a calda de caramelo fizera em Jasmine. Ela havia encontrado seu lugar no mundo, Eu sabia que sim. Assim como eu.
—Está cansada? – a voz rouca de Edward soou no pé do meu ouvido. O arrepio correu todo meu corpo, precisei respirar fundo algumas vezes para conter as chamas que se espalharam por mim. Voltei a olhá-lo e meu coração bateu disparado.
Estávamos juntos há um ano e meio e mesmo depois de tanto tempo, meu corpo ainda respondia a ele, como se fosse a primeira vez. Sorri ao negar com a cabeça e me estiquei para beijar seu queixo.
Estava sim, um pouco cansada da viajem longa, mas amava ter aqueles momentos em família. Com a minha família.
Edward passou o braço por meus ombros e me puxou para mais perto, deixou um beijo no alto da minha cabeça e foi impossível não suspirar. Estava completa.
—O que acham de irmos jantar em Memphis hoje? – Emmet deu a ideia ao entregar seu celular para Jasmine jogar. —Aqui está tudo tão parado... E Alice poderá conhecer a cidade de Elvis Presley.
—Vou adorar. – Alice soou animada. Acho que ela se animaria com qualquer coisa que fosse oferecido. Sabia que tudo aquilo era novidade para ela. E sabia que ela estava amando cada detalhe.
A família de Edward a acolheu de braços abertos. Esme e Carlisle diziam que ganharam mais uma filha, Rose mais uma irmã, mas Alice dizia que ninguém ganhara mais do que ela. Ao meu ver, todo mundo saíra ganhando. Alie era uma pessoa tão bonita, tão doce e se encaixava perfeitamente aquela família. Era a peça do quebra-cabeça que faltava, como Edward amava repetir.
—Se formos temos que começar a nos arrumar. – Rose proferiu bebericando a limonada em seu copo. —Os restaurantes de lá lotam cedo.
—Quero ir na hamburgueria. – Edward colocou, recostada em seu peito, senti-o vibrar. —Lá vende o melhor hamburguer do mundo, amor.
—É? – o olhei rapidamente a tempo de vê-lo concordar com a cabeça. Parecia um garotinho na véspera de natal.
—Edward e sua paixão por fast food. – Emmet rolou os olhos. —Por isso que está gordo. – provocou fazendo Edward bufar. Não contive o riso. Realmente nós dois tínhamos ganhado uns quilinhos desde que começamos a morar juntos, mas não fora nada exagerado. Na minha opinião, Edward havia ficado ainda mais gostoso.
—Você é muito magro, não é, Emmet?
—Claro! – arqueou o queixo, gabando-se. —Esbeltíssimo.
Rosalie rolou os olhos ao se colocar de pé, esticou os braços e pegou Jasmine que, estava bastante concentrada na missão de alimentar o gato virtual.
—Vamos meninas? Essas provocações vão longe.
Não queria sair de dentro do abraço de Edward, mas Rosalie tinha razão. Quando os dois começavam com as piadinhas, esqueciam da hora. Pareciam duas crianças se provocando. Um gargalhando diante a piadinha do outro.
Eu amava a casa de Carlisle e Esme. Era tudo tão aconchegante, tão receptivo. Tinha cara, jeito e cheiro de lar.
Ainda me lembrava da primeira vez que estive ali. Tudo parecia tão distante, tão longe da realidade... Estava passando pelo momento mais turbulento de minha vida, perdida em meio àquela tempestade assustadora. Mas fora nessa casa que, descobri em Edward, o meu sol. O meu norte. Meu guia para a felicidade.
—Nós vamos a hamburgueria que Ed disse? – Alice perguntou quando entramos no quarto de hóspedes.
—Não sei, Alie. – encolhi os ombros antes de cair na cama. A macies do colchão me fez relaxar instantaneamente. —Eles sempre mudam o lugar de ultima hora. – sua risada se misturou com a minha. —Eles são incríveis, não são?
—Muito. – Alice suspirou profundamente. —Estou muito feliz por fazer parte dessa família. – seus olhos azuis reluziam. —Ter um irmão e uma irmã, é tudo que eu sempre quis...
—Hey. – cerrei os olhos apoiando o corpo nos cotovelos para olhá-la. —Achei que fossemos irmãs.
—Somos. – garantiu apressada. —Me expressei errado... – passou a mão pelo cabelo cor de mel, um tanto quanto aflita. —Eu quis dizer que...
—Alie, relaxe... Estou brincando. – lhe lancei uma piscadela voltando a deitar na cama. —Agora além de irmãs, somos cunhadas.
—Sim. – ela se sentou ao meu lado parecia bastante satisfeita. —E tias! Tem noção que somos tias? – seu semblante era pura fascinação. —Nunca imaginei que fosse ser tia. – confessou com um suspiro encantado.
Compartilhava com ela aquele mesmo sentimento. Não tinha pensado em ser tia, não pensava no quanto seria bom, até Jasmine chegar. Tudo estava perfeito agora.
Alice fora tomar banho com um sorriso largo no rosto. Ela estava muito feliz, e vê-la daquele jeito, me fazia resplandecer. Mantive os olhos no teto abobadado ouvindo os passos calmos no assoalho de madeira. Não precisei me virar para ver quem era.
—Dormindo, princesa? – Edward perguntou com a voz tranquila. Seu corpo caiu ao lado do meu e prontamente me aninhei em seu peito. Aquele era o melhor lugar do mundo.
—Não, estava só pensando. – assumi com a voz mais baixa. Seus dedos pousaram em meu cabelo deixando carícias relaxantes. Aquilo era tão bom!
—Pensando em que?
—Em tudo. – ergui a cabeça para olha-lo. Os orbes azuis foram receptivos e carinhosos como sempre. —Estou muito feliz. De um jeito que jamais imaginei que seria.
Edward abriu um sorriso torto, o sorriso mais lindo do mundo. Tocou meu rosto com carinho desenhando meu maxilar com o polegar.
—Sei porque está assim.
—Sabe? – cerrei os olhos verdadeiramente interessada em saber o que ele diria a seguir.
—Sim. – concordou pondo o braço abaixo da cabeça. —A campanha sobre a violência contra a mulher está um estrondo! E você merece todo o reconhecimento que está tendo.
Mordi meu lábio inferior vendo seu semblante se ascender em orgulho. Em partes ele tinha razão. Estava muito feliz com toda a repercussão da campanha. Fora difícil convencer Heidi a apostar nisso. Foram horas e horas de discussão, de projetos apresentados, de muita insistência. Até que ela cedera e aprovara meu projeto. Começamos nas redes sociais. Criamos uma página com o nome: “Ele não me bate, mas”. E em menos de vinte quatro horas batemos recordes de curtidas e mensagens. Foram tantas mensagens. Tantos depoimentos. Então colhemos cada um deles e começamos a publica-los por toda a parte.
Expandir aquele tema por todo o território dos Estados Unidos trouxe a mim uma visão muito dolorosa: O abuso contra a mulher vem de várias formas. Em gritos, em controle excessivo, em tapas... Em morte. Era uma realidade dura, lidar com relacionamentos abusivos e o feminicídio, por vezes, ativou o gatilho em mim. Mas me mantive firme e forte. Sabia que tinha uma missão a cumprir e fui até fim.
Estava muito orgulhosa de tudo que havia conquistado: Atendimento psicológico online, gratuito e disponível vinte e quatro horas, advogadas e delegadas, a disposição para ajudar todas que buscassem ajuda. Todo nosso suporte era composto por mulheres. Sabia, melhor que ninguém, que ser amparada por uma mulher em um momento de tanta dor e vergonha, era a melhor opção.
Contudo, apesar de todas as coisas boas que aquela campanha me rendera, ela não era maior motivo da minha felicidade.
O que mais me contentava, era poder seguir minha vida sem aquela sombra densa que me perseguira por tanto tempo. Era poder dormir sem os pesadelos. Caminhar na rua sem medo de estar sendo seguida. Não tremer de pavor quando meu celular tocava. Toda a minha felicidade se resumia em poder ser livre de novo. E claro, estar rodeada por pessoas tão especiais.
—Não está completamente errado. – proferi assim que percebi que Edward esperava minha resposta. —Estou muito feliz pela campanha, por poder ajudar algumas mulheres, mas isso não é tudo.
—Não? – neguei com a cabeça apoiando a cabeça na mão, para poder olhá-lo melhor.
—Não. – abaixei rapidamente para deixar um beijo sobre sua boca rosada. —Estou feliz por estar deixando tudo para trás. Por ter uma mãe tão maravilhosa, amigos tão queridos... – tomei fôlego pela boca fazendo uma breve pausa. —O namorado mais lindo do mundo. – o sorriso cresceu em seus lábios. —Eu tenho muita sorte. E perceber isso me faz imensamente feliz.
—Você merece, meu amor. – ergueu a mão para tirar o cabelo do meu rosto. —Você merece tudo de melhor que tem no mundo. E no que depender de mim tudo só melhorará.
Eu sabia que sim. Edward moveria o mundo de lugar para me vez feliz. Ele era tudo o que eu sempre esperei de um homem. Era carinhoso, educado, gentil. Não me anulava. Não tentava me controlar. Respeitava meus pensamentos, minhas ideias, minhas vontades. Adorava minha mãe e o namorado dela. Edward era merecedor de todo aquele amor que eu sentia por ele, e que só crescia.
Alice saiu do banheiro e ele nos deixou a sós no quarto para que nos arrumássemos. Mesmo morando juntos há meses, sempre respeitávamos os costumes sulistas de seus pais. Dormíamos em quartos separados, por mais difícil que fosse.
—Acho que vou por esse vestido que Esme me deu. – Alice parou a peça a frente do corpo. Ele era bonito, cheio de flores amarelas, pequenas e delicadas. O modelo era evase e tinha decote quadrado. —O que acha?
—Perfeito. – desviei os olhos do espelho da penteadeira para olhá-la rapidamente. —O vestido é lindo.
—Sim, muito. – sorriu grande. —Eu amei.
Retribuindo seu sorriso, tive tempo de terminar o delineado em meus olhos, antes do toque do meu celular preencher o quarto. Alice o pegou em cima da cama e o trouxe até mim. Sorri ao ler o nome de mamãe na tela.
—Olá, meu amor! – cantarolou assim que aceitei a chamada de vídeo.
—Oi, mãe. Tudo bem por aí?
—Tudo maravilhoso. – sua voz deixava explicito que ela estava um pouco “alta” por conta do álcool. —O Peru é maravilhoso, filha, você vai amar!
—Tenho certeza que sim. – suspirei com o peito apertado de saudade, já tinha quase um mês que eu não a via. Renée fora fazer uma viajem pela américa do Sul com sua trupe hippie, e a cada semana estava em um país diferente. —Phil está bem?
—Um coco. – ri de sua fala. —Está dormindo, está chapado. – Alice gargalhou atrás de mim. —Alie, meu amor, estou te vendo!
—Oi, Renée. – Alice se aproximou parando atrás de mim e acenando animadamente para minha mãe. —Se aventurando muito?
—Você não sabe o quanto! A próxima viagem vocês virão comigo! Faço questão. Edward também.
Eu tinha certeza que Edward toparia. Ele amava ouvir as histórias malucas das viagens de Renée, e por vezes, deixara explicito a vontade de segui-la em um roteiro.
Renée era verdadeiramente maluquinha, mas extremamente divertida. Por conta dos costumes conservadores do sul, fiquei um pouco temerosa quando ela viera conhecer meus sogros, mas felizmente eles se amaram. Ela contara a Carlisle e Esme toda sua história de vida, toda sua luta para criar e me dar uma boa educação. E claro, mesmo tendo deslizado uma vez ou outra, Renée era a mulher mais incrível que eu conhecia. E eu tinha um imenso orgulho de ser filha dela.
—Sua mãe é um máximo! – Alice proferiu ainda divertida pelo jeito maluco de Renée.
—Ela é. – suspirei abrindo o pó compacto e o espalhando por meu rosto. —Maluquinha, mas maravilhosa.
Nossa relação havia melhorado muito. Já não julgava o modo com que ela vivia sua vida. Tudo o que eu queria era que ela curtisse o máximo possível. Que realizasse todos os sonhos que tivera de pausar quando eu nasci.
—Meninas. – a voz de Esme antecedeu as batidas na porta. Pelo espelho a vi entrar, esplêndida como sempre. Quem a via toda arrumada naquele lindo vestido preto justo, não dizia que ela já enfrentara uma doença tão grave. Ela era outra guerreira, outra mulher forte, digna de ser admirada. —Já estão prontas? – seus olhos carinhosos intercalavam entre Alice e eu. —O vestido ficou lindo em você, querida! – elogiou Alie que a agradeceu com um sorriso doce.
As duas se davam muito bem. Alice havia ganhado uma “mãe” maravilhosa, e claro um “pai” também.
—Você também está lindíssima, Bella. – voltou sua atenção para mim e foi impossível não sorrir.
—Obrigada, Esme. – me coloquei de pé arrumando o a barra do vestido que usava. Ele era vermelho, ombro a ombro, seguia justo por todo meu corpo. —Já estamos indo?
—Sim, estão todos lá em baixo, discutindo onde vamos comer. – a vi rolar os olhos enquanto descíamos até o primeiro andar.
Não precisamos chegar na sala para ouvir as vozes animadas. Eles discutiam alto, riam, todos muito bem humorados. Rosalie parecia discordar de Carlisle enquanto tentava prender o cabelo de Jasmine, que se remexia no colo de Edward. Os dois riam da dificuldade que causavam a Rose. Era uma cena linda de ver.
Emmet rolava o celular e dava sugestões de restaurantes, os quais Carlisle negava rapidamente. Eu amava aquela bagunça.
—Gente! – Esme bateu palmas para atrair a atenção de todos. Só ela conseguia dar ordem as coisas. —Já decidiram onde vamos comer?
—Ah, mamãe! Você sabe como esses homens são indecisos. – Rosalie bateu o pé e bufou. —Acho melhor nós decidirmos.
—Deus nos livre, da ultima vez que escolheram fomos aquele restaurante vegano. – Carlisle fechou o rosto em uma careta. —Comi um bife de soja, acreditam? – ele nos encarou perplexo. Não contive o riso ao me lembrar de sua decepção. Ele era a pessoa mais carnívora que eu conhecia e pelo visto, ainda não tinha superado o bife de soja.
—Vamos a churrascaria então. – Emmet deu de ombros ao bloquear o celular. Estava visivelmente cansado de dar ideias.
—Não gosto de comer carne a noite. – Rose rebateu para a total frustração do marido. —Não faz bem para Jasmine também.
—Ah, qual é Rose, você sempre comeu carne a noite. – Edward disse com os olhos cerrados.
—Sempre mesmo. – Emmet concordou e ela bufou alto, visivelmente sem argumentos.
Assim como Alice, só conseguia rir de toda aquela situação. Era sempre assim. Entrar em consenso ali era muito difícil. Quando finalmente decidimos ir a um restaurante italiano entramos em outra discussão sobre a divisão nos carros. E lá se foram mais vinte minutos para decidir quem iria com quem.
Alice fora com Emmet, Rose e Jasmine. Edward e eu, com Carlisle e Esme. Soltei um suspiro de alívio quando sentamos na grande mesa do restaurante. Nossa família quebrava o silencio do lugar de um jeito cômico e agradável.
—Eu quero pizza! – Edward declarou beijando minha mão.
—Acho que vou de lasanha...
—Saímos de casa para comer lasanha? – Esme deu de ombros as palavras do marido que a estudou com os olhos um bom tempo antes de sorris apaixonado. Era lindo ver os dois e todo o amor que sentiam um pelo outro.
Fora impossível não me lembrar da história que me contaram na primeira vez que os vi. A história de quando se conheceram. Esme era a garota de Carlisle, e Carlisle o cara de Esme.
E quando olhei em seus olhos, percebi que ele não era apenas um dos menininhos que estavam soltos por aí. Eu vi nos olhos daquele garoto estranho que ele tinha um algo mais.
As palavras de Esme retornara a minha mente. Desde o primeiro momento em que as ouvi me identifiquei com elas, mas agora, elas faziam ainda mais sentido para mim. Edward, era o meu cara. O cara da minha vida.
—O que você vai querer, meu amor? – Edward se aproximou para me perguntar, visto a falação de todos na mesa.
—Não sei. – tentei não ficar muito abalada por seus olhos, sua fala, sua beleza..., Mas era impossível, Edward me desestabilizava por completo. —O que sugere?
—Hm. – curvou os lábios em um biquinho fofo enquanto estudava o cardápio. —Fettuccine ao molho de gorgonzola é uma boa opção. Você ama gorgonzola. – observou tirando os olhos do cardápio e voltando-os para mim.
O sorriso cresceu em meus lábios, como sempre acontecia quando parava para admirá-lo. Seus mágicos olhos azuis se uniram aos meus e meu coração começou a saltar descompassadamente.
—É, eu amo. – concordei sem me referir ao prato sugerido. —Eu amo muito.
Edward sorriu e não contive o suspiro. Eu amava ser o motivo dos seus sorrisos, já que ele era o motivo da maioria dos meus.
A risada alta de Jasmine me obrigou a desviar os olhos dele, mas a cena ao meu redor era tão linda quanto. Todos conversavam animados, felizes... Interagiam com tanto carinho. Com tanto amor.
Apoiei a cabeça na mão e me perdi naquela bolha gostosa. É. Eu tinha muita, muita sorte.
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