Segunda-Feira
22 De volta a Nova York
Notas iniciais
Com os olhos bem abertos, fitava o mal tempo que se formava lá fora, a medida em que o dia ia amanhecendo. Pelas frestas da janela, levemente empoeirada, que as cortinas gastas do antigo quarto de Rosalie não cobria, eu podia ver o céu clarear de um tom azul escuro, para algo acinzentado.
Pelo jeito, Collierville não iria se despedir de mim com o mesmo sol reluzente, que me recebera.
Mas eu não importava. Aliás, eu gostava de dias como aquele que prometia nascer. Nublado, fechado, acinzentado.
Eu sempre acreditei em manhãs nubladas em que nada pode dar errado, sempre acreditei em manhãs ensolaradas em que tudo pode dar errado... A verdade, é que eu nunca acreditei em manhãs nubladas em que as coisas simplesmente acontecessem.
Até Edward.
Ainda não sabia o porquê de termos nos esbarrados naquela manhã de segunda-feira, logo eu, a melhor amiga da sua irmã perdida...
Com um suspiro alto, me virei na cama e passei a encarar o teto de gesso branco onde pequenas estrelas de neon rosa refletiam uma leve luz.
É só me faltava eu me tornar uma daquelas pessoas que acreditam que tudo está ligado e blá, blá, blá.
Bufei diante o fato, parando e ponderando por um momento. Não...Eu apenas estava lá, podia deixar assim. Só resolvi caminhar em minha manhã de folga, decidi passar por aquela avenida e então, esbarrei nele, por simples acaso. Não ia procurar razões onde não existiam, ia deixar que a questão principal fosse: eu o encontrei, e nada mais.
Um leve rangido quebrou o silencio quase imaculado do quarto e ocupou minha atenção. Pelo canto dos olhos observei a porta de madeira branca se entreabrir aos poucos, revelando com cuidado uma sombra alta e forte.
Por segundos meu coração parou e o ar ficou estancado em minha garganta. Aquela agonia que aflorava em meu peito toda vez que alguém se aproximava me fez ficar paralisada na cama, até eu finalmente ter consciência de dois fatos: quem era e onde eu estava.
Edward entrou no quarto, a meia luz do dia que começava a nascer me permitiu reconhece-lo bem rápido. E eu estava lá, na casa dos seus pais, no interior do Tennessee. Longe de qualquer pesadelo. De qualquer monstro.
—Está acordada? – ele pareceu se surpreender quando se aproximou da cama. Sua voz aveludada, soou terna como sempre e meus músculos, que eu nem percebi estarem tensionados, relaxaram por completo.
Abri a boca e tentei responde-lo, a voz falhou em minha garganta e precisei pigarrear enquanto ele se instalava ao meu lado.
Soltei o lençol que estava entre meus dedos e com calma, ergui o corpo permitindo que Edward ocupasse um bom espaço na cama de solteiro. Quando voltei a deitar, foi a pele quente do seu peito forte que me acolheu. Suspirei correndo os dedos por seu peitoral definido, as batidas do seu coração soavam baixinhas, ritmadas e eram a melhor sinfonia que eu podia ouvir.
Seus braços passaram por minha cintura, o enlaço apertado fez com que eu me unisse ainda mais a ele. Fechei os olhos e suspirei, não podia haver no mundo, sensação melhor do que a de estar nos braços de quem a gente ama.
—Eu acordei você? – sua pergunta saiu baixinha, quase inaudível.
—Não, já tem um tempo que eu acordei... Perdi o sono e não consegui dormir. – expliquei enquanto traçava desenhos imaginários por sua pele clara.
—O que houve? – pareceu preocupado. —São os pesadelos de novo? – sua mão subiu por minha cintura escorregando por toda a lateral do meu corpo até alcançar meu queixo. Com delicadeza, ele ergueu minha cabeça e então, nossos olhos se encontraram em meio ao quarto que a cada instante ficava mais claro.
—Não, bebê. – ergui o tronco para poder encará-lo melhor. —Faz uns dias que eles não aparecem. – confidenciei, tirando o cabelo do rosto. —É só insônia mesmo.
Seus dedos longos afagaram meu rosto, o contato de nossas peles sempre me deixava formigando.
—E qual o motivo dessa insônia? – indagou ainda cauteloso. Não contive o sorriso. A preocupação que Edward tinha, para com a minha pessoa, me tocava profundamente. Assim como o cuidado, a paciência, o carinho...
—Amanhã... – estalei a língua. —Hoje, nós vamos embora. – sorriu diante a correção. —E eu gostei tanto daqui... Da sua família. – o sorriso em sua boca ficou um pouco mais largo. —Não tenho certeza se voltar para Nova York vai ser bom.
—É claro que vai ser bom, princesa. – garantiu com toda a certeza do mundo. —Vai rever sua mãe, seus amigos... – soltei o ar pela boca. —Todos estão com saudade de você.
—Eu sei disso, mas é que.... Nova York perdeu um pouco do encanto depois que.... – prendi as palavras junto da respiração. —Você sabe. – mordisquei meu lábio inferior ficando em silencio por um tempo.
—Eu imagino o quanto seja difícil para você, meu amor. – começou com o tom extremamente cuidadoso. —Mas todos nós estaremos com você, e vamos te dar toda a força do mundo. – com um impulso rápido, ele nos virou na cama e de repente, seu corpo forte estava sobre o meu.
Engoli a seco, por mais que fosse Edward que estivesse ali, por mais que seus olhos emitissem só coisas boas, a sensação me fez tremer.
—O que foi? – indagou me encarando fixamente.
Engoli a seco, abrindo e fechando a boca constantemente, em busca de alguma lubrificação. Meu coração batia rápido e um filme do pior dia da minha vida era exibido em minha mente.
—Bella. – Edward chamou tocando meu rosto com a mão quente.
Fechei os olhos e precisei respirar fundo várias vezes. A sensação de estar com os órgãos gelados, foi deixando meu corpo aos poucos.
—Me desculpe. – pedi baixinho, quando voltei a olhá-lo. —Você nos virou meio rápido e eu me assustei um pouco. – me senti meio envergonhada por contar aquilo.
Que droga de mulher eu havia me tornado? Meu namorado mal podia me tocar que aquilo acontecia: eu travava, ficava petrificada.
Queria voltar ao normal, queria ser a mulher de antes, a mulher que Edward precisava e merecia. Porque era tão difícil quebrar aquelas barreiras? Porque era tão difícil que os machucados causados em meu interior se cicatrizassem?
—Me desculpe. – voltei a pedir com os olhos novamente fechados, seu corpo se afastou do meu e uma estranha sensação de vazio correu por minhas veias.
—Hey... – chamou com a voz bem perto do meu rosto, os dedos traçando os contornos do meu rosto. —Amor, sou eu que tenho que pedir desculpas... Você não fez nada, minha linda.
Engoli a saliva como se ela estivesse cheia de pregos.
—Isso é tão difícil, tão frustrante.... – com um único impulso, me sentei na cama. Encarei a cômoda a minha frente, o abajur rosa claro estava levemente tombado, ao seu lado, cadernos velhos estavam empilhados. Por longos segundos, fitei aquele cenário, como se os objetos fossem as coisas mais interessantes do mundo. —O que é que ele fez comigo, Edward? – perguntei em um sussurro. —Porque eu não consigo ao menos receber um carinho sem me assustar?
O silencio caiu entre nós e perdurou por um momento angustiante. Ergui o queixo, encolhendo as pernas e apoiando os braços em meus joelhos. O barulho da chuvinha leve batendo contra o vidro da janela, foi o primeiro som a ecoar pelo quarto.
—Isso só aumenta o meu ódio por ele, porque nem uma namorada descente para você eu consigo ser.
Edward bufou alto e então se sentou ao meu lado.
—Isso não é verdade. – contestou firme. —Você é uma namorada maravilhosa. – sua voz estava séria, contudo não perdia o tom carinhoso. —Uma mulher maravilhosa... Você é tudo o que eu sempre quis, Bella. – ele respirou fundo fazendo uma pausa. —Eu sei que o momento que você está passando é delicado, e tudo o que realmente me importa é que você fique bem o resto...
—O resto importa para mim, Edward. – o interrompi, olhando-o por cima do ombro. —Eu quero aceitar seu carinho, seus toques, seus beijos... Eu quero fazer amor com você. – minha voz abaixou quando pronunciei as últimas palavras. —Eu quero ser a sua mulher de verdade. Sem restrições, sem traumas, sem medo...
—Para de se cobrar. – pediu apertando os lábios. —Meu amor, você tem que ir com calma. – sua mão tocou minha cabeça e seus dedos afagaram meu cabelo. —O que aconteceu.... Deixa marcas e eu tenho certeza que você vai passar por cima de cada uma delas. – sua confiança era quase tangível. —Mas vai com calma, sem cobrança, sem pressão.
—Não é cobrança. É a verdade.
—Olha aqui para mim. – pediu carinhoso e foi impossível recusar. —Sabe o que é verdade? – questionou e não esperou por minha resposta. —A verdade é que você é a mulher mais maravilhosa que eu já conheci. Linda, especial, meiga.... E eu me sinto a pessoa mais sortuda do mundo por ser seu namorado. – um sorriso ameaçou surgir em meus lábios. —E eu amo você, baixinha.
E então eu provei da maravilhosa sensação que é acompanhar a rotação da terra. Tudo em câmera lenta, quase tudo imperceptível. Meu coração parou e se recusou a bater, acredito eu que ele ficara tão surpreso quanto eu.
Quando é que o som de três palavras se tornou tão mágico? Tão poderoso?
Eu amo você.
Ah, aquilo era algo único de ser ouvido. A melhor coisa do mundo, é saber que todo aquele amor que a gente nutre por outra pessoa, correspondido.
Eu respirei fundo quando o mundo pisou no acelerador e eu caí novamente naquele compasso rápido, onde meu coração estava disparado e minha respiração ofegante.
Edward me ama. Edward me ama.
Minha mente cantarolou feliz, como não ficava há um bom tempo. Parecia que o mundo estava voltando a sorrir para mim, que as cores voltaram a enaltecer cada objeto, que a felicidade voltou a bater em minha porta.
—Eu também amo você. – fechei os olhos por um mero segundo, aproveitando da deliciosa sensação que era pronunciar aquelas palavras. E aquela vez foi em quem não deu espaço para respostas, simplesmente segurei seu rosto e o beijei.
Suguei seu lábio inferior e logo senti sua língua pressionar a minha, por mais eufórica que eu estivesse por dentro, meu exterior era pura calmaria. O que era, no mínimo, cômico.
Edward abraçou minha cintura, meio cauteloso me puxou para mais perto. Minha mão subiu por nuca até que meus dedos conseguiram infiltrar por seus cabelos.
Suspirei em contentamento, era apenas um beijo, mas eu já me sentia bastante entregue, como não me sentia a muito tempo.
—Bella, calma... – Edward pediu afastando a boca da minha. —Vamos com calma, não quero que se assuste de novo...
Erguendo a mão, pousei um dedo sobre seus lábios. Seus olhos azuis refletiam cuidado e temor. Sorri afagando seu maxilar quadrado e lindo. Ele era tão lindo. Por inteiro. Por dentro, por fora... De todos os lados e ângulos. E ainda me amava. Eu era muito sortuda por tê-lo.
—Vamos tentar. – sussurrei sentindo o ânimo vibrar no fundo do meu estômago. —Quero tentar fazer amor com você. – Edward ainda não estava certo daquilo, eu podia ver em seu olhar receoso. —É só irmos com calma, Edward. – me inclinando, beijei sua boca rapidamente. —Eu quero você, quero que você me ame.
Os olhos azulados refletiram algo que não consegui identificar, Edward então maneou a cabeça, suas mãos subiram até meu rosto.
—Vamos tentar, mas se você se sentir mal.... – pressionei minha boca na sua por breves segundos, interrompendo o que ele dizer. Eu estava confiante. Estava me sentindo confiante e pronta, para voltar a me entregar para ele, que, com experiência escorregou os dedos pela lateral do meu copo até a barra da minha camisola. Seus dedos se embrenharam no pano sedoso e com cuidado, puxaram a peça para cima, deslizando-a até a mesma abandonar meu corpo.
Apenas de lingerie preta rendada, ajoelhei a sua frente, enquanto seus olhos me devoravam. Sua mão passou pelos meus ombros, traçando com os dedos a curva dos meus seios. O toque, delicado e envolvente, me deixou doendo de desejo, não consegui me conter.
—Edward... – inclinei para mais perto, sorrindo torto, Edward também se colocou de joelhos a minha frente.
—Que foi, minha linda? O que você quer? – ele virou minha cabeça para um lado, deixando meu pescoço à mostra e então traçou uma linha molhada de beijos. A combinação da barba com aqueles lábios macios era pura eletricidade. A sensação de prazer cresceu imensamente me deixando perdida, entregue ao desejo. Eu o queria. Demais.
—Quero você. – passei as mãos pelo cós de seu short desabotoando o fecho. Ele me observou enquanto eu empurrava a peça para baixo, meus dedos se mexendo para cá e para lá em união a sua boa vontade e, em um minuto, o short estava no chão, na companhia do meu vestido listrado.
Vê-lo apenas de cueca, me deixou sem ar. Senti como se fosse a primeira vez. A descoberta. O conhecimento.
Meus dedos atrevidos tocaram-lhe brevemente o grande volume rijo que estava formado em sua boxer. Cerrando os olhos, ele assoviou.
—Não amor, vamos com calma. – gemeu puxando minha mão. Subindo as mãos novamente, Edward soltou o fecho do meu sutiã e retirando de mim com grande maestria, o jogou longe.
Com cuidado, ele nos virou na cama. Sem pressa, me deitou sobre o colchão macio. Sempre me fitando... E seu olhar era tão intenso que deixava minha pele queimando.
Meio fascinado Edward abaixou, deslizou as mãos pelos meus quadris e depois pelas minhas pernas. Lubricou os lábios com a língua e em seguida, me beijou bem na cintura, logo abaixo do umbigo. Minha barriga deu cambalhotas, e a pontada entre as minhas pernas ficou ainda mais forte. Edward colocou os dedos por baixo do elástico e foi puxando minha calcinha de renda, até tirá-la de mim. Seus olhos pararam em minha boceta, um som carinhoso saiu de sua garganta.
—Bella... Você é tão linda!
Seus dedos se espalharam por minha barriga e por meus quadris, me puxando para mais perto pressionou a boca sobre o monte de Vênus nu. Estremeci enquanto ele me segurava, minha cabeça dava voltas imaginando o que viria a seguir.
Respirando fundo, Edward terminou de retirar a calcinha de mim. Fiquei completamente nua.
Ele se levantou rápido e foi impossível ignorar sua ereção. Era impressionante. Edward gemeu quando —novamente— minha mão esbarrou de leve no pau duro, por cima da malha fina.
—Vou fazer amor com você, minha linda.... Vou cuidar de você. – aproximou seu rosto do meu. —Para sempre.
Me beijando, Edward engoliu minhas respostas. Me deitando na cama macia, começou a me tocar, a me beijar, sempre com cuidado, com carinho, inflamando meu corpo até espantar da minha cabeça qualquer pensamento.
Já não existia mais medo, mais trauma, mais nada. Só Edward, eu e o amor que sentíamos um pelo o outro.
Simplesmente não conseguia pensar em outra coisa que não fosse a língua de Edward dando voltas ao redor dos meus mamilos duros, alternando as mordidinhas leves com chupadinhas longas.
Aproveitando o contraste dos pelos curtos de seu cavanhaque com a macies de seus lábios, eu gemia com os dedos mergulhados em seus cabelos. Era tão bom... Achei que pudesse gozar só com aquilo.
Gemendo mais alto, arqueei as costas de prazer. Cruzei as pernas, esfregando-as, enquanto Edward se concentrava nos meus peitos. Incapaz de ficar imóvel, estava completamente entregue.
—Edward... – eu o chamei em meio a uma lamúria, apenas para me certificar de que estava mesmo ali.
—Estou aqui, amor. – disse isso se afastando dos meus peitos, uma rápida frustração me abateu. Edward me olhou, beijou minha boca e então colocou as mãos em meus joelhos e abrindo minhas pernas.
Esticando os braços, fiquei completamente espalhada na cama.
—Meu Deus, preciso provar de novo.
Seu hálito bateu contra minha boceta e então botou a boca em mim. Sua língua macia passou por meu clitóris e pelos pequenos lábios, acariciando-os. Podia sentir sua barba espetando minha pele sensível, enquanto me contorcia ao toque quente de sua boca.
Não dava para controlar os espasmos do meu corpo, a febre que aquecia minha virilha e se espalhava por minhas veias sanguíneas. Eu ia gozar em segundos.
—Vou gozar... – avisei com a voz entrecortada.
—A primeira de muitas vezes, amor. – falou e eu pude sentir seu hálito quente entre minhas pernas. Edward enfiou seus dedos longos dentro de mim me tocando por dentro, na maior arte da provocação. —Você é apertada. Quando for meu pau dentro de você, vai ficar mais apertadinha ainda, não vai, Bella? – meu corpo praticamente saiu de órbita quando ele lambeu clitóris, enquanto seus dedos me fodiam. —Não vai? – perguntou de novo, dessa vez mais alto.
Senti o puxão, o aperto dentro da barriga, quando começou.
—Sim! – gritei em um só fôlego, porque sabia que ele queria uma resposta.
—Goza para mim, então. Goza para mim, meu amor!
E eu gozei aproveitando da sensação diferente de todos os orgasmos que já tive na vida. Intensamente. Edward me levou —mais uma vez— até o limite, até o céu. Arfei com a onda de êxtase, contudo seus dedos firmes dentro da minha boceta me mantiveram no lugar. Era devastador e incrível —como sempre fora.
Edward tirou os dedos de dentro de mim e minha lamúria de contragosto fora abafado por m leve rangido na cama.
Abrindo os olhos, observei-o se aproximar de mim o pau, grosso, duro, lindo.
Tremi com a expectativa. Logo ele estaria dentro de mim.
Seus olhos azuis vieram até os meus.
—Agora, Bella, vou amar você.
A intensidade de suas palavras me deixou meramente sem ar.... Ele me amava, estava comigo e ia cuidar de mim. E eu... Eu era realmente muito sortuda por tê-lo.
Não contive o suspiro com a visão daquele homem montando sobre mim.
A ansiedade era tanta, mal conseguia pensar. Edward tomou conta do meu campo de visão, colocando com cuidado a cabeça do seu pênis dentro de mim, ele estava tão duro, eu podia senti-lo queimando.
Seus quadris me forçaram aos poucos, a abrir mais as pernas. Um incomodo frio no estômago ameaçou correr por meu corpo, contudo ele sumira, no instante em que Edward entrou dentro de mim. Segurando em minha cintura, ele começou a meter seu pau em mim, as investidas eram lentas e controladas.
—Tudo bem? – perguntou analisando minha expressão. Apenas chacoalhei a cabeça aproveitando o prazer que já se instalava em mim. —Se eu te machucar, você me avisa.
—Continua. – pedi em um sussurro.
Edward sorriu parecendo aliviado, abaixou a cabeça e beijou minha boca, esfregando a língua na minha, em movimentos casados com os lá de baixo. Pude sentir meu gosto na língua dele. Aquilo foi profundamente excitante. Envolvendo as pernas em seu quadril eu me entreguei. Total e irrevogavelmente.
Me deixei levar por seu ritmo: Não muito rápido, mas compassado. Movimentos cuidadosos, para dentro e para fora da minha boceta encharcada, indo um pouco mais fundo a cada investida.
Outro orgasmo se preparou para explodir dentro de mim.
Pude ver as veias de seu pescoço saltadas quando ele se levantou um pouco para mudar o ângulo das estocadas. Espremi minha boceta ao redor do pau, que latejava dentro de mim.
Soltando gemidos altos, Edward se reclinou um pouco para soprar o quanto me achava incrível no meu ouvido, sobre como ele me amava.
Isso só me deixou mais entregue.
—Edward! – gritei gozando pela segunda vez.
Meu corpo estava completamente entregue ao seu pau, que ficava mais duro a cada movimento.
Edward não parou. Continuou me penetrando até chegar sua vez de gozar.
Com o pescoço duro, os olhos inflamados, meteu com mais força ainda.
Arranhando suas costas, eu estiquei o corpo para acomodá-lo, no comprimento e na largura. Sabia que ele estava perto.
Cerrei os olhos e apertei as paredes da minha vagina com toda a força que pude sentindo-o enrijecer.
Seu gemido foi gutural, algo parecido com uma mistura do meu nome e um grito de guerra. Mais uma estocada e todo seu corpo tremeu antes de desmontar sobre o meu, os olhos azulados brilhando na mera claridade do quarto.
Nossas respirações falhas se misturaram por um longo momento, era difícil acusar quem estava mais arfante.
Mais calmo, Edward recostou sua cabeça em meu ombro enquanto sua boca brincava com meu pescoço, meus dedos foram descendo pelas suas costas, apreciando os músculos esguios e o leve pulsar das veias sob a pele.
A partir daí eles decidiram subir até seus ombros, demorando-se por um momento nos músculos que se retesavam e relaxavam enquanto ele beijava meu pescoço.
Quando encontraram a volta voluptuosa de sua bunda eles retornaram para o local de origem, até desceram de novo, dessa vez, passei as unhas de leve por sua pele em vez de usar as pontas dos dedos, que eram mais suaves e macias.
—Eu não machuquei você, machuquei? – ergueu a cabeça para me encarar.
Sorri subindo as mãos por suas costas, até poder tocar seu rosto. Como ele podia ser tão lindo?
—Não. – neguei vendo um sorriso lindo estampar sua boca avermelhada. —Foi maravilhoso. – me inclinei para poder beijar seu queixo. —Obrigada por ter aparecido na minha vida. – agradeci, me relembrando mais uma vez daquela manhã nublada em que nos esbarramos, onde nada de bom aconteceria se dependesse da minha fé.
—Se tem alguém aqui que precisa agradecer, esse alguém sou eu. – murmurou distribuindo beijinhos por meu pescoço. —Você vem me salvando desde aquela segunda-feira, em que nós nos esbarramos.
Abri um sorriso satisfeito, meus braços passaram por seu pescoço e então, me apertei mais a ele.
—Que horas são? – perguntei assim que a onda de preocupação pesou sobre meus ombros. Edward estreitou os olhos para poder enxergar os números no antigo relógio abandonado no criado mudo.
—Quase seis... Porque?
—Seus pais... Meu Deus, eles não podem saber que está aqui. – somente a ideia de tal coisa, me deixou com as bochechas quentes. —É melhor você ir para o seu quarto...
—Não.. – lamuriou deixando o lábio cair em um biquinho fofo. Não contive o riso e precisei erguer um pouco o tronco para morder sua boca.
—Sim, sim, bebê. – afirmei, empurrando-o levemente para cima. —Vai, levanta.... Não gosto nem de imaginar o que a sua mãe vai pensar de mim se te pega aqui.
Edward e eu gememos a contragosto quando seu pau saiu de dentro de mim. Era tão bom estar “conectada” a ele.
—Não vai pensar nada, ué. – deu de ombros, enquanto caçava a boxer pelo quarto. Foi impossível não reparar em sua bunda gostosa e redonda.
—Nada de bom, não é? – brinquei e ele rolou os olhos subindo a bermuda de moletom pelas pernas torneadas.
—Minha mãe já te ama. Assim como eu. – apoiou os braços na cama e se inclinou para beijar minha boca. —Tente dormir um pouco, amor. – pediu me dando um último selinho antes de deixar o quarto.
Com um suspiro cansado, mas muito feliz, caí deitada na cama.
Era estranho, mas senti que a minha vida havia voltado, ao menos um pouco, para o eixo. Sabia que estava me reerguendo e era assim mesmo, caindo e levantando. Sempre.
Meus olhos incorporaram todo o cansaço do meu corpo e em questão de minutos, se fecharam, permitindo que eu embarcasse em um dos sonos mais leves que já tive.
Quando finalmente acordei, já eram onze horas.
Foi impossível não me sentir envergonhada quando desci para o primeiro piso e todos já estavam reunidos. Emmet, não perdeu a chance de me zoar e mesmo me sentindo um pouco constrangida, devolvi a brincadeira. Era bom entrar no clima família que incorporava aquelas pessoas e aquela casa.
Meu último almoço ao lado dos Cullen’s foi regado a risadas. Estava me sentindo bem melhor, bem mais à vontade e aquilo favoreceu muito.
Eram quase duas horas, quando subi para arrumar as malas com a deliciosa companhia de Rosalie.
—Então você é amiga da irmã do meu irmão. – proferiu tranquilamente dobrando uma das minhas blusas e me entregando.
—Sim. – confirmei pondo a peça dentro da mala. —Coincidência, não é?
—Coisa de Deus. – respondeu com um sorriso leve. —Mas me fale... Como Alice é? – a curiosidade estava nítida. —Acha que ela vai ser uma boa irmã para Edward?
—Sim, tenho certeza que sim. – respondi a sua segunda pergunta primeiro. —E Alice é uma pessoa maravilhosa... Pode acreditar, é impossível não gostar dela.
—Acredito em você e tenho certeza que vamos nos dar muito bem. – soltou o ar pela boca antes de pegar mais uma peça de roupa para dobrar. —Sabe, sempre quis ter uma irmã e estou finalmente ganhando uma...
Suas palavras me fizeram sorrir e uma vontade enorme de abraça-la, aqueceu meu peito. Rosalie era outra pessoa maravilhosa e eu ficava realmente feliz por Alice ganhar uma “irmã” como ela.
A verdade é que todos ali eram maravilhosos. Carlisle, Emmet, Esme, Rosalie... Sem esquecer, é claro, do meu namorado. Por mim, ficaria ali para sempre, naquela cidade pacata, charmosa e um tanto quanto acolhedora.
Mas Nova York estava nos esperando e era hora de voltar para casa. Emmet e Rose se despediram de nós mais cedo, por conta de um compromisso na casa da irmã de Emmet. Já Carlisle e Esme, nos acompanharam até o aeroporto.
Se tem uma coisa que eu sempre odiei, é despedida. Não tem nada pior que dar ‘tchau’ ainda mais quando se quer ficar.
Carlisle me deu um abraço fraterno, daqueles que só os paizões mais protetores são capazes de dar. Esme beijou meu rosto com um carinho absurdo e me convidou inumes vezes para voltar a Collierville.
Durante o longo voo até Nova York, não deixei de pensar em como eu estava me sentindo bem, acolhida.... Era como se eu já fosse da família e estava amando aquilo.
—Chegamos. – Edward murmurou no pé do meu ouvido. Um arrepio subiu por minha espinha e então, abri os olhos. Já era noite alta, mas Nova York jamais ficava escura.
Engoli a seco e tentei retribuir seu lindo sorriso, mas preferi beijá-lo, quando percebi que não iria conseguir. Edward desceu do taxi e abriu a porta para mim, um sentimento estranho me abraçou no instante em que encarei meu prédio.
Não conseguia me sentir em casa.
Apertei minha nuca me sentindo imensamente desconfortável. Girando a cabeça olhei para os lados e encarei as pessoas que me rodeavam.
Nenhuma delas dava a mínima importância para a minha presença, mas tinha a incômoda sensação de estar sendo observada.
Um calafrio ruim correu por minha espinha.
—O que foi, amor? – Edward perguntou, apoiou a mão em minha cintura e me olhou atentamente.
Maneei a cabeça e tentei sorrir.
—Nada, só estou cansada. – aquilo não era bem uma mentira. Ele sorriu, beijou minha boca e então acenou para os carregadores que caminhavam em nossa direção.
—Só vou pagar o taxista e nós já subimos.
—Ok. – concordei deixando que ele se afastasse.
Puxei o ar pela boca e então o soltei pelo nariz. Não podia ficar em negação... Estávamos de volta a Nova York, de volta para a realidade.
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