Notas iniciais
Oi minhas lindaaas :D Atrasada, eu sei e peço mil desculpas, mas voltei a estudar e as coisas complicaram kkk Enfim, vamos ao capítulo? Espero que gostem, tenham uma boa leitura ^^

É estranho ser coadjuvante da própria vida. Escolhas feitas, caminhos traçados, decisões tomadas.... Tudo por outra pessoa. Ficamos ali, atrás das cortinas, observando por uma fresta pequena o grande espetáculo que é o “nosso futuro” ser representado por terceiros.

A sensação passa longe de ser boa, é claro. A gente se sente impotente, como marionetes, presas por cordas que fazem tudo o que o titeriteiro deseja.

Era assim que eu me via enquanto ouvia as palavras de Jacob, movida pelos fios que nos ligavam, sem voz, puxada de um lado para o outro.

A cada plano dito mais eu me reconhecia naquela boneca sem vontade, sem gestos ou vontade própria. Aquela boneca que era apenas guiada e manipulada.

—Vai ser ótimo. – repetiu afrouxando a gravata e caindo sentado na minha cama.

Ótimo, ótimo, ótimo... Já havia perdido as contas de quantas vezes ele usara aquela palavra.

—Você está se esquecendo de uma coisa, Jacob. – cortei, vendo-o desfazer o nó da gravata e tirá-la do pescoço. —Eu trabalho. Não posso abandonar meu emprego assim de uma hora para outra!

—Já disse que não vai precisar trabalhar. – aquilo parecia glorioso para ele. —Vou cuidar de tudo...

—Mas eu quero trabalhar, Jacob. – deixei todo o ênfase para a palavra “quero”. —E eu não quero deixar a Valanstain, você sabe como eu amo trabalhar lá.

Sua expressão de contentamento foi caindo aos poucos, até se transformar em uma careta fechada.

—Ama trabalhar, ou ama quem trabalha? – sua pergunta cínica me fez bufar. Rolando os olhos, cruzei os braços e o encarei com impaciência.

—Está querendo dizer o que com isso? – seu olhar nulo prendeu no meu por um longo momento, Jacob então suspirou e maneou a cabeça.

—Nada. Não quero brigar. – arqueou as mãos com uma falsa inocência. —Vamos conversar depois, ok? – se pondo de pé, ele caminhou em minha direção. —Estou cansado... Posso tomar um banho?

—Fique à vontade. – ele sorriu e me beijou rapidamente assim que concordei. Ainda parada e com os braços cruzados ouvi a porta do banheiro sendo fechada.

Estava me sentindo muito cansada com a minha vida ultimamente. Tudo estava estranho, parecia que tinha perdido o rumo das coisas, das minhas vontades, das minhas convicções e nada voltava para o seu devido lugar.

Eu já desconhecia o que era vontade própria. Eu já nem sabia mais qual era a minha banda ou filme preferido... Perdida. Estava totalmente perdida.

—Estava esperando você descer. – Alice se aproximou de mim assim que cheguei no primeiro andar. Maneei a cabeça deixando meus pensamentos voarem para longe, quando a encarei notei que a bolsa estava em seu ombro. —Eu vou indo...

—Porque?

—Jacob chegou... Não quero atrapalhar. – soou meio sem jeito. —Vou aproveitar para ir ver a Angie e a Jéss.

Fiz um biquinho sentido com suas palavras. Não queria que Alice fosse embora, ela ficara afastada por tanto tempo e agora que finalmente havia voltado, tudo o que eu queria era passar um tempo com a minha melhor amiga. Contudo, o que eu poderia fazer? Prendê-la ali e deixa-la entre Jacob e eu?

Aquilo definitivamente não era uma opção.

Sem mais o que fazer a acompanhei até o elevador e assim que as portas se fecharam senti uma falta de ânimo crescente. Aquilo era tão estranho que já não fazia o menor sentido para mim.

Aquele foi o fim de semana mais longo de toda a minha vida. Jacob continuou a planejar nosso futuro em Buffalo, e mesmo sabendo que a chance dele acontecer era mínima, eu não o cortei, afinal, tudo o que menos queria era brigar.

Pela primeira vez em muito tempo, não precisei do despertador para acordar em uma segunda-feira. Quando despertei, ainda faltavam vinte minutos para que o aparelho tocasse, mas aquilo não refrescou e nem um pouco o ânimo que queimava dentro de mim.

Jacob ainda estava adormecido quando saí da cama, deitado de bruços, tudo o que cobria seu corpo era uma parte do lençol rosado. Enquanto buscava as peças da minha lingerie que estavam espalhadas pelo chão do quarto não deixei de reconhecer como ele tinha um corpo bonito, grande, forte... Soltei um suspiro dando uma última olhada em suas costas largas.

Fora uma das primeiras coisas que chamara minha atenção quando nos conhecemos, seu corpo e sua aparência. Meu relacionamento com Jacob começara baseado na atração física, as coisas entre nós dois eram quentes, no entanto, esfriaram bastante com o passar dos meses. Aquela era uma das coisas que eu não entendia, afinal, não era para o sexo ficar melhor conforme as pessoas se conhecem e ficam mais intimas?

—Caramba, está muito linda hoje! – Jacob elogiou com os olhos parados em meu corpo. O olhei através do espelho e lhe lancei um sorriso, o qual ele retribuiu rapidamente. Seus dedos eram ágeis em fazer o nó da gravata roxa em seu pescoço. —Mas porque não coloca uma calça? Essa saia me parece bem curta.

Rolei os olhos terminando de passar o batom rosado em meus lábios, quando me virei Jacob ainda encarava minha saia com uma careta.

—Minha saia não está curta. – e de fato, não estava. Minha saia era rosa bebê, o modelo lápis contornava meus quadris e iam desde o meu umbigo aos meus joelhos, ela estava por cima da minha blusa preta de manguinhas curtas e decote discreto. O colar de pérolas valorizava meu colo. E os stilettos pretos deixavam minhas pernas mais atraentes.

—Mesmo assim, porque não coloca uma calça? – sua insistência me fez bufar.

—Não vou colocar uma calça, Jacob. – minha voz saiu firme, voltei a encarar o espelho para poder passar os brincos perolados em minha orelha. Aproveitei o momento para analisar minha maquiagem. Ela estava bonita, elegante e leve. O blush rosado combinava com meu batom, não havia colocado sombra sob meus olhos, apenas um traço fino de delineador. Rímel alongou ainda mais meus cílios, deixando-me com o olhar mais atraente.

É, estava tudo bem. Conclui satisfeita.

—Coloca em mim? – pedi oferecendo-lhe o colar de pérolas. Jacob concordou, o semblante contraído deixava claro que ele não estava contente.

—Não gosto quando prende o cabelo. – avaliou ao unir o fecho do meu colar. —Seu pescoço fica muito longo, igual ao de uma garça.

—Jacob! – ralhei me afastando e virando para encará-lo. Ele apenas deu de ombros antes de sair do banheiro.

Odiava quando ele agia assim: feito um idiota.

Bufei dando uma última olhada no espelho, realmente o rabo de cavalo alto deixava o meu pescoço mais alongado.... Mordi o canto dos lábios me analisando por um longo instante. Talvez fosse melhor soltar o cabelo mesmo, afinal não queria parecer uma garça.

Com cuidado, soltei meu cabelo, e agradeci aos céus porque o penteado anterior não deixou marcas. Liso, ele caiu e cobriu boa parte das minhas costas. Soltei um suspiro pesaroso ao sair do banheiro... Estava me sentindo melhor com o cabelo preso.

Jacob e eu nos despedimos no corredor, com a promessa de nos vermos mais tarde, ele pegara o elevador para o estacionamento e eu tive de aguardar o que descia até o hall de entrada.

—Bom dia. – Vladmir desejou beijando meu rosto.

—Bom dia, Vlad. – ele fechou a porta assim que entrei no carro, cerrei os olhos diante a música que soava baixo dentro do veículo. —Britney Spears? Sério?

Ele riu alto acelerando o carro pela rua.

—Ah, qual é, Petit? Baby One More Time é um clássico do pop.

—Aham. – concordei com ironia. —Como foi o seu fim de semana? – mudei de assunto, Vladmir e eu gostávamos de cantoras totalmente diferentes e aquilo sempre rendia entre nós dois.

—Muito bom... Fui a uma festa em Hamptons, estava divina. – pelo retrovisor, vi seus olhos brilharem. —E o seu?

Soltei um suspiro longo e totalmente sem emoção. Queria ter algo bom para falar, mas não tinha.

—Foi tranquilo. – a palavra não chegava nem perto do que havia sido. —Não fui a uma festa em Hamptons, mas foi de boa. – Vladmir voltou a rir com as minhas palavras.

—Irei em outra sexta, se quiser ir comigo... – paramos no sinal vermelho por um momento. —Mas tem que me prometer que vai se divertir, vai beber e beijar muito.

—Vou pensar no seu caso. – menti rolando os olhos. Vladmir era outro integrante do grupo que não gostava de Jacob.

Olhando pela janela, me perdi diante a vista urbanamente agitada da quinta avenida. Meus pensamentos voaram longe e todos aqueles carros e suas luzes me levam até uma certa pessoa. Todos os caminhos, todas as esquinas, todas as ruas e bifurcações puxaram meus pensamentos pela mão e os levaram até uma certa pessoa.

A verdade é que eu não via a hora de encontrar com Edward. Queria saber como fora seu fim de semana, o que ele havia feito, quem ocupara suas horas.... Não tinha jeito, só sabia pensar nele. Em reencontrá-lo, porque Edward me acalmava, me ensinava a ser leve e rir dos imprevistos.

—Está entregue. – Vladmir cantarolou e só então notei que estávamos parados diante ao Empire State. Não contive o sorriso e o suspiro de ansiedade. —Seja lá o que for, ou quem for o motivo de esse seu sorriso enorme, saiba que eu já gosto dele. – murmurou me encarando pelo retrovisor.

Abri a boca pronta para retrucar, contudo, as palavras não chegaram. Soltei o ar pela boca rindo meio sem jeito.

—Até mais tarde, Vlad. – lhe lancei um beijo antes de descer do carro.

Segunda-feira, como eu amava esse dia. Era só o início, só o primeiro dia de uma semana toda pela frente!

Os corredores estavam mais calmos, os turistas finalmente tiveram os caminhos costumeiros retomados o que facilitou e muito, minha vida.

—Bom dia, bom dia, bom dia. – desejei a cada uma das três meninas da recepção, foi impossível escolher qual delas tinha o semblante mais preguiçoso e desanimado.

Contive a curiosidade de fazer perguntas sobre Edward enquanto esperava a minha vez de passar na máquina de biometria, que novamente demorou um século para me reconhecer. Algo me dizia que aquela máquina não gostava muito de mim.

—Bom dia, Bella. – Heidi me cumprimentou assim que nos encontramos no corredor. Sua postura, unida ao semblante leve, me informaram que ela estava de bom humor.

—Bom dia. – ela virou o copo de café na boca e bebeu um grande gole.

—Como anda o comercial da Avon?

—Estamos quase acabando. – informei vendo-a assentir com a cabeça. —Arrumando os últimos detalhes...

—Ótimo. – sorriu cessando um pouco os passos quando chegamos à frente da minha sala. —Não se esqueça que amanhã eu quero analisar o projeto.

—Claro. – concordei rapidamente. —Já vou reunir o pessoal para continuarmos.

—Certo. – voltou a bebericar seu café. —Passe na minha sala mais tarde, há novos briefings para vocês.

Mordi o canto dos lábios praguejando mentalmente. Heidi nunca dava folga, nunca!

Diante a possível chegada de novos trabalhos já convoquei a todos para uma reunião antecipada, nem que virássemos a noite, precisávamos terminar o projeto da Avon.

—Posso entrar? – a voz aveludada me fez erguer os olhos do celular. Uma sensação gostosa e frenética me preencheu. Senti cócegas no estômago e uma leve falta de ar quando meus olhos se encontraram com os de Edward.

Ele sorria e como sempre, retribuí de imediato.

—Claro. – concordei com a voz falha. Respirei fundo tentando manter o ar nos pulmões por mais tempo, enquanto ele se aproximava.

Estava lindo, mas aquilo não era novidade!

A blusa que ele usava era branca e as listras grossas no tom chumbo evidenciavam cada um de seus músculos, tanto os dos braços como os do peitoral largo. A calça jeans clara também delineava suas pernas torneadas, nunca havia visto alguém que vestisse tão bem o jeans, como Edward. O tênis converse era preto e fechava sua combinação estilosa e bonita.

—Você está bem? – sua voz demonstrou tanto interesse quanto seus olhos. Alice tinha razão, ele mexia comigo. Talvez eu estivesse assim toda lisonjeada porque Edward prestava atenção em mim e aquilo era novo.

—Sim e você?

—Estou bem. – respondeu maneando a cabeça, as mãos se colocaram dentro do bolso, o jeito descontraído era super charmoso. —E então, como foi seu fim de semana?

Mordiscando meu lábio inferior, respirei profundamente, seus olhos tiravam todo o ar de mim.

—Um tédio. – as palavras escaparam por minha boca, quando me dei conta, já as tinha soltado. —E o seu?

Edward sorria com o canto dos lábios quando se aproximou mais um pouco de mim. Engolindo a seco, tentei não respirar fundo, seu perfume sempre me inebriava.

—Um saco. – soltou o ar pela boca, abaixando a cabeça ele tirou as mãos dos bolsos e pegou as minhas. O toque quente subiu eriçando cada pelinho dos meus braços. Engoli o fôlego com força. —Sabe... Senti muita a falta da minha nova-yorkina favorita.

Seus olhos reluziram algo diferente e o sorriso aumentou em sua face. Mordi os lábios tentando não sorrir, mas era difícil não me entregar a ele. Abaixei os olho sentindo minhas bochechas queimarem.

—Bobo! – soltei uma de suas mãos para empurrá-lo pelo ombro, A risada de Edward se uniu a minha por um breve momento, momento esse que acabou no segundo em que ele se aproximou ainda mais de mim.

Sua mão livre chegou até o meu rosto, os dedos seguraram meu queixo com cuidado e então, Edward ergueu meu rosto.

Quando nosso olhos se encontraram, senti como se fossemos enviados para outra dimensão, como um mundo paralelo. O mundo onde só existia nós dois.

—É sério, senti saudade de você.

Aquelas palavras agiram feito adrenalina em meu corpo, dispararam meu coração e me deixaram totalmente abobalhada.

Edward foi se aproximando aos poucos, quase em câmera lenta. Meus olhos se dividiam entre seus olhos e sua boca, que de perto, parecia ainda mais suculenta.

O sangue corria forte por minhas veias esquentando meu corpo e me deixando ainda mais ansiosa para o que ia acontecer. Eu queria aquilo, eu queria a minha boca na dele, eu queria aquele beijo.

Fechei os olhos no momento que seu nariz roçou o meu, engoli a seco sendo quando sua mão soltou a minha e parou em minha cintura. Ele me pegou com tanta firmeza e ao mesmo tempo com tanto cuidado... Aquilo me fez respirar fundo, o que foi uma péssima ideia, visto que não fora apenas seu perfume gostoso que me embriagara, mas também seu hálito fresco que me fizera desejar ainda mais aquele beijo.

Mas é claro que aquele “mundo paralelo” ruíra completamente com a presença de uma voz intrusa. Edward se afastou de mim abruptamente e o pior de tudo era que eu nem tive tempo de sentir o gosto e a maciez de sua boca.

—Bella? – reconheci a voz de Alice e se minhas bochechas já estavam quentes, passaram a pegar fogo naquele momento.

Pigarrei com força, desviando os olhos dos seus, que eram um tanto quanto analíticos.

—Entra, Alie. – gesticulei totalmente sem graça. Ao meu lado, Edward apenar soltou um risinho, de soslaio o vi coçar a nuca.

Tirei o cabelo do meu rosto tomando coragem e erguendo o rosto, Alice sorria com malicia intercalando o olhar entre Edward e eu.

—Bom dia. – desejou com segundas intenções por trás da voz.

—Bom dia. – gaguejei um pouco, precisando pigarrear de novo.

Alice se aproximou mais alguns passos de nós dois.

—Você deve ser o famoso Edward Cullen. – soltei um suspiro aliviado quando a atenção se voltou para Edward.

Mordendo o canto do meu lábio inferior, os encarei. Edward lançou um sorriso grande a ela, seus olhos a estudaram por um momento longo.

—Sou sim. – concordou por fim. —E você é a Alice, certo?

—Certo. – ela concordou com a cabeça. Algo fora trocado entre os dois pares de olhos azuis, algo que eu, o ser com comuns olhos castanhos não soube o que era. —É um prazer te conhecer. – Alice estendeu a mão para Edward.

—O prazer é todo meu. – Edward se aproximou dela e além de aceitar sua mão, ainda deixou um rápido beijo na bochecha de Alice.

Um sentimento ruim correu por meu corpo deixando minha boca amarga. Os dois estavam tão interagidos, que praticamente esqueceram minha presença na sala.

Cerrei os olhos e cruzei os braços com desgosto. O que estava acontecendo ali?

—E então, está gostando da Valanstain?

—Aqui é incrível, estou adorando. – Edward respondeu colocando as mãos nos bolsos, um certo de ar de adoração embrulhou seus belos olhos azuis, que estavam totalmente focados em Alice. Aquilo me incomodou tanto.... Não queria que ele os creditasse a outra pessoa!

Forcei a garganta pigarreando alto o que serviu para fazer com que ambos notassem minha presença ali.

—Ah, Bella! – Alice exclamou soltando um riso suave. —Vim lhe perguntar se não vai haver reunião, já está todo mundo esperando na sala....

—Vai sim. – concordei ainda desconfortável. —Só estava pegando as pastas para ir me encontrar com vocês.

Ela assentiu com a cabeça, mas não voltou a dizer nada mais sobre o assunto, até porque, ela e Edward voltaram a conversar no segundo seguinte.

—Então você é novo na cidade? – Alice perguntou assim que Edward lhe contou que havia se mudado do Tennessee.

—Sim, tem uns dez dias que cheguei. – Edward respondeu atencioso. O mesmo tom atencioso que ele dirigia a mim. —Mas já estou me adaptando aqui.

—Ah, isso é ótimo!

Tive de morder os lábios com força para conter a vontade de cortar aquele assunto. Não queria que eles continuassem daquele jeito. Não queria que a conversa deles me deixasse de fora. Não queria que Edward dedicasse seus belos olhos ou seus sorrisos a outra pessoa.

Soltei o ar pela boca, entrando na sala de reuniões. Porque é que eu estava me sentindo tão desconfortável por ser “excluída” da conversa? Alice e Edward tinham mesmo que conversar, afinal, eles eram colegas de trabalho. Apenas isso. Assim como ele e eu.

—Bom dia gente. – desejei observando de soslaio que Alice e Edward e sentaram lado a lado.

Corri a mão por meu rosto, queria ir até lá, colocar uma cadeira entre eles e me sentar. Queria segurar o rosto de Edward entre as mãos e fazer com que ele olhasse só para mim.

Bufei alto arrumando as pastas sobre a mesa, era uma coisa estranha, parecia que eles estavam com um ima oposto ao meu, porque meus olhos eram atraído para os dois a cada segundo.

—Baby, disfarce um pouco. – Embry curvou o corpo em minha direção para sussurrar em meu ouvido.

Cerrando os olhos eu o encarei, dando de ombros ele gesticulou apontando para a outra ponta da mesa, onde Alice e Edward riam de algo que eu não sabia o que era.

—Não tem nada a ver. – respondi baixo assim que Ângela me passara o notebook, Mike ligara o telão e então, a imagem do computador fora transmitida.

—Se você diz....

Rolei os olhos tentando deixar aquele assunto de lado, precisava focar no trabalho, afinal, estava ali para trabalhar.

Fora bem difícil levar aquela reunião até o fim, prestar atenção no projeto para o comercial era uma tarefa complicada, quando Alice e Edward pareciam tão cumplices. Havia troca de olhares, de sorrisos, de risos.... Aquilo não estava certo, eles haviam acabado de se conhecer e já estavam praticamente íntimos.

—É sério meu amor, disfarce seus olhares, já está todo mundo reparando. – Embry comentou com a voz baixa quando o pessoal começou a sair, o horário de almoço havia chegado.

—Reparando em que? – desconversei desligando o notebook, não contive a curiosidade e novamente olhei para Alice e Edward, ele a ajudara a ficar de pé, puxando a cadeira e lhe oferecendo a mão.

—Não sei... – cantarolou baixinho um segundo antes de Alice e Edward pararem ao nosso lado.

—Vamos almoçar? – Alice convidou intercalando o olhar entre nós dois. Mantive minha atenção fixa nos papeis que guardava dentro das pastas.

—Podem ir indo na frente, Bella e eu estamos recolhendo as coisas ainda.... – Embry soou falsamente, puxando as canetas que estavam espalhados sobre a mesa.

—Tem certeza? – contive a vontade de erguer os olhos quando Edward perguntara, então, apenas concordei com a cabeça.

—Sim, logo nós descemos. – soei tão firme quanto queria.

Eles não contestaram, pelo contrário, pareceram até mais felizes por irem sozinhos. Tirei o cabelo do rosto, sentindo uma leve irritação crescer dentro de mim.

—Muito bem, mocinha! – Embry puxou minhas cadeiras pelos braços e parou a frente da sua. Respirei fundo fazendo a melhor cara de descaso que consegui, mas Embry... Embry não era fácil de ser enganado. —Olhe para mim. – pediu segurando em meu queixo. —Está com ciúme de Alice e Edward?

—O que? – perguntei meio inconformada. —De onde tirou isso? É claro que eu não estou com ciúme! – bati o pé, cruzando os braços.

—Tem certeza? – seus olhos me desafiaram. —Vamos lá... Seja sincera comigo, nós somos amigos, não somos?

Refleti por um longo momento, mordisquei os lábios antes de soltar o ar pela boca e assentir com a cabeça.

—Não é ciúme. – comecei com um suspiro. —É só que... Eles acabaram de se conhecer e já estão tão íntimos, isso não é normal!

—Entendi. – proferiu maneando a cabeça. —Entendi. – repetiu pegando minhas mãos. —Olhe baby, eles só estavam conversando...

—Embry, isso não importa, ok? – o cortei afastando nossas cadeiras e me pondo de pé. —Não tenho nada a ver com eles, com o nível de intimidade ou coisa do tipo.... E eu não quero falar sobre isso, se você me dá licença, eu preciso ir ao banheiro.

Sem lhe dar espaço para respostas, lhe virei as costas e caminhei com passos pesados até o banheiro da sala de reuniões.

Assim que fechei a porta, me recostei nela. Fechando os olhos, respirei profundamente.

A quem eu queria enganar? Estava morrendo de ciúmes dos dois, ou melhor, de Edward. Queria que sua atenção fosse voltada apenas para mim, assim como seus olhos, seus sorrisos, seus risos.... E o pior de tudo, era que eu não tinha o menor direito de querer aquilo.

Não fazia nem sentido, até porque eu o conhecia há apenas uma semana.

Rolei os olhos bufando a frente do espelho.

Tinha que parar com aquilo.... Estava tudo indo longe demais.

Cobri o rosto com as mãos respirando fundo várias vezes. Era até melhor que Edward ficasse concentrado em Alice, assim nós dois nos afastaríamos e eu pararia de agir feito uma mulher descomprometida.

Dei uma boa encarada no anel em meu dedo antes de sair do banheiro. Ele era o maior símbolo do que iria acontecer e era para isso que ficava em meu dedo: Para me lembrar de que eu era noiva!

—Finalmente! – a voz, mesmo sendo aquela aveludada, me pegou de surpresa. —Estava esperando você sair. – ainda assustada, ergui os olhos e varri toda a sala até encontrar Edward. Ele estava parado em frente a porta de entrada, a qual estava fechada, assim como as persianas.

—Onde está Embry? – indaguei tentando não me afetar quando ele começou a se aproximar.

—Desceu quando cheguei. – contou apontando para trás.

Assenti com a cabeça dando um passo para trás. Edward percebeu meu afastamento, mas aquilo só o fez sorrir e aumentar a velocidade dos passos que dava até mim.

—Você não ia almoçar?

—Ia. – concordou parando a minha frente, sua proximidade me obrigou a respirar fundo. —Mas não tem graça almoçar sem você. – erguendo a mão, ele tocou meu rosto. Fechei os olhos quando mil sensações diferentes mexeram comigo.

Engoli seco tentando acalmar meu coração, mas assim que abri os olhos, os batimentos ficaram ainda mais rápidos. Edward estava muito próximo, seus olhos estavam fixos nos meus e boca quase encostava na minha.

—Edward.... – ergui as mãos para tentar afastá-lo com o ultimo pingo de coerência que ainda residia em minha mente, mas assim que meus dedos sentiram a dureza de seu peito largo, eles desistiram de tudo.

Ele não respondera, não com palavras, pelo menos. Suas mãos desceram até minha cintura, Edward se aproximou ainda mais e quando me puxou, meu corpo encaixou no seu.

Então eu me rendi, fechei os olhos e me rendi.

Notas finais
Quem desiste fácil nunca fica com a garota, né? haha Bom amores, por conta do meu atraso, o capítulo que era para sair amanhã, vai sair quinta ou sexta-feira... :D Espero que tenham gostado, nos vemos loguinho ^^ Beijões :*