Segunda Chance
6 Capitulo 6: Torre do Paraíso
Notas iniciais
Natsu estava assustado e confuso com oque acabará de ver dentro da tal caixinha. Realmente não era nada daquilo que esperava encontrar, era confuso. Seus amigos estranharam a reação do rosado, ele parecia ter levado um grande susto.
– Oque tem ai dentro Natsu? -pergunta pela quinta vez Erza.
– Fala de uma vez rosinha. -Implicou Gray.
– Rosinha é o seu rab....
– tata..chega vocês dois! Fala logo oque tem ai caramba. -Brigou Erza irritada. Jellal apenas assistia tudo aqui de pé. "quanto mistério.." — irônizava em seus pensamentos.
– Olhe você mesma Erza. Talvez fique mais confusa que eu. -Disse o rosado entregando a caixinha a mãos da ruiva. Quando a mesma olhou dentro da pequena e pesadinha caixa, a surpresa e medo foram inevitáveis. Erza deixou a caixinha cair no chão, ela parecia paralizada. Sua expressão era de puro medo e susto, Natsu não entendia muito bem oque acontecia.
– Erza, você está bem? -perguntou Jellal preocupado.
– J-Jellal...O-Olhe dentro da caixinha. V-Você irá entender. -Falou gaguejando pelo medo. Rápidamente o azulado pegou a mesma do chão e com certo receio olhou dentro dela. Arregalou seus olhos o máximo possivel, piscou uma par de vezes querendo que o que virá fosse fruto de sua imaginação. Não era.
– E-Erza, i-isto é....
–Sim...A torre do paraiso. -Falaram juntos a frase final. Juvia estava completamente perdida.
– T-Torre do paraiso? -perguntou Natsu tentando entender. Dentro da caixinha havia uma especie de espelho minuscula, e dentro da mesma imagens se passavam. E as imagens eram da torre, agora um pouco mais diferente, mas continuava sendo a mesma torre. E parecia ter o mesmo objetivo.
– Sim. A torre do paraiso conhecida também conhecida como Sistema Ré uma estrutura mágica proibida que pode ser usada para restaurar a vida de uma pessoa morta. -Explicou Jellal e aquilo fez Natsu ficar ainda mais confuso. Erza suspirou pesado, seria tão dificil assim explicar isto a ele?
– A Torre do paraíso, ou Sistema R, é uma estrutura mágica que permite que a vida de uma pessoa morta possa ser restaurada ao custo de outra vida. Na busca da proteção do Mundo Mágico, a construição da estrutura mágica foi proibida pelo Conselho
Mágico desde os tempos remotos. Na infância fui forçada a trabalhar como escrava na construção da Torre do Paraíso. Enquanto construía a torre, eu fiz um grupo de amigos e, entre eles estava Jellal -Ela olhou para o azulado que mantinha a cabeça baixa e o olhar triste como ela, provavelmente ele também não gostava de falar disso.
– C-Como vocês conseguiram fugir? -perguntou Gray curioso pela história de passado da amiga. Ela não falava sobre isso e agora entendia o porque.
– Quando eu e meus amigos nos rebelaramos e tentaram fugir, fomos reprimidos pelos magos que praticavam a magia negra. Mas eu despertei minha magia e matei a todos eles, conseguindo libertar meus amigos da escravidão. -Falou lembrando das cenas de sua infância.
– E você Jellal? Foi libertado junto a Erza? -perguntou o rosado nervoso.
– Não. E não quero falar disto. -Disse entregando a caixinha de volta a Natsu.
– Ok..Mas oque importa agora é, Oque isso tem haver com Lucy? -perguntou novamente o rosado temendo a resposta.
– Talvez eles estejam tentando criá-la novamente -Disse Juvia que havia prestado muita atenção na história.
– Sim, é uma possibilidade. -Falou Erza temerosa.
– Se for, sigam sem mim. -Disse Jellal sério e todos o olharam.
– oque? -perguntou a ruiva.
– Não quero me arriscar de novo Erza, ir lá novamente não fará bem para mim. Não depois do que me tornei por causa daquilo. -Falou o azulado com medo e raiva na voz.
– Jellal, não irá acontecer de novo. -Lhe garantiu a Scarlet.
– E como pode ter tanta certeza ruiva?
– Porque...Desta vez...E-Eu, estarei lá para..te salvar. Garanto que não irei falhar em salvar-te, eu nunca falho em salvar as pessoas que amo. Não mais. Serei capaz de tudo para te proteger se algo acontecer. Preciso que..apenas confie em mim, não seja covarde Jellal. -Disse a ruiva com uma mão no rosto de Jellal acariciando-o. Todos os olhavam surpresos, mas ninguém ousava interrompe-los. Jellal retirou a mão de Erza de seu rosto a pegou na mesma mão dela sorrindo.
– Obrigado Erza. Mas não sei se posso encarar isso de novo. -Seu sorriso morreu.
– Apenas confie em mim, certo? -perguntou confiante e passando confiança para ele também.
– Certo. -Disse após alguns segundos em silêncio.
– Eles nem parecem o casalzinho chato que brigavam feito loucos a minutos atrás. -sussurou Gray para Natsu que sorriu ainda preocupado.
– Mas oque Lucy pode estar fazendo lá? -Natsu estava inconformado, pelo que os amigos disseram o lugar não era lá muito agradavél.
– Eles podem estar fazendo os "adultos" trabalharem oa invés de crianças. -Falou Jellal fazenso aspas com as mãos. -Jellal e Erza ainda mantinham as mãos juntas, nenhum dos dois ousava retirar as mãos, estava muito bom aquele contato.
– Porque "Adultos" ? -imitou o azulado.
– Porque a Lucy não é lá muito certa, né? Ela parece mesmo uma criança. -Irônizou Jellal.
– ORA SEU....SEU..-Natsu pulou em cima de Jellal depositando muitos socos em seu rosto. Logo Gray os separou acabando com a briguinha. Natsu também havia apanhado, pois Jellal revidou.
– PAREM COM ESSAS BRIGAS INSUPORTÁVEIS! JELLAL PARA DE FALAR ASSIM DA LUCY, PORQUE QUEM ESTÁ AGINDO COMO UMA CRIANÇA AQUI É VOCÊ! -Gritou Erza calando o azulado.
– Hahaha! Chupa otário!!!! -Comemorava Natsu.
– E VOCÊ TAMBÉM CALA A BOCA NATSU, VOCÊ TAMBÉM É OUTRA CRIANÇA IRRITADINHA! -Gritou com o rosado, fazendo Jellal comemorar mentalmente.
– Ainda bem que dessa vez não fui eu. -Falou Gray baixinho apenas para Juvia ouvir, fazendo a mesma rir baixinho.
– Agora vamos analisar bem. -começou Erza. — Levy mandou entregar isso a Lucy, quando Natsu abriu tinha a imagem da Torre do Paraíso nela refletida em um espelho. Nada disso faz muito sentido.
– Na verdade faz sim. -Retrucou Jellal.
– Como?
– Lucy é uma maga poderosa, e eles podem estar usando magia para reconstruir a torre. Porque como vimos, tem algo de diferente na torre antiga e esta refletida no espelho. Talvez seja isso, sei lá. Enfim, Levy e Lucy eram melhores amigas, certo? Se pensarmos bem, talvez conseguiremos ligar os pontos. -falou Jellal.
– Sim..Porém, não descobriremos nada ficando aqui parados. Temos que ir até lá. Mesmo que for para olhar de longe, temos que agir. Antes que seja tarde de mais. -disse a ruiva.
– Certo. E onde fica esta Torre do Paraíso? -perguntou Natsu.
– A Torre do Paraíso fica em uma pequena ilha na costa do Reino de Caelum, ao sul de Fiore -Respondeu Jellal.
– Fiore? -perguntou Juvia surpresa.
– sim. Algun problema?
– Lucy vem de uma das famílias mais ricas de Fiore. -Falou a azulada.
– Sério? -perguntou Natsu surpreso. Lucy nunca falava sobre seu passado, preferia mantê-lo oculto. Ficou surpreso por Juvia saber.
– Como sabe? -perguntou Erza.
– Lucy me contou quando tivemos uma conversa sobre sentimentos..Homens -olhou para Gray e o mesmo não entendeu muito bem.- e nossas familias. Sei também que a mãe dela, Layla Heartifilia faleceu em torno dos dez anos de idade de Lucy, e sei também que pelo pai dela ser obcecado por seus negócios e dinheiro, ele acabou rejeitando e magoando Lucy,oque a levou a fugir de casa. -completou sem se importar se estava falando de mais.
– E foi assim que ela me conheceu e enfim entrou para a Fairy Tail. -Sorriu ao lembrar do dia em que se conheceram. Do "mico" que fez ela pagar quando se ajoelhou no restauranten. Soltou uma risadinha com a cara de vergonha de Lucy, como era divertido estar com ela. Seu sorriso morreu quando lembrou-se de sua situação.
– Temos que encontrar Lucy e salvá-la de qualquer jeito! -Disse Happy que até então estava calado e ouvindo tudo com atenção tirando suas próprias conclusões.
– Sim! -Natsu levantou-se rapidamente. — Vamos até essa tal Torre ai e vamos salvá-la! -Gritou o rosado animado.
– Se tudo fosse tão fácil quanto parece. -Disse Jellal enquanto revirava os olhos pelas idiotices de Natsu.
– Natsu, não é tão fácil. Como eu disse, eles usam magia negra lá, e não será tão simples achá-la e retirá-la de lá sem ninguém notar. -Falou Erza desanimando o rosado.
– Até porque eles devem estar de olhos abertos. Não vão querer que algo de errado aconteça. -Completou Jellal.
– Mas porque eles pegaram a Lucy? -pensou Gray em voz alta.
– Isso é algo que só vamoa descobrir mesmo quando chegarmos lá. -Respondeu simplismente Juvia.
– Tem razão. Devemos nos apressar e torcer para que algo de ruin não tenha acontecido a ela. -Falava Erza preocupada.
– Certo. Então vamos! -anunciou Natsu já seguindo caminho para o sul de Fiore.
– Não podemos descançar um pouco? Meus pés estão doendo. -reclamou Erza. Jellal suspirou pesado e voltou para trás até onde Erza estava parada.
– Eu devia esperar por isso. -Disse pegando Erza no colo e a carregando nos ombros como um saco. Mas com delicadeza para não machucá-la.
– EI! ME PONHA NO CHÃO AGORA! -Gritava e se debatia para ser solta.
– Ei..da pra calar a boca e parar de se mecher? Se ficarmos descançando toda hora eles conseguirão oque querem mais rápido. Não entende isso? -perguntou Jellal impaciênte com os socos de Erza. A ruiva parou de se debater e se ajeitou nos ombros do azulado. Arrumando um jeitinho de ficar confortável.
– Não toque no meu bumbum. -Disse autoritária enquanto era carregada.
– Eu nem pansei nisso. -Disse com um sorriso pervertido nos lábios. Isso havia acabado de passar por sua mente....
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