Notas iniciais
Sim, chegamos ao último capítulo! Aproveitem! Boa leitura!

Kiba ficou aliviado após encontrar Sakura. Não estava chateado com a decisão da amiga. No fundo, ele sabia de suas pouquíssimas chances. Havia dado um tiro no escuro, almejava alcançar o algo, mas falhou. A conversa com a rosada só havia lhe exposto uma coisa: o relacionamento com Sasuke estava em risco. Se sentiu culpado por ser o símbolo das ruínas de um amor tão bonito. Embora amasse Sakura, não era egoísta. Não achava justo que ela pagasse um preço alto por seus atrevimentos. Então, decidido a ajudar, Kiba resolveu procurar Sasuke no hospital. Ele precisava abrir seu coração para o médico antes que ele punisse Sakura por seus erros. Ele havia confundido amizade com amor. Ele. Apenas ele.

Sasuke não gostou de ouvir que um tal de Kiba o procurava na recepção do hospital. Quis mentir e dizer que estava ocupado, mas a curiosidade falou mais alto. Se o melhor amigo de Sakura estava ali, o que ele tinha para falar estava relacionado a ela. Sasuke então se forçou a falar com o universitário sem esmurrar o seu rosto. Kiba merecia uma surra por ter beijado Sakura debaixo do seu teto. No entanto, Sasuke se lembrou de como o garoto já havia se sacrificado pela amada também. Embora ele fosse um dos motivos para a crise, não era o único responsável. Kiba era só a gota d’água, um detalhe que incomodava.

— O que faz aqui, Kiba? – Perguntou Sasuke ao receber o rapaz em sua sala.

— Vim falar com você sobre a Sakura. – Adiantou.

— Veio me pedir para sair do caminho? É isso? Não bastou me afrontar na minha casa? – Retrucou Sasuke visivelmente chateado.

— Não. Não é isso. Sei que o que fiz foi errado. A minah conversa com Sakura abriu meus olhos.

— Vocês já se falaram então?

— Ela foi me procurar na faculdade.

— Ela foi te jurar amor eterno? – Ironizou.

— Você julga mal a Sakura. Ela nunca me deu esperanças, Sasuke. Acho que me aproveitei de um momento difícil de vocês para tirar alguma vantagem, mas a minha conversa com a Sakura me fez perceber que ela nunca me daria uma chance. Quer dizer, se você não existisse, talvez. Mas só o fato de você existir já acaba com qualquer possibilidade que ela venha a me amar algum dia. Sasuke, ela te ama. Ela disse com todas as letras do mundo pra mim. – Confessou Kiba e Sasuke estranhou.

— E por que o meu rival veio me dizer isso?

— Eu amo a Sakura. Quero que ela seja feliz.

— Não tenho feito a Sakura feliz. – Lamentou Sasuke.

— Pois diga isso a ela! Só vim aqui pra te pedir pra esquecer aquele beijo que você viu. Não significou pra ela a mesma coisa que foi pra mim.

— Deixa eu ver se entendi... Você está querendo me dizer que desistiu de lutar pelo amor dela? Que não vai mais interferir?

— Como eu já havia dito, não tenho chances. Sei admitir uma derrota, Uchiha. Sakura te ama. Vim aqui porque ela está agoniada pela sua resposta e eu queria ter certeza que você não iria magoá-la.

— Não se preocupe, Kiba. Da minha mulher, cuido eu. – Avisou Sasuke com um sorriso de canto e Kiba entendeu.

— Tá dado o recado. Acho que você entendeu.

[...]

Após deixar a faculdade, Sakura procurou Karin e a ruiva a convenceu a almoçar com ela. As duas não eram grandes amigas, mas a ruiva era a única pessoa que podia conversar em Londres com ela. Não havia mais ninguém. Ela até tentou ligar para Ino, mas o celular dava for de área. Então, Sakura ficou ao lado de Karin mesmo. Talvez a amiga de Sasuke pudesse lhe dar algum conselho sobre o médico.

— Suigetsu me contou sobre a crise de vocês. Sakura, todos os casais passam por isso. Vocês irão superar. – Disse Karin.

— Eu tava tentando acreditar nisso, mas as últimas atitudes do Sasuke me deixaram em dúvida. – Admitiu Sakura.

— Ele só ficou chateado com o que viu.

— Estou com medo da conversa que terei com ele mais tarde.

— Sobre o que exatamente vão falar?

— Sobre tudo né? Tanta os planos dele de ser pai, quanto meus sonhos profissionais e a cereja do bolo é o Kiba. Enfim, tudo isso tem nos afastado nos últimos meses.

— Se ele quiser terminar com você, o que fará?

— Não sei. Na verdade, eu ainda me nego a considerar essa possibilidade.

— O que acha que vai acontecer?

— Talvez Sasuke me perdoe pelo beijo. Mas não sei... Tem outras coisas né? Essa crise não é só por causa do Kiba.

— Se eu fosse você, pensava em oferecer uma proposta ao Sasuke.

— Como assim?

— Propor como é o seu relacionamento dos sonhos. Eu e o Sui fazemos sempre isso. Toda vez que eu quase arremesso um vaso na cabeça dele, a gente para e pensa o que pode melhorar. Como é o parceiro dos sonhos de cada um.

— E o que já aprenderam com isso?

— Eu aprendi a ter mais paciência e ele a ser mais romântico. Estar casado é fazer uma troca, Sakura. Se dá muito ao parceiro, mas se cobra muito também. Acho que você e o Sasuke estão apenas cobrando coisas um do outro e esquecendo que devem oferecer algo também.

— Pode ser. Obrigada pelo conselho, Karin.

— Estou aqui para ajudar.

— Você e o Suigetsu formam uma família linda, ainda mais agora que tem um bebezinho para chegar.

— Sim, vamos ter que aprender um montão de coisas novas por causa desse terceiro elemento. Eu fico imaginando que tipo de pai o Sui pode ser.

— Ele parece do tipo babão.

— É, acho que tem razão Sakura. E você sabe que tipo de pai o Sasuke seria?

— Superprotetor. Sem dúvida, seria superprotetor.

[...]

Sakura acompanhava com o olhar o ponteiro do relógio marcar 21h. Sasuke devia chegar a qualquer momento. Pelo menos, era o que o coração aflito de Sakura desejava. Quando ouviu o barulho da chave na porta, a rosada gelou. Sabia que não esperaria mais, que Sasuke estava ali. Ficou de pé e a vontade de se jogar nos braços do moreno assim que ele passou da porta era enorme. No entanto, se segurou e apertou o pano da barra do vestido na mão.

— Demorei muito? – Perguntou Sasuke ao reparar no quanto Sakura estava nervosa.

— Não, mas... eu quero resolver isso logo. – Sakura disse e Sasuke suspirou.

—Seu amigo foi me procurar no hospital. – Sasuke disse calmo e Sakura ficou surpresa.

— Eu não sabia. O que ele disse?

— Que você me ama.

Sakura suspirou aliviada. Pensar que Kiba tinha ido procurar Sasuke, mesmo depois da conversa que eles tiveram, era agoniante. E se ele fizesse alguma besteira? Ainda não que fizera.

— Ele disse a verdade.

— Eu sei, mas, como eu disse Sakura, nem sempre amor é o bastante.

— Sasuke, nós temos mais que amor. Eu não sei no que você ficou pensando nas últimas 24 horas, mas tudo que passava na minha cabeça é que eu não posso viver sem você. – Confessou Sakura.

— Eu também não quero viver sem você, Sakura. Mas para a gente ir adiante precisamos consertar nossos erros. – Avisou Sasuke.

— E onde eu errei com você? Me diz! Eu conserto! – Falou desesperada.

— Meu amor, você não fez nada errado! – Sasuke abraçou Sakura, que estava chorando.

— Então, por que você me deixou sozinha em Konoha? Por que Sasuke?

— Eu precisava pensar. Não é fácil ver a sua namorada beijando outro cara. Sei que a culpa de nada disso é sua, mas eu precisava pôr as ideias no lugar.

— E a que conclusões você chegou?

— Sakura, eu quero casar com você. Mas não quero que isso aconteça daqui a seis anos. Eu quero agora! Eu quero que você seja a minha esposa, mãe dos meus filhos! Mas sei que te exigir tudo isso de uma vez é difícil. Tem a sua faculdade e tudo mais. Por isso, pensei bastante e vou exigir menos de você.

— Como assim?

— Você aceita casar comigo? Mas tem que ser esse ano ainda! Uma cerimônia pequena só pra família e amigos, é claro. Quantos aos filhos, eu prometo ser paciente.

— Aceito, meu amor. Com você eu aceito!

— Que ótimo! Sei que seu pai vai chiar, mas não vamos ligar pra ele está bem?

— Tudo bem. Eu posso te pedir uma coisa?

— Deve, meu amor. Peça o que quiser! Sei que exigi demais de você.

— Você pode deixar todas as sus inseguranças de lado e acreditar mais em nós?

— Vou me esforçar! Acho que ter feito as pazes com seu amigo Kiba já é um começo né?

— É! Não vai ficar mais com ciúmes dele?

— Depois do que ele me disse hoje não!

— Ufa! Assim você tira um peso enorme das minhas costas! Agora podemos seguir em frente e sermos felizes!

— Sim! Eu te amo, Sakura!

Sasuke beijou a namorada antes mesmo que ela pudesse dizer que ela o amava também. Entretanto, Sasuke sabia dos sentimentos da amada. Eles não precisavam ser ditos. Ele sentia o amor dela por ele. O beijo passou de calmo a apaixonado com o seu prolongamento. As bocas não queriam se desgrudar, eram necessitadas uma da outra outra. Após o beijo, nenhuma palavra precisou ser dita. Sasuke pegou Sakura no colo e a carregou até o quarto onde se amararam até os primeiros raios de sol invadirem a janela do quarto.

[...]

Meses depois...

No dia do casamento, Sakura não estava nervosa. Dizer sim a Sasuke era sua maior certeza. O vestido branco lhe cabia como uma luva. Era simples, mas bonito. A cerimônia do casamento aconteceu em Konoha, após o fim das aulas de Sakura. Todos estavam presentes. Naruto, Hinata e Boruto estavam na primeira fila. Gaara e Ino logo atrás. Karin, Suigetsu e Sai do outro lado. Kiba, Shikamaru e Temari também estavam lá. Tsundade, Kakashi e a tia de Sakura no altar, junto com Sasuke esperando a noiva.

Quando a marcha nupcial tocou, os olhos de Sasuke lacrimejaram. Ele ficou realmente emocionado ao ver Sakura entrar na igreja. Na hora dos votos, Sasuke quase não conseguiu falar.

— Sakura, eu já cometi muitos erros com você. Mesmo assim, você me perdoou em nome do nosso amor. Eu estou aqui na sua frente e de nossos familiares e amigos para reafirmar o que sinto por você, o que quanto te amo e sempre amei. Daqui pra frente, teremos novos desafios. Aceito todos, se for ao seu lado. Esta é a nossa última chance e vou fazer você nunca ser arrepender de ter me dado. – Sasuke sorriu e terminou de colocar a aliança no dedo de Sakura.

— Sasuke, meu amor, você merece todas as chances. Já que esta é a última, lhe garanto que vamos fazer tudo certo. Não haverá mais dor, tristeza ou arrependimento. Nós estamos juntos e assim permaneceremos. Por você, melhor, por nós, tudo que passamos valeu a pena! Eu te amo com todo o meu coração! – Sakura disse, enquanto colocava a aliança no dedo de Sasuke.

Após o beijo apaixonado, marido e mulher cumprimentaram cada um dos convidados. A felicidade deles era genuína e era compartilhada com cada uma das pessoas que eles amavam.

— Vê se faz essa garota a mais feliz do mundo, Uchiha! – Alertou Kiba.

— Vou me esforçar cada dia mais! – Garantiu Sasuke com um sorriso e um breve selinho em Sakura.

— Vocês dois conversando tão amigavelmente ainda é algo que me surpreende! – Sakura riu.

[...]

— Enfim, sós! – Anunciou Sasuke ao se ver sozinho com Sakura em casa.

— Daqui pra frente será sempre assim! Só nós dois! – Disse Sakura prestando atenção em Sasuke retirar cada peça de roupa.

— Até que exista um terceiro elemento dessa família. – Insinuou Sasuke, roubando um beijo da mulher.

— Quando você menos esperar, isso vai acontecer, meu amor! – Sussurrou Sakura antes de mordiscar a orelha de seu marido.

Sakura e Sasuke se casaram num lindo dia. Para eles, o matrimônio significava mais do que um mero acordo em que eles ganhavam direitos sobre o que possuíam. Para Sasuke, Sakura aceitar ser sua esposa significava que ela tinha decidido ser a mãe dos seus filhos. Para Sakura, Sasuke se tornar seu marido significava que ele havia aceitado-a por completo com seus medos e, principalmente, com seus sonhos.

— Sabe que é pra sempre, não sabe? – Provocou Sasuke ao aninhar Sakura em seus braços.

— De você, eu não aceitaria nada menos que a eternidade. – Respondeu antes de fechar os olhos e adormecer tranquilamente nos braços de seu Sasuke.