Segunda Chance
26 Capítulo 26 - "Não Pode Ser Agora..."
Notas iniciais
Nada mais a declarar então vamos lá...
Doutor: São parentes de Samantha Puckett?
Freddie: Sim somos, o que ela tem? – seu tom de voz era de desespero e continha pequenas lágrimas em seus olhos.
Doutor: Como vocês sabem Samantha tem leucemia e como disse a Senhora – olhou para Pam – ele não sobreviveria, a hora esta chegando, claro ela não vai morrer do dia para a noite, mas ela não ficará mais de cinco meses aqui – Pam nesse momento começou a chorar de desespero. Freddie sentiu seu mundo desabando aos poucos.
Freddie: Mas não tem nada que possa curá-la?
Doutor: Infelizmente não, o caso dela é muito delicado, o tratamento que tínhamos não a curou e agora não tem mais volta, desculpem.
Freddie: Ela está acordada?
Doutor: Demos um sedativo a ela, para descansar, amanhã de manhã podem conversar com ela.
Freddie: Posso ficar aqui?
Doutor: Pode.
Pam: Também quero ficar.
Freddie: Não precisa.
Doutor: Bom, se quiserem podem ir embora – voltou para sua sala. Freddie sentou-se na cadeira e Spencer ao lado dele. Steven foi levar Pam embora.
Spencer: Sinto muito cara – disse com pequenas lágrimas nos olhos, tentando em vão segurá-las.
Freddie: Ela é meu mundo, se isso acontecer com ela, acho que é bem capaz de eu ir junto.
Spencer: Não fala umas coisas dessas.
Freddie: O que eu faço?
Spencer: Você tem que ser forte – Carly chegou correndo e logo atrás dela estava Griffin.
Carly: Por Deus o que está acontecendo? Viemos atropelando quase todo mundo. O que aconteceu com a Sam? – seus olhos e seu rosto estavam vermelhos e inchados, sinal que havia chorado demais.
Freddie: Estava preparando o jantar, quando escutei Molly chorar, achei que Sam fosse fazer alguma coisa então deixei, Molly não parou de chorar e fui ver o que estava acontecendo e encontrei Sam desmaiada.
Carly: E ela está bem?
Freddie: Na verdade não – um nó se fez na garganta dele – lembra do que ela nos contou?
Carly: Ai meu Deus!
Freddie: Ela não tem tanto tempo – começou a chorar novamente.
Carly: Isso não pode estar acontecendo – balançava a cabeça.
Griffin: Venha amor, vamos tomar alguma coisa.
Carly: Não quero! Eu quero ver a minha amiga!
Spencer: Não pode, só amanhã de manhã, eles deram um sedativo para Sam descansar.
Carly: Mas...
Spencer: É melhor irmos embora.
Carly: Cadê a Molly?
Freddie: Está com a minha mãe.
Carly: Você não vai embora?
Freddie: Quero ficar.
Spencer: Força Freddinho – bateu de leve nas costa dele e saíram.
Freddie foi para o quarto em que Sam estava iria dormir em um sofá que tinha lá. Sentou-se na poltrona ao lado da cama dela. Estava pálida, sua boca vermelha agora estava tão clara, Freddie segurou a mão dela que estava um pouco gelada.
Freddie: Por favor não me deixe – beijou a mão dela – por favor – sentou-se na poltrona e ficou a observando até cair no sono.
1 Semana Depois...
Freddie ficara todos os dias sentado na cadeira segurando a mão de Sam, esses últimos dias tem sido difíceis, Carly, Griffin, Spencer e Pam iam todos os dias ao hospital e ficavam conversando com Sam, era o único tempo que deixava sua preocupação de lado. Odiava o fato de Sam estar morrendo aos poucos, não queria que isso estivesse acontecendo, mas agora estava decidido acontecendo o que fosse faria a vida de Sam a melhor.
Já tinha tudo em mente, mas ainda não sabia por onde começar. Queria pedir Sam em casamento e queria que fosse perfeito, mas ao mesmo tempo, não queria deixar Sam por mais que Carly estivesse com ela. Só saia do quarto para comer, ir ao banheiro e tomar banho.
Já estava amanhecendo e a janela do quarto estava aberta fazendo com que Freddie acordasse, piscou algumas vezes para se acostumar com a claridade e viu sua mãe na porta. Quando notou que o filho havia acordado aproximou-se dele.
Marissa: Não quer ir para casa descansar?
Freddie: Não, estou bem, quero ficar aqui com a Sam, enquanto ela não sair daqui eu não saio.
Marissa: Filho, você não sai mais daqui.
Freddie: Eu quero ficar!
Marissa: Tudo bem então, qualquer coisa é só me chamar.
Freddie: Ok – Marissa saiu do quarto.
Freddie ficou sentado na poltrona, não sabe-se ao certo quanto tempo, apenas ficou a observando e acariciando o mão da loira. Lembrou-se das brigas e dos “eu te odeio” que nunca foram verdade, por um lado, sentia falta das brigas bobas, dela batendo nele e jurando ódio eterno um pelo outro e hoje olha onde estavam, um sorriso involuntário cresceu no rosto dele.
Fechou os olhos por um momento e sentiu a mão da Sam se mexer, abriu os olhos e viu que ela estava acordando. Quando olhou para ele apenas sorriu.
Freddie: Bom dia meu amor – deu um selinho rápido nela.
Sam: Bom dia nerd.
Freddie: Dormiu bem?
Sam: Mais ou menos, essa cama é muito desconfortável! Quero ir logo para casa, não agüento mais a comida daqui é horrível, preciso de bacon.
Freddie: Você já vai sair daqui e você não pode ficar só comendo essas coisas!
Sam: Mais eu gosto.
Freddie: Isso não é bom ara você comer.
Sam: Desde quando ficou como a sua mãe?
Freddie: Só quero te ajudar.
Sam: Então me traz bacon ou bolo gordo.
Freddie: Sabe que não posso – Sam fez bico – não faz essa cara.
Sam: Não estou fazendo nada.
Freddie: Está sim, acha que fazendo isso você vai conseguir me convencer?
Sam: Não custa tentar, mas quero fazer uma coisa primeiro.
Freddie: O que?
Sam: Vem cá – ele sentou-se na beirada da cama, onde Sam estava.
Freddie: Diga – Sam abriu a gaveta de uma pequena cômoda que estava ao lado da cama e tirou de dentro uma pequena caixa que tinha um cadeado – o que é isso?
Sam: Quero que você me prometa uma coisa primeiro.
Freddie: Pode falar.
Sam: Quando eu morrer e sentir minha falta mesmo, quero que abra – entregou a chave a ele.
Freddie: Sam, não diga isso – disse com a voz fraca.
Sam: Só promete.
Freddie: Prometo, mas para que tudo isso?
Sam: É apenas um presente, tudo o que está ai dentro, foi tudo que consegui nesse tempo que ficamos juntos.
Freddie: Falando assim parece que você vai...
Sam: Morrer, isso mesmo, eu sei – ela o cortou – quero que fique com isso para que se lembre de mim e quero que não sofra quando eu...
Freddie: Não diga essa palavra – a cortou – e vai ser impossível não sofrer.
Sam: Por mim, por favor.
Freddie: Tudo bem, vou tentar.
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