EPÍLOGO

– Rose você deve entender que Adrian estará sempre em sua memória. Você sempre o amará, mas você deve seguir em frente com sua vida, e é isso que estamos trabalhando nesse último mês. – disse Mikhail de modo franco. Eu gostava de conversar com ele.

– Eu entendo, mas eu estava tão confusa quanto aos meus sentimentos por Dimitri. Parece que eu o estou traindo... Que eu o estava traindo! – disse eu sincera sobre meus sentimentos. Um mês havia se passado. Dimitri foi viajar após aquela situação, ele veio se despedir de mim e eu me abri para ele e vice-versa. Nós beijamos e eu o beijei, ele fora embora com a promessa de que voltaria e de que eu o esperaria. Não o vejo desde então.

– Rose, é normal você estar em conflito. Foi recente sua perda, mas deve ter em mente que Dimitri é um amor que a vida colocou em seu caminho. Sentimentos são inesperados, entendo, mas não podemos escolher a quem amar. – disse Mika, como eu o chamo fora das sessões, fazendo pela mais uma vez anotações em seu bloco de notas. – Essa é a nossa última sessão Rose, caso você precise conversar com alguém você sabe que eu sempre estarei aqui.

– Eu agradeço e muito toda a sua ajuda. – disse eu o abraçando.

***

Passaram-se um mês.

Eu decidi voltar a trabalhar e ao meu antigo apartamento. Erick e Amélia ficaram tristes, mas perceberam que eu precisava disso. Eu reformei o apartamento, fazendo pequenas mudanças. Minha conversa com Lissa e a terapia me ajudaram muito nesse período. Estou seguindo com a minha vida aos poucos, como tudo na vida.

– Rose!- ouço a voz de tia Amélia longe. Nosso relacionamento melhorou, tive que ser firme e me impor. Ela sempre aparece lá em casa para falar sobre o quanto Dimitri é maravilhoso.

– Tia, a Senhora está deslumbrante! – a exaltei. Um sorriso radiante tomou conta de seu rosto.

– Estou casando uma das minhas meninas! – disse ela saudosa. Jill, a outra filha de Erick e Amélia mora em outro país, casada com Eddie, que foram morar juntos novos e lá descobriram que se amavam. Eles não se casaram de modo tradicional como Liss e Christian, o que a deixa triste. Ela segue todas as tradições da religião ortodoxa. – Não seja assim tia! Ela está feliz e é isso que a senhora deve pensar e agradecer. Jill é uma pessoa que não se importa com tradições, mas sim com sentimentos. Se pararmos para pensar está certíssima.

– Deixei-me vê-la melhor, querida. – afastei-me e rodopiei. Esbarrei em alguém, Dimitri.

Ao vê-lo segurei a respiração, um mês longe dele e ainda sim, sua beleza parece estar no ápice. Ele segurou a minha cintura para que eu não caísse com o encontrão de há pouco.

Nossos olhos se encontraram algo como uma conexão intensa e cheia de significado. Ele parecia dizer muita coisa apenas com seu olhar. Por mais que tentasse, não consegui desviar o olhar.

– Diga Dimitri, minha sobrinha não está linda? – perguntou minha tia percebendo o clima.

– Sim... Linda como sempre! – disse ele ainda me olhando nos olhos, sua voz rouca e aveludada. – Vermelho a deixa linda.

– Obrigada. – disse eu. Meu vestido era um longo vermelho sem decotes na frente, mas com decotes em V nas costas e uma fenda na lateral esquerda.

Eu sabia disso. Adrian sempre me dizia algo do tipo. E pela primeira vez, me senti leve e bem, sem lembranças furtivas que resultavam em me deixar depressiva.

Permiti-me avaliá-lo. Dimitri estava perfeito em um smoky muito bem cortado. Lissa nos convidou para sermos seus padrinhos, segundo ela, era sua contribuição para que eu me reaproximasse dele. Eu sorri com a lembrança, atraindo sua atenção.

– Você está lindo! – disse eu, inconscientemente me aproximando dele. – Precisamos conversar sobre aquele dia, certo? – perguntei ficando insegura. Encarei minhas mãos juntas na frente do meu corpo.

– Sim, precisamos. – disse ele colocando as mãos no queixo e o erguendo para que eu o encare. – Você não imagina o quanto senti sua falta durante esse tempo. – disse no meu ouvido. Minha pele se arrepiou.

Meus olhos se fecharam assim que ele selou nossos lábios. No beijo havia saudade e sofreguidão. Minhas mãos foram para a sua nuca e as dele seguraram minha cintura com certa firmeza. Separamos-nos em busca de ar.

– Eu te amo, Dimitri. Na verdade, sempre amei! É só que esse sentimento esteve adormecido dentro de mim. Quando encontrei Adrian... – eu encarei seus olhos em busca de coragem e compreensão. – também o amei, mas de forma diferente. No entanto, assim que eu o perdi estava dolorida e confusa. Achei que não estivesse pronta para amar. Aí você apareceu e despertou um sentimento que adormecia em fogo brando. – dei uma pausa para respirar e pensar num instante. – Eu quero estar com você, acordar e ser a última pessoa que você vai dizer boa noite. Quero ter um lar, filhos. Não penso em mais ninguém que não seja você. E quando você me beija? O mundo para. Como se... Como se ele pertence a mim e quisesse gravar todos os momentos em que estamos juntos. É isso. – finalizei.

Um sorriso radiante se fez um sua face. – Não vejo nada mais perfeito para nós do que você descreveu minha Roza. – disse ele, antes de enlaçar a minha cintura e beijar-me novamente.

***

O casamento de Lissa aconteceu durante o pôr do sol. E fora lindíssimo, Christian, por mais durão que tente ser estava emocionado. Dimitri e eu trocávamos olhares cheios de significados e promessas.

Para a alegria de tia Amélia, assumimos nosso namoro. Lissa me abraçou e saltitou comigo, tio Erick disse que iria marcar um dia para caçar com Dimitri e Christian quase cuspiu o champanhe rindo. Minha tia já queria falar de casamento, Dimitri sorriu e disse que seria em breve, eu o olhei e ele piscou.

– Tia, vamos devagar, sim? – disse eu a cortando. – Desse jeito Dimitri foge de mim. – falei.

– Que nada Rose! Olhe só para a cara apaixonada de Dimitri, a devoção que há em seu olhar quando a vê. – disse ela apontando para ele.

– Mamãe, vamos me ajude! Está na hora de jogar o buquê! Vamos fazer assim... Se Rose pegar o buquê, é sinal que se casarão em breve e a senhora poderá falar dos preparativos da festa. Caso contrário, deixe-a em paz. Vamos? – disse ela conduzindo a mãe pelo braço.

Nós rimos da cena.

– Vá Roza! Pegue o buquê! – disse Dimitri. – Algo me diz que em breve haverá um casamento. – disse ele piscando. Aproximei-me dele e o beijei.

Fui de encontro às demais moças que estavam esperando ansiosamente pelo lançamento do buquê. Lissa estava alguns degraus acima na escada. Olhou para trás, encontrou-me e piscou.

– É um, dois, três e... – Liss jogou o buquê. Qual a minha surpresa quando a mesma veio e minha direção? Nenhuma. Eu o peguei e olhei para trás mirando nele. O homem da minha vida, aquele que fez com que eu seguisse em frente.

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NOTA AUTORA

Eu devo a vocês algumas explicações. Recentemente, perdi minha prima, que para mim é como uma irmã. Eu fiquei abalada antes, durante e depois. E por isso, parei de escrever. Como vocês sempre me ajudaram em outras fics... Bem, essa foi a minha vez de demonstrar carinho e gratidão. Desculpem o sumiço.

kissus,

Lin Nasct.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!