Seguindo meu instinto - Perina
9 Me Beija
Notas iniciais
–Não acredito. Esquentadinha? É você mesma?
–Esquentadinha é sua mãe.
–É já vi que é você mesma.
–É também percebi que é você, eu estou suja e no chão, não poderia ser outro a me fazer isso. Agora sai de cima de mim. Disse Irritada.
Todos se cumprimentava, mas ao ver a situação que a dupla se encontrava todos pararam em estatua observando a cena.
–Como ficou sabendo que eu estava aqui? Vasculhou o meu face foi?
–Eu não sabia que você estava aqui. E sai de cima de mim agora. Disse o empurrando. –Vim para jantar com a família da Dandara.
–A Dandara é minha tia, mãe do João.
–Você só pode esta de brincadeira. Olha o meu estado e ainda estou cheirando a salada. Todos ainda os observavam. João só sabia rir. –Você é tia desse maluco Dandara? Perguntou tirando os aspargo de seu cabelo.
–É verdade ka. Vocês se conhecem de onde?
–Dandara esse é o garoto da ilha. Disse Bianca.
–Como? Vocês são a família do menino que ficou com a Karina na ilha? Delma por que você não me ligou?
–Aiii... Dandara, não queria te incomodar com isso, você já estava aqui arrumando as coisas pra gente.
–Que loucura. Você que é o namorado da Dandara Gael. Perguntou Marcelo.
–Que coincidência louca mesmo.
–Karina vai em casa se trocar nós te esperamos pra jantar. Disse Dandara.
–Quer que eu te acompanhe esquentadinha?
–Eu vou esquentar é a sua cara. Não vai me acompanhar em lugar nenhum vai que você resolve me derrubar da escada. Pedro riu. Karina saiu e foi até sua casa tomou um banho rápido, lavou os cabelos, colocou um shorts Jeans e uma regata preta, colocou seus vans azuis e foi encontrar a família, que ainda estava digerindo a noticia que seriam vizinhos, Pedro sorria como um bobo. A saudade era tanta, ele queria abraça lá e beija-la foi o que ele pensou em fazer se a reencontrasse um dia. E olha como o destino pregou lhe uma peça ela estava ali, mas zangada de novo. “Como eu posso ser tão desastrado assim?” Pensou distraído. Karina chegou, todos sorriram.
–Vamos comer. Disse Delma. Todos se serviram, a conversa rolava entre os adultos. Bianca e Duca estavam em sua bolha. João no mundo dos Games. Karina ouvia musica. Pedro só a observa pensando e Tomtom planejava um jeito de fazer eles conversarem.
–Já sei. Disse em voz alta fazendo todos a olharem com a cara de “Já sei o que?”.
–A é um resultado de uma conta.
–Resultado de uma conta, sei. Disse Delma retornado a conversa.
Tomtom mandou uma msg para Pedro.
Tomtom: O que você tanto olha?
Pedro: Pó a “esquentadinha” nem falou comigo direito.
Tomtom: Claro, você a recebeu com uma bandeija de salada na cabeça. Ele riu.
Pedro: Foi sem querer.
Tomtom: Eu sei, mas você é muito desastrado. Eu sei o que fazer pra você falar com ela.
Pedro: O que?
Tomtom: Me acompanha e não estraga tudo.
Pedro: Engraçadinha.
–Karina. Karina. Chamou Tomtom, a lutadora estava tão distraída ouvindo musica e pensando em Pedro. Ela estava com saudade do rapaz, mas ele a irritou muito. “Uma tigela de salada? Serio?” erro o que ela pensava. Pensei nunca mais ver ele e quando isso acontece bam, salada na cabeça. Esse garoto é um furacão desastrado. Nunca vi. Sorriu pensando.
–Eii.. Karina.
–Oi! O que foi? Disse tirando seus fones quando Bianca a cutucou.
–A Tomtom esta te chamando.
–Ahh.. Desculpa. Fala Tomtom.
–Bora la na praça? Queria brincar um pouco.
–O que agora? Disse Delma.
–É mãe, passei o dia todo no meu quarto arrumando. É ali na frente, vocês vão nós ver daqui.
–Posso ir pai? Perguntou Karina.
–Olha pra mim tudo bem. Nós os observamos daqui. Respondeu Gael.
–Ta vão. Mas nada de saírem dali. Disse Marcelo com os olhos de desconfiança, sabia que a filha estava aprontando.
–Bora então Tomtom. Pedro as observou sair e recebeu uma msg da irmã.
Tomtom: Daqui a pouco você sai de fininho. Pedro sorriu.
Esperou a conversa deslanchar e todos se perderem nós seus mundos. Pedro se levantou como se estivesse levando algo para cozinha. João sorriu. O observou com o canto do olho, enquanto Pedro fugia como um rato pela porta lateral. “Safado” Pensou ele. Pedro chegou e viu Karina sentada em um banquinho de costas para ele, ela não o viu chegar. Tomtom Subia no trepa-trepa, viu quando seu irmão chegou de fininho, tentou não assusta la mas foi inevitável. Karina o agarrou em um golpe de Muay Tai e o derrubou.
–Calma. Calma sou eu. Não queria te assustar. Desculpe.
Karina o soltou.
–O que você esta fazendo aqui?
–Você não falou comigo.
–Claro. Por que toda vez que eu te encontro algo cai em mim ou eu caio em algo.
–A mas você sabe que eu não faço por mau. Nunca imaginei que você entraria ali no restaurante. Me desculpe, por favor?
–Tá. Tá. Esquece isso.
–Eu estava com saudades. Tomtom os observa. Ninguém no restaurante deu falta no jovem, bom apenas João que o viu saindo.
–É?
–A Karina você é bem difícil em?
–Agora que você percebeu?
–Não. Disse sorrindo.
–Então pronto. Pedro se aproximou do ouvido de Karina. Ela congelou.
–Saudades dos seus olhos e da sua boca. Karina ficou arrepiada. Logo se recompôs e se afastou.
–Você é muito safado.
–Você não sentiu nenhum pouquinho de saudade de mim? Disse se aproximando. Passou a mão em seu rosto, segurou seus cabelos.
–P-Pedro é.. er... eu.. Hum.. é.. Tá senti. Disse gaguejando com aproximação.
–Estou te deixando nervoso esquentadinha.
–É.. É um pou... Não. Disse se levantando e mantendo distancia do musico.
–Calma Karina, não vou te beijar. Só vou te beijar quando você pedir ou me beijar.
–Isso nunca vai acontecer. Disse o desafiando.
–Vai sim e não vai demorar.
Do QG cobra os observa. Karina não o via a dias, ele tinha ido ver a família. Estava com saudades da amiga, soube por boca sobre o seu sumiço. Saiu do QG para ver a amiga e o cara que ela estava.
–Karina que saudade. Disse ao se aproximar.
–Cobra. Quando você chegou. Disse abraçando o amigo que atirou do chão em seus braços.
–Cheguei apouco. Pensei em te ver amanhã, mas quando te vi do QG vim te dar um “OI!” Fiqquei sabendo do seu sumiço. Como foi isso garota?
Pedro os observa constrangido. “Será que ela tem lance com esse ai” Pensou.
–A é uma longa história te conto depois, agora já ta tudo bem. Apesar do papai ainda não me deixar em paz.
–Ele ficou preocupado Gata.
–É ficou mesmo. Até me surpreendi com as atitudes dele. Vai me ver antes de dormir todas as noites. Não me deixa sair sozinha. Parece um guarda-costas.
–É só preocupação. Foi um susto pra ele. Pra todos né.
Tomtom olhava desconfiada sobre a intimidades dos lutadores.
–Cof.. Cof... Foi o que Pedro fez quebrando o clima.
–Ah.. Desculpe. Esqueci de apresentar esse é o Cobra dono do QG esses são Pedro e Tomtom, são novos no bairro. Os pais deles compraram o restaurante e também são sobrinhos da Dandara.
–A namorada do seu pai?
–Essa mesmo.
–Então vocês são meio que primos?
–Não tinha pensado nisso. Disse Tomtom.
–Não. Não somos primos. Disse Karina. –Fomos jantar com eles pra conhece lós.
–Nós conhecer de novo. Disse Pedro, emburrado.
–De novo? Perguntou cobra.
–Depois te explico. Me conta como foi com a sua família
–A Ka, foi ótimo. Agora eu tenho uma sobrinha, ela é tão linda. Tem os olhos verdes. Quero muito que você a conheça.
–Eu vou adorar. Como ela se chama?
–Isadora. Ela é tão fofa. Sou o padrinho dela.
–Que legal Cobra.
–Ela só tem 6 meses, mas é tão linda. Não vou deixar nenhum marmanjo chegar perto dela.
–Aii.. Cobra.
–Olha Ka eu vou indo, tenho que desfazer a mala, limpar o QG e lavar umas roupas, segunda começa as aulas na academia e reabre o QG. Legal conhecer vocês. Sejam bem vindos. Apareçam lá no QG quando quiserem. Boa Noite!! Cobra segurou Karina na cintura com uma mão e beijou su bochecha estralado. –Tchau.
–Boa Noite!! Até segunda.
–Falou Cara. Disse Pedro. Pedro observou Karina olhar Cobra até entrar no QG. Parecia que ela não se lembrava dos amigos ali.
–Tomtom vamos pra casa, amanhã você brinca mais. Disse Pedro chateado.
–Mas já? Perguntou Karina, voltado aos amigos.
–Já. É tarde. Nós trabalhamos muito hoje. Temos que descansar, por que segunda tem aula. Vamos tomtom. Pedro pegou a irmã de cima do trepa-trepa.
–Tchau Ka.
–Vou com vocês até o restaurante. Meu pai e a Bi ainda estão lá.
Pedro saiu na frente, deixando a lutadora e airmã para trás.
–O que ouve com ele? Perguntou Ka.
–Nada não. Ele deve estar cansado. Tomtom sabia o motivo, também ficou chateada com amiga. Mas não exponharia o irmão para esquentadinha.
Ao chegar todos já se despedia Pedro deu “boa noite” coletivo e foi para seu quarto. A desculpa que estava cansado colou. Não entendeu qual era a de Karina e o tal Cobra. Entrou em seu quarto e fecho a porta não queria falar com ninguém. Karina foi pra casa com sua família. Ela estava animada. Deitou em sua cama e lembrou-se da cena na praça, o quase beijo. “Babaca” Pensou Karina. “Se ele acha mesmo que eu vou pedir pra beija ló ele esta muito enganado”. Karina sorriu com a possibilidade de um beijo, mas ela ter que pedir fazia seu estomago revirar.
O domingo foi agitado pra todos. Gael, Karina, Bianca e Duca passaram o dia na academia. Arrumaram os equipamentos, limparam o tatame, Bianca organizou faturas, matricula e tudo no escritório. Karina tirou pó dos troféus e medalhas. A noite todos estavam exaustos. Dandara foi até o apartamento, mas não ficou muito tempo. Contou que João resolveu ir morar com ela no seu apartamento.
Na casa dos Ramos, Pedro ajudou o pai no restaurante. Delma e Tomtom terminaram tudo na casa. Deixaram seus materiis prontos. Por que o ano letivo começava pra todos.
–Pai acho que vou ver uma vaga lá na ribalta. Disse Pedro ao pai.
–O filho é uma boa ideia, mas e o restaurante?
–Pai eu te ajudo a noite.
–Ta é você quem sabe. Agora vamos descansar que eu to morto.
–Bora.
Karina já estava cheia do grude do pai, quando ele não dava nenhuma atenção era ruim, mas quando ele dava muito atenção era ruim também.
–Pai eu vou de ônibus.
–Karina entra nesse carro logo ou você vai comigo ou você não vai. Escolhe.
Karina entrou brava no carro.
–Vamos. Bianca estava rindo da irmã. O guria teimosa.
Pedro já estava atrasado como sempre. Esperou João no ponto de ônibus onde Dandara os mostrou no dia anterior. Ônibus não demorou. João não largou o jogo todo caminho e Pedro só pensava na esquentadinha, não a viu o domingo todo. Chegaram ao colégio, atrasados, os portões já estavam fechando. Karina viu que estava atrasada e saiu do carro as presas.
–Tchau Pai. Não precisa vir me buscar tenho dinheiro pro ônibus. Você tem que cuidar da academia. Karina observou a resposta do pai, sem olhar por onde estava indo. Quando trombou em alguém. Acabou caindo sobre ele.
Sim era o próprio Pedro, embaixo da esquentadinha.
–Bom dia!! Disse ele sorridente.
–Mas só pode ser brincadeira.
–Olha dessa vez foi você que caiu encima de mim eu não tenho culpa dessa vez.
–Me desculpa? Estava falando com meu pai e tropecei.
–Será que o casalzinho vai querer entrar ou não?
Karina se levantou rapidamente e entrou no colégio. João ajudou o primo se levantar.
–Qual é o problema seu e da maluca ali? Vocês vivem se trombando e caindo.
–É o meu charme primo. Disse Pedro abraçando o amigo pelos ombros.
Entraram no colégio rindo. Pegaram os horários de suas aulas, os primos estavam em salas diferentes, nas primeiras aulas. João foi para sua aula de Português e Pedro para sua aula de biologia. Bateu na porta.
–Com licença. É a aula da professora Bruna?
–É sim e você?
–A desculpe. Fui transferido. Disse lhe entregando o papel.
–A sim. Pedro Ramos, entre, por favor.
–Valeu. Karina não percebeu o novo aluno, estava de cabeça baixa com os fones em seus ouvidos, ainda estava envergonhada por ter caído sobre Pedro há pouco.
–Gente esse é o Pedro, ele veio transferido de São Paulo. Seja bem vindo Pedro. Tem um lugar do lado da, acho que é a Karina.
–Valeu. Disse Pedro caminhando até ao lado de Karina.
–O esquentadinha a aula já começou. Disse Pedro, tirando seus fones e a assustando. Karina arregalou os olhos. –Foi mau não quis te assustar. É que a aula já começou. Karina virou pra frente, abriu o caderno e segurou sua caneta sem dizer nada.
As meninas ficaram todas alegrinhas com o novo aluno. Karina observava os cochichos e as risadinhas pra ele. Pedro sorria o tempo todo. Não pelas garotas, mas por satisfação de ter constrangido a lutadora. A aula terminou. Karina levantou, sorriu de lado pro musico e saiu. Ele levantou para ir atrás dela, mas foi segurando por um grupo de garota querendo saber sobre sua antiga vida em São Paulo. Karina olhou da porta triste e saiu pra sua próxima aula, aula de historia. Nessa Pedro não estava, mas seu primo João sim. Ela sorriu para o amigo e sentou em uma cadeira perto da janela. Karina estava frustrada e irritada com o garoto. Tudo bem que eles se conheceram e muita coisa aconteceu, mas aquilo ela não estava entendendo. Na sala as meninas ainda comentavam dele e ele nem estava presente, era ouvido. “Ele é tão lindo”, “aquele estilo dele é tão legal” “se ele me der moral eu pego” “que bunda gostosa” e por ai. Karina queria ser surda. João a observava disfarçadamente. Escreveu um bilhete para a amiga.
“Ka não liga para essas garotas, ele esta totalmente na sua.” Ka leu e sorriu. “Hum? O que?” Foi o que ela gesticulou com a boca pro papel. Respondeu.
“Eu nem ligo”
João sorriu com a sua resposta. –Sei. Disse pra si mesmo.
No intervalo Karina sentou em um banco com seus fones em seu ouvido. Pedro a observa junco com João.
–Cara ela estava soltando fumaça com os comentários das garotas, na aula que estivemos juntos. Disse João o fazendo sorrir.
–Ta nada essa ai já tem dono.
–O que? Como você sabe.
Pedro explicou do encontro com o Cobra na pracinha para o primo.
–Acho que você esta confundindo tudo.
–É por que você não viu. Pergunta pra Tomtom, ela viu tudo. Só faltou chama lá pra ser madrinha da sua sobrinha com ele.
–Acho que você devia perguntar, as vezes eles são só amigos e você ta grilado atoa.
–Você acha mesmo?
–Vai lá, você ainda tem uns 10min até o sinal tocar.
Pedro levantou e foi até Karina. Karina via aproximação do rapaz. Quando ele ia chegar para falar com ela, foi interrompido por algumas garotas. Karina se irritou. Ele tentou dizer alguma coisa, mas não quis ser mau educado. “depois falo com ela” Pensou. As meninas não o deixavam em paz. O sinal bateu para irem embora. Pedro esperava João para irem juntos pra casa. Karina saiu primeiro ele a viu de longe, sorriu para amiga. As meninas que viam em sua frente se animaram pensando que era pra elas. Foram chegam para falar com ele. Quando em uma atitude sem pensar e o ciúme tomando conta de Karina ela gesticulou.
“Me beija”
Pedro sorriu largamente.
–Com licença garotas.
Karina observava cada movimento até ele chegar perto dela. Ele sorriu a olhar em seus olhos. Pedro a segurou pela cintura e colocou a mão em seu rosto aproximou suas bocas. O beijo ainda era tímido. Karina estava processando tudo aquilo. A língua de Pedro pedia passagem e Karina cedeu. O beijo era romântico, um beijo apaixonado. Todos que estavam envolta olhando para a cena, sentiram a sintonia do casal. Karina acariciou os cabelos de Pedro. João chegou e encontrou cena. “Ai sim em primo” Pensou encostou no muro aguardando o casal terminar o beijo. Eles estavam sem ar. Terminaram o beijo. Pedro percebeu a quantidade de pessoas os observado abraçou a garota e cochichou em seu ouvido.
–Não corre, por favor. Me abraça. Karina abraçou sua cintura encostou seu rosto em seu peito. Até a vergonha cessar. João se aproximou. Pedro fez sinal para que ele não fizesse nenhuma piadinha. –Nós já vamos primo.
As meninas que estava indo ao encontro de Pedro, vermelho era pouco para descrever como elas estavam elas estavam era roxas de raiva. “Que beijo foi esse que esse gostoso deu nessa esquisitona?” Falou uma delas.
Pedro ergueu o rosto de Karina. –Vamos? Karina fez sinal de “sim” Pedro a braçou sobre os ombros e foram esperar seu ônibus próximo dali.
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