Notas iniciais
Eiii.. Desculpe a demora, estava fazendo uma pesquisa. Quero agradecer os comentários, um mais fofo e lindo que o outro. Quem descobriu o segredo.. muito espertas. Quero fazer um agradecimento especial para Amanda Parker Styles pela recomendação, Linda muito OBRIGADA!! Boa Leitura. Espero comentários POSITIVOS e NEGATIVOS. Bjin ^^*

Ainda era madruga, Karina desceu de sua cama e foi para a cozinha beber um copo com água. O sonho a perturbou, nunca avia sonhado nada como aquilo. Ela tinha certeza do segredo do Pedro e algo lhe dizia que Rafael não era confiável. Que tinha que se manter dista-te dele, por conta das gracinhas perto de Pedro e essa ideia idiota de saírem juntos. Isso era tudo tão desgastante para a lutadora. Estava difícil de concentrar nas aulas e nos treinos. E também o namoro escondido do pai e dos amigos, sentiu se mais aliviada por contar pra Bianca.

–Filha esta sem sono? Perguntou assustando a lutadora.

–Há... Meu Deus. Me assustou pai. Colocou a mão no peito. — Acordei com sede. Disse ainda tremula por conta do susto.

–Desculpe. Não sabia que encontraria alguém aqui há essa hora. Estou com sede também. O mestre abriu a geladeira e se serviu de um copo com água.

–Eu já estava indo dormir. A lutadora colocou copo na pia.

–Ka me diz o que tem tanto nessa sua cabecinha. Você anda tão distante ultimamente. Passou mal outro dia. Quase não fala comigo ou sua irmã. Não te vejo saindo com o pessoal da academia.

–Pai sai com a Pri no domingo.

–Karina eu falei com a Pri e ela nem sabia o que estava passando no cinema. Você saiu sozinha. Não quero você mentindo pra mim.

–Desculpa por mentir. Não é nada. Só queria me distrair e pensar um pouco.

–Filha eu sei que você passou por um momento difícil na viajem, se perder, foi desesperador pra mim também. Mas, por favor, Karina não se prenda nisso. Você é linda e inteligente. Eu me inspiro em você, nessa sua força e garra, de sempre mostrar que esta bem e não querer incomodar as outras pessoas. Só que filha você não esta sozinha, nunca, você tem a mim e a Bianca. Se estiver acontecendo qualquer coisa converse com agente. Você não precisa passar por isso sozinha. Escorreu uma lagrima dos olhos de Karina, estava tão emocionada com o carinho e preocupação do pai. Secou a rapidamente, e abraçou seu mestre que estava encostado na pia.

–Obrigada! Eu sei que eu tenho vocês, mas me da mais um tempo.

–Claro. Se precisar de qualquer coisa não êxiti em pedir. Eu te amo Ka.

–Também amo você pai. Se mantiveram em silencio por alguns minutos, até a jovem bocejar nos ombros do pai.

–Agora mocinha pra cama que o dia vai ser cheio hoje.

–Boa noite! O pai ia seguindo o corredor. –Pai... Gael se virou para ouvi-la. –Obrigada! O mestre sorriu e esperou a filha entrar em seu quarto. As meninas acordaram cedo tomavam café com Dandara e Gael. Uma batida na porta.

–Mas quem será a essa hora da manhã? Gael se levantou para abrir.

–Desculpa seu Gael pela hora, mas vim buscar a Tomtom.

–Pedrinho filho vem tomar café com agente. Nós sentamos agora mesmo.

–Não. Não quero incomodar tia.

–Imagina Pedro vem. Disse Bianca simpática.

–Entra. Tem uma cadeira do lado da Ka. Apontou Dandara o lugar vago ao lado da lutadora.

Gael deu passagem para o musico cabeludo entrar.

–Obrigado. Disse indo até onde a irmã se encontrava sentada de costa. Ei.. Tomtom. Disse beijando o topo de sua cabeça. –Se comportou maninha?

–A Tomtom foi ótima. Disse Karina ainda de cabeça baixa, mas tranquilamente.

–Viu Pedro eu sou “ótima”. A pequena disse segurando o queixo com as mãos, sendo fofo.

–Pedro senta. O café esta uma delicia.

–Obrigada tia.

Pedro se sentou do lado de Karina que se encontrava envergonhada, por algum motivo que ela desconhecia. Não conseguia olha lo. Era muito estranho.

–Karina... Filha esta tudo bem?

–O que? É.. Er... “Eu essa mania de não saber o que dizer” pensou ela. –Pai dormi pouco anoite. É sono. Todos olhavam com exceção de Pedro, que começou a se servir. Pedro sentiu que tinha algo estranho com a sua “esquentadinha”, colocou um pedaço de pão na boca e por baixo da mesa segurou sua mão. Karina arregalou os olhos, mas quando ele massageou suas mãos sabia o que significava. A sensação do seu toque a tranquilizou. Ela retribuiu o toque, mostrando que sabia o que dizia.

–Karina você e o papai desmaiaram no meio do filme.

–Também o que vocês queriam? Romeu e Julieta Bianca.

–O filme é lindo Ka.

–Você quem pediu pra gente escolher.

–O que? A Karina deixou vocês escolherem? Sem nenhuma briga?

–Foi sim. Disse Bianca vitoriosa.

–Você deve estar doente mesmo Karina.

–E eu sei o nome dessa doença. Disse Dandara sacando tudo.

–Doença? Você esta doente filha? Disse o mestre confuso.

–Claro que não Gael. Essa doença que a Karina esta sofrendo já tive muito.

–E o que é então Dandara?

–É de A..

–Menstruação Pai. Disse Karina. –Cólica. Período. TPM. Como você quiser chamar, né Dandara? Pedro engasgou com um pedaço de pão. Fazendo os rir.

–É exatamente essa doença. Claro que Dandara sacou tudo.

–Tá. Tá. Chega com esse assunto. O mestre não se agradou com o assunto no meio do café da manhã. Depois da declaração que a filha do mestre deu no café eles conseguiram comer tranquilos, falaram o campeonato que acontecera em algumas semanas.

–Esquentadinha você vai participar?

–Eu...

–De jeito nenhum. Você vai auxiliar os lutadores.

–O que? Como assim auxiliar? Gael ia começar a responder. –Quer saber não responde. Pedro você esta pronto pra ir pra aula?

–Estou.

–Ótimo. Vou pegar minha bolsa e já vamos. Karina foi até o quarto pegar seu material, seu corpo todo tremia de raiva. Ao passar pela mesa onde todos ainda se encontravam sentados ouviu seu pai dizer.

–Karina, eu não terminei de falar com você.

–A terminou sim Pai. Dizia da sala. — Você foi bem claro e especifico. E de jeito nenhum eu vou ficar servido aguinhas pros seus alunos. Quer saber nem vou mais pra academia. Vou dar meu jeito, procuro outra academia, mas não vou ficar me matando todos os dias, esperando sua aprovação.

–Karina não fala assim com o pai.

–Bianca não se mete, por favor.

–Karina o que esta acontecendo com você filha? Olha o jeito que você esta falando comigo.

–Vamos Pedro. Tomtom.

–Ka acho melhor vocês conversarem.

–Pedro o que eu tinha pra falar eu já disse. Agora se você não quiser ir comigo eu não ligo, vou sozinha.

Karina saiu batendo a porta, deixando todos espantado com sua raiva. Algo no tom da voz da lutadora dizia que ela estava falando muito serio. Mas Gael era irredutível quanto a isso não deixaria sua filha lutar.

–Seu Gael obrigado pelo café e por deixar a Tomtom dormir aqui. Gael estava muito irritado que nem respondeu.

–Pedrinho imagina foi um prazer. Agora vai leva a Tomtom e vê se encontra a Karina. Dandara disse amigável.

Pedro saiu com Tomtom deixou a irmã mais nova com os pais e foi correndo encontrar a lutadora no ponto de ônibus, que já encontrava vazio. A jovem Karina estava dentro do ônibus muito irritada e com lagrimas nos olhos, evitava que elas derramassem na frente de outras pessoas. Assim que o coletivo parou perto do colégio Karina desceu e correu para seu esconderijo habitual. A biblioteca empoeirada era confortável, nela a irmã de Bianca choraria e colocaria suas ideias no lugar.

Pedro procurava por Karina por todo colégio.

–Eiii.. João. João? Pedro gritava o primo, que estava encostado em uma árvore. –João vem aqui. João correu até o primo. Viu que ele estava estranho, muito agitado e nervoso.

–Pedro. O que foi? Não esta se sentindo bem?

–O que? Não. Não. Disse agitando as mãos. -Você viu a “esquentadinha” por ai?

–A Karina?

–Não João a outra “esquentadinha”. Claro que é a Karina. Você a viu hoje? Dizia nervoso.

–Cara eu vi ela no ônibus. Ela estava estranha, não falou comigo. Pensei que vocês tivessem brigado.

–Não brigamos, ela brigou com o mestre cruel. Você viu se ela veio pro colégio? Se ela entrou?

–Ela desceu sim. Vi que ela foi para aquele bloco antigo. Sabe?

–Sei. Vou procura-la por lá. Valeu cara. Disse saindo às pressas.

Karina sentou em sua mesa. Agora que se encontrava sozinha se permitia chorar. O choro ainda era preso em sua garganta, seus olhos estavam vermelhos de segurar as lagrimas. Colocou as mãos no rosto e voltou se lembrar das tantas brigas que tiveram pelo mesmo motivo. Ela não entendia essa teimosia do pai, ele a deixava treinar, mas não ser lutadora. Isso era confuso. Estava já cansada de esperar por sua aprovação.

Pedro vagava pelos corredores e andares do bloco antigo há vários minutos, chamando por sua “esquentadinha”. O bloco era grande avia cinco andares divididos por infinitas salas. Ao atravessar a grande porta da biblioteca antiga, e andar por seus corredores em silencio e impressionado com a beleza do lugar mesmo sujo. Em uma mesa atrás de um corredor com partilhe iras alta encontrou uma jovem em prantos com as mãos no rosto. Ela estava tão frágil e delicada. Os músculos da lutadora estavam contraídos, avia muita dor exalando da jovem. Uma dor antiga, uma dor que a sufocava por muito tempo. Karina nem percebeu a presença do jovem musico. Pedro a observava sabia do sofrimento da namorada ela já avia lhe dito. O peso que ele via em seus ombros era de culpa pela “morte da mãe” e pela falta de aprovação do pai. Pedro se aproximou da mesa para não assusta-la.

–Ka? Ela tirou as mãos do rosto e olhou seu musico cabeludo. –Linda te procurei por horas. O que esta acontecendo? A lutadora o olhou perturbada, mas com um alivio por dentro. Ela precisava dele. Do carinho e sua compreensão.

–Como me encontrou? Perguntou secando o rosto e lhe dando espaço para que se sentasse ao seu lado.

–O João te viu vindo pra cá. Só procurei você por todo lado. Disse sentando ao seu lado. –Ka por que esse lugar?

–É silencioso. Consigo pensar tranquila.

–Linda eu sinto muito pelo que aconteceu.

–Você não teve culpa. Ele sempre faz isso.

–Esquentadinha o que você vai fazer?

–Por enquanto vou ficar aqui. Preciso pensar.

–Tudo bem. Eu vou te deixar aqui. Pedro beijou de leve seu ombro. -Me liga mais tarde. Pedro foi se levantando quando a jovem o segurou pela mão.

–Fica. Disse baixo.

–Você tem certeza?

–Tenho. Fica. Disse sorrindo. Pedro voltou se sentar, colocou um braço sobre seus ombros e deixou que ela descansasse sua cabeça em seu peito.

–Se você quiser chorar eu limpo cada lagrima sua. O musico disse gentil. Karina sorriu em seu peito. Karina já se sentia melhor depois de alguns minutos.

–Pedro você não vai assistir a aula?

–Hoje não. Vou ficar aqui com você linda.

–Já estou me sentindo melhor.

–Eu sei, mas vou ficar aqui.

–Obrigada.

–Não precisa agradecer. Estou adorando ficar aqui. Esse lugar é demais.

–É sim. Venho aqui desde que vim estudar nesse colégio. É o meu esconderijo.

–Tipo uma bate caverna?

–Mais ou menos. Karina sorria com a piada do namorado. –Pe eu não quero voltar pra casa hoje.

–Karina você não pode fazer isso. Você tem que conversar com o seu pai.

–Eu não quero conversar com ele.

–Por que?

–Por que é obvio né Pedro. Estou cansada de isso sempre acontecer, de eu ter que me contentar com as migalhas que sobram pra mim.

–Migalhas? O que você quer dizer com isso?

–Migalhas sim. Pedro, desde quando eu nasci é assim, vivo do que sobra da Bianca, migalhas, vivo mendigando atenção, migalhas, na academia todos que passaram por lá papai viu futuro neles e em mim só a filha do mestre querendo chamar atenção. Migalhas. Vivo a sombra das outras pessoas. Papai valoriza muito mais seus alunos do que eu como filha. Bianca sempre foi sua queridinha, tudo que ela que ele faz. E eu? Tenho que viver como sua marionete, que fala quando ele manda e só faz o que ele quer? A isso nunca mais. Karina estava nervosa de novo. Seu corpo tremia de raiva. Pedro ouviu cada palavra em silencio.

–Sinto muito. Disse ele a tranquilizando. O musico passou as mãos em seus braços para que ela relaxasse. – Eu sei que você esta muito chateada com tudo isso, mas eu acho que vocês tem que conversar.

–Hoje não.

–Tudo bem. Hoje não. Mas me prometa que amanhã vocês vão conversar. Se você quiser dormir em casa tudo bem, eu falo com ele.

–Eu prometo. Eu quero ficar na sua casa hoje.

–Beleza. Quando chegarmos eu falo com ele. Já era intervalo no colégio. –Linda vou buscar algo pra comermos.

–Ok!! Estou com fome.

–Não demoro. Pedro deu um beijo em seus lábios e saiu do cômodo e deixou Karina mais tranquila. Eles tinham conversado sobre os que realmente a lutadora sentia e trocado alguns beijos depois de um tempo. O Musico encontrou o primo, mas foi breve em lhe contar o que avia acontecido e que Karina agora se sentia melhor. Suas fãs queriam saber por que ele não apareceu na aula, mas ele conseguiu se livrar delas com uma desculpa qualquer. Não demorou muito ele chegou ate a biblioteca com uma bandeja com salada de fruta, suco e dois croissant de chocolate. Ao chegar perto da do corredor onde Karina o espera ele se sentiu tonto e enjoado. A lutadora percebeu que avia algo errado e se levantou pegando a bandeja de sua mão. O musico se apoiou na partilhe ira.

–Pedro? Pedro o que você esta sentindo? Ele estava pálido e quase desmaiando.

.....

Segredos,todo mundo tem,alguns até contamos,
Outros pra ninguém.
Mentimos,só quando convém.
E por mais que eu te engane,engana-me também!
Ninguém é falso pra aceitar,e nem perfeito pra entender...
Que segredos ou mentiras,as vezes são pra proteger.

–Faibe

Notas finais
O que acharam? Posto logo o proximo cap. Bjin ^^