Seguindo em Frente

16 Timoty Sloan Robbins Torres – Callie Torres


Arizona entrou em seu nono mês de gravidez com alguns inconvenientes, sua barriga estava enorme e apesar da dieta balanceada que se submeteu durante todo o período de gestação foi inevitável o aumento de peso, com isso a prótese lhe causava muitas dores no membro residual e dificuldades em ficar muito tempo de pé, teve que diminuir o rítmo do trabalho e evitar por muitas vezes a OS, isso ás vezes a deixava meio depressiva, sua locomoção limitada a deixava nervosa e irritada, não vendo a hora de nosso bebê colocar sua cara para fora, essas suas mudanças de humor me preocupava e minhas atenções foram redobradas não precisava nesse momento de uma recaída de PTSD em um final de gravidez, então concordamos que ela sairia de licença duas semanas antes do previsto para o nascimento de nosso filho, Barbara e Daniel vieram ficar conosco pra nos ajudar, para Arizona isso era tortura ter os pais ali em cima de nós, para Sofia uma festa ter os avós a seu dispor por tanto tempo, para mim agradeço a eles por fazer isso por nós, estava fazendo os plantões do PS para Kepner, ela e Jackson foram visitar seus pais na fazenda ele finalmente resolveu enfrentar o sogro que se recusava a vê-los depois do episódio do casamento, isso seria bom porque tiraria férias logo depois do nascimento do nosso filho estava adiantando tudo que precisava.

Cheguei em casa naquela manhã exausta não via Sofia e Arizona a 24 horas, Barbara e Daniel estavam hospedados em nossa casa, eram seis da manhã passei pelo quarto de nossa filha dei-lhe um beijo, arranquei minhas roupa e troquei por uma camiseta grande e velha da faculdade que adorava e deitei bem devagar para não acordar minha esposa lembro-me que fechei os olhos antes mesmos de minha cabeça cair no travesseiro, algum tempo depois senti movimentos na cama e um ai baixinho. Não consegui abrir meus olhos, mas algum tempo outro ai, senti as mãos de Arizona agarrar meu braço.

– Callie acorda, acho que estou tendo contrações.

– O quê? Mas ainda faltam duas semanas.

– Eu preciso de ajuda pra ir ao banheiro.

Levantei e a ajudei a se levantar e caminhar até o banheiro apoiada nas muletas, antes de chegarmos ao banheiro ela parou e vimos uma água se espalhar pelo chão.

Olhamos uma para outra e dizemos juntas.

– Oh meu Deus! A bolsa estourou.

Sentei Arizona no vaso e sai em disparada pelo corredor até o quarto de Barbara e Daniel.

– Barbara preciso de ajuda, a bolsa estourou.

Barbara e Daniel me ajudaram a colocar Arizona sentada na cama e trocar-lhe uma roupa e levá-la para o carro em tempo recorde, peguei suas coisa e quase que parti apenas de camiseta para o hospital.

– Callie, desculpa dizer isso, acho que você precisa de calças. Daniel me disse todo sem jeito.

Corri para o quarto e troquei de roupa rapidamente, entrei no carro apavorada, o engraçado de como são as coisa, somos médicos e sempre lidamos com casos assim e sabemos exatamente o que fazer quando é com nosso paciente, mas quando é com a gente ou alguém que amamos ficamos mais perdidos que cego em tiroteio. Coloquei a chave no contato e liguei o carro minhas mãos tremiam sobre o volante me virei para minha esposa e disse.

– Calma querida apenas respire, já vamos chegar.

Arizona desligou o carro colocou sua mão sobre a minha e disse.

– Callie, apenas respire, está tudo bem vamos chegar com tempo.

Parei por um minuto respirei e voltei a ligar novamente o carro com certeza ela estava mais calma que eu.

– Certo querida, vamos ter nosso bebê.

O caminho até o hospital foi fácil chegamos em quinze minutos as contrações ainda estavam espaçadas entrei pela porta de emergência já havia avisado o hospital que estávamos indo fomos recebida por um interno que nos a avisou que Dra. Napolitano e Alex Karev já estavam a caminho.

Nosso bebê nasceu cinco horas depois, foi um parto razoavelmente demorado as contrações foram tantas que Arizona usou minha mão e braços para apertar durante as dores.

– Callie não posso ficar apertando sua mão, você é cirurgião posso quebrá-la.

– Tudo bem querida então use o braço.

E foi assim que ganhei muitos hematomas nos braços e no fim de cinco horas Arizona deu a luz a um menino.

– Arizona só mais um pouco de força, Lisa disse.

– Eu não sei se posso fazer isso de novo.

– Mas você precisa a cabeça já está apontado, esse é o mais difícil depois fica mais fácil.

– Amor só mais um pouco, vai você consegue. Eu estava sentada na cama atrás de Arizona com ela apoiada em meu peito, essa foi a posição mais confortável que treinamos durantes as aulas de parto que frequentamos.

– Ok eu vou tentar e Callie nós não vamos fazer isso mais, seus dez filhos caíram por apenas dois. Eu não vou passar por isso mais.

– Agora Arizona vai força.

Arizona fez tamanha força e apertou minha mão que senti um de meus dedos quebrar, mas não me importei quando vi o bebê sendo amparado pela obstetra.

– É um menino, um lindo e forte menino que nasceu com um pulmão maravilhoso devido a altura do choro, Dra. Torres quer cortar o cordão?

Sai de trás da minha esposa, cortei o cordão umbilical, e o bebê foi enrolado em uma manta e colocado nos braços de minha esposa cansada.

– Callie ele é lindo!

– Sim lindo tem o cabelo dourado igual aos seus, é branquinho, os olhos parecem ser azuis, ainda não dá pra ver.

Dei um beijo nos lábios de Arizona, suas lágrimas escorriam pela face.

– Não chore amor ele é lindo, é nosso, eu te amo, obrigado por fazer isso por nós.

Enxuguei suas lágrimas com minha mão e ela disse.

– Alex tome leve seu afilhado para os exames e tome cuidado. Callie vai com eles.

Alex ficou parado olhando para mim e para Arizona sem falar nada apenas nos olhando.

– Alex você vai ficar ai parado feito um dois de paus?

– Afilhado?

– Sim Alex a menos que você não queira.

– Sim eu quero é que nunca ninguém me chamou para padrinho você tem certeza eu sou assim meio...

– Alex esse garoto vai precisar de uma figura masculina na sua vida e você é o homem mais honrado que conheço, então sim se você aceitar ser padrinho do Timoty Sloan Robbins-Torres, você será essa figura masculina na sua vida.

– Obrigado Robbins eu vou ser o melhor padrinho que ele já teve.

– Então pegue seu afilhado e leve-o para os exames por que há poucos médico em quem confio e você é um deles.

– Vem aqui Tim venha com o padrinho nós vamos nos divertir muito a partir de hoje.

Decidimos o nome alguns meses antes do nascimento foi mais fácil que a decisão da cor do quarto, seria Timoty caso fosse um garoto e Rebeca se menina, Sloan foi para lembrar sobre seu pai biológico Mark Sloan, ninguém sabia ainda que era Mark o doador do esperma, mas não acharam estranho por ser ele nosso melhor amigo morto então pensaram ser em sua homenagem, Torres foi colocado como último sobrenome para não diferenciar muito do de Sofia, combinamos que exigiríamos o uso dos dois sobrenomes pelos dois quando eles assumissem seus lugares no hospital como herdeiros do nosso legado seria Dra. Sloan-Torres e Dr. Robbins-Torres. A escolha do Alex como padrinho também foi decidido com antecedência como havia escolhido Cristina para Sofia coube a Arizona escolher o de Tim e ficou decidido que se fosse uma menina seria Kepner e menino Karev, ambos eram melhores amigos de Arizona.

– Quando eu e Alex saímos da sala de parto, Cristina e Bailey e outros funcionários estavam esperando no posto de enfermagem por notícias.

– Então como foi?

– Cinco horas de parto, um menino e acho que dois dedos quebrados, mas vou verificar para confirmar, quem ganhou a aposta?

– Vamos ver quem acertou o pacote inteiro.

Se Arizona sonhasse com isso me mataria, imediatamente Bailey passou uma mensagem a todo hospital, avisando sobre o mais novo membro de nossa família. Antes de entrarmos no elevador Alex gritou.

– Eu sou o padrinho.

Bailey nos fez o favor de avisar aos pais de Arizona que estavam na sala de espera que já eram avós novamente, Alex fez os exames e constatou que Tim é perfeito e só precisava de algum tempo de descanso, depois disso fiz um Raío-X da minha mãe e como tinha deduzido dois dedos quebrados, ainda bem que teria quatro semanas de férias. Ninguém ganhou a aposta inteira, ninguém apostou em Alex Karev como padrinho assim os cinquenta mil dólares que acumulou nos últimos sete meses foram divididos.

Assim que Alex cuidou do Tim e de meus dedos, desci para o quarto de Arizona ela estava dormindo, Daniel e Barbara estavam sentados no sofá do quarto, dei um beijo na testa de minha esposa e convidei meus sogros para conhecer o neto, subimos até a pediatria ele estava na estufa procedimento padrão para um recém-nascido acostumar com seu novo ambiente.

Pedi a enfermeira do berçário que nos mostrasse mesmo pelo vidro o bebê e lá estava ele dormindo, ele fazia alguns movimentos com a boca que lembrava Arizona dormindo, vi lágrimas caírem do rosto de meus sogros. Daniel que estava ao meu lado passou seus braços pelos meus ombros e disse.

– Obrigado Callie por nos proporcionar tamanha felicidade depois que Tim se foi nunca pensei que poria os olhos em um neto. Arizona sempre foi contra ser mãe e você veio e a fez mudar de ideia e hoje temos dois netos lindos. Isso pra nós é a maior felicidade do mundo.

Barbara se juntou a nós em um abraço somos uma família abençoada e mais uma vez agradeci a Deus e a meu pai por me dar aquele conselho naquela noite de lutar pela minha família, tudo isso com certeza é maior que um erro.

Liguei para meu pai e o avisei sobre seu neto ele prometeu nos visitar em breve para conhecê-lo. Durante o dia foi uma verdadeira excursão pelo berçário e pelo quarto de minha esposa todos queriam nos dar os parabéns e conhecer o jovem Robbins-Torres como ficou mais conhecido.

Quando o bebê foi para sua primeira mamada peguei Sofia e a levei para conhecer o irmão, estávamos todos ali olhando Tim brigar com os mamilos de Arizona, ele sugava hora com muita força outras com preguiça e voltava dormir.

– Ele é igual a você Calliope, quando está com sono prefere a cama que comer.

Todos na sala riram, Sofia que estava sentada no sofá ao lado de Barbara e brincava com meu estetoscópio virou do nada e disse.

– Papai Noel não entendeu, eu pedi um irmãozinho pra brincar e ele me deu um tão pequeno que não sabe nem mamar.

Todos rimos.

– Sofia, mi hija os bebês nascem pequenos, mas eles crescem e logo ele vai brincar com você só tem que ter paciência certo.

– Ele vai demorar a crescer?

– Um pouquinho, mas quando começar ele não vai mais parar.

– Enquanto isso você tem seus amiguinhos para brincar.

Ela balançou a cabeça em acordo e subiu na cama junto com Arizona e Tim e sentou-se ao lado dos dois.

– Cuidado Sof ele ainda é muito molinho e frágil, olha passa sua mãozinha aqui, sente como é gostosa a sua pele.

– É mamãe ele tem a pele muito macia.

– Tem sim Sof igual a sua, meu bebê grande.

Tudo estava perfeito minha família estava ali reunida naquele quarto de hospital feliz, ver Tim dormindo nos braços de minha esposa e minha filha ao seu lado acariciando sua cabecinha á algo que nada nesse mundo poderia pagar. E pela milésima vez tirei mais fotos deles juntos, nunca me cansava disso.