Segredos e Mentiras
25 Chicago
Notas iniciais
Abri os olhos vendo Edward já vestido para ir ao trabalho e falando ao telefone, ele estava lindo com a mão em seu bolso olhando para a linda vista que seu quarto dava, não lembro muito do apartamento dele, mas sabia que seu quarto era gigantesco.
— Isso Alice, sim... já verifiquei isso e essa possibilidade não me assusta. Não teremos problemas, ligue para Collin que os papéis já estão com ele e a parte jurídica foi resolvida. – ele se virou me sorrindo e sorri automaticamente – Tenho que desligar Alice, mas nos falamos durante o dia. Mande emails que Lauren os repassa para mim. – ele fez um cara não tão feliz. – Lauren é muito qualificada e eu e Tânia confiamos plenamente nela, meus emails estão com ela essa semana e ela não tem feito nenhuma besteira até agora.
Pelo pouco que conhecia Edward eu sabia que ele estava dando a Alice aquele alerta, seus olhos mais uma vez olharam para mim e eu sorri me sentando na cama.
— Não marque nada para esse final de semana e qualquer coisa peça gentilmente para Jasper, ele está atualizado de tudo a respeito das transações comerciais e estou delegando a ele a partir de semana que vem mais funções. – ele foi até cama sentando e me dando um beijo nos lábios enquanto ouvia Alice – O baile de Gala do Museu? – ele se afastou novamente e levantei indo até o banheiro para não distrair mais ele. O banheiro era meu apartamento inteiro, não queria atrasar Edward e por isso não demorei muito em nada do que queria fazer, tomei um banho rápido sentindo o cheiro maravilhoso de Edward em todas as partes e colocando um roupão pensando o que iria fazer em relação a roupas. Ele ainda estava no telefone, Alice estava segurando ele tudo que podia.
— Arrume isso com Jasper, envie o discurso adaptado para ele e o faça saber disso ainda hoje, nem que seja de madrugada. – ele se virou e me viu sorri boba para ele – Preciso ir, mas já tem todas as orientações. Não estarei disponível nesse final de semana. De forma alguma.
Ele desligou e foi até mim, me beijando com paixão.
— Café? – perguntou ainda fazendo carinho no meu rosto.
— Eu adoraria.
Edward não me levou para uma sala de jantar como eu esperava, seu apartamento tinha uma parte externa toda fechada com vidros transparentes que dava para ver toda a cidade sem que congelássemos com o frio. Era a cobertura eu percebi quando olhei a vista linda de sua varanda enorme.
— Quando está mais quente abrimos, mas nessa época do ano mantenho fechada e aquecida.
— Eu ficaria aqui olhando a vista o dia todo...
Seu prédio tinha um ponto estratégico, víamos o Navy Pier e o Lago Michegan a nossa frente e para esquerda todo o Grand Park.
— Eu acho que não era exatamente assim quando meu avô construiu o prédio. Mas ele fez algo incrível.
O olhei surpresa.
— Seu avô construiu esse prédio?
— Meu bisavô comprou o terreno, não era tão valorizado e na época Chicago era uma cidade perigosa. – ele sorriu – Você sabe... aquela época...
Anos vinte. Os gangsters dominavam Chicago e com certeza era uma das cidades mais perigosas dos Estados Unidos. Depois veio toda época obscura de mortes e assassinatos.
— Meu avô fez uma verdadeira fortuna construindo em terrenos que meu bisavô comprou. Nós alugamos depois da construção e ajudamos no combate ao crime com investimentos particulares a polícia de Chicago.
— O Baile Anual da Polícia... – todos os anos a Polícia de Chicago tinha esse baile, vários empresários vão. Todo tipo de produto de luxo são doados e leiloados.
— Esse mesmo. – ele disse me fazendo sentar na cadeira em frente à mesa farta e posta que nem tinha percebido que havia. – Pedi um serviço de entrega para preparar, não costumo tomar café da manhã em casa.
Sorrimos cúmplices.
— Você faz parte da história dessa cidade... – falei sem esconder o tom de admiração.
— Minha família faz na verdade. Toda ela, existe registro de Cullen na Inglaterra antes da colonização. Um primo meu é Duque em algum lugar, mas não mantemos contato como gostaríamos, a esposa dele é parte do parlamento e ele é envolvido com isso de alguma forma.
— Deus amado! Como não perseguem você pela rua ou algo assim?
Edward me serviu o café calmamente, não se abalando com meu ar de surpresa.
— Porque a imprensa sabe aquilo que queremos que eles saibam, minha mãe sofreu algumas...dessas perseguições... e bom... meu pai chegou a fechar um jornal com tanta raiva do que escreveram sobre ela.
— Sua mãe era humilde... ela me falou.
— E ela mais do que ninguém pode te contar histórias e mais histórias, mas ela e papai não se intimidaram.
Eu abaixei a cabeça pensando sobre os Cullen.
— Você não tem medo...- falei baixo, mas sabia que ele estava ouvindo – De mim...
Edward me sondou por alguns segundos.
— Vamos lidar com o que vier, no seu tempo. Bolinhos?
E tomamos café tranquilamente com ele me contando um pouco mais dele e sua família. Os Cullen colonizadores fizeram fortuna primeiro com fazendas, depois em pequenos negócios devido as suas raízes inglesas e produtos que conseguiam com os parentes restantes na Inglaterra. Compra de terrenos e aluguel vieram com seu bisavô que era apaixonado pela área da construção e com Edward veio os investimentos em tecnologia e toda parte de exportação e importação. Carlisle ainda dirigia algumas áreas, mas eles tinham pessoas de confiança em quase toda parte como ele mesmo explicou com calma. Pessoas que eram como sua família, os Masen. Uma família tão tradicional como os Cullen.
— Houve casamentos? Entre Cullen e Masen?
— Alguns... só quando realmente havia afinidade, mas nossas famílias costumavam ser unidas sem isso.
O barulho de saltos me assustou e uma mulher alta e bonita entrou.
— Bom dia querido.
Edward levantou e foi até ela que tinha umas bolsas em sua mão.
— Bom dia Maria, venha conhecer minha namorada. Isabella Swan.
Maria era muito bonita, seus cabelos pretos levemente cacheados e sua elegância simples como a de Esme me deixou encantada. Ela me cumprimentou sorrindo assim que levantei.
— Linda realmente. Como você descreveu.
Fiquei vermelha com seu elogio.
— Desculpa a demora, mas Jasper saiu atrasado hoje. Precisei ajudar ele com os papéis. Alice ligou e já me avisou que vamos ao Baile.
Edward pareceu preocupado por alguns instantes.
— Vocês não tinham nenhum compromisso, tinham?
— Não querido, não se preocupe. Trouxe o que me pediu. – ela entregou as bolsas para Edward – Não vou atrapalhar, tenho que encontrar sua mãe para ver detalhes daquele encontro que estamos evitando. Sua mãe não quer ir e o Comitê está pressionando ela, tadinha. Ela pensou até ficar internada.
Edward riu e então Maria sorriu simpática. Sua mão ostentava os anéis de noivado e casamento.
— Tenha um bom dia queridos!
Ela saiu e mais uma vez ficamos sozinhos. Ele me entrou as sacolas e agradeci.
— Pensei em irmos a alguns lugares hoje... pedi a Maria que trouxesse o básico para um dia...
Sorri indo até o quarto me trocar. Maria trouxe duas opções de roupas casuais e bolsas pequenas, junto com sapatos e roupas íntimas novas. Tudo na verdade era novo e com etiqueta. Vesti o vestido e os sapatos baixos, deixando meus cabelos soltos. Edward entrou no quarto e sorriu.
— Um dia de folga? – perguntei sorrindo.
— Sou um chefe bem compreensivo.
Ele estendeu sua mão e eu peguei sabendo que iria para qualquer lugar com Edward Cullen.
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