Segredos de Sangue
1 Prólogo
Notas iniciais
Estou voltando com uma história que já havia postado aqui no Nyah! mas que decidi terminá-la de vez.
Algumas alterações foram feitas, mas o conteúdo continua o mesmo.
Algumas alterações foram feitas, mas o conteúdo continua o mesmo.
Um soldado,
Uma arma, Eu era o instrumento da morte... A luz era hipnotizante, a música retumbava em meus ouvidos e tudo que eu conseguia ver era a massa de corpos dançantes. Seu corpo surgiu em meio aos outros, envolto por um vestido vermelho que delineava suas curvas. Os olhos verdes me encaravam e pareciam me chamar, nos lábios um sorriso malicioso que incendiava cada célula do meu corpo. Ela dançava com fluidez, seus movimentos eram lentos e ritmados apesar da música acelerada. Me aproximei devagar, hesitando, com medo de que se fizesse um movimento brusco ela fugiria. O álcool da bebida já devia estar entrando em meu sangue porque quanto mais eu andava em sua direção, mais ela parecia distante. A segui pela multidão até uma escada que levava ao terraço, o vento frio parecia o suficiente para me fazer desistir de segui-la, mas qualquer pensamento foi expulso da minha mente quando a vi na beirada com os olhos fixos em mim.- Você é mais alto do que eu imaginava, mas é até melhor do que me falaram. — ela disse com um sorriso sóbrio. — Alto e forte, acho que vai ser mais difícil de matá-lo. Sua voz era decidida e confiante, apesar do vestido curto e dos braços nus não parecia nem se incomodar com o frio cortante. Seu rosto estava corado e o sorriso havia se dissolvido numa expressão de curiosidade. Ela se afastou da beirada e pôs-se a andar ao meu redor. - E quem lhe falou sobre mim? — perguntei. - Não interessa agora. — ela tocou meu rosto com certa brutalidade, seus olhos se fixaram nos meus e num movimento meio inesperado seus lábios se fundiram aos meus, possessivos e violentos. Sua respiração estava ofegante quando se afastou, sorri e tentei puxá-la para perto, mas fui lento demais e ela se esquivou. Correu para a beirada e se equilibrou num pé só, minha respiração falhou por um momento quando uma rajada de vento fez seu corpo estremecer e ela deu um passo para o lado, apenas alguns centímetros a separavam de uma queda de quase dez metros, mas seu rosto não demonstrava o menor receio. - Eu ainda não sei o seu nome. — disse enquanto tentava me aproximar o bastante para tirá-la dali. - Fique vivo até o adormecer do sol de amanhã e quem sabe nos vejamos outra vez. — ela sorriu e o vento soprou outra vez. O tempo parou e em uma fração de segundo tudo aconteceu. Seu sorriso se alargou e vi seu corpo cair em direção a escuridão, corri e tentei pegá-la, mas minhas mãos se fecharam vazias. Olhei para a grama lá em baixo e a única coisa que vi foi anões de jardins feios, nada de garota. No mesmo lugar onde ela estava só havia um pequeno bracelete de prata que cintilava, pedras vermelhas rodeavam a joia e quando o pus no braço me surpreendi por servir perfeitamente. E num turbilhão de fogos de artificio minha mente se distanciou e adormeci com o rosto da garota em meus olhos.
Notas finais
Próximo em BREVE!
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