Segredos de Sangue
7 Tão Intenso Como Fogo
Notas iniciais

Ada acorda muito desorientada, há uma luz bem forte sobre si que irrita um pouco os olhos e um barulho de bip vindo do aparelho que mede suas funções cardíacas. Ela tenta se levantar e percebe que está presa na cama, seus pulsos, pernas e pés foram acorrentados, também está sem suas roupas que foram substituídas por uma camisola hospitalar branca.
Ada tenta novamente se mexer, usa força na tentativa de se livrar das correntes. Olhando mais atentamente para o lugar percebe-se que é um pequeno laboratório, com várias máquinas de pesquisa e análise de exames e computadores. Frustrada por estar presa ali ela grita.
"Ei, acalme-se, ou só vai se machucar." Diz Wesker se aproximando dela. Ele está com sua habitual veste negra, porém está sem os óculos escuros deixando amostra seu olhos vermelhos.
"Maldito seja! O que você fez comigo?"
"Agora nada, eu sou inocente. Tudo o que eu quero é saber o quanto você é poderosa. Simplesmente, eu quero ajudar. Mas, para isto acontecer, você terá que colaborar. Então, seja uma boa menina."
"Me tira daqui! Eu juro... eu vou te matar!" Ada começa a se contorcer na cama tentando, desesperadamente, sair dali. Ela sente seu corpo ficar tenso e aquelas mudanças indesejáveis, como se dentro dela tivesse uma FERA querendo se libertar e arrancar a cabeça de Wesker, que parecia se divertir com toda a situação.
Wesker tinha um objetivo: queria descobrir como a mutação funcionava no corpo da sua nova cobaia. Para isso precisava tê-la sob controle. Todavia, Ada está irada. Ela começa a gritar e se debater sob as correntes, seus pulsos e pernas doem, ainda assim, continua se debatendo.
"Isso. Você está indo muito bem. Deixa o poder te dominar. Não tenha medo!" Ele sabia que Ada estava tentando manter o controle, então, decidiu forçá-la a não se conter mais. O bioterrorista queria ver a mutação acontecer.
Wesker se aproxima dela, ele adora jogos perigosos, sua boca se choca contra a dela asperamente, enquanto suas mãos a tocam de forma rude, brutal, sem se importar em machucá-la, ou invadir seu corpo. Ada morde seu lábio inferior.
"Delicioso!" Ele a provoca lambendo o sangue do seu lábio. Tudo parece o excitar.
"Seu filho da puta!" Ela berra furiosa sentindo cada célula de seu corpo se transformar intenso como fogo, num ritmo incontrolável, até que seus olhos ganham tons de vermelhos carmesins. A mutação é completa.
"Meus Parabéns! Borboleta, você conseguiu." Wesker tem um sorriso de satisfação.
Ada continua tentando se soltar das correntes. Parece uma fera enjaulada. Seu desejo indomável não a torna invencível. Conforme o tempo passa, mais parece que seu corpo necessita ser livre. No entanto, o fogo por dentro vai se extinguindo até que tudo vai voltando ao seu ritmo natural. Sem o calor das emoções extremas seu corpo fica sensível e tudo dói, seus pulsos estão vermelhos e inchados, com certeza seus pés também estão assim. Ela se sente tão vulnerável, suas forças vão se esgotando, as pálpebras ficam pesadas. Logo, a mercenária cai num sono profundo.
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Ada desperta confusa ao perceber que não está mais no laboratório, não há mais correntes lhe prendendo e, curiosamente, seus pulsos não possui hematomas. Ela se encontra num quarto, provavelmente de Wesker, seu perfume está impregnado no ar, com certeza fora ele quem a vestiu com uma camisola de seda na cor vinho, constatar isto a deixa enfurecida. Portanto, a espiã resolvi sair dali e segue por um corredor, seus pés estão descalços sobre o piso frio de azulejos brancos. Tudo é silencioso, até que pega o som de vozes vindo de uma sala.
"Realmente, é uma grande descoberta. Veja bem Wesker, o vírus se ligou a um nível celular modificando sua estrutura genética, mas ao mesmo tempo destruiu outras células. Deve ser por conta do processo forçado que o corpo sofreu." Diz o homem de jaleco. Ada o conhecia era médico e cientista, Hank Lawrence. Um homem muito dedicado às ciências e muito ambicioso, tinha o sonho de descobrir a cura para doenças raras, ou em fases terminais e, claro, a ideia de criar humanos mais evoluídos.
"Doutor, você não percebe. O corpo dela está se adaptando ao T-Veronica de uma forma totalmente diferente da Alexia. A senhorita Wong, só precisa aprender a controlar suas habilidades." A espiã observa todo o diálogo do vidro da porta. "Borboleta, pode entrar." Wesker sabia que ela estava ali ouvindo tudo.
A mulher respira fundo e, então, entra na sala.
"Senhorita Wong, como se sente?" Doutor Lawrence pergunta apreensivo. Ada pressentiu o medo dele. Seus olhos azuis sempre fazem se lembrar de Leon, mas ela trata de deixar de lado este pensamento. Agora o importante, era saber o que estava acontecendo com seu corpo. Que tipo de aberração ela se tornou?
"Qual é o diagnóstico?" Ela pergunta ansiosa. Seus olhos encontram Wesker.
"Vamos com calma. Primeiro você dormiu bem?"
"Como um bebê!" Ada diz irônica.
"Borboleta, você está linda. Gostou da camisola? Eu comprei pensando em você." Ele tem um olhar malicioso sobre ela. "Eu sabia que cedo, ou tarde. Você voltaria para a minha cama." Albert diz se aproximando dela. Mesmo sem tocar nela, sente o calor que irradia do corpo jovem e sedutor da espiã.
"Não brinque com fogo Wesker, ou você pode se queimar!" Ela cada vez mais vai dominando suas novas habilidades. Sob o seu toque, o homem que se acha um deus, parece ficar vulnerável.
"Acalme-se, senhorita! Nós vamos tentar lhe explicar, mas mantenha calma." Diz Lawrence. Ada solta Wesker que está ofegante. Ele sentiu não apenas fraqueza mais sua pele também pareceu queimar, porém rapidamente se regenera.
"Então, o que aconteceu comigo? Você me infectou com T-Veronica. Mas, você me disse anos atrás que o vírus foi vendido. Você tinha um escondido? Por quê? Já estava planejando usar em mim?"
"Claro que não. Mas, eu não posso descartar, assim, algo tão poderoso. Além disso, Ada eu poderia ter sido mais cruel e ter lhe infectado com o Las Plagas falso, que VOCÊ me deu. E aí querida, você estaria sob meu domínio."
"Mais cruel?! Olha só o que você fez comigo! Eu não sou idiota." Ela tinha um sorriso cínico e uma coragem que o fascina. "Você tentou me controlar. Achou que podia, mas eu estraguei os seus planos." Eles estavam muito próximos, se desafiando.
Wesker poderia ser, extremamente, intimidador com seus 1,90 de altura que combinados com sua força e velocidade sobre-humanas, faria qualquer um temê-lo. Mas, não Ada Wong. Houve um tempo em que ela temia confrontá-lo, pois já presenciara o quanto Wesker é um louco, sádico. Entretanto, como o próprio Wesker disse: "Agora somos iguais."
"Você é tão incrível! Quer ver?"
Através de um vídeo gravado, Ada observa toda a ação acontecer: − A primeira gravação é datada de seis dias atrás, quando fugiu das instalações de Seattle após ter confrontado Wesker e seus soldados. A próxima gravação mostra ela enfrentando os HUNTERS.
A cada cena Ada fica espantada com sua própria capacidade, era estranho olhar a si mesmo como um telespectador. Realmente, era algo incrível e, ao mesmo tempo, assustador. Isto lhe causou muitas dúvidas em sua mente.
"Então, eu posso ser tão veloz quanto você, mas não me regenero da mesma forma, certo? O que o vírus está fazendo comigo?"
"Analisei seu sangue e outras funções básicas de seu corpo. Aparentemente, no processo de adaptação do T-Veronica pelo seu organismo, algumas células foram destruídas... O que resultou em algumas mudanças genéticas. Mas, o mais surpreendente é que, você Senhorita Wong... mudou as propriedades do vírus." Diz o médico, mostrando alguns exames.
"Mas, pelo o que eu me lembro, Wesker me disse que o sangue vira fogo. E tem mais um detalhe, o corpo do hospedeiro precisa de um tempo para... se adaptar ao vírus, ou a mutação será incontrolável."
“Você está certa.” Wesker completa suas teorias parando do seu lado. “Eu programei tudo... Você deveria ficar em coma induzido por quinze anos. Despertando exatamente, em 5 de dezembro de 2019."
"O quê?" Ada lhe encara atônita.
"Mas, o agente idiota enviado por Trent, interrompeu o processo, desativando a cápsula. Confesso que tudo foi inesperado, até mesmo sua mutação. Você é um projeto inacabado que, surpreendentemente, deu certo." Diz Wesker.
"Eu sinto meu sangue correr pelas minhas veias como se estivesse em chamas, a minha temperatura também está elevada. E os meus olhos ficam vermelhos, e isto está afetando minha visão. Doutor Lawrence, o vírus ainda vai mudar o meu corpo? E isso quer dizer... estou sofrendo mutação?"
"Não!" Interrompe Wesker. "Tenho uma teoria muito simples... Mas primeiro me responda uma pergunta... Aonde você foi quando fugiu daqui?"
"O que isso importa?"
"Responda!"
''Tudo bem. Eu andei por aí nua, sem rumo até que roubei algumas roupas. AH, eu fiquei muito exausta e, então, dormi. — Ela continua ironizando, destemidamente. — Depois fiz o meu caminho de volta até Seattle porque senti saudades." Ada diz com insolência, sem mencionar o seu encontro com Leon.
“Que decepção! Esperava mais de você com todo esse poder. Mas, vamos ao que interessa.” Wesker estava entusiasmado por demais com a sua nova cobaia. “Minha teoria é que seu corpo muda quando você dorme. É um processo inverso de quando esta em combate. Enquanto você dormia nós monitoremos seus batimentos cardíacos, seu cérebro e sua temperatura. Depois do nosso confronto você desmaiou, acredito que devido aos danos e a força de energia gastos por seu corpo. E a melhor forma das suas células se regenerar é durante o sono. As atividades do seu corpo voltam ao normal, somente sua temperatura é irregular."
"Numa temperatura de 40 graus uma pessoa normal entraria em coma. Já que a temperatura normal é de 36 a 37 graus. Mas o seu normal parece ser de 45° C." Diz o médico. “Essa temperatura aumenta conforme você fica agitada, ou furiosa.”
Para resumir, Ada descobriu que o sangue combustível criado pelo vírus em Alexia teve um efeito contrário em seu corpo, como se o fogo queimasse dentro dela, mudando de intensidade entre o calor quando está relaxada e a explosão em chamas quando está sob pressão, ou em combate. Entre suas novas habilidades está a velocidade sobre-humana, a visão mais aguçada e a capacidade de sugar a energia vital do inimigo com um simples toque que pode ser letal.
Depois de toda a aula de anatomia, cujo tema era as mudanças de seu próprio corpo, Ada decidiu que era hora de sumir por um tempo, sem Wesker, ou missões na América. Afinal, ela tinha o T-Veronica correndo em suas veias e isso não a tornava invencível, pelo contrário, a deixava mais exposta. A mercenário chinesa não se tornaria um rato de laboratório, nem para Albert Wesker, nem para qualquer outro louco com sede de poder.
Na mesma noite, sorrateiramente, Ada conseguiu fugir, decidida a nunca mais cruzar o caminho daquele bioterrorista.
***/ /***
Fazia quase uma semana desde o encontro inesperado com Ada em seu apartamento. Todas as coisas ditas e o momento vivido com ela, ainda ficavam lhe perturbando. Na Casa Branca, todos notaram a mudança na postura de Leon que sempre era simpático e atento a tudo, mas nos últimos dias tem se mostrado cabisbaixo, mal-humorado e distante.
Ingrid Hunnigan iria sempre lhe questionar se está tudo bem, havia uma relação de muito respeito e confiança entre eles, já que trabalhavam juntos. Ela sempre lhe auxiliando com os relatórios e reuniões, ou nas suas missões, sendo seus olhos e ouvidos, dando-lhe informações importantes. Adam Benford também havia notado a mudança em Leon e estava bastante preocupado, só que o agente americano era irredutível, preferiu focar no trabalho e no silêncio, não querendo dividir seus problemas com ninguém, afinal, era algo pessoal e complicado demais para ser compartilhado.
Após mais um dia de trabalho, Leon decide parar num bar há duas quadras do seu apartamento, onde ele costuma se reunir com alguns amigos, toda a sexta-feira.
"Hoje é uma sexta-feira fria, o dia perfeito para se ficar em casa embrulhado nas cobertas e assistir a um bom programa de TV. De preferência ter uma namorada pra se esquentar." Diz um dos amigos de Leon.
Apesar de seus conflitos pessoais, Leon decidiu não abrir mão desses momentos normais com seus amigos. E, assim vai passando as horas, com todos bebendo, rindo e jogando conversa fora. Geralmente, o agente Kennedy é mais falante e sempre prudente, mas hoje ele decidiu beber sem parar.
"Leon, vai com calma." Diz seu amigo Eric. Leon havia abusado da vodca, já estava falando arrastado, mesmo assim, ele não queria parar. Só uma hora depois, que decidiu ouvir o amigo e voltar para casa.
"Ok, chegamos. E aí cara vai ficar bem?" Hoje Eric foi responsável por bancar a babá.
"Claro, capitão." Leon diz com sua voz arrastada. Ele entra em seu apartamento, cambaleando e murmurando. Seu casaco e o coldre são jogados pelo chão, os sapatos ficam espalhados pela sala. Ele queria continuar bebendo, então, vai até a geladeira e pega uma garrafa de cerveja, pronto para beber.
"Ei, acho que você já bebeu demais!" Ao retornar para sala ele, inesperadamente, se depara com ELA vestida de vermelho, linda e fatal. Simplesmente, impecável.
"Merda, você de novo! Venho infernizar minha vida? Venho me punir? Tudo bem. Eu falhei! É isso que você quer que eu diga? Que eu fui um péssimo policial." Leon enfurecido joga a garrafa na parede e continua a se lamentar. "Eu deveria ter salvado Marvin. Eu deveria ter salvado você. É isso que policiais fazem... É isso que meu pai me ensinou. Eu decepcionei ele também." Ele se senta no chão com a cabeça entre as mãos.
Durante esses últimos dias, Leon voltou a ter pesadelos, ora com seu tio, ora com Ada. Havia uma parte dele que sempre se sentia culpado toda vez que se lembrava do tiro de misericórdia que deu em Marvin. Tudo que viveu em Raccoon City ainda perturbava a sua mente.
"Você era um fantasma que eu havia enterrado. Foi difícil, mas eu consegui. Agora você volta para atormentar os meus pensamentos, os meus sonhos. Se eu fechar os meus olhos..." Sua voz estava embargada. "Eu posso ver você, seus pequenos olhos me pedindo... pra...pra... não deixá-la cair. Eu vi você realmente, muito além da Ada Wong, a espiã fria e manipuladora... Eu vi uma jovem me pedindo pra viver. Ela queria sim ser salva!" Ele grita, seus olhos se fecham e uma lágrima cai.
Nesses últimos dias, em todas as horas Leon estaria pensando em tudo que ela lhe disse. Todas as noites, ele tinha insônia. E em sua mente viriam as palavras amargas dela.
"Leon você não pôde me salvar em Raccoon City. Por que você acha que me salvaria agora?!" Essas palavras ficam piscando teimosamente na mente dele.
"Eu sei que você acha que eu quero bancar o herói o tempo todo. Talvez, você pense que eu me sinto intocável. O cara honesto demais... correto demais. O bom moço. Acima do bem e do mal... Eu sou tão falho como todo mundo. Já duvidei se estou no caminho certo, ou se tudo vale a pena." Sua voz saiu trêmula. "Eu não levei o tiro por você, ou me arrisquei por você para querer ser o herói... Eu faria isso por qualquer um, sem esperar um pedido de socorro. Eu não espero uma medalha de honra, ou um reconhecimento pelos meus atos. Nem gratidão... É assim que eu sou. É meu instinto natural."
Outra lembrança invade sua mente.
"Basta apenas continuar acreditando que Ada Wong morreu lá. É simples." Seus olhos encontram os dela. Ele podia jurar que ela estava chorando. E ela parecia tão real parada ali olhando para ele.
"Eu queria acreditar que você morreu lá, que aqueles beijos não aconteceram. Que você nunca esteve aqui. Eu queria acreditar que você é só uma ilusão. Você não é real!"
"Eu sou real, Leon olha para mim!" Ada se ajoelha em sua frente, toca em seu rosto e enxuga suas lágrimas, em contrapartida o homem fecha os olhos sob seu toque. Ela beija carinhosamente sua testa, seus olhos, a ponta do nariz, as maçãs do rosto. "Você pode sentir isso?" Por fim seus lábios encontram os dele num beijo doce, sem pressa, apenas curtindo o momento.
"Leon, você me salvou de tantas formas." Ela diz entre beijos. "Eu estava perdida. Apenas sobrevivendo dia após dia. Porém, aquele policial ingênuo, me salvou. Leon, você foi minha a salvação!"
Quando os olhos se encontram, nada mais precisava ser dito. Leon a puxa para seu colo, ele queria senti-la por completo. Suas mãos viajam por seu corpo, os lábios são selados num beijo ardente, faminto, cheio de desejo.
As bocas se entreabrem para que as línguas se toquem. A Dama misteriosa parecia em chamas, mas ele queria se queimar. As roupas são tiradas desesperadamente e amontoadas num canto da sala. Os lábios dele deslizam por seu pescoço e vão descendo para os seios que ele suga, mordisca e aperta causando mais gemidos dela. Os lábios continuam seu caminho passando por cada ponto sensível e em troca, ela geme, grita, diz palavras desconexas, as unhas são cravadas ferozmente em suas costas. Leon quer satisfazê-la, descobrir cada detalhe daquela mulher fatal.
As mãos dela percorrem as costas nuas, o peito largo, cada músculo e cicatriz dele, causando arrepios como se uma corrente elétrica corresse do fio de cabelo até os dedos dos pés. A sensação da pele dele sobre a sua é avassaladora. Os dedos traçam linhas invisíveis, decorando cada pedaço do corpo um do outro. Os corpos se contorcem num ritmo rápido, forte e profundo.
Entre gemidos, sussurros e beijos lascivos, corpos nus se roçam num íntimo e intenso frenesi de desejos, na mesma sincronia as emoções explodem. Numa sensação de puro êxtase, Leon e Ada se tornam um. Ambos atingem o clímax.
Leon cai ao lado dela, ambos estão ofegantes, com o coração batendo a mil. Ele vai retomando o controle sobre si, em seguida olha para a mulher nua deitada ao seu lado e, por um instante, ainda duvida se tudo era real, ou se suas fantasias foram muito longe. Suas emoções estão confusas, por isso fecha os olhos e logo sente as mãos dela tocando a palma da sua mão onde havia um sinal de queimadura e isso a faz se sentir culpada, afinal, foi ela quem o machucou.
O homem sente os lábios quentes e gentis tocarem a palma da mão. A sensação é reconfortante e, ao mesmo tempo, lhe causa arrepio. Então, seus olhos se reabrem e encontram os pequenos olhos de mel lacrimejados. Instintivamente, suas mãos acariciam o rosto dela. Isso é a prova de que Ada é real.
Eles trocam beijos apaixonados e de repente Leon tem um desejo insano de tê-la de novo em seus braços. Segundos depois, seus corpos são chocados contra a cama macia que treme. Agora eles não tinham pressa. Querem curtir cada momento, cada segundo, fazer valer a pena.
Os corpos são colados, pele quente sobre pele fria. Os sentimentos se misturam. Eles se conversam entre si através de cada toque, cada beijo, cada troca de olhar. Ali eles se amam mais uma fez. Tudo é tão intenso como fogo. Olhos de safira nos olhos de mel e nos braços um do outro dormem serenos.
Até que chega a hora da sua partida... Tudo o que ela queria era acertar as contas, Leon e Ada tinham assuntos inacabados que a femme fatale queria resolver antes de sumir de vez. A espiã só queria lhe ver nem que fosse de longe, só para saber que ele estava bem. No entanto, tudo fugiu do controle e agora se encontrava ali encurralada nos braços daquele ex-policial novato que conheceu em Raccoon City.
Como abrir mão de algo tão perfeito, tão bom? Parecia que ali nos braços de Leon que ela pertencia. Ada toca o rosto dele procurando decorar cada traço por pequeno que seja e seus lábios tocam, carinhosamente, a testa dele. Ele ainda está dormindo, tem um sorriso bobo no rosto, mas a dama de vermelho tem que ir.
Pelo menos foi uma bela despedida. Um último olhar e a sombra de vermelho vai embora, talvez, para nunca mais voltar. Porém, não importa, porque sua mente, alma e coração estarão para sempre com ele.
Continua...
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