Segredos de Sangue
9 Apenas Mais Um Pesadelo
Notas iniciais
Ada e Leon caminham, cautelosamente, pelo corredor atentos para qualquer surpresa desagradável.
"Você está bem?" Ada pergunta com uma preocupação genuína.
"Isso importa pra você?"
Os dois chegam a recepção que estava uma verdadeira bagunça e também um deserto. O lugar estava num silêncio mórbido.
"Uau, olha só para essa bagunça." Ada disse avaliando o lugar. Por dentro seus instintos estavam gritando, seus olhos nunca estiveram tão em alerta. Ela sabe que o perigo é real, que os inimigos estão nas sombras esperando o momento certo para atacar.
"Isso tudo parece tão surreal. Eu não acredito que o Presidente Benford está morto. É como se eu estivesse vivendo o mesmo pesadelo de Raccoon." Leon se lamenta. Seus olhos se voltam para Ada. "Se você tiver alguma coisa a ver com isso... você pode dar adeus a sua liberdade."
"Por que tanta hostilidade? Você realmente acredita que eu fiz isto?" Era estranho para Ada ver Leon agir tão rude e com o olhar cheio de ódio direcionados a ela.
"Por que não? Quantos já foram mortos pelas mãos de Ada Wong? Com certeza isso aqui não fará diferença para sua consciência." Leon diz sombrio. "Talvez, eu seja o próximo." Gritos os interrompem.
"Não. Fiquem longe dela!" Os dois se entreolham e seguem as vozes. Os sons vem do final de um corredor mal iluminado.
Um homem e uma jovem universitária estavam sendo atacados por três zumbis. Do outro lado da sala estava um corpo todo mutilado. Para a sorte deles a porta da sala se abre com um forte estrondo e Leon entra atirando bem na cabeça de cada um dos zumbis.
"Ah, meu Deus! Obrigado." Diz o Pai aliviado se aproximando da jovem.
"Ai, tá queimando!" A jovem grita desesperada. A pele da mão esquerda está toda em carne viva, como se fosse derramado ácido ali.
"O que aconteceu?" Leon se aproxima aflito.
"Uma daquelas coisas cuspiu em mim. Ele era meu amigo e agora..." A jovem disse trêmula. "Ah!"
"Deixe-me ver, Liz... está muito machucado. Vamos pra enfermaria." Disse o homem. "Por favor, nos ajude. Vocês são da segurança, certo?" Leon e Ada se entreolham.
"Sim e nós vamos lhe ajudar." Leon diz firme. Se houver mais sobreviventes ele irá ajudar.
"Parece que ao menos isso não mudou." Ada diz seguindo-os. "Você ainda gosta de bancar o herói." Leon a ignora.
Eles chegaram a enfermaria, mas não toparam com mais sobreviventes ou zumbis, apenas com o caos deixado por eles, como corpos encontrados no chão todos mutilados e um rastro de sangue.
Tom conseguiu dar um remédio para acalmar sua filha e aliviar a dor, enquanto limpava a ferida. Todos estavam apreensivos. Se a infecção está se espalhando tão rápido pelo local, eles teriam que sair logo dali.
"Pai, você viu os olhos dela. Por que ela não para de olhar para mim?" Liz sussurra nervosa ao olhar para os olhos de cor carmesim de Ada. Tom no desespero não quis questionar nada sobre o casal, mas ele estava desconfiado e temeroso com a mulher asiática.
"Tom, você sabe o que aconteceu aqui?" Leon diz olhando pela janela. Lá fora as ruas parecem silenciosas demais.
"Bom, eu estava com os outros professores quando tudo aconteceu. Foi como uma névoa... ela veio do nada e nos engoliu. Depois houve muito pânico, tudo se tornou um pesadelo. As pessoas que conheci e até desconhecidos se transformaram em selvagens." Ele disse com um olhar aterrorizado. Nessa hora sua filha começou a passar mal e vomitar. "Ei, querida vai ficar tudo bem. Então, tem algum resgate vindo nos buscar?"
"Não. E quanto mais ficarmos presos aqui, mais nossas chances irão diminuir e nós vamos morrer." Ada vai direto ao ponto, trocando um olhar desafiador com Leon.
Não havia mais tempo a perder. Eles precisavam de um plano. Sua melhor opção é os elevadores, não havia mais porque esperar. Provavelmente, todos que estavam no local já estavam mortos.
Ada estava constantemente em alerta. Ela sabia por puro instinto, que ambos pai e filha estavam infectados, sem chance de serem salvos. Mas, ela deixou que Leon seguisse com seu plano.
"Esperem!" Os olhos de Ada ficam mais intensos. "Eles estão vindo." Ela diz resolvendo trocar sua besta pela pistola.
De repente, alguns grunhidos horripilantes são ouvidos. Um grupo pequeno de zumbis está tampando o caminho. Ada e Leon começam a atirar, ambos tem miras certeiras e rápidas. Consequentemente, os tiros despertam mais criaturas das sombras. Eles vem muito mais vorazes e letais. Agora vários grunhidos horripilantes dominam o lugar vindo de todos os cantos.
"Droga! Vão para os elevadores!"
Os quatro conseguem entrar no elevador. Nessa hora um dos zumbis salta em direção a eles, porém é parado pelos tiros da pistola de Leon, segundos antes da porta se fechar. O elevador desce, todos estão ofegantes. Tom está assustado e desesperado para tirar sua filha dali.
"Como isso é possível? Eles são muito mais velozes e violentos." Leon diz tentando recuperar o fôlego. "Esse novo vírus é diferente. Muito mais letal que o T-vírus." Seus olhos encontram o olhar atento de Ada.
Abruptamente, o elevador sofre uma queda de luz, que logo vem seguido por ranger de dentes e um grito agoniado. No escuro do elevador Ada vislumbra seu inimigo atacar, ao mesmo tempo em que a luz pisca de volta.
Liz conseguiu derrubar Leon no chão, ela é extremamente agressiva e forte. Sem pensar duas vezes, Ada explode a cabeça dela.
"Que merda!" Leon diz irritado se livrando da sua jaqueta que agora estava toda suja de sangue e de pedaços de carne humana. Seus olhos se voltam para o homem morto no chão.
Tom, infelizmente, foi devorado vivo pela própria filha. Os dois sobreviventes trocam olhares horrorizados. No entanto, não houve tempo para recuperar o fôlego. O elevador para e do outro lado pode-se ouvir muitos grunhidos.
Quando a porta se abre não há tempo de nada, os zumbis já estavam ali, prontas para caçar as suas presas. O agente e a espiã usam golpes físicos para tentar passar pela barreira de mortos-vivos, então, vários disparos explodem pelo estacionamento abrindo caminho.
Cada corpo vai caindo diante deles. Do outro lado estava um grupo de 10 agentes da DSO enviados pelo governo bem equipados e usando máscaras de gás.
"Encontramos dois agentes. Um deles é o agente Kennedy e o outro..." Diz o líder hesitante, seus olhos se focam em Ada.
"Mas, o que aconteceu com ela?" Outro agente se manifesta com um olhar perplexo.
"Ela deve estar infectada." Diz uma mulher, a única sem a máscara de gás. Esta é Helena Harper com um ar prepotente. "As ordens são muito claras: os infectados devem ser eliminados. Além do mais, o agente Kennedy é um Suspeito." A mulher parecia ansiosa demais.
Ada já estava pronta para contra-atacá-los. Ela sabia que podia passar por eles num piscar de olhos. O problema era Leon e sua ética.
"Thompson, nós não somos uma ameaça. Estamos tão confusos e assustados com tudo isso." Leon decidiu agir pacificamente e se dirigir direto ao líder, seu velho amigo Ark Thompson. Ele sabia que seu colega era alguém confiável e justo.
"Abaixem as armas. Este é o nosso chefe e devemos respeito a ele." Os agentes obedeceram sem questionar, pois todos conheciam bem Leon e sua postura correta. Muitas desses agentes foram recrutados pessoalmente por Kennedy, porém ainda havia o protocolo a ser seguido.
"Obrigado!" Leon diz com um alívio, mas isso só dura um minuto.
"Sinto muito Leon, mas você é o principal suspeito do atentado ao presidente. Entregue suas armas!" Leon trocou um olhar tenso com Ada.
"Thompson, você sabe que eu não tenho nada a ver com isso. Eu luto há anos contra o bioterrorismo e, acima de tudo, Adam era alguém que eu respeitava muito e um grande amigo." Leon solta um suspiro cansado antes de continuar. "E eu estou prestes a ser pai... Angie e o meu filho precisam de mim."
Ada ignorou o incomodo que sentiu quando ouviu as palavras dele. Agora era hora de se concentrar em seu objetivo.
"Leon, eu sei. Então, vamos fazer isso civilizadamente, sem confronto. Quanto mais rápido terminarmos aqui, mais rápido você voltará para sua família."
Ambos sabiam que as coisas não eram simples. Que o governo americano seria implacável, principalmente, se tratando do assassinato do Presidente e do atentado a cidade de Tall Oaks.
Aliás, os Estados Unidos agora está em foco e exposto para todos e, como consequência, haverá uma pressão enorme para encontrar o responsável, ou responsáveis. A segurança nacional tem que mostrar agilidade e competência; a imprensa quer uma notícia concreta e objetiva; os outros países querem um nome para O culpado e saber o quanto isso irá afetar seus interesses políticos e diplomáticos.
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O atentado a Tall Oaks, repercutiu o mundo de forma rápida e descontrolável, tudo em menos de uma hora do tal acontecido.
Washington estava um verdadeiro caos. O Conselheiro de Segurança Nacional, Derek C. Simmons está pronto para dar uma declaração oficial a toda a imprensa, tendo o consentimento do próprio Vice-Presidente, Brandon Cameron.
As portas da Casa Branca se abrem para dar meias verdades.
"Bem, posso lhes dizer que estamos tão surpresos e ansiosos por respostas tanto, ou quanto vocês. A notícia sobre a morte do Presidente nos pegou desprevenidos. No entanto, nossa equipe da DSO já está cuidando de tudo. Os responsáveis serão punidos."
"Quem são eles? Já há nomes?" Diz um dos jornalistas.
"Temos dois suspeitos. Mas, seus nomes estão em sigilo. E eu reafirmo que os culpados serão punidos. Nós seremos implacáveis com o bioterrorismo e não haverá mais falhas." Derek diz com autoridade.
Angela assiste ao noticiário da TV bastante aflita e ansiosa, esperando ao menos uma ligação de Leon. De repente o telefone toca.
"Alô, Leon!" Mas, infelizmente não era Leon. Do outro lado da linha era Sarah a procura de alguma notícia do filho. "Vai ficar tudo bem, Sarah. Eu sei que Leon é experiente. Ele sabe o que fazer."
Agora Angela teria que ser forte por ela e pela família Kennedy e torcer para que seu noivo esteja bem e seguro.
Universidade Ivy,
Tall Oaks — 20:30.
"Tenho que dizer que estou muito surpresa com a competência do governo americano. Vocês são tão rápidos." Ada disse destilando veneno. Ela só precisava de uma pequena distração.
Leon já estava pronto para se desfazer de sua arma como um soldado obediente, porém Ada não iria facilitar a vida dos agentes.
"Ei, eu disse pra você largar a arma. Agora!" Disse Ark apontando sua arma na direção dela.
"Sinto muito, mas não tenho tempo a perder. Corre!" Ada grita para um Leon confuso.
"Cuidado!" Grita um dos agentes, mas era tarde demais. Numa ação rápida e inesperada, Ada deixa cair um dispositivo, causando uma pequena explosão suficiente para deixá-los livres de uma perseguição imediata, enquanto os dois fogem para a porta de saída do estacionamento sem olhar para trás.
Por agora, Ada e Leon podem seguir em frente sem mais interrupções.
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"Você é maluca! Agora você complicou mais a nossa situação." Eles estavam andando nos corredores que dão acesso a saída dos fundos do local.
"Ah, por favor! Eu sei exatamente o que estou fazendo. Eu nunca falho em meus planos."
"E quais são realmente seus planos?" Leon furioso a puxa bruscamente pelo braço. "Chega de joguinhos, você não vai me manipular dessa vez." Ele diz, severamente.
"E o que você vai fazer? Vai me entregar para eles? Faça isso, assim você poderá retornar pra sua NAMORADINHA e continuar vivendo a sua vida perfeita." Ela disse dando ênfase. Agora seus olhares eram como punhais.
Como se retomasse sua consciência, Leon se afastou com uma expressão cautelosa e com certo temor. Temor por tê-la a tocado. E Ada percebeu a sua mudança abrupta, sabia que agora havia raiva e a indignação nele, tanto quanto ele também a temia.
"Uh, você está com medo de mim. Engraçado que antes suas mãos ansiavam por tocar cada pedaço da minha pele. Cada parte do meu corpo..." Ela disse se aproximando, perigosamente, de seus lábios. "E você gostava e me desejava tanto." Ela disse sedutora.
"Já disse pra você parar com os jogos! Eu sempre odiei eles!" Leon disse se esquivando friamente dela. "Eu não sei o que você é, ou o que você quer de verdade. Mas, eu sei que nunca mais você vai me manipular." Não era apenas o sentimento de rejeição que ela sentiu, era algo mais profundo.
Leon temia que ao simples toque ela pudesse machucá-lo, entretanto, era ele que, inconscientemente, estava a ferindo com suas palavras e atitudes. Ainda assim, Ada iria permanecer com sua máscara de espiã sedutora, mesmo que por dentro houvesse uma dor lhe queimando.
"Não se preocupe. Eu não vou tocar em nenhum fio de seu cabelo. Eu só ataco aquilo que é uma ameaça pra mim e você é inofensivo." O resto do caminho fizeram em silêncio. Leon, no fundo se sentiu mal com suas próprias palavras, porém não iria voltar atrás.
A dupla conseguiu chegar aos fundos da Universidade. O problema é que o lugar estava com alguns zumbis atrapalhando o caminho. Ambos sabiam que poderiam passar sem chamar atenção.
Apenas aqueles que ousavam entrar na frente deles eram mortos. Leon cortou a garganta de um dos mortos vivos e deu um chuto forte no próximo que se aproximava, a criatura era uma mulher usando roupa social, provavelmente, uma jornalista ou professora. Ela cai no chão e continua se rastejando em direção a sua presa, Leon lhe dá um último golpe explodindo seu crânio.
Ada aproveita para descontar sua energia nas criaturas, ela usa sua balestra, ora atirando flechas certeiras, ou usando golpes físicos. Mais a frente eles ouvem os sons de um alarme irritante soando sem parar. O barulho vinha do portão da frente que possuía um sistema de segurança. O alarme foi acionado por algum dos zumbis vagando por ali e agora o mesmo som estava atraindo mais e mais zumbis do lado de fora do local, formando uma barreira de mortos-vivos. Logo, logo nem os portões de aço e todo seu sistema de segurança seria suficientes para conter o alvoroço das criaturas.
"Droga! Isso vai nos atrasar." Leon estava mais frustrado.
"Então, vamos improvisar." Ada diz avaliando todo o lugar. "Use isso para explodir o muro." Ada lhe entrega um mini detonador. "Eu vou te dar um sinal e você ativa. Seja rápido e não precisa me esperar."
"Espera, o que você vai..." Não houve tempo de perguntar. Ada usou o seu gancho para saltar por cima dos portões e pousar, perfeitamente, do lado de fora da Universidade.
E lá fora, nas ruas havia mais destruição e um rastro de pânico e caos causados pelo atentado. Era exatamente, como em Raccoon City, um déjà vu da desgraça.
Ada olhava para cada lado procurando uma nova rota de fuga. As ruas foram dominadas por mortos-vivos muito mais assustadores e mortais. Alguns vagam sem rumo, outros estão devorando suas vítimas no chão. Eles eram sem dúvida nenhuma, mais selvagens.
Ada passava entre os zumbis, sem ser percebida. Era como se ela fosse invisível para eles. Certamente, isso era resultado do T-Veronica correndo em suas veias. Como um borrão foi derrubando alguns deles com muita precisão em seus movimentos, mas as criaturas são muitas e uma verdadeira perda de tempo.
A espiã precisa de um plano de escape para ajudar Leon. Foi então, que uma ideia lhe vem a cabeça. A rua a sua frente está bloqueada por carros e um caminhão. Ela precisava chamar a atenção daqueles zumbis que estão bloqueando o portão para que Leon consiga ativar o detonador e fugir pelas laterais.
"Isso pode não ser o bastante, mas vai nos dar tempo e alguma vantagem." Ada corre na direção do amontoado de carros.
Usando como impulso um dos carros ela salto, dá uma grande pirueta e já com sua balestra em punho ela atira duas flechas explosivas que atravessam o ar e atinge o caminhão causando uma grande explosão.
Leon ouviu o estrondo forte e depois um grande incêndio, as criaturas foram atraídas pela explosão. Ada havia cumprido com o plano, era hora dele entrar em ação. Seguindo o plano ele detona o muro.
Nas ruas o caos era geral, Leon agora se encontrava sozinho, tendo que encontrar uma rota segura, sobreviver e fugir desse inferno. Mas, havia uma nova preocupação lhe perturbando.
Aonde Ada Wong foi?!
Seu PDA toca. Era ELA lhe deixando uma mensagem: "Leon, agora você está por conta própria. Sugiro que fuja daqui. Você é um sobrevivente, vai saber o que fazer. Esqueça as respostas. BOA SORTE!"
Mas uma vez, ela fugiu. Sem lhe dar respostas. Ada continuava sendo Ada, ainda sendo capaz de manipular e sair ilesa. A mulher pode tê-lo ajudado de novo, mas Leon não se sentia grato.
"Hunnigan, eu preciso de sua ajuda." O rosto de Hunnigan aparece na tela de seu PDA.
"Tudo bem, Leon?!" Hunnigan estava apreensiva.
"Como sempre estou sobrevivendo. Como estão as coisas aí?"
"Não estão nada boas, Derek deu uma nova ordem. Você é o suspeito número 1 da lista. A DSO foi enviado para o capturar. E caso seja necessário eles foram ordenados a... atirar para matar."
"Isso é um verdadeiro pesadelo. Eu não sou um assassino!"
"Leon, eu acredito em você. Eu vou te ajudar até onde puder, mas a FOS está sendo muito pressionada aqui. Eu estou usando uma linha segura. Nossos superiores estão de olho em tudo, nos monitorando o tempo todo. Mas, não se preocupe, eu não vou te deixar na mão."
"Isso é muito bom. Eu tenho um pedido a lhe fazer. Diga a Angie que eu estou bem. Que logo estarei em casa de novo."
"Pode deixar, darei o meu jeito. Eu lhe passarei a mensagem."
"Ótimo. Tenho mais um pedido... Preciso que rastreie alguém para mim. Recebi uma mensagem a alguns minutos. Você consegue fazer isso?"
"Sim. Isso não vai ser problema. Espera! E onde está a agente Watson?"
"Vamos dizer que eu estou atrás dela agora."
"Leon, eu tenho que voltar antes que nos descubram. Eu entro em contato. Só me dê um tempo. Se cuida!"
Leon tomou uma nova decisão e, dessa vez, ele iria até o fim do mundo para encontrá-la. Nem que isso lhe custasse sua vida.
"Vou contar tudo para eles. Tudo o que sabemos do incidente em Raccoon City. Muitos duvidam da minha intenção em revelar a verdade, mas é necessário. As armas biológicas são uma grande ameaça e nós somos parcialmente culpados. Temos que contar ao resto do mundo e trabalhar em conjunto para conseguir lutar contra este mal. Está na hora de assumir nossa responsabilidade e acabar com isto."
Desta vez, ele estava decidido a realizar o último desejo de Adam Benford. Leon deseja trazer a verdade à tona e nada irá pará-lo.
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