Segredos de Ouro

2 Segredo iminente


Notas iniciais
“O amor é o dom divino. É o próprio Deus se revelando a nós. O amor tudo refaz... Se algo nos falta, o amor nos traz. Tudo é completo com amor.”

Salem/ Estados Unidos (Massachusetts)/ Cemitério Abandonado

O estralar de uma marreta raspando o chão duro e pedregoso do cemitério era o único som que reverberava entre os túmulos de concreto. Um vestido branco acompanhava mais à frente o som da marreta que continha a cor vermelho sangue.

Ao pausar entre uma das grandes fileiras do cemitério, Lilith levanta a marreta e a acerta na porta de um tumulo de concreto. Ela abre um sorriso. Era aquele túmulo que ela estava procurando.

Logo após, o único som que reverbero pelo cemitério foi uma voz fina e assombrosa que dizia “Finalmente te encontrei, agora podemos ficar juntos, até que a morte nos separe”. Logo após, uma risada ecoou pelos corredores do cemitério, uma risada maléfica que poderia transformar qualquer sonho em pesadelo.

Seattle/ Estados Unidos/ Quarto de Lindsay

Lindsay colocava a ultima peça do brinco de Rubi que havia ganhado da mãe há algum tempo atrás. Vestia uma túnica preta até os joelhos e se apresentava com os cabelos soltos. Ela dá um suspiro, já havia chorado tanto que não continha mais lágrimas para o enterro de sua mãe.

Jamie se aproxima lentamente, vestia um terno casual. Ele bate na porta e entra, fazendo Lindsay o olhar.

– Estou quase pronta (Lindsay)

Jamie se aproxima da garota.

– Não precisa se apressar (Jamie)

Lindsay suspira novamente e se admira no espelho. Jamie tira uma carta do bolso.

– O médico me mandou te entregar isto, foi sua mãe que deu... (Jamie)

Lindsay se vira para o garoto e pega a carta. Lindsay fica sem reação e Jamie se insinua sair do quarto, porém é impedido.

– Jamie... – Ela abre um sorriso – Obrigado (Lindsay)

Jamie retribui o sorriso, abre a porta e sai do quarto, deixando Lindsay sozinha com a carta que pretendia ler.

Chorando, Lindsay abre o envelope e retira uma folha que continha um texto. Ela se senta na cama.

“Lindsay, eu sei que não é uma tarefa fácil ser mãe comum de uma garota incrível, porém eu fracassei nesta tarefa. Por causa de todos os meus segredos, todas as minhas angústias, eu fracassei com você. Sou atormentada pela ideia de como as coisas poderiam ter sido se eu tivesse divulgado todo o meu pesadelo do passado. Para mim, é o fim. Após descobrir o meu/nosso segredo, espero que você aprenda e seja uma mãe melhor para os seus filhos. Não peço o seu perdão ou para que se esqueça, peço apenas para que acredite nisto. Independente de você estar lendo isso já sabendo do meu segredo ou não, amo você da mesma maneira. Como sempre amei. E sempre amarei. Com amor, Tereza.”

Já no cemitério de View Lake, Lindsay coloca uma última rosa no tumulo da mãe, que logo, é enterrada pela terra fria e úmida.

Seattle/ Restaurante Le Painer

Lindsay, Agatha, Jamie e Pietro (que era o peguete de Lindsay) finalmente conseguem uma mesa e se sentam, já pedindo a refeição e bebida. Lindsay estava destruída, havia acabado de ver o enterro da própria mãe, coisa que nenhum filho espera ver.

– Como você se sente, Lindsay? (Agatha)

Lindsay não responde. E Agatha entende.

– Desculpa... (Agatha)

Lindsay nega com a cabeça.

– Sem problema Agatha... É muito duro ter de acompanhar tudo isso. Ainda mais sabendo que minha mãe carregou um segredo cruel com ela, sei que ela não vai para o paraíso em paz sem que eu saiba dele. (Lindsay)

Agatha franze o cenho e Pietro beija a testa de Lindsay.

– Tenho certeza que você vai encontrar uma maneira... (Pietro)

– Vai atrás da Lilith Blood. (Agatha)

Jamie, Lindsay e Pietro ficam sem entender.

– Quem? (Jamie)

Agatha se surpreende por eles não saberem quem era ela.

– Vocês não conhecem o espírito do confessionário? Lilith Blood? (Agatha)

– Não – respondem Lindsay e Jamie –

Agatha suspira e fica apreensiva.

– Então se preparem para ouvir a história aterrorizante da verdadeira noiva cadáver. (Agatha)

Salem/ Estados Unidos (Massachusetts)/ Cemitério Abandonado

Lilith Blood retira todo o osso humano que havia no tumulo e os ajunta em um pequeno espaço ao lado dela. Logo após tirar todas, ela começa a montar os ossos como se fosse um quebra-cabeça formando um “corpo humano”. Ao terminar de montar, ela se afasta do corpo formado de ossos para vê-lo melhor e abre um sorriso acompanhado de dor.

– Eu te amei tanto – ela rosna – meu amor por você foi tão forte quanto à facada que você levou no peito (Lilith)

Lilith pega uma pequena caixa que estava dentro do túmulo de ossos.

– E agora eu tenho o seu bem mais precioso, que sempre me pertenceu por direito (Lilith)

Lilith abre um sorriso e amostra os dentes que pareciam garras sujas de sangue. Vira-se para uma pequena casinha de madeira que continha perto do tumulo aberto e entra nele, deixando o corpo de ossos sozinho no centro do cemitério. Como ele um dia fez comigo.

Seattle/ Restaurante Le Painer

– Há muito tempo atrás, em 1801 no século XIX, existia uma aldeia de bruxas nos confins de Salem, a maioria das bruxas se escondia lá, já havia acontecido o período de “Caça às bruxas” e nenhuma poderia ser encontrada nos territórios de Salem. Nesta aldeia, vivia a amiga e conselheira de todos, Lilian Hajj. Ela escutava o segredo de todos e junto os aconselhava para que tudo na vida deles fosse um sucesso. Certa vez, ela se apaixonou por um garoto chamado Vinicius, que era da mesma aldeia de bruxas. Ele a prometeu tudo, uma vida melhor e cheia de riquezas longe da enevoada Salem.

“Lilian acreditou em tudo, amostrou a sua felicidade para todos na aldeia que ficaram felizes por ela ser feliz pelo menos um pouco. No dia de seu casamento marcado, Lilian colocou um vestido branco petulante e esbelto, que chamou a atenção de todos na vila. Tudo deu certo até o momento dela entrar na igreja e perceber que seu noivo não estava presente. Então ela percebeu que fora enganada, ele nunca foi apaixonado por ela, fora sido apenas um safado que queria descobrir os podres dos moradores da vila. Lilian ficou furiosa e correu para a cabana do garoto, o vendo com outra mulher da aldeia. Lilian matou os dois e colocou algo de Vinicius em uma caixa de madeira.” (Agatha)

A garçonete chega com a bebida e comida e as coloca na mesa, tirando a concentração daqueles que ouviam a história. Agatha bebe um pouco de suco e volta a sua história.

– Logo após de matar ambos, Lilian voltou para a igreja com a pequena caixa de madeira e o seu lindo vestido cheio de sangue. Todos os convidados, que ainda permaneciam na igreja se assustaram e tentaram acalmar a garota, porém ela não deu importância e foi até o confessionário da igreja. Com uma facada no coração, ela se matou. Ninguém sabe o que tinha na caixa de madeira, fora trancado por ela à sete chaves. A caixa de madeira foi enterrada junto com Vinicius em um cemitério que hoje foi abandonado em Salem por estar lotado de gente morta. Dizem que, por ser a “fiel guardadora de segredos” da vila, e por ter se matado em um confessionário de igreja, Lilian ganhou o dom de descobrir todos os segredos do mundo humano. Também dizem que ela ronda o cemitério de Vinicius, com o nome de “Lilith Blood” tentando recuperar a sua caixinha perdida. (Agatha)

Lindsay estava apreensiva e arrepiada.

– Fim, essa é a história de Lilith Blood. (Agatha)

Jamie começa a dar risada.

– É sério isso? – ele se vira para Lindsay – você acreditou nesta bobagem? (Jamie)

– Qual o problema? Eu estou em uma cama de gato sem saída Jamie, eu tenho que ir atrás desse fantasma mesmo sabendo que as chances dele querer falar comigo são nulas (Lindsay)

Jamie não entende.

– Lindsay, essa história toda é maluca... (Jamie)

Agatha o corta.

– Para Jamie, deixa a Lindsay se arriscar... Ela só tem 19 anos, precisa ser feliz. O golpe é dela, e não seu. (Agatha)

Jamie se irrita.

– Desculpa Agatha, mas eu não estou falando com você... (Jamie)

– Jura? Mas eu estou com você, e aí? (Agatha)

Lindsay interrompe ambos.

– Gente? Que clima é esse? (Lindsay)

Pietro, que já havia tomado tudo e comido tudo, tenta ir embora.

– Vamos embora Lindsay? Eu te levo para casa... (Pietro)

Lindsay assente.

– Tudo bem... (Lindsay)

Agatha interrompe.

– Para Lindsay, você vai ficar aqui sim, nem terminou de comer tudo ainda... (Agatha)

Lindsay e Pietro ficam apreensivos, Agatha havia bebido e estava perdendo a noção. Agatha se vira para Jamie.

– Voltando ao nosso assunto, você não acha que está muito novo para toda a sua caretice? (Agatha)

Jamie se incomoda.

– É Agatha? Então me fala na sua visão, o que é ser doida e liberal? (Jamie)

Agatha abre um sorriso debochado.

– Qualquer pessoa que não fale na sua visão para mim já está um passo da modernidade. (Agatha)

Jamie retribui o sorriso debochado irritado.

– Ficar bêbada no enterro da mãe da sua prima e contar uma besteira dessas para ela, é isso que é ser moderna e louco-liberal? (Jamie)

Agatha aponta o dedo para Jamie.

– Você cala essa sua boca (Agatha)

Lindsay interrompe novamente.

– Gente, o que está acontecendo? (Lindsay)

– Está acontecendo que eu estou de saco cheio do pessimismo e cinismo dessa maluca. (Jamie)

Agatha fecha o rosto.

– Agatha, o que você acabou de nos dizer não tem sentido nenhum... Foi uma falta de respeito com a Lindsay, que está doida para descobrir o que a mãe queria que ela soubesse (Jamie)

Pietro se pronuncia.

– Vamos pedir a conta? É melhor vocês resolverem isso em casa... (Pietro)

Agatha não presta atenção e continua com o dedo apontado para Jamie.

– Eu já mandei você calar essa sua boca (Agatha)

Jamie interrompe

– Você e suas maluquices foram longe demais, se para você as coisas não tem limite... (Jamie)

– E pra você tem limite? Sabe o que eu acho engraçado? (Agatha)

– O que? (Jamie)

– É que contar uma história de terror para a prima é crime hediondo, agora ficar babando a Lindsay, querer traçar a sua melhor amiga que tem namorado, só pode ser uma coisa legal né? (Agatha)

Lindsay fica imóvel e Pietro olha rapidamente para a cara da garota.

– Agatha, para, você não pode... (Lindsay)

– Não posso por quê? É muito fácil apontar o dedo para a minha cara e me chamar de maluca, de sem noção –ela se vira para Jamie novamente – agora, e você? Confessa que desde que você descobriu um sentimento pela Lindsay, você vem tentando beijar a garota e não pensa em outra coisa... – grita Agatha – CONFESSA (Agatha)

Jamie não responde e Agatha se levanta da mesa gritando.

– VOCÊ É MALUCO – ela se vira para Pietro – CUIDADO PIETRO, ELES QUASE JÁ SE BEIJARAM, CUIDADO... (Agatha)

Agatha deixa o restaurante furiosa.

Pietro joga cem reais em cima da mesa e se levanta da cadeira, deixando Lindsay doida.

– Pietro, me desculpa, ela não sabe o que está dizendo... – diz a garota gaguejando — (Lindsay)

Pietro continua seu percurso sem prestar atenção nas desculpas de Lindsay.

Lindsay fica imóvel e Jamie se levanta, paga a conta e a conduz para o carro.

Carro de Jamie

Lindsay estava sentada no banco do passageiro enquanto Jamie estava no lado do motorista. Parados com o carro, Lindsay decide se pronunciar.

– É inacreditável o que aconteceu... A Agatha não consegue se controlar (Lindsay)

– Lindsay, independente do que a Agatha falou o assunto aqui é outro... (Jamie)

Lindsay abaixa a cabeça.

– Eu não quero falar sobre isso... (Lindsay)

– Como você não quer falar sobre isso se a gente nunca falou sobre isso de verdade? (Jamie)

Lindsay fica sem reação.

– Você sempre botou um elefante no meio das nossas conversas quando chegava neste assunto, à gente sempre finge que não vê quando... (Jamie)

Lindsay interrompe.

– Olha, eu sei que você não gosta do Pietro, porém ele é o cara... (Lindsay)

– Desculpa Lindsay, mas quem não gosta do Pietro é você... (Jamie)

Lindsay se surpreende.

– E você sabe disso... (Jamie)

– Jamie, não complica mais as coisas – diz ela choramingando – (Lindsay)

– Quem está complicando é você Lindsay... Você sabe que está com este cara para fingir para você mesma que tu não sente o mesmo que eu – Jamie suspira – (Jamie)

Lindsay limpa as lágrimas que rolavam por seu rosto.

– Você não sabe como me sinto... (Lindsay)

Jamie assente.

– Desculpa, mas eu sei... Está na sua cara e na minha também. (Jamie)

Lindsay continua imóvel.

– Jamie, não faz isso... (Lindsay)

– Não faz isso você, você não precisa estragar a sua vida por uma coisa que você não teve culpa... – os dois aproximam seus rostos – isso é mais forte do que nós dois, entendeu? (Jamie)

Jamie puxa o rosto de Lindsay para si e eles se beijam lentamente, como em um filme de romance. Como em uma história de terror.

∫∫∫

O celular de Lindsay começa a tocar. Ela empurra Jamie e tenta sair do carro.

– Eu tenho que ir embora Jamie – diz ela gaguejando – tenho que arrumar minhas malas para ir até Salem... Isso não poderia ter acontecido (Lindsay)

Jamie tenta impedir sua saída do carro.

– Eu sei, mas espera... (Jamie)

Lindsay o corta.

– Não tenta me impedir Jamie, me deixa ir embora, por favor... (Lindsay)

Ele a prensa no banco do carro.

– ESPERA LINDSAY – a garota encara o rapaz chorando – Você não pode ir embora sem antes a gente conversar... (Jamie)

– Conversar o que Jamie? A gente está conversando à anos – Lindsay engole a seco – quem estamos querendo enganar? A gente não pode ficar perto um do outro... (Lindsay)

Jamie pisca e lágrimas saem de seus olhos.

– Eu sei Lindsay – ele se aproxima novamente – só que eu não quero ficar longe de você, entendeu? Eu não posso, eu não consigo... Eu não consigo te perder de vista, nunca consegui. (Jamie)

Lindsay abaixa a cabeça e prontamente a levanta.

– A gente já se perdeu –Lindsay franze o cenho – olha só... Vai embora e deixa-me ir embora também? Eu acho que a gente não vai poder dar um tempo, a gente não consegue ser só amigos, né? Não ao ponto que a gente chegou... (Lindsay)

Jamie solta o braço de Lindsay prensado do banco lentamente.

– Eu sei Lindsay... (Jamie)

Lindsay abre a porta do carro e sai dele.

– Fica bem, tá? (Lindsay)

Jamie tenta impedir novamente, porém não consegue. Lindsay fecha a porta do carro e vai para o ponto de táxi.

∫∫∫

Há uma passagem de dias.

Havia chegado finalmente o dia de Lindsay viajar para Salem atrás de Lilith Blood e todos os segredos que encobriam o seu passado. Retocando pela ultima vez o guarda roupas, ela acha uma foto dela e de Jamie. Lágrimas brotam de seus olhos e ela coloca a foto na mala.

A campainha de sua casa toca e ela vai atender a porta. Era Agatha Maria, sua prima.

– O que você está fazendo aqui, Agatha? (Lindsay)

Agatha entra na casa e Lindsay fecha a porta.

– Lindsay, eu sei que eu não deveria ter dito o que eu disse do jeito que eu disse, mas... (Agatha)

Lindsay a interrompe.

– Não, você não deveria ter dito nada e de jeito nenhum. (Lindsay)

Agatha fica em silencio.

– Em primeiro lugar, caso você não saiba, quando a gente conta um segredo desses para uma prima, ela deve guardar segredo... Isso nunca deveria ter saído da sua boca, foi horrível (Lindsay)

Agatha concorda com a cabeça.

– Eu sei Lindsay, eu também estaria chateada do seu lugar... (Agatha)

Lindsay a interrompe novamente.

– Nem tenta se colocar no meu lugar por que você não tem nem capacidade para isso Agatha... Você não me conhece né? Aliás, nem eu te conheço direito. Caso contrário, eu nunca teria feito você ir naquele restaurante para você beber e falar aquelas besteiras. (Lindsay)

Agatha assente.

– Ah, me poupe né? Aquilo nem chegou a ser uma ofensa, vocês falam como se o Pietro não fosse otário de perceber... (Agatha)

Lindsay nega com a cabeça.

– Olha só o que você fala... Sinceramente, não da para falar com você (Lindsay)

Lindsay abre a porta da casa para ela, insinuando a expulsão.

– Espera Lindsay... Apaga o que eu falei ok? Eu mandei mal, eu sei que o que eu fiz foi errado, foi totalmente fora de lugar – Agatha bufa – eu tinha bebido um pouco, eu tive um dia bizarro, eu estava me sentindo um lixo e precisava desabafar. Você nunca fez nada de errado? Foi um impulso, um impulso idiota. Eu sei. Mas a gente não controla tudo, vocês ficam me crucificando como se eu fosse uma... Seila, quem nunca errou que atire a primeira pedra, sabe? Você própria Lindsay – Lindsay se surpreende – Se você é capaz de desejar o seu próprio amigo, mesmo tendo namorado... (Agatha)

Lindsay abre um tapa na cara de Agatha.

– Cala essa boca Agatha, você não tem noção do que você está falando... (Lindsay)

Agatha acaricia o rosto com raiva.

– Mas foi você que me falou, você vai me negar o que você me disse aquela noite no dia da festa do pijama? (Agatha)

– É claro que eu vou, vou negar sim... Eu estava com o Pietro de verdade, nós iríamos se casar mais pra frente, ele é o homem da minha vida, inclusive, se você está tão interessada nela, saiba que eu vou até Salem para encontrar o fantasma de Lilith. (Lindsay)

Agatha fica surpresa

– O que? Ir até Salem? Lindsay... Aquilo era só uma lenda urbana (Agatha)

Lindsay a corta nas palavras.

– Olha só, cuida dos seus problemas, que pelo visto são muito irreais. E esquece os que você criou para mim... (Lindsay)

Lindsay puxa Agatha para fora de sua cara e a joga no chão da rua, batendo a porta na sua cara.

∫∫∫

Lindsay estava pronta para partir. Havia se acalmado desde a briga de manhã com Agatha, e estava pronta para pegar o seu voo para Salem e ir descobrir todos os segredos de ouro que espanavam pela sua vida. Ela pega as suas malas e as leva para o táxi, que esperava na porta de sua casa.

Colocando as malas no porta mala, ela avista Jamie correndo em sua direção. Jamie chega ao seu encontro

– Jamie? O que você está fazendo aqui? Eu estou indo para Salem... (Lindsay)

– Eu sei, a Agatha me falou... (Jamie)

Lindsay revira os olhos.

– Olha Jamie, se você veio aqui para me impedir, sinto muito, mas você não vai conseguir... (Lindsay)

Jamie nega com a cabeça.

– Não, eu vim aqui para pegar o táxi com você, vamos para o aeroporto e Salem juntos. (Jamie)

Lindsay se surpreende.

– O que? (Lindsay)

Jamie acaricia o rosto de sua amada lentamente.

– Nem que eu tenha que arriscar a minha vida para ir atrás dessa sua aventura doida. Eu não vou te deixar ir sozinha, meu amor. (Jamie)

Lindsay nega com a cabeça e lágrimas brotam de seus olhos.

– Jamie, não... (Lindsay)

Jamie não deixa a garota continuar e a beija. Eles se beijam por alguns segundos e se separam.

– Você não precisa disso, eu vou me cuidar. – diz ela gaguejando — (Lindsay)

Jamie nega com a cabeça.

– Sem controversa Lindsay, eu vou com você e ponto final. – ele volta a acariciar seu rosto – se o acaso não nos unir, vai ser a morte... (Jamie)

Lindsay começa a chorar.

– Eu te amo... Obrigada por tudo isso. (Lindsay)

Jamie a abraça e os dois ficam apreensivos. Eles não sabiam se toda essa história podia ser real ou não. Eles não sabiam se podiam voltar vivos ou não. A única coisa que eles sabiam, era que se amavam muito, e nada poderia separar eles. Só a morte.

Notas finais
Bom gente, espero que curtam esse segundo capítulo, se gostarem "curtem" e comentem que eu vou ficar super feliz. Beijinhos, e obrigado :)