Segredos da Casinha
12 Capítulo 12 - Não Precisa Entender
Notas iniciais
Conforme a semana foi passando, Maddison percebeu que Dirfino estava cada vez mais arrumando coisas para fazer, fosse na escola ou no trabalho e até mesmo na casinha. E embora tentasse se convencer de que não havia nada de errado, seu coração gritava mais alto dizendo que ele ficou chateado por ter sido deixado no escuro quanto a situação da Blue Stars e por isso a estava evitando, mas ela não podia simplesmente jogar aquela bomba em cima de um garoto que já não tinha uma vida fácil.
Por mais que esse distanciamento dele doesse, manter o silêncio era melhor.
Porém, na manhã de sábado (ok, eram quase duas da tarde, mas para um adolescente ainda era manhã), as coisas pareceram mudar um pouco. Maddison estava jogada na cama com o celular em mãos quando um pop-up do Facebook Messager pulou na tela com mensagens de Dirfino.
“Hey
Mals usar seu notebook sem pedir, só achei mlr checar se vc tá a fim de estar existindo hj antes de ir aí e te fazer levantar pra abrir a porta
Qro te compensar por ter ficado tão ocupado logo numa semana tão importante pra vc, quando tem tanta pressão em cima de ti
Que tal a gnt ir num parque de diversão quando o sol esfriar?
Por minha conta
Claro que n tenho grana pra bancar um foda de vdd, mas tem um bem legal que tá no meu orçamento
Eu passava por ele todo dia indo pra Spring Magic Week com a Morgana”
Maddison abriu um sorriso aliviado e logo começou a digitar.
“N precisa se desculpar
Vou adorar ir num parque
E n se preocupa, eu posso pagar a minha parte numa boa”
Não demorou mais que um minuto para receber respostas.
“Esse não é um termo negociável
Eu quero mesmo te compensar”
A pseudodiscussão durou mais alguns minutos e no fim Dirfino conseguiu fazer com que Maddison cedesse, então só restava esperar o horário para saírem.
O parque se chamava Happy Point Park e, apesar de realmente ser pequeno para uma cidade como aquela, ainda tinha muita coisa para fazer e como nenhum dos dois adolescentes sentia vergonha de agir como criança, foi uma tarde muito divertida.
Foram no carrinho de bate-bate, comeram besteira, entraram em uma sala repleta de camas-elásticas e piscinas de espuma e acolchoados, comeram mais besteiras, andaram em todos os brinquedos que giravam, chacoalhavam, desciam e subiam ou balançavam do parque, esperaram a vontade de vomitar passar e comeram mais besteiras. Depois, para fechar a tarde, Dirfino torrou uma boa grana com tíquetes para jogar nas barraquinhas e tentar ganhar um daqueles bichinhos de pelúcia.
A primeira tentativa foi de Maddison, a segunda de Dirfino e assim se seguiu até que os tíquetes acabaram, mas nenhum dos dois ganhou nada.
— “Bah”, a gente é muito ruim de mira mesmo. — O garoto resmungou, porém sorriu logo em seguida. — Tudo bem, a tarde já valeu mesmo assim.
— Espera aí, eu trouxe um pouco de dinheiro. — Ela respondeu tirando algumas notas amassadas do bolso da calça jeans. — Acho que dá pra mais duas jogadas. Toma, moço.
O dono da barraquinha pegou o dinheiro e entregou uma bolinha para cada um. Dirfino tentou primeiro e errou de novo, dessa vez por um triz. Maddison respirou fundo, olhou bem para as garrafas empilhadas e jogou a bola pela última vez.
— Isso! Boa, Mad! — O garoto comemorou vendo as garrafas caírem depois de mais ou menos dez minutos de tentativas frustradas.
— Eu não acredito! Eu acertei mesmo! — Mad aceitou o cumprimento e logo em seguida começou a fazer uma dancinha da vitória enquanto cantarolada. — Eu ganhei, eu ganhei, ganhei sim, ahan ahan ahan! Mitchell arrasou, ahan ahan ahan!
Enquanto o responsável pela barraquinha comprimia forte os lábios para não rir, Dirfino apoiou o cotovelo na bancada para admirar o quanto aquela garota era adorável.
— Ok, moça, agora pode escolher o seu prêmio. — Disse o rapaz ao conseguir controlar a vontade de rir, apontando para uma prateleira cheia de bichinhos de pelúcia. — Qualquer um desses, sinta-se à vontade.
— Ah sim, claro. — Maddison parou de dançar e sorriu enquanto analisava as opções. — Eu acho que vou quereeeeer.... Hmmm.... Aquele ali, o ursinho vestido com aquela roupinha dos Lakers.
— Ótima escolha, senhorita. — O rapaz respondeu com um sorriso simpático e tirou a pelúcia da prateleira para entregar à ela. — E obrigado por jogar.
Após um breve agradecimento, os adolescentes se afastaram da barraquinha, indo em direção à uma das saídas do parque, e enquanto caminhavam, Maddison estendeu o ursinho para Dirfino e disse:
— Toma, é pra você. Fiz umas aulinhas na Escola Dirfino de Observação e descobri numa das suas conversas com o Andrew que você torce pros Lakers.
— O que? Caramba, eu devia ter percebido porque você torce pro Chicago Bulls, mas eu não fazia ideia que você sabia que meu time é o Lakers. — Ele murmurou dando um tapinha na própria testa. — Não precisava fazer isso. A jogada foi sua e você também comprou o tíquete.
— Eu falo bem pouco de esportes, então to chocado que você sabe que torço pro Bulls, mas isso não vem ao caso. — Mad respondeu rindo. — Eu quero mesmo te dar um presente. Você me deu uma tarde super divertida. Eu não ficava relaxada e com a mente limpa assim há dias e foi você que me devolveu isso, então você merece um mimo, vai. Aceita. Eu faço questão.
— Pra mim já foi um prazer ver o seu sorriso e ouvir suas risadas e implicâncias de novo, mas já que insiste e eu sei que não adianta discutir com Maddison Teimosia Mitchell, vou aceitar. — Dirfino estendeu as mãos para pegar o bichinho de pelúcia e o abraçou. — Ele é muito fofinho. Obrigado.
— Ai meu Deus, fofinho é você agarrado nele! Deixa eu tirar uma foto, por favorzinho. — Pediu juntando as mãos em sinal de que estava implorando.
O garoto riu e afirmou com a cabeça, porém não foi só uma, os dois acabaram fazendo uma mini sessão de fotos com várias poses engraçadas, fofas e algumas diferentonas, juntos, separados e até pediram para um desconhecido tirar algumas um pouco mais de longe. E foi nesse clima descontraído que os adolescentes voltaram para casa.
Ao chegar à residência dos Mitchell o céu já estava coberto por um manto negro cheio de pontinhos brilhantes. Dirfino levou Maddison até a escadinha na varanda e perguntou se ela já estava com sono.
— Depois de tomar todo aquele refrigerante? — Ela replicou, gargalhando em seguida. — Nem um pouco, to bem elétrica ainda.
— Então você podia ir pra casinha pra gente fazer alguma coisa, tipo jogar um jogo ou ouvir música ou algo assim. — Sugeriu, enfiando as mãos nos bolsos da calça jeans.
— Claro. Vai ser legal. Eu só preciso tomar um banho primeiro.
— E eu também, to todo preguento de suor depois de tanta agitação.
Ambos riram e foi um para cada um lado.
Depois do banho, Maddison vestiu uma calça cinza de moletom e uma camisa de tecido fino com mangas longas, usou uma caneta para prender um coque desleixado e calçou seu par de pantufas do gato risonho, então desceu as escadas, saiu da casa e atravessou seu quintal em direção à casinha, onde encontrou Dirfino, vestido também com uma calça de moletom, porém preta, e uma regata branca, secando o cabelo castanho com uma toalha enquanto se olhava no reflexo da televisão.
— Acho que eu deveria comprar um espelho pra cá. — Mad comentou, fechando a porta antes de se acomodar preguiçosamente no sofá-cama.
— Não precisa, já me acostumei. — Ele respondeu sorrindo e pendurando a toalha no ombro. — Então... O que tá a fim de jogar?
— Sei lá... Coloca algum jogo de luta. — Replicou dando de ombros.
Dirfino pegou qualquer jogo com a capa de luta sem nem se atentar ao nome, colocou o disco no console e foi pendurar a toalha na porta do banheiro, logo em seguida indo se sentar ao lado de Maddison.
Ambos escolheram seus personagens, mas na verdade passaram um bom tempo rindo e conversando enquanto apenas fingiam tentar vencer várias rodadas no videogame, entretidos demais um com o outro para pensar nisso. O que estava decidindo quem perdia ou ganhava era simplesmente a sorte e nenhum deles se importava.
Maddison só percebeu o quanto estava tarde quando seu celular emitiu um alerta de que a bateria estava baixa, chamando atenção para o aparelho e o horário que ele mostrava.
— Caramba! Olha que hora já é. — Ela disse surpresa, mostrando a tela para o amigo.
— Nossa. — E a reação de Dirfino foi a mesma. — Você vai ter que ir pra casa, né?
— É... Poxa, tava tão bom.
Eles se despediram resmungando um pouco e foram juntos até a porta da casinha, mas quando Maddison colocou a mão na maçaneta, Dirfino pôs a dele por cima, impedindo-a de abrir, sem dizer nada e olhando para um ponto qualquer no chão.
— Ei, o que foi? — Ela ergueu o queixo do amigo com a ponta dos dedos para poder ver as íris azuis.
O garoto não respondeu, apenas a encarou de volta por alguns segundos eternos, até que finalmente engoliu um punhado de coragem e inspirou um novo fôlego. Sem se dar tempo para mudar de ideia, segurou o rosto de Maddison com ambas as mãos e a beijou. Beijou com toda vontade que estivera acumulando há meses, com todo amor que sentia por ela e ignorando todo o medo que tinha de levar um tapa.
Maddison, por sua vez, retribuiu porque também queria muito aquilo, mas estava tão chocada que não conseguiu fechar os olhos durante o beijo.
Quando ele se afastou, estava apavorado imaginando mil reações que a amiga poderia ter, porém, como é a regra da vida, a frase que saiu da boca dela foi a única que sequer havia passado por sua cabeça.
— Espera aí, você não era gay?
— Bi! — Respondeu, em um leve tom de irritação, e franziu as sobrancelhas. — Cara, porque as pessoas nunca pensam nessa possibi...
— Ai, graças a Deus! — Maddison interrompeu com um sorriso que quase lhe rasgava as bochechas, então jogou os braços ao redor do pescoço de Dirfino e ficou nas pontinhas dos pés para voltar a beijá-lo.
Dirfino queria sorrir e gritar de alegria. ERA RECÍPROCO! Mas, no momento, apenas pôs as mãos na cintura delicada da garota e a puxou para mais perto de si, demonstrando o quanto a queria. Não demorou para que o beijo ficasse intenso ao ponto de deixá-los sem ar e nenhum dos dois se importou com isso por algum tempo.
Quando finalmente pararam um instante para respirar, Maddison o olhou nos olhos e pôs as mãos nos ombros dele, deslizando-as devagar passando pelo peito e abdômen até chegar a barra da regata.
— Posso? — Perguntou quase em um sussurro, tímida.
— Pode. — Dirfino respondeu com um sorriso, erguendo os braços para facilitar a tarefa, e assim que a peça deixou seu corpo, devolveu a pergunta tocando a barra da camisa dela com as mãos trêmulas. — Eu posso?
Maddison sentia-se nervosa e ao mesmo tempo decidida, então afirmou com a cabeça e levantou os braços. Logo suas bochechas coraram por estar tão exposta para ele, porém isso não a impediu de tocar o peitoral de Dirfino, agora sem nenhuma barreira, sentindo o calor e a textura da pele arrepiada sob seus dedos.
O garoto, por sua vez, também passou por cima de sua timidez e a puxou pela cintura de novo, retomando o beijo com ainda mais vontade que antes. Seus corpos se atraiam como imas opostos, não importava quão próximos estavam, ainda não parecia o bastante. Quando se separaram, ofegantes, seus olhares conversaram com tamanha cumplicidade que não precisou de uma palavra sequer para que concordassem com os próximos movimentos: Dirfino segurou as coxas de Maddison e deu um impulso fazendo-a rodear as pernas em seu quadril, então levou-a em direção ao sofá-cama, onde se sentou com ela no colo.
Logo seus lábios estavam unidos de novo, mas dessa vez por pouco tempo, pois Dirfino não hesitou em descer os beijos para o pescoço de Maddison enquanto deslizava suavemente os dedos pelas costas dela até encontrar o fecho do sutiã, soltando-o.
Por si mesma Mad jogou a peça para sabe-se lá onde e embrenhou uma mão no cabelo castanho do garoto, incitando-o a descer mais e estremecendo ao sentir seu mamilo ser rodeado pela língua quente e macia.
— Dirfino. — Gemeu baixinho, apertando com mais força os fios e começando a rebolar devagar sobre volume que sentia crescer em baixo de sua bunda.
Após alguns minutos saboreando com calma aqueles seios lindos, Dirfino voltou a beijar a boca de Maddison ao mesmo tempo em que a segurava com firmeza pelo quadril e puxava para baixo, intensificando o contato mesmo tendo suas roupas como barreira. Sentir os gemidos dela contra seus lábios tirou o restante de sua inibição e lhe deu coragem para avançar.
Ele a deitou no sofá-cama e encaixou os dedos na barra da calça de moletom de Mad, a olhando em busca de alguma reprovação nas íris castanhas, que não encontrou, então desceu a peça juntamente com a calcinha. Vê-la ali totalmente nua e entregue fez seu coração pulsar forte dentro do peito, assim como seu membro na cueca.
Com o máximo de calma e delicadeza que ainda conseguia ter, separou as pernas dela e trilhou um caminho de beijos e leves mordidas pelo interior das coxas até a virilha, sentindo a boca salivar conforme o cheiro de sexo lhe inebriava. Até que por fim, parou de torturar a ela (e a si mesmo) e se permitiu deslizar a língua pelo centro quente e deliciosamente molhado.
Maddison jogou a cabeça para trás e gemeu, agarrando forte o tecido do sofá-cama. Seu sangue corria rápido e seu corpo parecia querer entrar em combustão, em sua mente não havia qualquer pensamento coerente, tudo que conseguia entender naquele momento se resumia a uma única palavra, que escapava por seus lábios repetidas vezes como uma súplica: mais.
E Dirfino atendia a esse pedido com muito prazer. Não poderia haver no mundo imagem mais linda do que Maddison Mitchell se contorcendo de prazer, nem gosto melhor que o dela ou som mais gostoso do que aqueles gemidos e suspiros entrecortados. Porém, quando menos esperava, sentiu um aperto firme em seu cabelo outra vez, puxando-o de volta para cima, para que pudessem trocar mais um beijo intenso, embora difícil por ambos estarem ofegantes.
Então Mad aproximou a boca do ouvido de Dirfino e pediu o que seu corpo já estava implorando.
— Me fode.
Dirfino nem hesitou, desceu a calça e a cueca até metade das coxas, se encaixou entre as pernas da amiga e empurrou devagar o quadril para frente, sentindo seu membro escorregar lentamente para dentro dela.
Por alguns segundos eles se olharam nos olhos, encontrando no azul e no castanho os reflexos dos próprios sentimentos e naquele breve momento puderam entender que não eram apenas seus corpos unidos, suas almas e corações também se entrelaçavam.
oOo
Faltavam poucos minutos para as três da manhã e Maddison estava quase dormindo no peito de Dirfino quando ele começou a falar alguma coisa em sua língua natal.
— “A quem é que eu queria enganar? Tentando me convencer que te amava como amigo e tinha uma queda por você. No fundo eu sempre soube que sou apaixonado por você e isso é o que mais dói. Eu te amo de todos os jeitos, garota. Todos.”
— Você sabe que eu não entendi nada, né? — Ela murmurou, sorrindo de canto e ainda de olhos fechados.
— Não precisa entender. — Respondeu beijando-a na testa.
— Ok.
Logo Maddison dormiu, mas Dirfino permaneceu acordado, acariciando aquele cabelo lindo de duas cores e admirando o rostinho que tanto amava. Aquele era o tipo de momento que merecia durar para sempre, mas infelizmente a vida não funciona assim.
Três e quarenta a televisão ligou sozinha, tendo a função de despertador já que Dirfino não tinha celular.
O garoto saiu com muita cautela do sofá-cama, ouvindo Mad resmungar alguma coisa e se aconchegar nas almofadas para dormir mais, então desligou a TV e pegou um envelope que estava guardado em sua mochila, o abriu com cuidado e tirou a carta lá de dentro, achou uma caneta e rabiscou às pressas mais algumas frases, guardou de novo e colocou o envelope em cima da mesinha de centro, com o lado onde lia-se “MADDISON” virado para cima.
Tomar um banho rápido foi uma boa oportunidade de chorar um pouco antes de, por fim, executar de fato sua decisão.
Dirfino não esperava que Maddison estaria ali, senão já teria deixado sua mala no chão, tirá-la de cima de um armário em silêncio foi um verdadeiro desafio, mas ele conseguiu. Seria ainda mais difícil partir se a olhasse uma última vez, então apenas colocou a mochila nas costas e saiu sem olhar para trás, mesmo achando que se arrependeria disso.
Do lado de fora, a dois metros de distância, havia um carro estacionado.
— Obrigado. — Murmurou quando Morgana desceu para abrir o porta-malas.
— Você tem certeza do que tá fazendo? — A gótica perguntou, observando-o guardar suas coisas. — Vai que dá tudo errado por lá. A gente pode só conversar com a Mad.
— Ela é muito cabeça dura pra ouvir, não vamos mudar a mente dela em dois dias. — Dirfino respondeu com o olhar baixo de tristeza. — Uma hora ou outra isso ia acontecer mesmo. Voltar vai ser bom pra mim e a Mad pode realizar os sonhos dela.
— Só to preocupada com como as coisas vão ficar daqui pra frente. — Replicou, dando um suspiro alto antes de entrarem no carro. — Mas se é o que quer, eu entendo.
— Não precisa, vai ficar tudo bem. Eu te mando notícias assim que tiver como mandar.
— Ok.
O caminho foi feito num silêncio estranho, o clima estava tenso. Chegando ao aeroporto, Morgana entregou a passagem se Dirfino, dizendo que o voo sairia em duas horas.
— Obrigado de verdade por me ajudar. — Agradeceu não só com palavras, com o olhar também. — Eu não conseguiria se não fosse você.
— Relaxa. Os meus pais economizaram pra formar uma médica, o que eu quero mesmo não vai custar tão caro, esse dinheiro não vai fazer falta. — Ela respondeu sorrindo para segurar a vontade de chorar.
— Ainda assim, eu agradeço. E vou manter minha palavra, ninguém nunca vai saber que foi você que me ajudou.
— Eu sei, confio em você.
— Então vai me contar porque tava chorando naquele dia?
— Nunca.
— E surpreende um total de zero Dirfinos. — Brincou rindo ao mesmo tempo em que começava a chorar. — Eu vou sentir sua falta, pirigótica.
— Eu também vou sentir a sua, Mendigo. — Finalmente ela permitiu as lágrimas rolarem enquanto abraçava forte o amigo.
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