Segredos da Casinha
10 Capítulo 10 - Blue Stars
Notas iniciais
Aquela tarde de sábado seria o encerramento da Spring Magic Week com o anuncio do vencedor da taça das casas durante um banquete seguido pela exibição dos filmes Harry Potter e as Relíquias da Morte parte 1 e 2, mas Morgana e Dirfino não iriam.
Era o dia do passeio mensal do time de beisebol de Josh, irmãozinho de Maddison, e era a vez dos Mitchell ficarem como responsáveis. Como a garota ficaria sozinha em casa enquanto isso, convidou os amigos para comer e assistir qualquer besteirol na televisão.
Não houve uma saída com o bonde inteiro durante todo o recesso de primavera, apenas duplas ou no máximo trios, portanto todos eles preferiram aceitar o convite cantora de bar com duas cores no cabelo ao invés de fazer qualquer outra coisa.
Dirfino obviamente era o que morava mais perto da casa (no mesmo quintal, para ser mais específico), por isso foi o primeiro a chegar, encontrando Maddison na cozinha terminando de preparar uma jarra de limonada enquanto rebolava ao ritmo de Primadonna – Marina And The Diamonds, que tocava em seus fones de ouvido. Ele cruzou os braços e se recostou com o ombro na parece para observá-la, mas logo a anfitriã se virou para guardar a suco na geladeira, e o viu.
— Há quanto tempo tá aí? — Questionou tirando um lado do fone ao mesmo tempo em que a vermelhidão começava a se espalhar por suas bochechas.
— Menos do que eu gostaria. — O garoto respondeu com um sorriso. — Esse seu jeito de mexer os quadris é bem legal.
— Ah, para. — Mad replicou rindo e abrindo a porta da geladeira. — Eu sei que é ridículo, mas não consigo segurar com algumas músicas.
— Não, é sério. — Dirfino descruzou os braços e se aproximou. — É diferente, parece que você tá se divertindo de verdade. Aliás, você tem uma coisa que lá no Brasil a gente chama de “molejo”. Devia botar isso em algum dos seus clipes quando for famosa. Vai ser uma daquelas coisas que os Mitchell’lovers/Madmaniacs ou seja lá o nome do seu futuro fandom, vão adorar. Uma das suas marcas, sacou?
— Ih, começou. — Disse revirando os olhos. — Isso nunca vai rolar, nem me ilude. Mas se acontecer, eu faço o passinho. Como se isso aqui fosse uma aposta.
— Opa, agora ficou interessante. — O brasileiro sorriu. — Eu vou te cobrar isso. E ainda vou falar “hahá” na sua cara.
— Daqui a cinquenta anos, quando estivermos velhos e enrugados, eu vou falar “ei, você lembra quando dizia que eu ia ser uma estrela internacional?” e a gente vai morrer de rir. Espero que não literalmente. — Rebateu, retribuindo o sorriso.
— Fechou. Tá apostado.
— Boo! — Exclamou Connor, rindo por conseguir fazer Mad e Dirfino se sobressaltarem. — Foi mal, eu não resisti.
— Oi. — Cumprimentou Adele, tentando não rir dos amigos. — Desculpa por ele.
— Oi. — Maddison respondeu, repousando a mão sobre o peito para acalmar as batidas de seu coração.
— “Chegueeeeei.” — Luke surgiu, imitando uma música em português que descobrira depois de adquirir uma certa obsessão por aquela língua.
— “Cheguei chegando bagunçando a zorra toda.” — Dirfino completou com um sorriso animado.
— “Que se dane, quêro masé que se esplora" — Luke continuou, mesmo totalmente fora do ritmo e carregado de sotaque. — Eu ando praticando. Vou ficar bom, hein?
— Ah, não se cobre demais. Português é difícil e você tá indo super bem. — O brasileiro elogiou, dando uma piscadela.
— “Obrigado.”
— Oi, pessoal. — Morgana chegou cumprimentando a todos, porém correu para abraçar Adele logo que a viu ali. — E oi pra você, minha CDF esquisita, amor maior da minha vida de um jeito nada romântico.
— Oi, minha pirigótica delícia, Morgana Mãos-de-Tesoura, meu neném trevoso do meu coração. — Ela respondeu retribuindo o abraço com toda a força. — Também tava com saudade.
— Eu vou te dar uma surra por roubar minha chata favorita as férias inteiras. — A gótica olhou feio para Connor sem se desvencilhar de Adele.
— Eu só faço os convites, quem aceita é ela. — O garoto replicou rindo.
— Isso é verdade! Eu devia te dar uns tapas, Adele Marie Fontaine. — Constatou com as sobrancelhas franzidas. — Mas agora não. Primeiro vamos só matar essa saudade.
— Sério que eu cheguei aqui e me deparei com a Morgana Carter sendo carinhosa? — Andrew entrou na cozinha forjando uma expressão teatralmente confusa. — Quando trocaram a porta da sua casa por um portal pra outra dimensão, Mad?
— Tava me perguntando a mesma coisa. — Maddison entrou na brincadeira, fazendo os outros rirem.
Ainda nesse clima descontraído cheio de conversas bobas e risadas, o bonde ajudou a anfitriã a levar as guloseimas para a sala, em seguida abriram a Netflix na televisão e escolheram uma comédia, a mais besteirol que encontraram, para poder curtir a tarde e esquecer que dali dois dias teriam que voltar à rotina escolar.
Depois de assistir ao filme, jogaram alguns jogos e falaram sobre todos os tipos possíveis e imagináveis de nada. Infelizmente, o alarme no celular de Maddison soou, o que significava que ela precisava se arrumar para ir trabalhar e sua pequena coleção de malucos de estimação teria que ir embora.
— Foi uma tarde ótima. Obrigada, galera. — Disse a anfitriã depois de desligar o alarme.
— De nada, Mad. — Connor respondeu primeiro. — Aí, hoje vai ter festa na casa do Billy. Vocês tão a fim de ir?
— Ah, mas nem fodendo! — Replicou Andrew de imediato. — Alguém sempre dá PT e o trouxa aqui é quem tem que cuidar. Não quero finalizar o recesso de primavera torcendo pra ninguém vomitar na minha camisa.
— Para de ser exagerado. — Morgana revirou os olhos e riu. — Prometo me comportar.
— Eu só topo ir pra essa festa se o Connor for o motorista da rodada. Aí vou ter certeza que ninguém vai dar PT. — Exigiu.
— Ah, isso não é justo! Você nem gosta de beber. — O garoto reclamou, fazendo sua melhor expressão indignada.
— Não. Eu não gosto de ficar bêbado, é diferente. — Andrew corrigiu. — E muito menos de ter que cuidar de gente bêbada. Minhas condições são essas, é pegar ou largar.
Connor estava prestes a abrir a boca para reclamar quando sentiu o toque delicado e sutil da mão de Adele cobrindo a sua.
— Não seja tão marretinho, mon cher. — Pediu, sorrindo de canto. — Nós podemos te garantir uma noite divertida sem precisar de trezentos litros de tequila.
Dirfino estava como sempre observando com atenção e percebeu os cantos dos lábios do amigo tremerem levemente, como se quisesse formar um sorriso, mas para manter sua pose de rebelde contrariado, manteve a expressão séria e revisou os olhos.
— Tá bom, vai. Eu topo. — Respondeu em tom de resmungo.
— Eu já to dentro também. — Luke bateu palmas com animação.
— Vocês vão ter que me pegar no trabalho. — Disse Maddison não em tom de pedido, e sim como uma constatação de fato.
— Eu não vou poder porque tá muito em cima pra trocar com alguém, mas divirtam-se e não façam nada que eu não faria. — Dirfino sorriu e fez sinal positivo com ambos os polegares. — Pode ir se arrumar, Mad. Eu arrumo tudo aqui.
— Eu te ajudo. — O restante do bonde ofereceu quase em uníssono enquanto Maddison esboçava um singelo “obrigada”.
— Não precisa de seis pessoas pra arrumar uma sala. — Connor debochou, sorrindo de conto. — Vão pra casa se arrumar, meninas. A gente desenrola aqui.
— Connor Williams tá dispensando ajuda pra arrumar bagunça? — Morgana replicou com uma sobrancelha erguida.
— Ué. Vocês levam mais tempo pra se arrumar do que a gente. — O garoto justificou, dando de ombros. — Mas se quiser, pode ficar e...
— Não, não to reclamando. Aliás, vem Adele. — Dito isso, a gótica agarrou o pulso da CDF e a guiou para a porta.
— Eu e o Connor recolhemos as louças e organizamos a cozinha. Andrew e Luke, vocês arrumam aqui na sala. — Sugeriu Dirfino antes de se levantar e estalar as costas. — Pode ser?
— Sim. — Os três disseram em coro.
Logo que passaram pela porta da cozinha carregando copos e vasilhas, Dirfino abriu um sorriso para Connor e disse. — Você quer me falar alguma coisa, né?
O garoto mal conseguia controlar o volume da voz tamanha era sua animação. — Você ouviu do que a Adele me chamou?
— Marrentinho? — Respondeu para deixá-lo vermelho, já sabendo que não era a isso que ele se referia.
— Não. — Connor estava tão empolgado que nem a pontada de constrangimento foi capaz de apagar seu sorriso do rosto. — A Adele me chamou de “mon cher”. É assim que a mãe chama o pai dela. Eu nunca ouvi ela falar isso pra mais ninguém. Eu acho... Eu realmente acho que ela tá gostando de mim.
— Ah, você acha? — Dirfino ironizou, empurrando-o de leve com o ombro antes de pôr as louças na pia para começar a lavá-las. — Fala sério, cara. Só o jeito que vocês se olham nas últimas semanas já daria pra inspirar pelo menos uns três clichês colegiais da Netflix.
— Ainda mais porque ela é a nerd e eu sou o bad-boy. — Respondeu rindo.
— Pseudo-bad-boy, no máximo.
— Ah, não torra, vai. — Replicou revirando os olhos, mas logo tornando a corar só pelo pensamento da frase a seguir. — Sabe, eu... Eu quero pedir a Adele em... Em namoro.
— Oh, Connor, que notícia fantástica! — Tendo plena consciência que uma tentativa se conter sua animação seria patética, nem se importou em tentar. — Eu merecia uma recompensa depois de sofrer tanto por Lemony Snicket e Beatrice. Finalmente um OTP meu vai ser canon.
Connor riu e negou com a cabeça, depois tornou a falar. — Não sou lá o maior romântico da cidade, então... Será que você pode me dar uma ajuda?
Dirfino fez uma expressão pensativa por alguns segundos antes de responder. — Acho que o que importa mesmo não é ser super romântico, e sim pessoal. Algo feito sob medida pra Adele. A pessoa certa pra te ajudar nessa é a Morg.
— Não chama ela assim. — Pela primeira vez, aquele rebelde brincalhão usou um tom sério de verdade e um semblante cem por cento fechado ao dizer algo. — Nunca, entendeu?
— Porque não? — Indagou, confuso.
— Esse apelido traz lembranças pra ela. — Explicou, suspirando como se suas próprias memórias tivessem sido ativadas. — Lembranças muito ruins. Eu não sei do que se trata, nem o Andrew ou o Luke. Só quem sabe são as meninas. Mas eu já vi... Mais de uma vez eu vi o quanto essa palavrinha tão pequenininha consegue afetar a nossa amiga. Não repete isso nunca mais, por favor. Principalmente na frente dela.
— Me desculpa, eu não sabia. — Pediu, sorrindo sem graça.
— Tudo bem, não tinha como saber mesmo. Esse tá longe de ser um assunto que nosso amado bonde gosta de falar sobre. — Connor balançou a cabeça e tornou a usar o tom normal de animação ao empurrar de leve o ombro de Dirfino. — Mas, voltando ao assunto de namoros e relacionamentos: e quanto a você, hein olhos azuis? Tem algum carinha interessante em vista esses tempos?
Dirfino deixou alguns copos caírem de propósito para que pudesse ter alguns segundos para ponderar se devia ou não falar sobre seus sentimentos por Maddison e, depois de recolher tudo, acabou decidindo que era melhor manter aquilo para si, afinal, fazia pouco tempo que a amizade com ela voltara ao normal e não havia chances de evoluir para algo mais, então não havia razão para contar aquilo.
— Não. Nenhum garoto me chamou atenção ultimamente. — Respondeu sem precisar mentir para não dizer a verdade.
— Ah, qual é? Você tem superar o ex. Eu sei que ele é um cara super bacana, mas, poxa, passado é passado, né?
— De quem você tá falando? — Replicou franzindo as sobrancelhas.
— Daquele carinha lá. O britânico. — Disse como se fosse óbvio.
— Jason Parker?
— É.
Dirfino começou a rir e continuou rindo até os cantos de seus olhos se encherem com lágrimas, em seguida respirou fundo para poder por fim responder. — Olha, eu e o Jason nunca namoramos. Nem mesmo cogitamos isso. Sempre fomos só grandes amigos e de vez em quando ele sentava pelado no meu colo e virava um ótimo dançarino de twork. Sim, eu sinto falta dele, mas é por causa da amizade. Não to querendo conhecer alguém novo porque com o trabalho, a escola e vocês, o tempo que me resta só é o bastante pra dormir e olhe lá. Além de que, eu moro numa casinha da árvore, minha vida é muito complicada pra por outra pessoa nela agora.
“E eu vou precisar de tempo pra conseguir tirar a Maddison do quarto errado no meu coração estúpido.” — Completou em pensamento.
— Putz... Você merecia ter um romance. — Disse Connor soltando um muxoxo e dando dois tapinhas carinhosos nas costas de Dirfino. — Ainda mais depois de tudo o que você passou.
— Nem. Eu to de boa. — Replicou com um sorriso. — A última coisa na minha cabeça agora é romance. A não ser que seja Connele. Vamos voltar pra esse tópico que é melhor.
Connor sorriu de volta e deixou que a conversa seguisse por esse assunto enquanto os dois terminavam de organizar a cozinha.
oOo
Dirfino viu o homem misterioso de blazer se acomodar na mesa de sempre para assistir à apresentação de Maddison no Crow Claw Bar, mas, diferente do que era costume, dessa vez não estava sozinho. Em sua companhia havia um homem de traços asiáticos e cabelo platinado que trajava uma jaqueta de couro por cima de uma simples camiseta branca, jeans rasgados e botas pretas com pontas de metal e spikes.
Não ficaram os dois encarando fixamente a garota no palco, e sim conversavam entre si, o que deixou Dirfino um pouco menos alarmado que o normal.
Mad já estava na metade do show quando o restante do grupo chegou ao bar e foram todos juntos direto pegar algo para beber e começar a noite.
— Oi, gente. — Dirfino os cumprimentou sorrindo ao vê-los do outro lado do balcão. — O de sempre, imagino.
— Com certeza. — Luke se adiantou em responder antes de todos, retribuindo o sorriso. — Mas primeiro, seja sincero, como eu estou?
De tão acostumado que já estava em preparar os drinks, Dirfino começou a fazer um enquanto analisava seu amigo dos pés à cabeça. — Eu queria muito conseguir pensar em algum elogio decente, mas só me vieram duas palavras na cabeça agora.
— Essas duas palavras seriam “me fode”? — Replicou com um olhar malicioso.
— Olha. Alguém tá mesmo se empenhando em aprender português. A resposta é “sim”. — Respondeu rindo e desviando o olhar para as bebidas que preparava em uma velocidade de se admirar. — Prontinho. Especiais pra Morgana, Andrew, Luke e Adele. E um copo de refri no capricho pro motorista da vez.
— Valeu. — Connor aceitou o copo enquanto esboçava um sorriso irônico.
— Qual é? Não seja tão marrentinho. — Dirfino o provocou, fazendo-o ficar vermelho e fechar ainda mais a cara.
Andrew, Luke e Morgana continuaram com a implicância enquanto Adele tentava fazê-lo ficar menos emburrado (e conseguia mesmo que ele se esforçasse muito para disfarçar).
Como sábado era um dos dias mais movimentados do Crow Claw Bar, Dirfino não podia interagir demais com seu grupo por estar ocupado com os demais clientes, mas sempre que os amigos pediam mais drinks, ele aproveitava para entrar na zoeira fazendo uma ou duas piadas.
Com toda essa agitação de ambos os lados do balcão, o tempo passou bem rápido e logo Maddison terminou sua apresentação e começava a organizar o palco e guardar tudo. E ninguém do bonde estava realmente prestando atenção nisso.
Só depois de vários minutos com as caixas de som do bar tocando músicas aleatórias, Andrew deu por falta da amiga e franziu o cenho ao questionar os outros. — Galera. A Mad não tá demorando?
E só então todos os seis pares de olhos se voltaram para o palco, onde já não havia mais ninguém.
Dirfino se preocupou e instintivamente seu olhar foi atraído pelo homem misterioso de blazer, alarmando-se ao constatar que nem ele e nem o asiático que o acompanhava naquela noite estavam na mesa.
De imediato suas íris azuis varreram o bar em busca da garota com cabelo de duas cores e levou alguns segundos que pareceram eternos, mas finalmente a acharam do outro lado do bar e, sim, os dois homens estavam com ela.
O fato da área onde se encontravam não ser uma das mais escuras do Crow Claw e os dois estranhos permanecerem a uma distância razoável de Maddison tornava a situação menos suspeita, porém Dirfino não podia impedir seu coração de ficar inquieto com aquele sujeitinho de blazer tão perto da cantora depois de passar semanas observando-a de maneira tão estranha.
Por sorte essa cena durou poucos minutos. Logo a garota de duas cores no cabelo se despediu dos desconhecidos com apertos de mão e foi de encontro ao bonde, trazendo consigo um sorriso extra radiante.
— Oi, bonde mais lindo da cidade. — Os cumprimentou ao chegar perto o bastante.
— Oi, meu docinho. Quem era aquele Sugar Dad delicioso que conversando estava com você? — Luke questionou com seu típico sorriso malicioso. — Pegou o telefone?
— Menino! Me respeita. — Maddison respondeu rindo. — Vocês não vão acreditar, gente. Aquele era nada mais nada menos do que o Ryan Hall!
As reações do grupo foram uma mescla entre “não acredito!” e “Ryan quem?”.
— Como assim vocês não sabem quem é Ryan Hall? — Disse Morgana, olhando cheia de indignação para os amigos. — Ele é simplesmente um dos produtores musicais mais influentes dos últimos tempos.
— Exato! — Maddison quase gritou, não conseguindo conter a animação. — O Ryan Hall trabalha na Blue Stars Records com nomes grandes tipo Bruno Marz, Hayley Kiyoko e Lana Del Rey. Vocês têm noção que eu acabei de bater um papo com um dos produtores da Lana Del Rey?
— Que incrível. — Adele entrou na conversa, tão empolgada quanto a amiga. — E o que foi que ele te disse?
— Ah, essa é a melhor parte. — Murmurou com os olhos brilhando de alegria. — Aquele cara que tava com ele é o Henry K. Matsui, um dos responsáveis pelas aprovações na Blue Stars Academy. Muita gente já sai de lá com contratos na Blue Stars Records. Eles perguntaram minha idade e disseram pra eu conversar com meus pais, pra fazermos uma pesquisa juntos sobre o conjunto Blue Stars e que, se tivermos interesse, podemos ligar e marcar uma reunião barra audição pra uma vaga na Blue Stars Academy assim que eu acabar o colégio! Me disseram que eu tenho muito potencial e posso crescer bastante no mercado musical com um pouco mais de estudo e treinamento. Gente, vocês têm noção do que é isso? É uma oportunidade que qualquer músico amador, como eu, daria um braço pra ter.
— Mad, isso é sensacional! — Morgana exclamou, verbalizando os pensamentos do resto do bonde. — Parabéns, garota. Todo mundo aqui já sabia que você ia longe com essa sua voz maravilhosa. Só virou oficial agora.
— Calma aí, né? — Maddison tentou fazer o papel de Adele e puxar a conversa para o lado racional, mas o sorriso gigante não diminuiu nem um pouco. — Ainda tenho que falar com meus pais e vamos ver juntos se vale a pena.
— Ah, qual é? — Disse Luke com uma risadinha debochada. — Até parece que eles vão pesquisar Blue Stars Records, saber que o próprio Ryan Fucking Hall enxergou o seu potencial e ainda vão achar que tem alguma coisa pra analisar. Acorda, né meu docinho? No metrô da vida, a sua próxima parada é o estrelato.
— Ele tá certo. Nem eu consigo pensar em um motivo pra não ficarmos eufóricos desde já. — Adele concordou sorrindo largo.
— Se Adele Marie Fontaine falou, tá falado. — Dirfino se pronunciou com os olhos azuis brilhando de empolgação. — Vamos pirar juntos! Vou preparar uma rodada especial pra vocês, por minha conta. Exceto pro Connor, claro.
— Não adianta esfregar isso na minha cara, nada vai me deixar puto agora. — O garoto respondeu sem mudar a expressão feliz.
Dirfino apenas riu e começou a fazer os drinks, seu coração finalmente estava em paz depois de várias semanas.
Os outros seis, por sua vez, comemoraram e beberam mais um pouco no Crow Claw Bar, depois se despediram do amigo e foram para a festa, onde comemoraram ainda mais.
Fale com o autor