Segredos Ocultos

2 Pesadelos do Passado: Anjo Negro?


Notas iniciais
Ohayo!
Primeiramente quero agradecer á todos que leram e que me deixaram Reviews! É verdade que isso inspira um autor. Obrigada!
Bem,está ai mais um capítulo. Esse é longo.
Espero que gostem.
Boa Leitura ♥

Japão, Tókio. 2013

04h23m

O suor que escorria gélido em minhas têmporas fazia-me sentir arrepios estranhos por todo corpo, espasmos furtivos. Minha cabeça girava e latejava como se houvesse um milhão de agulhas perfurando-me o cérebro. O ar desaparecera de meus pulmões. O vento forte tocava minha pele deixando finos filetes de sangue. Um movimento absurdo rompendo-me os pensamentos. O que eu mais queria era poder gritar.

Uma voz distante chamava meu nome, porem não conseguia reconhecer, mas a voz ficou mais aguda, mais próxima. E o assombro tomou-me o corpo, a mente, a vida.

“Sakura, Você sabe que estou aqui e sempre estarei. Porque está triste? Eu Nunca iria te abandonar. Estou bem aqui e esse é o meu lugar...”.

A voz gargalhava em deboche. E constatei que estava caindo em um poço sem fim. Um túnel sem luz. Meus olhos cegados por véus vermelhos. Cobertos de sangue. O meu sangue.

A moça de cabelos róseos acordou em um sobressalto assustada e ofegante, seus olhos arregalados em completo desespero. Os lábios roxos. A face pálida e vazia.

Abraçava- se com força, tentando ao máximo controlar os terríveis espasmos que tomavam o corpo com severidade extrema.

-Um pesadelo, somente mais um pesadelo. O pior de todos. — A pobre jovem repetia as palavras como um mantra sacudindo o corpo para frente e para trás em busca de conforto mental. Lágrimas quentes rolando livremente por suas bochechas rosadas.

Os anos haviam passado e desde então tudo mudara, até meses atrás quando os sonhos passaram a serem pesadelos, e esses pesadelos trazerem lembranças tempestuosas de seu passado distante. A revolta crescia dentro de si todas as noites quando acordava suada e em estado caótico. Depois de tantos anos fugindo das lembranças e se dedicando a salvar vidas. Sonhos se transformam em pesadelos vívidos.

Haruno Sakura conseguira uma bolsa em Harvard para estudar medicina, e assim fora durante Cinco anos. Era o máximo distante que conseguira ficar de certo humano sem coração.

Amava a profissão e ajudava as pessoas por amor ao próximo. Desde então só vivia trabalhando, e esquecera parcialmente o jovem moreno.

-Sakura? Oi? Sakura!- A jovem de olhos azuis tentava dissipar os pensamentos da amiga a sua frente.

-Ah! Oi Ino. -Haruno balançou levemente a cabeça a fim de que as imagens do pesadelo desaparecessem de sua memoria.

-Esta muito pensativa esses dias testuda. O que houve?- A voz era aflita e continha uma dose de insegurança ao perguntar.

-Não aconteceu nada porquinha. Só estou meio cansada. – Era de certa forma verdade. Olhou para a amiga que sorria delicadamente em resposta. Você não iria sorrir assim se soubesse o que houve Ino.”

-É claro que esta cansada. Os estágios estão te matando. Vamos, venha comigo. Você esta pálida, precisa de substâncias que te mantenham em pé pelo menos. – Era engraçado para a rosada ver a loira tão aflita.

-Acalme-se Ino, eu estou bem. De verdade, fique calma.

-Não consigo ver você tão triste assim. Esta acontecendo algo e você não quer me contar. Sou paciente e sua amiga desde a nossa infância. Vou aguentar até que se sinta bem em compartilhar comigo sua tristeza. Certo?- Seus olhos azuis ficaram lacrimejados ao proferir as palavras tão sofridas.

-Obrigada Ino!- Os olhos esmeraldinos se apertaram ao máximo para não deixarem as lágrimas escaparem.

-Comer?

-Vamos nos alimentar Ino. – A Haruno sorriu para amiga em resposta.

O dia fora corrido, porem se estendera lentamente, preguiçoso, até chegar a hora de ir embora. Sakura estava em plantão e só sairia ás 06h30min da manhã.

Era noite de festa. Tókio festejava o florescer das cerejeiras. Flores tão nobres e lindas. A Haruno amava a época do florescer das pétalas da flor nobre. “Seu cabelo me lembra das cerejeiras do parque. Pena que elas sempre morrem quando o inverno chega. Pequena Cerejeira.” “Minha Cerejeira”.

O fôlego havia sumido. As lágrimas já escorriam sem permissão. O coração pulsava acelerado, descompassado.

O pesadelo estendera-se por pouco tempo, porem tempo suficiente para deixar os olhos da jovem moça arregalados e a pressão cair gradativamente. Então tudo ficou escuro. Nebuloso.

Meus pés tocaram o chão fofo, uma grama macia e cheia de pétalas. Olhei para cima e senti algo tocar meu rosto. Era delicada, de textura macia e leve. Peguei a nas mãos e levei ao nariz, seu perfume tão doce e suave, inebriante. Voltei meus olhos para o chão novamente e constatei que ele estava coberto por um manto de pétalas de cerejeira.

O vento tocou meu corpo fazendo-me arrepiar com o choque do calor e do frescor. O tempo estava lindo. E eu me senti em paz, tranquila, depois de tantos anos”.

-Sakura! Sakura! Acorde. – Uma mulher loira e forte, balançava a Haruno brutalmente.

-Acalme-se Senhora Tsunade ou irá quebrar os braços dela. – Ino olhava para a mulher maluca a sua frente e para Sakura preocupada.

Os olhos esmeraldinos abriram-se aos poucos, cegados pela claridade mórbida da sala do consultório da mesma. Devagar se acostumou com a luz. Logo olhou para a mulher a sua frente, assustada e ofegante.

-Pode me soltar, por favor, Senhora Tsunade? – O pavor estremecera sua voz, e a fazia gaguejar.

-Você está bem?- Tsunade perguntou soltando-a — Tem em mente o que aconteceu aqui? Não me olhe com essa cara Sakura. Quero que a partir de hoje vá para casa e descanse.

-Mas, eu precis... — A jovem fora interrompida pela mulher.

-Sem mais. É uma ordem Haruno Sakura. — E saiu deixando bem claro sua superioridade.

-Ino. O que aconteceu?- A jovem rosada a olhou interrogativa.

-Você desmaiou novamente Sakura. Tsunade não aguenta mais isso, assim como eu não quero ver mais você nessa situação. O melhor é seguir as ordens dela e ir para casa. –Suas palavras eram de uma amiga que queria proteger. A loira queria o melhor para a melhor amiga.

-Certo. São as ordens da diretora do Hospital, o que vou fazer contra isso não é mesmo. – Levantou-se da cadeira meio bamba e fora auxiliada por Ino- O que seria de mim sem você Ino porca. — E ambas sorriram.

O hospital estava quase vazio àquela hora da noite, eram exatamente 21h37m. Não havia muitas pessoas, somente alguns continuavam sentados esperando por atendimento.

As duas jovens caminhavam calmamente até a saída do hospital, quando uma jovem de olhos chocolate e cabelo da mesma cor gritou a Haruno.

- Doutora Sakura! Oi. Estava esperando que aparecesse aqui. Tenho um recado para você. – A jovem chocolate olhou-a com um sorriso de orelha a orelha.

-Ah, olá Tenten. Que recado? –A moça olhou-a intrigada.

-Um amigo seu telefonou. Disse que vocês estudaram juntos durante muito tempo. Deixe-me lembrar do nome dele, sei que o sobrenome começa com U. Espera um pouco. — A alegria era contagiante na voz da moça atrás do balcão.

-O sobrenome começa com U?- O coração da jovem congelara, as expressões do rosto mudaram radicalmente. A tranquilidade antes visível sumira como poeira ao vento.

-Sim. Como era mesmo? Ah! Lembrei. Uzumaki Naruto. Isso mesmo, um rapaz muito simpático e divertido por sinal.

-Na-ru-to. — O alivio tomara conta de sua voz. A alegria agora era contagiante. Um sorriso enorme apareceu em seu rosto. O amigo de verdade. O anjo em sua vida. — O que ele disse Tenten? Deixou um telefone de contato?- Seus olhos brilhavam em extasse, finalmente poderia rever quem sempre esteve ao seu lado, nas horas boas a fazendo sorrir e nas ruins a consolando.

-Sim. Mas ele pediu que o encontrasse no seu restaurante favorito. Ele estará lá te esperando até ás 22h00m. Disse que queria te fazer uma surpresa.

-Naruto e suas brincadeiras. Sempre foi assim, não me surpreendera se ele mandar uma orquestra tocar quando eu entrar. — As três riram do pensamento maluco da rosada.

-Que horas são?- Seus olhos tentaram achar um relógio a vista.

-Exatamente 21h46m. É melhor correr se quiser vê-lo ainda hoje. – A loira lançou lhe um sorriso generoso.

-Ok! Vou indo então. Obrigada Tenten. E Ino, obrigada também.

E lá estava uma jovem de cabelos róseos vestida com o jaleco de médica, correndo pela calçada do hospital. Chamou um táxi e adentrou o veiculo. Correndo o mais rápido permitido pela lei. Logo chegaram ao restaurante Ichiraku Lámen, o favorito do Uzumaki desde o ensino fundamental.

-Ei Naruto. Senti sua falta baka. — Sorriu olhando a fachada do local.

Abriu a porta e entrou no lugar tão conhecido por ambos. Modesto, aconchegante e com um cheiro delicioso de comida japonesa. Só agora percebera que esta morrendo de fome.

Caminhou até o balcão onde havia uma recepcionista a pronta disposição dos clientes.

-Com licença. Estou procurando uma pessoa, creio que ele tenha feito uma reserva aqui. –Direcionou o olhar para a jovem a sua frente.

-Nome, por favor.

-Haruno Sakura

-A reserva que tem a senhorita como acompanhante esta no nome de Uzumaki Naruto, correto? –A recepcionista pediu sua confirmação e lhe entregou um papel- Assine aqui para mim, por favor. Esse papel é somente um comprovante de sua presença. Vou leva-la até a mesa.

-Obrigada. –Agradeceu a rosada, indo em seguida acompanhar a moça até a mesa de jantar.

Ao chegar não havia ninguém, mesmo assim sentou-se. Avistou então somente um simples bilhete em cima da mesa, perto de um botão de flor de cerejeira. “Volto logo, não vá embora Sakura-chan”. A Haruno sorriu com o apelido bobo do amigo de séculos. Só Naruto para fazê-la esquecer do passado e sorrir abertamente para o futuro.

-Quanto tempo, Sa-ku-ra. — O hálito de menta tocou sua nuca suavemente.

O mundo parou, sua cabeça girou a mente embaçada. Tudo havia ficado escuro novamente. Balançou a cabeça agitada, respirou profundamente e inspirou dolorosamente. Olhou para trás a fim de encarar a pessoa a suas costas. Sentia-se indefesa. O medo percorria em suas entranhas. Tomou coragem e fôlego, proferindo as palavras que tanto a machucava.

-Sa-su-ke-Kun...

“Senti suas lágrimas percorrem por meu queixo;

Senti sua dor tão evidente;

Ah! Querida não chore;

A dor vai passar;

E finalmente você ira dormir nos meus braços;

Em um sono longo;

Para sempre.”

“O susto era evidente. O passado em fagulhas. Vidros quebrados, em um desenho perfeito. Pétalas. Pétalas de sangue cobertas em desespero. Pare! Pare de gritar meu Nome.”

Notas finais
O que acharam???
Muitas confusões e descobertas estão por vir. Aguardem.
Reviews, críticas, elogios e como disse kunais também são bem vindas.

Arigatou

Ja ne ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.