Notas iniciais
Espero que gostem do segundo capítulo!!

Marie POV

Estava saindo do bar tarde da noite, havia ficado responsável de fechar o mesmo, logo começei a caminhar em direção ao meu carro. Hoje iria sozinha pois Makky tinha treino com as líderes burras e loiras da torcida, ainda não entendia porque todas haviam de ser loiras com o manequim no melhor estilo pp. Nunca aprovei a participação dela naquele grupo, cada vez que ela vai pra esses treinos volta mais burra e falsa. Eu nunca tive a mínima vontade de ser uma líder de torcida... tá que quando eu era menor matava pra ser uma delas, mas eu cresci e agora penso. Pra mim são apenas garotas sem cérebro querendo chamar a atenção das outras pessoas pro próprio corpo, se bem que quando quero também faço isso, a única diferença é que eu penso. Eu particularmente não preciso fazer acrobacias idiotas que ao mínimo erro pode quebrar alguma parte do meu corpo e ainda ser humilhada pela víbora líder pra ter todos aos meus pés. Bem... não são exatamente todos, mas a maioria.

— Quietinha! Falou uma voz masculina totalmente desconhecida e áspera, ao pé do meu ouvido fiquei totalmente paralisada ao ouvi-lo, não porque ele mandou e sim por causa do braço da criatura que estava envolto à meu pescoço e da faca que o infeliz segurava junto de meu rosto, se ele soubesse o quanto mamãe valoriza esse rostinho lindo não ficaria com a faca imunda tão próxima assim. Não me lembrava de como respirar, talvez o fato de ele estar apertando meu pescoço não ajudasse, mas somente talvez. Uma teoria quem sabe. “Merda! O único dinheiro que tenho é o que está na carteira!” Só podia ser uma praga do maldito destino, sempre soube que não deveria rir da caras de videntes, nunca se sabe a praga que pode ser lançada.

— Passa a bolsa. Falou o maldito rindo enquanto passava os lábios nojentos que só o pai sabe onde ele enfiou, na minha orelha. Eu devia entregar a bolsa para o ladrão e aproveitar o momento de distração pra fugir ou esperar ele ir embora. E depois eu iria dar queixa de roubo na delegacia. Mas não teria meu dinheiro de volta nunca. “Eu não vou dar pra um safado todo o resto de dinheiro que eu tenho!” Pensei, sentindo um frio na barriga. “ Meus músculos já estão preparados... Que seja o que Deus quiser.” Respirei fundo sem querer pensar na faca e no dano que ela poderia causa. Segurei fortemente a mão do desconhecido com muito esforço, impedindo-o assim de pressionar a faca contra minha face. Pisei no pé do ladrão com toda a força da minha perna e com toda a raiva que sentia por ser abordada por uma pessoa que parecia não ter escovado os dentes a uma semana. Ele me soltou, cambaleando de dor e soltando a faca que caia no chão espalhando seus germes. Aproveitei o momento de fraqueza do homem e chutei-lhe entre as pernas o que o fez cair no chão gritando de dor. Chutei a faca pra bem longe dele, não queria ser morta por um inútil daquele, se fosse pelo menos por um gostoso que tinha todos os dentes na boca.

Sua pirralha maldita! Falou entre gemidos, deitado ao chão com as mãos onde eu tinha lhe chutado. As pessoas adoravam me chamar de pirralha maldita, mal sabiam elas que eu odiava. É claro que eu me vingaria daquele infeliz.

O que vai dizer para os seus amigos quando eles virem esse seu olho roxo? — Perguntei me aproximando da criatura que se contorcia de dor no chão, sabia que eu estava me arriscando demais, qualquer pessoa já teria corrido na primeira oportunidade, mas não sou qualquer pessoa.

Meu olho não está roxo. Falou apertando ainda mais as mãos entre as pernas e mordendo os lábios. Sua vadia louca. — Respirei fundo tentando contar ate dez, mas acabei de descobrir que isso só deixa a pessoa mais irritada e em seguida dei-lhe outro chute acertando-o em cheio no olho.

Agora está. Disse orgulhosa de mim mesma com um sorriso cínico no rosto enquanto estava indo em direção ao meu carro gargalhando alto. — E quanto à seus amigos, diga pra eles que você apanhou de uma pirralha maldita! — Gritei pra que ele ouvisse, abrindo a porta do meu carro e acelerando, afinal de contas eu estava em um Aston Martin e adorava correr.

Ao invés de ir pra casa rumei em direção à Cape Kiwanda, o meu lugar favorito na fabulosa cidade de Pacific City. Por mais linda e segura que fosse aquela praia não pretendia ficar sozinha. Peguei meu telefone e disquei o numero de Josh. Sentindo que estava esquecendo de alguma coisa.

— O que você quer Marie ? — Falou irritado, pelo visto eu tinha o acordado na melhor parte do sono. ”Estou morrendo de pena!” Pensei ironicamente prendendo uma risada.

— Josh querido estou muito cansada da cidade. — Usei o meu melhor tom de criança pedido doce , ele pigarreou do outro lado da linha. — Preciso ir na praia. — Usei meu tom mais inocente, soltando um suspiro forte para deixar tudo com um ar mais convincente.

— OK. Mas vê se você não me decepciona novamente! — O garoto me conhecia bem, bem ate demais para o meu gosto.

— Não sei do que está falando. — Me fingi de desentendida, essa era minha carta na manga, ele somente saberia que eu estava fingindo se olhasse em meus olhos “CELULAR, EU TE AMO” Pensei feliz desligando em seguida. Não demorei muito a chegar na praia isso claro graças à super velocidade do meu querido Aston. Saí do meu carro sentindo o vento soprar em minha face, encostei-me na lateral do Aston à espera de meu convidado. Passei 7 minutos contados esperando até avistar o farol do Lamborghini Murcielago 6.5 prata de Josh. Ele estacionou o Lamborghini ao lado do meu Aston e saiu de seu carro com duas garrafas de Heineken nas mãos.

— Boa noite, senhorita Dumfrey! —Disse cordialmente dando-me um leve beijo na bochecha.

— Boa noite, senhor Bouvieth! — Ele me ofereceu uma das garrafas a qual eu peguei com prontidão e encostou-se na lateral Lamborghini fincando assim de frente pra mim.

— Quando eu falei pra não me decepcionar, Marie, eu falei serio. — Ele estava tão serio que me fez rir. Josh é alto, pele bronzeada, cabelos pretos, olhos verdes, forte na medida do possível, joga no time de futebol da escola, é carinhoso, gentil... enfim é o cara por quem todas as garotas da escola suspiram e eu o escolhi como meu melhor amigo. — Como foi o trabalho?

— O trabalho em si foi horrível! — Só quando respondi me dei conta de como minhas costas doíam. — O divertido foi quando eu saí. ­— Diverti-me com as lembranças do azarado do ladrão no chão se contorcendo de dor.

— Hum... E o que exatamente aconteceu quando você saiu? — Perguntou me olhando com os olhos brilhando de curiosidade. Contei tudo o que havia acontecido e o fiz gargalhar diversas vezes com minha narração que ele avaliou como “exagerada”.

— É serio Josh eu dei uma surra das grandes no cara. — Falei sentindo minha pele ruborizar de raiva.

— Ok, ok. Eu acredito em você, não precisa explodir. — Dessa vez eu tive que me segurar pra não ir lá e estraçalhar o imprestável do Josh. — Parei! E o que os policiais da sua narração? — Na hora que ouvi a palavra “policiais” lembrei-me do que havia esquecido. Hesitei em responder sentia-me a pessoa mais burra da face da Terra. “ Agora estou fudida de verdade!”

— Marissa Dumfrey, não me diga que voc.... — Trovejou após perceber minha hesitação responder uma pergunta tão simples como aquela. Não o deixei terminar a frase pois já sabia o que ele falaria, apenas assenti com a cabeça, o que o fez se calar imediatamente. “Eu não posso ser tão burra assim, não acredito que isso está acontecendo! E se ele mandar alguém pra me matar?E se...?” Ficamos ali parados nos encarando em silêncio durante minutos, perdidos em pensamentos.

— Precisamos fazer alguma coisa Marie! — Sussurrou. Eu conhecia Josh o suficiente pra saber que ele só sussurrava quando estava desesperado.

Notas finais
Coisas estranhas acontecerão nos próximos capítulos!!!! Comentem, comentem... :BBeijoss ;)