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UMA POR UMA.


Lisa acendeu um cigarro e deu uma risada.

O sol já se pôs e nasceu de novo e ela continuava sentada, dessa vez tinha uma xicara de chá em suas mãos tremidas.

– O que justifica um assassinato? — Ela engoliu um pouco de chá. — Eu assisti O Que Terá Acontecido A Baby Jane oito vezes seguidas e é fácil perceber que bancar a doida varrida não vai me levar ao que eu quero.

A campainha tocou.

– Merda. — Lisa largou a xicara.

Abby estava sentada na varanda.

– Não sabia que precisava tocar para entrar. — Lisa falou.

– Bons modos, sempre. — Abby sorriu. — Vai que mais alguém morreu e eu acabo levando a culpa...

– Para me matar é preciso muito mais que um ataque infame, Abby. — Lisa sorriu.

– É, eu sei, Elisabeth. — Abby sorriu.

Lisa olhou assustada para Abby.

– É o seu nome, não? — Abby deu uma risada. — Que foi? Parece que citei uma praga!

– Nada, Abigail! — Lisa sorriu, aliviada. — Só pensei que... Nada importante.

– Sabe, Lisa. — Abby tornou a falar.

– Não, eu preciso dizer uma coisa. — Lisa sorriu.

– Ok. — Abby encrispou a testa.

– Pode me acompanhar até a cozinha? — Lisa saiu em frente, dando largos passos. — Eu preciso pegar uma coisinha aqui.

– O que? — Abby sorriu acompanhando-a.

– Sabe Abby, a fraternidade tem seus principios. — Lisa sentou-se numa cadeira ao lado da bancada. — E muitas aqui estão enganadas, eu até estive por um tempo, mas eles são: Lealdade, Honestidade, Irmandade, Amizade e acima de tudo sigilo. Mas em nenhuma parte tem escrito "ser uma completa vadia".

– Ãhn? — Abby ficou confusa.

– Esse é o momento em que você fala: Mas Lisa, isso não é motivo para matar alguém! — Lisa berrou.

– Que diabos?! — Abby ficou boquiaberta.

– Você tá estragando a merda do meu clímax, sua prostituta barata! — Lisa jogou uma cadeira no chão.

– Você não... — Abby deu dois passos para trás.

– Vai correr? — Lisa sorriu e tirou uma faca da bancada. — Eu adoro quando correm e gritam. Eu não planejava te matar, não agora, Abby. Mas sinceramente? É o que tem pra hoje.

– Por que? — Abby falou rispidamente.

– Corre! — Lisa berrou. — CORRE!


Abby relutou e então saiu correndo em direção a porta, mas Lisa foi necessariamente mais rápida agarrando-a pelos cabelos e jogando-a contra a parede.

– Nananinanão. — Lisa sorriu. — Fica quietinha.

Abby deu um berro.

– Só vai doer um pouquinho... — Lisa riu. — Quem eu quero enganar? Suas entranhas irão se remoer!

Abby deu um gemido.

– Oh não, querida. Não é sexo, não seja ofensiva. — Lisa cravou a faca em Abby que deu outro berro.

– Eu mandei calar a porra da boca! — Lisa jogou Abby no chão. — Vamos brincar de médico? Só que um pouco mais real...


Abby tentou rastejar...