Segredos Mortais: Leve Para O Túmulo
1 1. Bitch
O sol havia se posto e o som ouvia-se de longe, a fraternidade estava fazendo estava comemorando seu último ano, comandada por Lisa: a garota que todos desejavam ser.
Lisa era o tipo de garota que tinha tudo sob controle (ou parecia ter tudo sob controle), seus cabelos loiros voavam enquanto ela ficava sempre com uma expressão de seriedade e superioridade. Lisa também tem um grande desafeto por Abigail Tyler, ou Abby, que um ano anos havia "roubado" seu namorado.
A música tocava alto e todos estavam dançando, exceto o grupo de garotas — nem tão amigas assim — que estava escondido no quarto de hóspedes.
- Isso vai dar merda, Lisa. — Yumi falou.
- É, ela tem razão! — Maya levantou-se da cama. — Estamos indo longe demais!
- Não, não estamos. — Lisa tirou seu casaco e sentou-se numa cadeira ao lado de Maya. — Eu esperei um ano inteiro para conseguir me vingar dessa vadia, não vou desistir agora.
- Mas nem sabemos se a Abby virá até o quarto! — Ella exclamou de forma relutante.
- Tem razão. — Lisa sorriu. — Amber, poderia ir buscar a Abby, por favor?
Amber definitivamente fazia tudo que Lisa pedia.
- Claro. Mas e se... E se ela não quiser vir? — Falou.
- Dê seu jeito, você é uma beta, não é? — Lisa sorriu apontando para o bracelete de Amber, nele havia escrito B3T4 (o nome da fraternidade).
Amber saiu do quarto, pensava se iria conseguir arrastar Abby para ali ou levaria mais um fora de Lisa para sua coleção.
Ela andou um pouco e então avistou Abby no fim da escada, conversando com a novata: Elisa Jenkins, uma menina que veio de South Lake City ou algo do tipo.
- Abby. Poderia vir aqui? — Amber falou baixinho enquanto descia as escadas.
- Se for a Lisa, eu não vou, Amber. — Abby pousou seu copo numa mesa ao lado da escada. — Eu não tenho nada para conversar com ela.
- Por favor, Abby. — Amber fez uma espécie de careta tentando imitar um cachorro que pede carinho.
- Pode ir. — Elisa falou. — Posso te acompanhar, se quiser.
- Não, não pode. — Amber falou. — Lisa quer ver você sozinha.
- Não. Agora realmente quero ir com a Elisa. — Abby sorriu e começou a subir as escadas, seguida de Elisa.
Elas andaram pelo corredor e então Abby parou.
- Merda, esqueci minha bebida. — Falou. — Vou buscá-la, pode ir na frente, Elisa?
- Ok. — Elisa sorriu.
Amber suspirou e continuou andando, enquanto Abby apressava-se e corria para a escada.
- Sabe de uma coisa? Eu vou atrás da Abby. — Amber começou a andar em direção oposta a Elisa.
- Céus. Irritadinha. — Elisa andou até a porta do quarto de hóspedes e a abriu. — Vejamos o que temos aqui.
O quarto estava completamente vazio. Ou parecia estar.
- Alguém? — Elisa entrou no quarto e andou até o outro lado da cama, onde parou e observou a janela de vidro e madeira maciça. — Que grande palhaçada.
A porta fechou-se, então, num estrondo.
Elisa deu um pulo e cambaleou para trás.
Havia alguém vestido uma roupa preta e segurando uma faca na mão, não era assustador, mas parecia perigoso.
- Que diabos é isso? — Elisa olhou assustada e correu em direção ao "ser".
- O que você é, ein? — Elisa empurrou o ser. — Me deixa sair.
A porta encontrava-se trancada.
- Abre essa merda, não tem graça alguma! — Elisa deu um soco no ar.
O "ser" segurou seu braço e fez um corte. Parecia um sonho, era tão irreal.
Elisa deu um berro e correu novamente para o outro lado da cama.
- Que tipo de retardado você é? — Elisa falou assustada.
Do outro lado da porta, Abby chegou acompanhada de Amber e percebeu Yumi, Maya e Ella do outro lado da porta sorrindo.
- Que merda tá acontecendo aqui? — Abby correu para a porta e empurrou Maya, girando a chave.
- Se ela está aqui, quem era aquela lá dentro? — Ella encrispou a testa.
- Cade a Elisa?! — Abby berrou ao abrir a porta.
Lisa estava vestida de preto, mas sem a máscara, ela era o ser.
- Ela pulou. — Lisa estava boquiaberta.
- Como assim ela pulou? Porque diabos tem sangue nessa faca? O QUE VOCÊ FEZ?! — Abby berrou.
- Eu... eu não fiz nada! Você que fez! Era para ter sido você! — Lisa berrou.
- Eu? Então é isso?! Quer dizer que estaria tudo bem se tivesse sido eu quem houvesse caído dessa janela? Que tipo de louca é você, Lisa? — Abby correu até a janela.
O corpo de Elisa realmente estava ali, jogado na grama e imóvel. Ela definitivamente parecia estar morta.
- Temos que fazer algo! — Lisa berrou.
- Sim, ligar para a policia! — Abby pegou o celular de Lisa que estava na mesa de cabeceira.
- Não! — Lisa empurrou Abby que cambaleou e caiu no chão. — Você vai fechar essa boca, não vamos ligar para ninguém.
- Você fez um assassinato, Lisa! — Abby berrou.
- Nós fizemos, nós todas presenciamos. Se eu sofrer algo com essa morte, todas sofreremos. — Lisa sorriu.
- Você é louca! — Abby berrou.
- Talvez. — Lisa jogou o celular pela janela. — Mas nós ficaremos de boca fechada. Agora vamos buscar a merda desse corpo.
As garotas entreolharam-se.
- Eu não vou a lugar nenhum. Eu posso não denunciar ninguém, mas eu não quero e nem vou passar mais nem um minuto aqui. — Abby falou. — Eu beijei seu namorado Lisa, isso não justifica um assassinato.
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