Segredos De Lumêra
5 Capítulo 4 - visões, anjos... opa anjos?
Notas iniciais
...Crianças bricando, uma mulher velha, espera eu conhecia aquele lugar e aquelas pessoas, sim, era em Lumêra, aquela ali de maria chiquinha rosa no cabelo era eu aos 5 anos de idade bricando de pic-esconde com meus primos e aquela velhinha era minha doce avó que trazia biscoitos e limonada, a cara que eu fazia era como se fosse a melhor comida do mundo... Vozes? Risadas... Sim eram risadas mas de quem? Parecia vozes de crianças que aos poucos chamavam meu nome e diziam "né giulia?" e riam mais um pouco, devia estar divertido onde é que elas estivessem, não sei porque razão mas eu me vi indo atrás das vozes, me distanciando da casa de vovó e me encontrando sozinha... Depois de ter me distanciado bastante de onde estava as vozes foram ficando cada vez mais baixas até que sumiram, quando me toquei de onde estava um calafrio me subiu, um tipo de "floresta secreta" dentro da pequena Lumêra que eu achara conhecer tão bem e agora vejo que me enganei, nunca tinha ido naquele lugar antes... Escuro, um pouco fedido, apenas mato e mais mato, uma coisa me chamou atenção no meio de tanta porcaria, ali estava uma linda flor, a unica em todo recinto, tinha uma cor viva com um brilho estranho, uma unica flor sobrevivente no meio de tanta morte espalhada... Era como se dizessem "Mesmo com tudo escuro, há sempre um pontinho de luz" e um pensamento estranho me veio a mente como se fosse alguém me sussurrando no ouvido... "Anjos, eles a protegem pequena e continuarão enquanto você acreditar..." Finalmente acordei de minha visão com essa frase ecoando na minha cabeça.
Luz forte, multidão, estava dificil de respirar... Ai meu Deus do céu lá estava eu deitada no chão do patio do colegio interno com praticamente todos do lugar ao meu redor, será que nenhuma cabeça pensou em sequer por um momento levar a menina aqui pra enfermaria senhor? "A pressão deve ter baixado", "Ouvi dizer do trauma que ela sofreu, deve ser isso que afetou seus neoronios" "Bebada e drogada, sempre soube" "Gravida, só pode" "Querendo chamar a atenção, tipico..." Escutei pessoas falando de mim enquanto tentava me levantar, a Deus otimo jeito de entrar em um lugar novo, pessimo jeito de atrair olhares. Infelizmente pra minha fustração eu sabia que aquilo ia acontecer de novo e de novo e de novo... Tenho visões desde que me entendo por gente, apesar de que tenho de admitir, elas estão ficando cada vez mais fortes.
_ Vem, eu te ajudo. — Acho que morri e acordei no céu, que menino lindo.
_ Obrigada... — disse totalmente timida.
_ Sabe, você se acostuma... A vida aqui é muito parada e as pessoas setem a necessidade de falar dos outros pra ver se distraem um pouco, hoje você foi a distração dela, amanhã ninguém lembra mais.
_É, acho que me acostumo.
_ Prazer, Israel. — Além de lindo tinha um nome lindo também.
_Guilia.
Israel tinha olhos incrivelmente azuis, mas continham o mesmo brilho estranho da flor da minha visão.
No momento em que ele pegou minha mão mais uma vez palavras ecoaram em minha mente... "Anjos estão por toda parte" Estão adorando invadir minha mente com pensamento alheios hoje né? Incrivel. Era só o que me faltava, minha flor no meio da morte, minha luz no meio do escuro fosse um anjo...
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