Notas iniciais
Introdução.

Tudo parecia normal como em qualquer outro dia chuvoso, Giulia acordou se sentindo cansada, estranha, como se tivesse dormido por dias ou não tivesse pegado no sono nem por uma hora, mas ela já estava acostumada, pois sempre que algo aconteceria em um futuro próximo seus sonhos lhe avisavam que algo estava prestes a acontecer. O despertador tocou varias vezes e Giulia sabia que era hora de acordar, mas seu corpo e sua mente se negavam a isso, seu coração batendo rápido, suas pálpebras estavam muito pesadas e seus olhos custaram a se abrirem, depois de muito esforço e de Giulia ter falado repetidas vezes em sua cabeça “preciso acordar, preciso sair desse transe...” ela finalmente conseguiu abrir seus olhos e sair de seu sono profundo, por muitas vezes Giulia era a prisioneira dentro de seus próprios sonhos, tanto que se atrasava pra quase tudo em sua vida, principalmente quando era algo muito importante já que seu nervosismo e sua ansiedade faziam com que ela tivesse umas daquelas visões turvas e estranhamente medonhas, rara vezes conseguira mudar o que realmente ia acontecer, já que ficava paralisada e se esquecia do que havia sonhado e só lembrava – se segundos antes e as vezes segundos depois do ocorrido se tornar real.

Naquela manhã às 6 horas em ponto quando Giulia se pôs a se levantar viu um vulto na janela, piscou os olhos com força para ter certeza do que vira, mas só conseguiu sentir um vento passando grudado em sua pele fazendo seus pelinhos dos braços se arrepiarem todos e a cortina da janela parando de se mexer como se alguém tivesse passado por lá há apenas alguns milésimos no tempo.

Dia 06/06/2006, o número que se formava não fazia com que ninguém se sentisse muito confortável a se levantar da cama e enfrentar o dia, mas para Giulia não era apenas um dia normal com datas estranhas, mas também era o dia de seu aniversario de 15 anos. O dia seria cheio já que a noite haveria uma grande festa em comemoração do seu décimo quinto aniversario que claro não poderia passar em branco, como sua família inteira era muito festeira até mesmo aqueles tios estranhos que ela nem se lembrava quem eram iriam sair do quinto dos infernos, ops, da casa deles no interior do interior do interior só para comerem, ficarem bêbados e falarem “Nossa como você cresceu, te peguei no colo quando era um bebe, parece que foi ontem.” E pra piorar ainda haveria aquela típica pergunta de tia gorda de mal com a vida “E os namoradinhos como vai?.” Era obvio que Giulite não estava tão animada assim para essa noite embora especial, um pouco ou muito cansativa.

Ok, talvez fosse só a pressão do nervosismo que estivesse causando aquelas sensações em Giulia mas ela se sentia o tempo todo observada. Com seu fiel mp4 Giulia saiu de seu quarto correndo escada a baixo vestindo a causa jeans mais surrada que tinha dentro de seu guarda roupa junto com uma fininha blusa de renda branca com rosa e seu alstar preto de caverinhas logo que ouvira alguém gritando seu nome do portão, podia ser sua amiga esperando-a para mais uma tarde no shopping antes de irem ao salão de beleza, mas não era sua amiga... A voz ficou mais e mais perto e de repente sumiu. Giulia com medo entrou dentro de um super mercado que tinha em frente sua casa e ali ficou até sua amiga chegar, tentou disfarçar sua palidez com um pó compacto e passou um gloss bem clarinho já que seus olhos já estavam pretos de tanta maquiagem, mas de fato o que ninguém entendia era o porque de tanta maquiagem em seus olhos, mas não era só por beleza, tinha um porque. Giulia estremeceu quando sua amiga chegou lhe abraçando e logo se afastando para ver seu rosto mais de perto e falou: _ Hey amiga, que cara é essa em Gi? Até parece que viu um fantasma haha, melhora isso ai amiga, é seu aniversario. E o gato do Sebastian vai ser seu príncipe esqueceu?

_Claro que não esqueci amiga, e que historia boba de fantasma é essa? De onde você tira essas picuinhas? Vamos sair logo daqui, tem um shopping inteiro a nossa espera. – Disse a Luíze enquanto a puxava pelo braço e dava um sorriso sem graça tentando dar uma gargalhada de felicidade.

Gente por toda parte, olhos vindo do escuro que não puderam ser identificados... Havia alguém lá a observando igual na hora que Giulia acordou, ninguém se encontrava quando ela virava pra trás mas ela sabia que de fato tinha alguém lá com toda certeza.