Segredos, Confissões... Amor e Desejo
6 Capítulo 6
Notas iniciais
Castle logo põe o carro em movimento e segue em direção à estrada que os levaria aos Hamptons.
Assim que ficam sozinhos no carro, Kate aproveita para matar sua curiosidade — Amor, gelei quando você contou para todos sobre o nosso namoro.
— Ah!... – ele ia explicar algo, mas Kate o interrompeu.
— Por que você não me preveniu, eihm? Sim... você deveria ter me contado... – Kate não estava reclamando com ele. Ela estava tranquila e muito feliz e apenas queria saber o que o levou a revelar o segredo— Diz aí, amor... Porque você não me disse que iria contar?
— Simples, Kate, eu te conheço. Se eu falasse acerca da minha intenção, você iria tentar me impedir.
Ela fica em silêncio, torce os lábios e confirma— É, você tem razão. Eu ia mesmo tentar te impedir. Acho que eu ia te implorar para você não falar. Ah, Castle, eu morria de medo que o Capitão te proibisse de continuar me acompanhando nos casos.
— Claro que eu também temia isso, Kate, mas mesmo assim, preferi arriscar. Confesso que apesar de ter ficado com receio disto acontecer, eu tinha quase certeza que o Roy não iria me proibir. Sabe por que? Pelo simples fato de eu não receber salário para te acompanhar, então, não há impedimento legal. Eu sempre te disse isso e ainda bem que ele também pensa assim.
— Mas me diga uma coisa... Por que isso de repente, eihm, Castle?
— Não foi assim tão de repente, Kate... Eu vinha pensando isso há algum tempo.
— E não me falou nada... – ela torceu a boca.
— Ah, Kate, eu já te disse. Se eu comentasse com você sobre isso, você ia inventar um jeito de me impedir.
— Ok! Concordo! Mas você ainda não me disse o que te levou a fazer isso?
— Eu não aguentava mais esconder nosso namoro, Kate. Só quem sabia do nosso namoro era a Alexis, a minha mãe, o seu pai e a Lanie. Não gostava de entrar no seu apartamento como um ladrão, cheio de cuidado para ninguém me ver. E o mesmo com relação a você ir lá para o loft. Quando passávamos a noite juntos era o maior sufoco para sair pela manhã. Isso era muito chato! Nunca podíamos ir a restaurantes, andar em parques, cinemas, shows, teatro ou uma simples ida ao shopping ou supermercado como qualquer casal normal. Mãos dadas? Jamais! Selinho ou beijo, então... Nem se fala! A gente estava se comportando como se estivéssemos em um relacionamento clandestino, inadequado e imoral.
— Rick, confesso que agora eu estou me sentindo mais leve, viu? Ah, como é bom saber que não tenho mais que fingir.
— E eu... Deus do céu! Como é bom saber que não vou ver mais desfiles de Advogados, Detetives de outras Delegacias, Promotores, e outros homens cheios de charme te visitando para tentar te conquistar. – sem deixar de prestar atenção na estrada, ele acariciou o joelho dela com amor — Como eu sei que as notícias voam lá no distrito, agora todos vão saber que você tem namorado.
— E o mesmo eu te digo também, Bonitão! Chega de jogar charme para as fãs que aparecem lá no distrito.
— Por falar em fã, Kate, quero te avisar que no mês que vem tenho uma semana inteira de “Noite de Autógrafo” em Londres para o lançamento do meu mais novo livro e eu quero que você vá comigo. Vai ser de 28 de janeiro a 3 de fevereiro.
— Hey, você pensa o que, Castle? Só porque agora eu sou oficialmente a namorada do famoso escritor de Best Seller, é só “você querer” e eu vou, é? Eu não posso mais exercer a minha opinião de “querer” ou ‘não querer ir”? É isso? E tem mais... Eu ser a sua namorada não significa que sou liberada de trabalhar. Se eu não trabalhar, meu amor, eu não recebo salário e se eu não receber salário eu não consigo pagar minhas contas, entendeu?
Ele riu da forma como ela desabafou — Eu sei, moça. – ele ria — Mas sei também que a cada três meses existe um prêmio para o DETETIVE DE NOVA YORK COM MAIS CASOS SOLUCIONADOS e o prêmio é “uma semana de folga” e você foi premiada várias vezes. Isso vem acontecendo há muitos anos e, até onde eu sei, você nunca usufruiu destas folgas e o prêmio não prescreve. Só neste ano que estou lá, você recebeu três, ou seja, se juntar tudo, pelas minhas contas você tem mais de quinze semanas de folga...
— Tenho dezessete semanas para usufruir.
— Então, querida, pode ir logo avisando para o Roy que você vai para Londres comigo.
— E se eu não quiser ir? – ela o provocou.
— Ah, você quer ir, sim, que eu sei. – ele sorriu.
— Eu quero, é? – ela continuou provocando.
— Sim. Você quer. – ele falou com convicção e ela sorriu muito.
— Ah, tá bom, eu desisto de tentar te zoar. Verdade. Eu quero ir. Bom mesmo. Assim eu vou ficar de olho para as inglesas não te pedirem autógrafos nos peitos.
Ele estourou de rir — Beckett, você sabe que antes mesmo de começamos a namorar eu já não assinava mais nos peitos das fãs malucas...
— Não assinava nos peitos das malucas, não, não é? Então, só nos peitões das fãs saudáveis, é?
— Rárárá! – ele imitou o som de uma risada forçada — Não dou autógrafos em peito de nenhuma fã e você sabe disso, Kate. Deixe de ser chata! — eles riram — Olha, mudando de assunto... Nossa passagem para Londres já está comprada e já sei até o hotel que ficaremos hospedados.
— Sério!? Você resolveu tudo sem falar comigo... – ele fingiu estar chateada — E se eu não quisesse ir mesmo?
— Sem chances de você não ir comigo, amorzinho. Eu vou te levar, mesmo se for amarrada... – ele até que tentou falar de forma rude, mas não conseguiu e começou a sorrir e ela o seguiu na risada.
Estavam felizes e tudo era motivo para sorrir e fazer zoação.
O trajeto para os Hamptons foi maravilhoso. Os assuntos fluíam com muita facilidade e a estrada estava tão tranquila que chegaram às 20 horas, ou seja, mais rápido do que previam.
Assim que Castle parou o carro em frente à casa, Kate anunciou — Amor, eu não via a hora de chegar... Preciso ir com urgência ao banheiro. Você pode levar nossa bagagem sozinho para a nossa suíte? É pouca coisa... – ela fez uma carinha linda demonstrando estar constrangida e ele sorriu.
— Claro, amor. Vá. Eu vou fazer uma breve vistoria na casa e daqui a pouco eu subo e te vejo lá na suíte.
Ambos saíram do carro e, depois que Castle destrancou a porta da casa, Kate entrou rapidamente com sua habitual bolsa à tiracolo e subiu as escadas em direção à suíte do casal. Seu namorado retornou ao carro para retirar as sacolas de couro deles.
Castle retirou as duas sacolas de couro do carro e as colocou no primeiro degrau da escada e, como nunca mais tinha ido aos Hamptons, foi fazer uma breve vistoria na casa e aos poucos foi verificando que sua antiga e competente Diarista vinha fazendo um ótimo serviço. Estava tudo limpo e cheiroso e a geladeira estava abastecida exatamente com as frutas, legumes e sucos que ele mandara comprar. Não se preocupou com vinho ou outras bebidas alcóolicas, porque isso já tinha demais na casa.
Após dez minutos de inspeção e satisfeito com o que vira, Castle pegou novamente as duas sacolas de couro que deixara ao pé da escada e se dirigiu à suíte principal.
Castle abriu a porta com certa dificuldade pois estava com as duas mãos ocupadas com as sacolas de viagem. — Amor, cheguei. – Ele anunciou.
No entanto, assim que entrou no quarto, Castle não a viu. Ao invés disso, inesperadamente, recebeu um esbarrão de uma pessoa que não conseguiu ver quem era e o fez derrubar as duas sacolas de couro e, em milésimos de segundos foi encapuzado e lançado para longe, caindo deitado de mal jeito na cama e por milagre não se machucou. Aliás, ainda bem que a cama era macia e ficava bem no centro do aposento onde ele foi jogado.
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