Notas iniciais
Hey fellas! Vocês ficaram felizes com o capitulo do domingo e eu com a recepção! que bom que gostaram :)

O final de semana passou mais rápido do que o esperado. Mesmo sendo resistente ao álcool, Natasha passara boa parte do domingo de ressaca, entre gemidos, resmungos e visitas constantes ao banheiro, enquanto Steve a obrigava a tomar antiácidos, comer alguma coisa e largar a garrafa de vinho.

Eles evitaram falar sobre a briga do fim de semana anterior, numa tentativa de ganhar tempo e claro, manter a paz que havia se instaurado. Passaram o domingo vendo filmes, series, conversando sobre amenidades. Filhos, prioridades, objetivos foram deixados de lado. E assim sobreviveram ao fim de semana.

“Droga!” Steve exclama parado ao lado do carro.

Natasha que fazia menção de entrar no seu próprio, estaca e se volta para o marido.

“O que foi?”

“O pneu está vazio.” A mulher vai até ele e chuta o pneu.

“Tem razão.” Ela concorda “E o estepe?”

“Esse era o estepe.” Steve responde com um suspiro irritado. “Justo hoje que eu já estou atrasado.” Resmunga olhando o relógio.

“Eu te dou uma carona.” A mulher diz por fim voltando ao próprio carro.

O marido olha novamente para o pneu e pegando o copo de café que estava sobre o teto vai até o sedan da mulher, abrindo a porta do carona.

“Vou tentar sair mais cedo e comprar um estepe novo.” Ele avisa pondo o cinto.

Natasha já saia da garagem. Os óculos escuros escorregando pelo nariz.

“Eu posso passar lá pra te buscar, assim você não precisa pegar um taxi.” A ruiva sugere.

“Okay. Vou sair as 6.”

“Estarei lá.” Ele sorri e volta a beber distraído o café.

O percurso leva 20min e é feito em silêncio. Aproveitando que não estava dirigindo, Steve lia alguns papeis, provavelmente novas receitas e parecia completamente absorto nelas. Natasha batia freneticamente os dedos no volante, esperando o sinal ficar verde.

“A sua ideia da viagem, ainda está de pé?” o homem pergunta sem tirar os olhos do papel.

“Claro.” Ela afirma. “Podemos conseguir uma semana de folga e relaxar na tierra caliente.” Ela completa falando em espanhol e arrancando um sorriso do marido.

“Então, estamos combinados. Vou conversar com Sam sobre isso.” ele avisa e o carro para.

“Então, até mais tarde.”

“Até.” Eles se beijam e então o loiro sai do carro.

Natasha arranca apressada e quando para no cruzamento, poucos metros à frente, ela tem uma visão extremamente desagradável e por alguns segundos cogita a ideia de voltar lá e estacionar o carro em cima da coisa loira. Pelo retrovisor ela consegue ver o marido e a Barbie insossa conversando na frente do restaurante. Ela passa a mão no ombro de Steve como se estivesse retirando algum bagaço e aproveita para alisa toda a extensão do braço do loiro.

Natasha sente o sangue ferver e só se dá conta que o sinal está verde quando os carros buzinam atrás de si. Ela rapidamente volta a dirigir, mas não sem lançar um último olhar para o retrovisor e nesse meio segundo, ela pôde jurar que encontrou os olhos da loira refletidos no espelho, olhando diretamente para seu carro, para ela, com um sorriso debochado no rosto.

“Vadia.” Ela murmura entre os dentes cerrados.

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“Você não devia estar preparando o relatório?” Pepper pergunta encostada na parede, assistindo a ruiva socar ferozmente um saco de pancadas.

“Já fiz. Está na mesa.” Responde curta.

“Brigou de novo?”

“Não... Só estou.... Recuperando... o tempo perdido.” Responde em meio aos socos e respiradas cortadas.

“Sei...” a loira comenta mas decidi não insistir. “A Maria tem novidades sobre o Jason Blout.” ela avisa e Natasha para o golpe no ar.

“Como assim novidades?”

“Vem que ela mesma te conta.” Pepper fala e joga uma toalha para Natasha que a pega no ar.

Ela enxuga o suor do rosto e braços e rapidamente segue Pepper até onde a morena se encontra. Ela estava totalmente entretida olhando o monitor a sua frente que nem notou a aproximação das amigas.

“Então, o que você descobriu?” Natasha pergunta sobressaltando a morena, que dá um leve pulo na cadeira. “Desculpe.”

“Tudo bem.” Maria fala se recompondo. “Melhor sentar.” Ela aconselha e a ruiva o faz.

Maria digita algumas coisas e novas páginas são abertas, com fotos e informações sobre algumas pessoas.

“Esses aqui.” Ela começa mostrando essas páginas “São os homens que estavam se passando por desertores do exército no acampamento no Blout durante sua missão.”

Natasha lembrava vagamente dos rostos do homem e não entendia como ou porque Maria conseguido aquelas informações e estava mostrando a ela.

“O Sr. Stark me mandou a gravação da sua missão, segundo ele, o satélite estava monitorando aquela área naquele dia e ele conseguiu a gravação.” Ela esclarece com a sobrancelha arqueada, o que mostra que ele também acha suspeita essa ‘coincidência’. “De qualquer forma, foi muito útil. Eu consegui identificar os homens e assim, poderíamos descobrir o que, porque e quem os mandou para aquele lugar com o envelope.” Conclui.

A ruiva se sentia uma completa idiota por não ter pensado naquilo antes. Obviamente se Jason havia sido contrato, os homens que apareceram lá também haviam e provavelmente pela mesma pessoa.

“Espera, você disse ‘poderíamos’? no passado?” Pepper pergunta chamando a atenção de Nat.

“3 dos 4 estão mortos.” Maria fala “ao que parece todos eles eram ligados à máfia e de alguma forma já estavam marcados para morrer. Acho que eles foram mandados lá apenas para... confundir. Nos fazer acreditar na ideia original do Jason se juntando a terroristas.”

Fazia sentido. Elas levaram dias para descobrir que a informação era falsa e a confirmação só veio graças ao caderno ‘agenda’ do Jason. Mas nem mesmo os envelopes revelaram grandes coisas, não havia remetente e nenhuma informação que pudesse ser realmente útil.

“Sobrou um. Onde ele está?” Natasha pergunta incisiva.

“Bangor, Maine.” Maria informa a localização. “Só temos um problema.”

“Qual?”

“Está investigação está sendo feita sem autorização dos superiores. Precisamos saber quem te identificou antes de informar aos diretores, então não podemos exigir um mandato ou traze-lo até aqui para interrogatório.” Explica.

“Então será feito por debaixo dos panos?” Pepper questiona e Maria e Natasha concordam com um aceno.

“7h e 2 minutos de carro. De avião um pouco menos.” Maria informa.

Avião seria mais cômodo mas chamaria a atenção dos superiores.

“Melhor encher o tanque, amanhã vamos viajar.” Natasha avisa e as 3 trocam um sorriso.

Notas finais
Sei que vocês queriam mais coisas deles, porém preciso dar continuidade ao enredo porque minhas aulas vão começar (novamente caloura! ¬¬') e eu não vou ter tanto tempo para escrever. Então, estou agilizando a historia... mas não se preocupem que pretendo continuar postando com a mesma frequência. Beijoos