Notas iniciais
Olha só quem está empenhada em se redimir pelos meses sem postar? huashuahsu Obrigada a todos os que comentam, favoritam e acompanham a fic. Vocês me inspiram a continuar ^^ Espero que gostem e enjoy!

“Obrigada.” Natasha agradece e pega o copo que o marido lhe estendia, bebendo a água avidamente. “Minha garganta está tão seca... parece que não bebo água a séculos.”
“Eu não me lembro da última vez que vi você bebendo água, talvez seu corpo tenha evoluído e passou a transformar todo o álcool que você ingere em água.” Steve comenta com um sorriso debochado.
“Sim, você tem toda razão. Isso explica muita coisa.”
“Sério! Se existe alguém que poderia evoluir a esse ponto, tenho certeza que é você.”
“Sempre me superestimando.”
“Só digo o que penso.”
‘“Humrum.”
“Você é incrível, quem mais conseguiria tal feito?”
Natasha e Steve trocam um olhar malicioso.
“Esse não é o único feito que eu consigo. Na verdade, sou capaz de muitas coisas.” Natasha se senta no colo de Steve, ficando de frente para o mesmo.
“Você poderia me mostrar alguns... só pra provar que eu não estou te superestimando.” Steve sugere.
“Como se isso fosse impedir você de me superestimar.” Natasha revira os olhos.
“Você fica linda até revirando os olhos. Como isso é possível?” o tom de incredulidade na voz de Steve faz Natasha rir.
Steve desliza a mão suavemente pelas costas da esposa, numa caricia que a ruiva adora. Mesmo com os gêmeos em casa, eles não perdiam uma oportunidade de desfrutar um do outro. Eram momentos de calmaria, relaxamento, prazer e diversão para ambos, principalmente para a ruiva que vivia constantemente com os nervos à flor da pele.
Eles se beijavam avida e profundamente, sentiam o carinho e o amor fluir entre eles, como ondas eletromagnéticas que emanavam de ambos, e os atraiam para ainda mais perto um do outro. Ele sentiam a excitação do outro aumentar, à medida que exploravam e desfrutavam do momento. Gemidos e palavras praticamente inaudíveis eram ditas, enquanto caricias, beijos e mordidas eram distribuídos pelos corpos praticamente nus de ambos.
“Aaaaaaaaaaaaaaa!” Natasha está enrolada no roupão e correndo antes mesmo de Steve perceber o que estava acontecendo.
“Wanda!” ela grita, ao ouvir mais um grito vindo do quarto da irmã. Ela entra no quarto sem cerimônia, esbarrando em Pietro que parecia petrificado próximo a porta. “O que...?” Natasha não completa. Wanda tinha o braço estendido, apontando para a janela. Os olhos completamente arregalados em pavor. Na janela, chão e na cama da garota, marcas de sangue.
“Tinha alguém... um homem. No quarto. Ele – ele...” Wanda começa a chorar e Natasha entra em pânico.
“O que ele fez?!” ela sacode Wanda pelos ombros. “O que ele fez?!”
“M-meu braço.” Ela estende o braço, revelando um profundo corte.
Natasha segura a irmã que treme e chora sem parar. Ela sabe que não adianta tentar ir atrás do agressor, ele já deve estar longe a essa altura.
“Eu liguei pra polícia.” Steve avisa e Natasha se separa da irmã.
“Vamos cuidar disso, okay?” ela enrola o braço de Wanda numa toalha, para estancar o sangramento. “Pietro?” rapidamente Pietro assume o lugar de Natasha e tenta acalmar a irmã.
Natasha vai até a janela, sendo seguida por Steve.
“Não está quebrada. Como será que ele entrou? Será que estava destrancada?” Steve começa a supor várias hipóteses, mas Natasha se desliga da voz do marido.
O que havia acontecido não fora uma simples tentativa de roubo ou invasão domiciliar, haviam atentado contra a vida da sua irmã para mostrar que seja lá qual fosse o jogo que eles viessem jogando, havia evoluído para o próximo nível. O nível em que partiam para o ataque direto. Não a ela, mas as pessoas que eram importantes para ela, pessoas que ela amava.
“...o que você acha?” a pergunta de Steve a traz de volta a realidade.
“Ãh... o que?” ela questiona, confusa.
“Você está bem?” ela abre a boca para responder, mas os sons das sirenes são ouvidos “melhor irmos lá.”

“Ela está bem, apenas um corte que já foi suturado no braço. Parece que a pessoa tentou...” Natasha sente a garganta apertar e tosse para desfazer o ‘bolo’ na mesma “a pessoa tentou cortar a garganta dela, mas ela foi mais rápida e conseguiu evitar o pior.”
“Céus!” Pepper geme do outro lado da linha. “O que vamos fazer? Você encontrou alguma coisa? alguma pista?”
“Nada. Steve ligou para a polícia antes que eu pudesse revistar o local. Agora eles já fizeram isso.” Ela suspira pesarosa. “Mas isso não importa. Podemos solicitar toda e qualquer prova além de invadir o sistema de dados deles... Pepper, atentaram contra a vida da minha irmã. Isso foi longe demais!”
“O que foi longe demais?” um policial pergunta, interrompendo a ligação de Natasha.
“Ah, eu te ligo depois.” Ela encerra a ligação antes mesmo de ouvir a resposta de Pepper. “A violência. O que mais seria?”
“Desculpe.” O policial fica claramente constrangido. “Por ter lhe interrompido.”
“Tudo bem.”
“Preciso fazer algumas perguntas, tudo bem?”
“Claro.” Natasha responde, prontamente.
“A senhora ouviu algum barulho de arrombamento ou algo suspeito?”
“Não.”
“Vocês costumam dormir com as janelas abertas?”
“Às vezes, mas é bastante raro.”
“Hum... a senhora tem conhecimento de alguém que tem algo contra sua irmã, irmão... enfim, contra qualquer um da sua família?”
“O senhor está sugerindo que esse ataque foi motivado por vingança?” Natasha semicerra os olhos.
“Tudo é possível Senhora. Não me parece um típico caso de arrombamento ou tentativa de assalto.”
“Não. Não conheço ninguém que tenha algo contra nós. Os vizinhos são bastante educados e bom, meus irmãos são novos na cidade.” Esclarece.
“E aquele machucado no rosto do seu irmão?”
“Briga no colégio. Nada de mais. Já foi resolvido.”
“Tem certeza que não haveria motivação o bastante para isso?”
“Alguém invadiu minha casa e tentou matar minha irmã.” Natasha sussurra a última parte. “O senhor realmente acredita que adolescentes seriam capazes de tal coisa sem deixar rastros?”
“Como eu disse: Tudo é possível. Caso a senhora se recorde de alguma coisa, não hesite em entrar em contato conosco. Por hora, é só.”
“Obrigada.” Natasha agradece, de mau humor.
O policial faz um meneio e se junta aos outros, perto de um dos carros. Natasha vai até o marido e os irmãos, que estavam na varanda de entrada da casa. Wanda continua pálida, mas pelo menos parou de tremer e chorar.
“Como você está se sentindo?” ela pergunta enquanto se senta ao lado da irmã.
“Melhor, mas bastante cansada.” Wanda responde, meio apática.
“Estamos pensando em colocar a cama dela no quarto do Pietro. Não tem janelas e ela pode se sentir mais segura assim.” Steve comenta.
“Tudo bem para você Pietro?”
“Claro. O que for melhor para minha irmã.” ele abraça a irmã que põe a cabeça no seu ombro. Natasha os abraça e fecha os olhos, aquilo não podia ter acontecido, não podia estar acontecendo.
“Tudo vai ficar. Eu prometo.” Ela afirma.

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“A brincadeira acabou!” Natasha adentra a sala e três pares de olhos a encaram. “Temos que virar o jogo imediatamente. Não posso mais arriscar a vida dos meus irmãos ou do meu marido.”
“Alguma coisa em mente?” Pepper questiona.
“Nada!” Natasha grunhe em frustração. “Passei a noite em claro, pensando e repensando em tudo o que já aconteceu e tudo o que já descobrimos, mas nada. Absolutamente nada me vem na cabeça.”
“Sorte sua ter a mim.” Clint se pronuncia.
“O que você quer dizer?”
“Para me redimir com vocês” ele encara Maria “eu segui e consegui implantar um localizador no carro do Brock. Nós vamos saber de cada ‘passo’ que ele der a partir de agora.” Ele abre um laptop e mostra as garotas um mapa da cidade com uma luz vermelha piscando nela. “Nesse momento ele está em casa. Sem movimentação desde ontem.”
“Desde ontem?” Natasha questiona. “Tem certeza?”
“Absoluta. Tenho o vigiado de perto. Mas isso não o impede de sair com outro carro ou de carona.” Esclarece.
“Verdade. De qualquer forma, já temos uma luzinha no fim do túnel.” Pepper comenta.
“Não acredito que eu não pensei nisso antes.” Natasha murmura ainda mais irritada.
“Relaxe. Vocês estavam muito nervosas e apreensivas. Enfim, o que aconteceu ontem à noite?”
“Vocês não contaram a ele?” Maria e Pepper negam com a cabeça. “Invadiram minha casa e tentaram matar minha irmã.”
“Uoou! Essa Harrison realmente não está de brincadeira.” Clint comenta, desfazendo o sorriso. “E como sua irmã está?”
“Bem, dentro do possível. Ela e meu irmão estão na casa do irmão do Steve, não achamos uma boa manda-los para a escola ou deixá-los em casa sozinhos.” Natasha informa.
“Melhor assim.... mas então, não encontraram nada?” Clint pergunta. Natasha faz uma rápida retrospectiva e se lembra que nas ultimas 24hrs Clint não havia entrado em contato com elas.
“O que você estava fazendo no centro ontem?” pergunta direta.
“Um homem precisa comer, não acha?”
“Hum.” Natasha caminha até um armário próximo e de dentro do mesmo retira a ampulheta. “Isso foi deixado na porta da minha casa na noite anterior ao ataque.”
Ela entrega a ampulheta para Clint que a examina a certa distância, cuidadosamente.
“Impressão digital?”
“Nenhuma.”
“Fabricante?”
“Não identificado.”
Alguma marca ou registro?”
“Nada.”
“Droga!” ele sussurra exasperado. “É como se cada passo dado estivesse planejado.”
“É isso!” Maria se põe de pé num átimo. “Seja lá quem for à mente por trás disso, planejou tudo baseado na nossa falta de informação... mas e se nós trabalharmos com o excesso de informação deles?”
“Acho que não entendi muito bem...” Pepper parece confusa.
“É arriscado. Podemos pôr tudo a perder, mas se der certo...”
“Para de enrolar Maria.” Natasha diz, impaciente.
“Que tal anteciparmos sua viagem ao México?”
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“O quê?!” Bucky exclama num misto de preocupação e perplexidade. “Ela está bem? Tá muito machucada? Já prenderam esse desgraçado?”
“Uou, uou, uou buddy! Calminha ai!” Steve acalma o amigo. “Sim, ela está bem. Somente um corte no braço e infelizmente a polícia ainda não tem pistas do suspeito.”
“’ Somente um corte no braço’? o que seria muito para você? Um corte na garganta?”
“Bucky, ela está bem. E para o seu próprio bem é melhor você não fazer isso.”
“Fazer o que?”
“Isso! Você está claramente interessado na minha cunhada e a Nat mata você se você se aproximar dela!” Steve afirma o obvio. “Eu agradeço a sua preocupação e a Nat também, mas... você sabe que ela é menor de idade né?”
“Não será para sempre.” O moreno dá de ombros. Steve passa a mão no rosto claramente frustrado.
“Eu preciso que você me ajude a te ajudar! A Nat nunca permitiria isso Bucky. Você é meu melhor amigo e eu te amo, mas convenhamos, você não é a melhor pessoa quando o assunto é relacionamento.”
“Eu posso mudar ué!” Steve respira fundo.
“Por hora, vamos deixar esse assunto para lá. Aqui não é lugar para isso, além do mais, já tenho bastante coisa com as quais me preocupar. Okay?”
“Okay.” Bucky concorda. “Mas...”
“Mas o que?”
“Você acha que a Nat se importaria se eu fizesse uma visitinha?” Bucky faz cara de ‘cachorro que caiu do caminhão da mudança’ “Por favor, Buddy?”
“Que eu não me arrependa disso.” Steve murmura derrotado enquanto Bucky comemora.
“Não vai, pode acreditar em mim.” Afirma o moreno, convicto.

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“Ora, Ora, parece que o coelho finalmente decidiu sair da toca.” Clint informa e no mesmo instante todos rodeiam o laptop, observando no mapa o ponto vermelho se afastar rapidamente.
“Essa é a hora.” Natasha avisa já pegando sua jaqueta e um arma. “Pepper, você pode segui-lo? De todos nós, acho que você é a de quem ele menos lembra.”
“Okay.” Pepper concorda e se preparar para seguir Brock.
“Espera. Acho melhor ir com você.” Diz Clint “Infelizmente não estamos em posição de supor nada.”
“Tudo bem.” Pepper concorda.
“Eu e Maria vamos fazer uma visitinha a toca do coelho.”
“Qualquer coisa.” Maria estende o aparelho celular de alta tecnologia.
Em poucos minutos ela e Natasha estão cruzando a cidade em direção a casa de Brock. A probabilidade de encontrarem algo útil lá era ínfima, mas não custava nada tentar.
“Melhor virar na próxima esquerda.” Maria avisa. “Um atalho.”
“Então você já foi à casa dele?”
“Sim, e eu realmente não acredito que ele não tenha se mudado daquele buraco.”
“Você não precisava...”
“Claro que precisava Nat. Somos uma equipe, trabalhamos em equipe.” A morena afirma enquanto observa as ruas passando rápidas pela janela. Era um dia nublado, embora o sol se esforçasse por atravessar as nuvens. “Eu devia ter pensando nisso antes. Que burra eu sou!”
Natasha ri e diz “Se for assim, todas somos. Parece que isso está atingindo você de forma mais pessoal do que o esperado. Aposto que nem estava nos planos da tal Harrison mexer com você também.”
“De qualquer forma, temos de nos manter frias. Estamos deixando tudo nos afetar de forma direta e perigosa.”
“Tem razão. Você tem toda a razão.” Natasha tenta afastar da sua mente todos os pensamentos desnecessários e as preocupações constantes. Steve estava bem, assim como os gêmeos, se algo acontecesse ela seria a primeira a saber.
“Chegamos.” Maria informa e Natasha estaciona na frente de um prédio antigo, com aparência de abandonado.
“É aqui que ele mora?”
“Humrum. Ele herdou dos pais, logo após a morte deles. Não sei como isso ainda não foi demolido ou simplesmente desabou.”
“Melhor irmos. Não sabemos quanto tempo ele levara fora. Espero que você ainda lembre a planta desse lugar.”
“Infelizmente, eu me recordo de cada detalhe.” Admite.

Notas finais
Desculpem qualquer erro e se a formatação estiver errada, culpem o Nyah. Beijos e bom final de semana, queridos! ♥♥♥