Segredos

27 Episódio 27 - O Mal em forma de mulher


Notas iniciais
Eu não consigo inventar desculpas pra dizer o quanto essa demora foi horrível, sinto muito meus amores. Eu estive por momentos difíceis, mas como a fênix, ressurgi das cinzas. Peço que me perdoem de verdade. Mas tentei dar meu melhor aqui nesse capítulo. Tirei inspiração do meu consciente que dizia "Garota, você está devendo para os seus leitores!". Bom, para quem shippa Klaroline, só veeem! E quem não shippa, vem também! kkk Love u ♥ P.S.: Perdoem qualquer erro, por favor.

POV Caroline

Tentei o máximo que pude chegar cedo na escola, porém tive que esperar a boa vontade da minha mãe vir me deixar, o carro não era meu hoje, infelizmente. Com certeza, Elena e Bonnie já devem estar pelos corredores desfilando sem mim. Fico com ciúmes, pois nos últimos meses Elena era a pessoa com quem passei mais tempo, e agora vou dividir atenção dela com Bonnie.

Claro que amo as duas, são minhas amigas de infância, mas Elena ganhou um certo destaque depois que Bonnie viajou e se afastou. Enfim, agora tudo voltará ao normal, seremos o melhor trio já visto nesta escola. Mas, primeiramente, tenho que encontrá-las.

Rodei os corredores da escola inteira atrás de Bonnie, mas não encontrei nem um sinal dela. Será que me enganei a respeito do dia de rematrícula dela? Impossível, eu sou muito organizada para me perder com datas importantes e o primeiro dia de retorno da minha amiga é uma data importante.

O fato é, nem sinal da Bonnie ou sequer de Elena. Peguei meu celular e disquei o número de Elena, chamou até cair na caixa postal, assim aconteceu quando liguei para Bonnie. Ou elas estão me evitando ou algo aconteceu, e considerando o aperto em meu peito e a ausência de Katherine nos corredores, boa coisa não é.

Cansada de andar sem obter resultados, analisei o fato principal. Se Bonnie veio fazer sua rematrícula, então ela só pode estar na Secretaria.

Fui em direção a portaria, como todos estão em sala, não vai ter nenhum fofoqueiro nos corredores. Antes de seguir até a portaria, virei no corredor a minha direita que dar diretamente na secretaria, considerando o horário, Klaus não está em sala, então posso ver se consigo falar com ele, talvez ele saiba algo.

Antes que eu chegasse até lá, um Klaus muito tenso saiu da secretaria, sua expressão não era amigável.

— Caroline, o que está fazendo fora de sala?

— Ah, eu não estou com cabeça para assistir aula. — Passei por ele para poder ver se a secretária estava lá. Fiquei surpresa de ver que ela não estava, virei para Klaus e ele poderia ver que eu estava mentindo, que foi apenas para despistar alguém que estivesse por perto.

— Entendo. — Ele checou se não tinha alguém atravessando os corredores. — Será que você poderia me encontrar no estacionamento em cinco minutos?

— Claro. — Concordei sem nem pensar muito. Só em analisar aquela carinha, notei que havia algum problema ali. — Aconteceu algo? — Perguntei sem conter minha curiosidade.

— Quando a gente sair daqui… — Klaus analisou mais uma vez os arredores. — Eu conto o que está acontecendo.

Eu apenas assenti, fiquei observando ele se virar e ir embora. Ele sempre anda rápido quando está tenso, notei isso há algum tempo, principalmente quando é algo que não pode resolver sozinho. Esperei cinco minutos se passarem e então segui para o estacionamento.

Coloquei meu cabelo para trás e segui pelo estacionamento dos professores, meus passos eram um pouco apressados e nervosos, não quero que ninguém me veja fora da escola e ainda mais entrando no carro do meu professor. De longe avistei o carro do Klaus. Assim que fiquei de frente pude ver que ele já estava no volante, pronto para sair daqui.

Olhei para os dois lados, sem olhares curiosos, somente as câmeras de segurança da escola que eram monitoradas do computador do vice-diretor, que inclusive é meu namorado. Então está tudo tranquilo.

Entrei no carro, Klaus me olhou e saiu dali sem dizer nada.

— Então, a gente está indo exatamente para onde? — Olhei para seu rosto, com o maxilar tenso e os olhos fixos no caminho.

— Minha casa. — Ele se limitou em dizer apenas isso.

— Ah. — A coisa é bem mais séria. — E o que está te deixando tão tenso a ponto de largar o trabalho no começo do dia? — Eu não consigo conter minha curiosidade.

— Problemas. — Ele respirou fundo. Esperei algo além disso e pelo silêncio que fiz, ele notou. — Sua amiga Bonnie Bennett retornou. — Houve uma pausa.

— Ela retornou, mas e desde quando a presença dela te incomoda tanto ao ponto de não querer ficar no seu ambiente de trabalho? — Confesso que não estava entendendo nada e muito menos onde aquilo ia dar.

— Não estou incomodado com isso, e sim com o fato dela ter retornado com fotos do meu irmão e Katherine. Fotos comprometedoras. — Klaus tirou uma mão do volante. — Você não consegue imaginar no tamanho problema que isso pode causar.

Eu fiquei em choque. Como assim o diretor Mikaelson e Katherine?

— É o que? — Meu corpo inteiro travou, minha mente estava dando curto-circuito.

— Ah meu Deus, esqueci que você não sabia. — Vi Klaus se amaldiçoar por ter dito palavras sem pensar.

— Seu irmão está tendo um caso com a vadia Katherine. — Afirmei em choque, estava com vontade de rir, mas de desespero. — E você sabia e não me disse nada. — Fiquei um pouco ofendida.

— Caroline, amor, entenda que não posso revelar os segredos do meu irmão pra você, são pessoais. — Tentou se explicar. — E eu descobri ontem, praticamente.

— No mesmo dia que ele descobriu sobre nós dois. — Calculei em minha mente as datas.

Ele só concordou com a cabeça.

— Klaus, a gente precisa voltar, seu irmão vai trucidar a minha amiga com aquelas palavras complexas e atitudes de bom samaritano. — Não consegui raciocinar, só sabia que tinha que voltar para defender Bonnie.

— Caroline, por favor, a Bonnie não precisa de defesa, ela já tem quem a defenda. — Ele me olhou de relance. — Elena está com ela, perplexa assim como você. E meu irmão é muito certinho para trucidar alguém seja lá com o que for. — Esse era o jeito do meu namorado me tranquilizar.

— Só pra lembrar que estamos falando de Katherine Vadia Petrova. Ela mata a Bonnie com a mão esquerda e a Elena ela segura com a direita, e Elijah… — Imaginei o que se passava lá naquela salinha. — Deve estar amarrado neste momento, assistindo tudo ou inconsciente.

— Sem dramas, Caroline. — Klaus meio que riu do que acabei de dizer. Fez o retorno e seguimos por sua rua, logo estacionamos em frente sua casa. — Já foi tudo esclarecido, meu irmão já conversou com Bonnie, já se explicou para Elena e Bonnie já contou que a pessoa que mandou ela seguir e fotografar os momentos íntimos de Elijah e Katherine é ninguém menos que meu outro irmão, Kol Mikaelson.

Não é possível, Bonnie sendo mandada por Kol. O que ele fez para conseguir tamanho feito?

— Como os dois começaram com isso? — Eu realmente precisava saber de tudo.

Klaus respirou fundo e terminou de contar tudo que sabia e conseguiu entender daquela confusão, de como seu irmão e Bonnie se aliaram por odiar Katherine, de como Bonnie não quis seguir em frente por não querer prejudicar Elijah, pelo fato de Kol odiar tanto Elijah ao ponto de querer acusá-lo de se envolver com uma menor de idade e sua aluna. Tudo isso me deu enjoo. Me senti mal até por Katherine. Kol era tóxico e prejudicial até para si mesmo.

— Kol é louco. Ele precisa de tratamento. — Afirmei com um pouco de raiva.

— É por isso que vim para casa, Rebekah está aqui. — Ele me falou de todos seus irmãos, Rebekah era a mais nova. — Ela saberá dar um jeito nele, inclusive levá-lo embora, de volta para a casa de nossa mãe.

— Vai contar sobre nós? — Perguntei meio duvidosa.

— Não só vou contar, como vou apresentar você para ela. — Ele finalmente abriu um sorriso.

Gostei de ouvir aquilo, mas não deixo de ficar nervosa por isso. Ela é um membro da família de Klaus. Minha cunhada. Será importante causar uma boa impressão.

POV Klaus

Percebi que Caroline ficou tensa, conhecer Rebekah causa esse efeito em todos. Não me surpreenderia em nada se minha irmã tentasse causar um mal estar, apesar de muito bonita, ela pode ser o diabo quando quer. Característica de família, segundo Elijah, todos nós podemos incorporar o mal em pessoa, e nessa parte, concordo com meu irmão. Entrei com Caroline, ela logo atrás. Olhei em seus olhos, apesar de tensa, aquele olhar mostrava superioridade.

Escutei barulhos na sala de estar, com certeza Rebekah estaria lá, espero que Kol não esteja, não acredito que Elijah será pacífico quando chegar. Pelo que conheço meu irmão é capaz de chegar e já querer que Kol esteja há quilômetros de distância, para onde ele não possa nem sentir o cheiro de nosso irmão mais novo.

— Nick, é você? — Ouvi a voz de Rebekah, como eu havia imaginado, ela estava na sala.

— Sim, sou eu. — Respondi mesmo sabendo que ela ainda não poderia me ver. Olhei mais uma vez para Caroline, ela sorriu me encorajando e se encorajando a seguir até o local de onde vinha a voz.

Adentramos a sala, para minha surpresa, não estava apenas Rebekah na sala. Hayley também estava presente. Coisa que eu não imaginava, fugiu totalmente dos meus planos. Mas não perdi a coragem. Caroline estava quieta, mas com cara de quem não se intimida.

— Nick, porque chegou tão cedo? — Rebekah parecia intrigada com a mulher logo atrás de mim.

— Assuntos de família para esclarecer, Elijah está vindo logo mais, e pode ter certeza, com cara de quem quer espetar a cabeça de um certo alguém. — Olhei ao redor, nem sinal de Kol.

— Se o problema se chamar Kol Mikaelson, sua irmã já deu um jeito. — Hayley olhava Caroline de cima a baixo.

— Assim espero. — Respirei fundo. Dei meu melhor sorriso e estendi a mão para Caroline, ela logo me deu sua mão, apertou forte. — Rebekah, Hayley, essa é Caroline, minha namorada.

Hayley sorriu, mas percebi que ela ainda estava avaliando Caroline, talvez julgando. Rebekah se levantou do sofá e veio até nós. As duas trocaram olhares cuidadosamente.

— Sou Rebekah, irmã mais nova do Nick. — Minha irmã estendeu a mão para cumprimentá-la.

— Um prazer conhecer você. — Caroline apertou sua mão.

— Você é um pouco nova para o Klaus, não é? — Hayley continuou onde estava.

— E você é um pouco desnecessária, não é mesmo? — Me virei para encarar, dessa vez com um olhar nada amigável, ela percebeu que não gostei nem um pouco do seu comentário, totalmente sem necessidade.

— Desculpa, Carolina. Foi só uma brincadeira. — Hayley tentou se justificar.

— É Caroline, Hayley. — Rebekah corrigiu. — Então, não liga pra ela. — Rebekah forçou uma risada. — Já que você é oficialmente namorada do meu irmão, poderia ir passar um fim de semana em nossa casa.

Caroline ficou surpresa com o convite, e eu, fiquei perplexo. Rebekah não é tão receptiva assim, nesse teatro tem coisa. Mas não disse nada.

— Ah, obrigada. Eu adoraria, mas não sei se Klaus vai querer que eu vá. — Caroline me olhou sugestiva, vi em seus olhos que ela adorou a ideia, não quero ser desmancha prazer, mas tenho medo do que isso vai dar.

— E então, irmão? — Rebekah sorriu animada.

— Por mim, está ótimo. — Sorri nervoso. Caroline percebeu, mas não comentou nada, isso seria esclarecido mais tarde.

Por hora, vamos fingir que está tudo bem, que somos o maior exemplo de casal e família feliz, até Elijah chegar e mandar Kol para o quinto dos infernos.

Subi para meu quarto com Caroline, ela estava animada e um pouco nervosa com o fato de ir para minha antiga casa, conhecer toda a Família Mikaelson, e confesso que isso me assusta um pouco, não somos um exemplo de família correta.

— Você acha que seus outros irmãos vão gostar de mim? — Ela perguntou animada se jogando em minha cama. — Claro que me importo com você, mas é bom se dar bem com a família da pessoa que você ama. — Estava desatento, mas voltei minha atenção quando ouvi aquelas palavras.

— Suponho que essa pessoa seja eu. — Sorri de canto dos lábios. Caminhei até a cama.

— Com toda certeza. — Caroline se ajoelhou e arrastou suas pernas pelo colchão até chegar a mim. — Com todas as letras. — Me puxou para mais perto pela barra da camisa. Gosto do caminho que essa atitude está tomando.

— Que tal se a gente bagunçar essa cama enquanto o Elijah não derruba a casa? — Me inclinei sobre a cama, colocando meu corpo mais pra frente, subindo aos poucos na cama para ficar colado nessa mulher.

— Eu gosto da ideia da gente poder estremecer ela primeiro. — Caroline mordeu meu lábio inferior.

— Você me deixa duro só com essas palavras e esse joguinho com a boca. — Sussurrei em seus lábios.

— Posso fazer mais jogos com essa boca aqui. — Sorriu maliciosamente. Essa garota me deixa louco, quero rasgar sua roupa toda e me fazer em seu corpo, aqui e agora.

Me lancei devagarinho em cima dela, aproveitando cada centímetro de seu corpo. Quero lembrá-la do prazer que é torturar alguém cheio de desejos. Beijei cada detalhe do seu rosto e pescoço, desci mais para baixo e tirei sua blusa, não demorou para que ela fizesse o mesmo com a minha, depositando beijos em meu abdômen, acompanhei com os olhos cada parte do caminho que sua boca fazia até o botão da minha calça.

Facilitei abrindo o botão e tirando logo a calça, estou sedento. Ela também estava, pois quando olhei já estava sem saia e sem calcinha, pronta para ser minha.

— Você me entende tão bem. — Baixei a cueca e deixei que admirasse meu corpo, meu membro já duro.

— Mais do que você imagina. — Caroline ficou de joelhos na cama e inclinou seu corpo para frente ficando de quatro e de frente pra mim. Sua boca procurou meu membro duro e pronto para penetrá-la, e então me chupou como nunca tinha feito antes. Quase fui no céu e voltei. Era a sensação maravilhosa.

Quero muito retribuir, com delicadeza e sensualidade puxei seus cabelos e joguei todo seu corpo para trás, ficando totalmente por cima, não demorou muito para que achasse o caminho da felicidade. Penetrei forte e fundo, ela gemeu alto.

— Agora você é minha. — Beijei sua boca e continuei lhe dando prazer e a ouvir seus gemidos enlouquecidos.

Ficamos ali, fazendo dos nossos corpos um só, por um bom tempo. Por mim, ficaria para sempre ali. Ficar conectado à Caroline me faz muito feliz. Eu a amo.

Notas finais
Gente, sei que não estou merecendo, mas me deem um help. Preciso de motivação para escrever, mil ideias e nada de colocar no papel. Bom, estou sem notebook ou computador, mas se vocês fizerem um esforço eu também posso fazer. Vejo vocês em breve! Beijos, Srta.Rivers ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.