Segredos

4 Episódio 4 - Saindo do controle.


Notas iniciais
Olá gente? Demorei porque minhas aulas começaram essa semana, mas aqui estou eu. Muito feliz com as pessoas que comentaram no capítulo anterior, novas pessoas acompanhando, novas pessoas comentando. Isso me deixa bastante feliz. Obrigada. Aqui mais um capítulo. Aos fãs de Klaroline, aqui vai um capítulo só deles, espero que goste. Kisses :*.

POV Caroline

De manhã bem cedo eu acordei com uma enorme dor abaixo da barriga. Com certeza era meu amigo mensal me visitando mais uma vez. Já vi que vou ter estresses hoje.

Tomei um banho e peguei uma calça jeans preta, apesar não ser muito fã de preto, mas de vez em quando gosto de usar. Peguei uma blusa também preta e um casaco vermelho e um sapato branco. Hoje esse vai ser o look do dia, nunca saio de casa mal vestida.

Desci para tomar café e por obra divina minha mãe tava na mesa.

— Mãe? — Estranhei.

— Você não tem outra. — Ela riu.

— Não, mas a que eu tenho nunca está em casa a essa hora. — Sentei e peguei uma xícara.

— Abri uma excessão, queria conversar com você. — Ela falou séria me encarando.

— O que houve? — Perguntei em um tom preocupado.

— Um dos diretores da sua escola me ligou ontem. — Ela falou ainda me encarando. — Me disse que seu rendimento em história vai mal. E se propôs a dar aulas extras pra você.

— Que? — Foi só o que consegui dizer.

— O que está havendo? Você sempre foi boa aluna. — Minha mãe parecia tensa.

— Mãe foi só uma nota baixa e mais nada. — Tentei justificar.

— Não pago aquela escola pra você tirar notas baixas, você tem que dar exemplo!

— Ah! Você ta preocupada com o que os outros vão pensar? — Me levantei da cadeira. — Você não liga pra minha nota, você quer saber o que os outros vão dizer da Xerife que tem uma filha que tira nota baixa.

— Caroline Forbes, abaixe esse tom! — Minha mãe continuava sentada. — Só quero o melhor pra você e é por isso que eu aceitei.

— Aceitou o que? — Perguntei sem nem piscar.

— Você terá aulas extras com o Sr.Mikaelson, começando hoje. — Ela se levantou da mesa e limpou a boca com o guardanapo.

— Mãe! — Foi só o que consegui dizer.

— Caroline, não! Já está tudo pronto, hoje depois da aula. — E ela saiu me deixando sozinha na mesa.

Eu não estava acreditando naquilo. Como ela podia fazer isso comigo? Não quero aulas com aquele homem, ele é um grosso e petulante. Minha mãe não podia ter feito isso.

...

Fui direto pra escola, meu dia hoje ia se arrastar. Graças a Deus não teria aulas de história hoje, já basta ter que suportar Niklaus Mikaelson depois das aulas. Aí que ódio!

Entrei na sala de aula e avistei Elena. Fui até ela e a encarei com uma cara de raiva.

— Elena! Onde você estava ontem?

— Juro que eu posso me explicar! — Ela levantou as mãos em forma de rendição.

— Pois comece, porque é capaz de te matar hoje! — Me sentei ao seu lado fazendo uma cara de brava.

Começamos a conversar enquanto o professor não chegava, ela me contou do acidente de carro que sofrera.

— E como você está aqui hoje? — Perguntei em choque.

— Não quebrei nada, só machuquei o ombro, mas nada sério. — Elena olhou por cima dos ombros. — Mas me conta, como foi por aqui ontem?

Lhe contei sobre o strip teaser da irmã dela e ela riu. Contei do novo professor e das aulas extras que terei que receber por conta da minha nota baixa.

— Boa sorte pra você. — Foi só o que ela disse.

Na mesma hora o professor chegou e a aula começou. E o dia foi passando, as horas não pareciam se arrastar como de costume. Ao invés disso estavam voando.

Mais duas aulas e eu estaria sozinha em uma sala com aquele ser humano. Que deus me der força para não cometer uma loucura.

As últimas aulas eram de literatura. Aula de português sempre passavam devagar. Mas hoje as aulas parece que acabaram mais cedo. O sinal tocou e milhares de alunos se aglomeraram no corredor para irem pra casa enquanto eu ficaria ali.

Me encaminhei para a sala do vice diretor. E lá estava ele, vestindo suas roupas sempre iguais.

— Com licença, eu... — Ele me interrompeu.

— Entre e feche a porta. — Autoritário nem um pouco.

Apesar de contra minha vontade fiz o que mandou. E me sentei no sofá, joguei minha bolsa ao lado. Ele se virou e me analisou um pouco.

— Você e preto, é incomum. — Disse e veio até mim, mas ainda me analisando.

— E você de preto é tão comum. — Bufei e revirei os olhos.

— Sempre com uma resposta. — Um sorrisinho surgiu no canto de seus labios.

— Já estou aqui, podemos começar? — Abri a bolsa e peguei meu livro.

— Claro. — Disse apenas isso.

...

Depois de uma hora naquela sala eu já estava me sentindo sufocada. Porque o visual tinha que ser tão antigo?

— Quer prestar atenção? — A voz rouca de Niklaus me tirou dos meus devaneios.

— To prestando. — Sorri amarelo.

— É mesmo? — Ele se sentou do meu lado. — Então do que eu estava falando, Caroline? — Não sei porque, mas o modo como ele falou meu nome me causou calafrios.

Ali sentado do meu lado ele parecia alguém normal, e não aquela pessoa repugnante de ontem.

— Você vai responder ou não? — Ele falou mais perto de mim. Mais uma vez meus pelos se eriçaram.

— E-eu não s-sei. — As palavras se enrolaram.

— Não sabe? — Ele chegou mais perto.

— N-não. — Engoli em seco.

— Pois deveria. — Sua voz soou sexy perto do meu ouvido.

— Você ta muito perto. — Observei que realmente ele estava bem perto.

— E você acha ruim? — Aquele tom sexy fazia meu corpo se arrepiar direto.

— Não. Quer dizer, sim. — Por que eu estava tão nervosa? Será que é porque ele é seu professor, Caroline?

— Está nervosa, Caroline? — Mais uma vez o tom.

— Não. É, com licença. — Me levantei depressa tentando recompor meu controle. Como isso aconteceu? Ele tava tão perto de mim. — Acho que por hoje é só, não é?

— Você quer que eu vá lhe deixar em casa? — Ele se levantou passando as mãos nos cabelos.

— Não precisa. Eu sei me virar. — Tentei fugir.

— Faço questão.

E assim foi, ele me levou até seu carro. Um crossover compacto Evoque vermelho. Aquilo sim era um carro. Eu fiquei de queixo caído. Mas não disse nada. Entrei sem dar um pio.

— Você está tão calada. — Ele observou.

— Será que é porque estou sendo levada em casa pelo meu vice-diretor. — Debochei.

— Isso é ruim? — Ele riu do meu deboche.

— No mínimo estranho. — Com aquela máquina, não deu 5 minutos estávamos em frente minha casa.

— Está entregue. — Ele se debruçou sobre mim e destravou a porta. Eu prendi a respiração. Seu cheiro bem próximo de mim.

— O-obrigada. — Tentei controlar minha respiração.

— Foi um enorme prazer, Caroline. — Me deu um sorriso sexy e eu desci do carro. Assim que desci ele arrancou com tudo.

Meu Deus o que foi aquilo? Senti que meu coração ia sair pela boca. Sentir isso não era normal, ele era o Klaus, meu professor, vice-diretor da minha escola. Mas meu corpo inteiro vibrou quando ele disse meu nome daquela forma tão sexy. Caroline Forbes, se controle.

Notas finais
http://img.r7.com/images/2013/05/19/11_39_57_94_file?dimensions=780x340&&resize=780x340&crop=781x341+1+276&resize=780x340&crop=781x341+1+276 - Aqui o link para quem quiser ver o carro do Niklaus. http://www.soumae.org/wp-content/uploads/2014/04/Pictures1.jpg - Aqui é o da roupa da Caroline. Bom, espero que tenham gostado do capítulo. Está curtinho, porque não tive muito tempo para fazer um capitulo maior. Espero vocês nos reviews. Beijos.