Segredos

3 Episódio 3 - Por um TRIZ


Notas iniciais
Oii. Cheguei com o novo capítulo! Para os fãs de Kelijah, o capítulo é só deles hoje! Estava devendo explicações sobre o porque do strip teaser da Katherine. Também tem ataque de ciúmes... Ciúmes Kelijah, adoooro! Obrigada aos que estão acompanhado a fic, mas APAREÇAM! Kkkk eu adoro quando vocês comentam, mesmo que seja um "esperando o próximo". Obrigada as lindas que comentaram! Beijos e boa leitura.

POV Katherine

Voltei pra casa totalmente satisfeita com meu feito, apesar da suspensão, o que eu sei que vai me render um belo castigo, mas a cara do Elijah foi inédita. Aquela pose que ele tem, caiu pelo ralo quando me viu só de sutiã e calcinha.

Fora Nate, ninguém sabe o motivo de ter feito aquilo. Já faz alguns dias que venho tramando isso, desde o dia que Elijah me deu uma detenção por pegar eu e Nate se beijando no corredor na hora da aula.

Motivo sem noção pra deixar alguém de detenção depois da aula. Ficar sendo vigiada por Niklaus é um saco e fora que a gente meio que já se tornou amigos de tanto que fui pra detenção. Mas ainda sinto o gosto da vingança nos lábios. Se eu pudesse culpar alguém, culparia ele mesmo pela minha atitude.

Flashback On:

Quarta feira era o dia das aulas chatas, era português com uma senhora de 50 anos, cada vez que ela falava uma palavra, era um bocejo que eu dava. Nada contra ela, mas não dar pra mim.

Então uma semana de cada mês eu fujo das aulas, finjo que estou com cólica, ou que não estou me sentindo bem. E foi o que eu fiz nessa quarta, pedi pra sair de sala, que precisava ir ao banheiro pois estava naqueles dias.

Óbvio que eu não estava, mas queria fugir dali, já!

No corredor eu encontro Nate, ele era um carinha do terceiro ano, ele era bem legal, fazia uns mp3 de músicas maneira pra mim. E sempre era o DJ das festas aqui da cidade.

— E ai, Katherine? — Ele acenou com um sorrisinho.

— Oi, Nate. — Sorri indo até ele.

— Fugindo da aula da Sra.Gilbson? — Ele riu olhando a autorização em minha mão.

— Sempre que posso. — Fiz cara de quem ia vomitar. — Mas e você? Fugindo também?

— Dando um rolé. — Ele olhou para os lados checando o ambiente. — Você pode me ajudar com uma parada aí?

— Nate eu não uso drogas ok? — Levantei as mãos em forma de rendição.

— Fala sério, nem eu. É outro tipo de parada. — Ele checou mais uma vez ao nosso redor. Eu revirei os olhos e assenti. — A Kimberly terminou comigo pra ficar com o Ryan, e eu to bastante puto e quero que ela veja que eu posso me dar bem também.

— Ta, e onde entro nisso? — Arqueei as sobrancelhas.

— Entra, que eu quero te dar um beijo e mais nada, pode ser? — Ele tinha os olhinhos brilhantes.

— Um beijo? Sem língua? — Se o cara não fosse tão legal pra mim...

— Sem língua. — Ele concordou.

— OK. — Na mesma hora a Kimberly entrou no corredor e não deu nem tempo planejar nada. Nate agarrou minha cintura e encostou seus labios no meu.

Pude ouvir o suspiro dela ao ver a cena, mas ao mesmo ouvi passos e então uma voz um pouco alterada.

— Sr.Fells e Srta.Petrova?

Elijah.

— Diretor, eu juro que posso explicar... — Nate começou, mas os olhos de Elijah se mantinham em mim.

— Só pra ele que precisa se explicar, Nate? — Kimberly enxugou uma lágrima fingida e saiu correndo. Nate olhou pra ela correndo e pra Elijah, e simplesmente saiu. Me deixando sozinho com aquela bomba nas mãos, prestes a explodir.

— Olha, eu... — Comecei a me explicar mas Elijah ergueu as mãos para que me calasse. Ele só pode achar que eu sou um robozinho.

— Na minha sala, em 2 minutos. — Ele me deu as costas. Segui-o a passos largos. Ele rangia os dentes, eu pude escutar.

Assim que chegamos lá, eu entrei e ele fechou a porta logo atrás de mim. Com uma expressão bem seria ele me indicou a cadeira.

— Que? Não, eu não vou sentar. — Bati as mãos na calça e bufei. Como eu odiava aquela postura de bem engravatado que ele tinha.

— Sente-se Katherine. — Ele rangeu os dentes novamente.

— Eu disse que NÃO, você é surdo? — Eu ri ironicamente. — Quer saber, não fico nem mais um minuto nesse baú que você chama de sala. — Assim que me virei senti um braço me puxar com toda força.

— Você fica! — A voz dele era dura. Eu vi sua veia do pescoço pulsar com toda força.

Minha respiração começou a se acelerar, certo que eu sabia que os irmãos Mikaelson eram gatos, mas assim de perto eu consigo ver suas linhas de aflição em seu rosto, sua boca é bem atraente, e esses olhos... Quando alguém me olhou tão profundamente?

Sabe aquele momento que antecede o beijo? As respirações descompassadas, corpos colados, olhar na boca um do outro, só faltou a mão dele na minha nuca. Ele se aproximou de mim, mais um pouquinho.

— Elijah? — Era a voz de Niklaus.

Nós dois nos separamos num passo só. Um para cada lado. Ele se recompôs e pegou um papel. Anotou algo lá e me entregou.

— Que é isso?

— Sua detenção. — Ele abriu a porta e um Niklaus bem curioso nos encarou. Não falei nada, só bufei e sai. Aquilo não ia ficar assim, ah se não ia! Quer me tirar do sério, Elijah Mikaelson? Antes disso eu te faço nunca mais esquecer quem é Katherine Petrova. E o Nate me paga, está me devendo uma. Ele que vai me ajudar no meu plano mirabolante.

Flashback Off.

Agora tenho que contar isso pra minha mãe, e pedir pra ela ir assinar a suspensão lá na escola. Ela vai gritar comigo pelo que eu conheço dela. Isobel Saltzman não era do tipo de mãe que brinca em serviço.

Quando eu desci pra tomar banho encontro Elena, Rick e um desconhecido. Mas um desconhecido muito gato. De onde saiu esse cara?

— Oi. — Disse assim que entrei no recinto.

— Katherine. — Elena se levantou e foi para perto de mim, ela tava fugindo? Ela estava fugindo.

— São gêmeas suas enteadas? — O desconhecido de olhos azuis falou se levantando e me fitando.

— Essa é Katherine. — Rick falou apontando para mim.

— Prazer, Damon Salvatore. — Ele pegou na minha mão.

— Muito prazer, Damon. — Sorri apertando seus dedos em minha mão.

— Ta bom, ne? — Elena me puxou para perto de si. — Ele não é confiável. — Minha irmã sussurrou no meu ouvido.

— Ele é gato. — Eu ri e analisei aquele homem gato na minha frente.

— Ele sou eu, e eu escuto muito bem, meninas. — Damon semicerrou os olhos e eu e Elena coramos.

Demos o assunto por encerrado e o estranho foi convidado para o jantar pelo nosso padrasto. Elena é claro, deu chilique escondido. Ainda descubro porque dessa raiva do Damon, esse Deus grego.

Assim que mamãe chegou do trabalho, pela sua cara já vi que ela não estava para bons amigos. Deus me ajude a contar a ela sobre a suspensão.

— Mãe? — Chamei da cozinha.

— Sim? — Ela entrou com os pratos do jantar.

— Eu preciso te falar uma coisa. — Respirei fundo. — Eu fui suspensa.

Por um instante o silêncio pairou no ambiente. Ela me analisou com aquele olhar que só sua mãe poderia te dar nessas horas.

— Eu já sabia. — Falou por fim.

— Que? — Fiquei estática.

— Seu diretor me ligou, homem muito educado por sinal. Mas que anda preocupado com você. — Ela arqueou umas sobrancelhas. — Você sabe que sua atitude foi descabida, não sabe?

— Sei. — Revirei os olhos.

— E sabe que vai ficar de castigo. — Ela sorriu falso. — Um mês sem sair e quando eu digo sair, é não ir a lugar algum que não seja a escola e sua casa. Estamos entedidas? — Eu bufei. — Ótimo. Lave as louças e guarde tudo.

Não é possível. Bufei outra vez e ela me deixou sozinha na cozinha.

...

POV Elijah

Estava em meu quarto pensando em como tinha sido um dia puxado aquele, ainda bem que havia acabado. Mil coisas acontecem naquela escola, mas a pior dela é ELA.

Katherine Petrova.

Aquela garota era o tipo de garota capaz de tirar um homem do sério, apesar de muito atrevida, também é muito bonita. Meus pensamentos não saem dela com aquela lingerie preta, denominando seus seios perfeitos e a calcinha marcando bem seu bumbum.

Não tinha como não reparar, eu a arrastei pelo corredor da escola só de calcinha e sutiã. Quando cheguei em minha sala mandei se recompor para que possamos conversar, mas confesso que dei uma olhada quando estava saindo. Só espero que ela não tenha notado.

O modo como aquele olhar desafiador dela me encara... Me causam coisas que nenhum outro aluna me causa. Bem que eu gostaria que ela não fosse minha aluna, assim não precisaria me repreender pelos meus pensamentos sórdidos.

— Elijah, o jantar está na mesa. — Ouço a voz de Kol chamando no corredor.

Hora de comer. Desci as escadas e fui para a sala de jantar. Klaus e Kol já estavam ali. Me sentei e peguei meu prato.

— Elijah, me diz aí, o que você fez com a Kath? — Kol tinha um sorrisinho no rosto.

— Do que você está falando, Kol? — Perguntei sem entender.

— A Katherine, a gostosa que tirou a roupa no intervalo? — Quase deixo cair a faca e o garfo.

— A Srta.Petrova teve a punição que mereceu. — Respondi seco.

— Eu sabia que as gêmeas Petrova eram gatas, mas aquilo foi a prova de que elas são gostosas pra caralho! — Engoli a comida em seco e o encarei.

— Olhe os modos, Kol. — Repreendi.

— Eu não cheguei a ver o showzinho, mas confesso que ela é uma garota de coragem. — Niklaus que só comia calado se pronunciou.

— Vou ficar com ela. — Kol disse com um sorrisinho vitorioso no rosto.

— Como é? — Rangi os dentes.

— Eu vou ficar com a Katherine. — Ele falou sem pestanejar.

Na mesma hora joguei o guardanapo na mesa.

— Você não vai! — Me exaltei um pouco. Niklaus e Kol se assustaram.

— Aí é? Tenta me impedir, que eu faço até mais do que ficar com ela! — Kol me desafiou.

Moleque atrevido!

— Você não me testa, Kol Mikaelson. — Tentei me controlar.

— E você não me enche, aqui você é meu irmão, não meu diretor, falow? — Ele se levantou. — Perdi a fome. — E saiu pisando duro da sala de jantar.

— O que foi isso Elijah? — Klaus me encarou sério. Mas com um olhar curioso.

— Não estou pra conversar hoje, Niklaus. — Me retirei da sala, deixando-o sozinho.

Notas finais
Bom, e aí o que vocês acharam do ciúmes do Elijah? E da cena na sala dele no flashback da Katherine? Vejo vocês que sempre comentam nos comentários. E a vocês que estão acompanhando e não aparecem, essa é chance. Eu não mordo ok? Então é isso. Beijinhos e até mais ver! Provavelmente só poste na sexta feira.