Segredos
25 Episódio 25 - O significado de AMAR
Notas iniciais
POV Kath
Depois de todo aquele auê na sala do Elijah não tive mais cabeça para assistir aula, e acredito que nem minha irmã ficou, muito menos aquele projeto de gente que ela chama de amiga. Passei a manhã na sala de Elijah, ele não protestou quando disse que ia ficar lá, apenas assentiu.
Klaus também não se opôs, saiu da sala sem dizer um A ou B. Até estranhei, parecia que ele já sabia do segredo. Enfim, estou pouco me importando.
Fiquei sentada na cadeira de Elijah, ele saiu para resolver problemas da escola, esses pelo menos ele conseguia manter sob controle. Olhei alguns papéis jogados em cima da mesa, voltei a mexer no envelope das fotos que a coisinha sem sal tirou, fotos estas que Elijah vai atear fogo na primeira chance que tiver. Só não fez ainda porque nessa sala não tem lareira.
Observei as imagens registradas, até me deu certo dó de deixar
Elijah pôr fogo, eu gostei de algumas. Olhar para essas imagens me deixa meio triste, porque nunca vou poder tirar fotos com meu namorado pelo simples fato dele ser meu diretor e correr o risco de ir parar na cadeia.
Passei os dedos em uma que ele está olhando pra mim com cara de bobo.
Cara de apaixonado.
Eu amo esse olhar.
Peguei outra foto. Nessa estou segurando sua gravata, e olho com cara de desejo para ele. Sempre olho para ele com desejo. Elijah desperta um fogo inapagável em meu corpo e no meu coração, é claro. Nunca pensei que fosse real esse papo de “fogo da paixão”, até me apaixonar loucamente e perceber o quão literal essa expressão pode ser.
Até ciúmes eu senti, não sou de sentir ciúmes, pois eu nunca me apeguei a ninguém, muito menos me envolvi sério. E vou sentir ciúmes logo de quem? Do meu diretor, que hoje é meu namorado. E apesar da diferença de idade, sei que vamos ser feliz pelo tempo que tiver reservado para nós dois.
Pego as duas fotos e guardo em uma gaveta, essas não vão ser queimadas.
...
Estou com fome e entediada. Olhei para o relógio, quase hora do almoço. Cansei de ficar olhando para o nada, quero sair daqui, essa sala está me tornando claustrofóbica. Vou indo em direção à porta, mas antes que meus dedos encoste no trinco da porta, Elijah abre a porta e dar de cara comigo.
— Você estava indo exatamente aonde? – Ele pergunta fechando a porta atrás de si.
— Tomar um ar. – Revirei os olhos. – Essa sala está me causando claustrofobia.
— Peço que desculpe a demora, mas eu tive que resolver problemas financeiros e mais outras coisas que não são de suma importância. – Elijah chega mais perto de mim. – E tenho uma boa notícia em meio a essa manhã conturbada.
— Uma boa notícia? – Encosto na mesa e empino os seios ao apoiar minhas mãos na mesa.
— Sim, uma notícia que vai arrancar um sorriso dessa boca. – Sua mão alisa minha cintura e a outra atravessa um caminho entre meu pescoço e minha nuca.
— Você vai me dizer ou quer que eu implore? – Falei me inclinando mais para frente e soprando em direção ao seu ouvido.
Vi seu corpo enrijecer.
— Adoraria vê-la implorando, contudo, aqui é um lugar um pouco público. – Sua mão forte segurou meu cabelo e puxou para trás me obrigando a encarar aqueles olhos e aquela boca que eu estava louca para beijar e morder.
— Posso gemer baixinho, só para você ouvir. – Mordi meu lábio inferior e vi seus olhos observarem o movimento.
Sabe que prezo por gemidos altos e amo ouvir você gemer alto quando chega ao orgasmo. – Ele estava me deixando louca com esse joguinho.
— Eu já estou morrendo de desejo, você vai me deixar assim? – Estava quase implorando que me comesse, eu era dele, aqui ou em qualquer lugar.
— Você gosta de andar na corda bamba, Katherina. – E sua boca encostou em meu pescoço, aquilo acendeu todos meus extintos.
— Eu gosto de você. – Puxei seu rosto sensualmente até estarmos nos olhando. Encostei meus lábios no seu, ele deixou se levar, e logo estávamos em um beijo bem quente, aqueles que te arranca o fôlego e mesmo assim você não quer perder nenhum minuto.
Mordisquei seu lábio inferior e ele gemeu. Apertou minha cintura e logo desceu para buscar minhas pernas.
Sexo em pé, nunca experimentei, mas deve ser ótimo.
Antes mesmo de me dar conta, tinha sido colocada em cima de sua mesa e já tinha muitos papéis no chão. Quem se importa com essa bagunça?
Elijah tirou o paletó e eu tirei a camiseta, joguei bem longe. Vi seus olhos vacilarem até meus seios, sei o quanto ele gosta de me olhar.
Alcancei seus botões enquanto ele tirava a gravata. Assim que seu abdômen ficou exposto minha vontade de beijar cada parte daquela perfeição me tomou, e foi o que fiz. Beijei cada centímetro e continuei mantendo o olhar no seu.
Reparei que ele continuou com gravata na mão.
— Não vai arremessa longe? – Perguntei da forma mais sensual que consegui.
— Tenho planos para esta gravata. – O modo como ele olhou pra mim fez meu corpo queimar e vibrar. Tinha algo muito excitante em sua mente, estou ansiosa para saber o que é.
Fiquei observando, mas ao invés de mostrar o que ela, Elijah foi em direção à porta. Mas não demorou muito, foi apenas dar duas voltas na chave.
— A notícia era que eu dispensei a recepcionista, e ia sair para almoçar com você, mas considerando que iniciaremos a refeição aqui, ainda bem que liberei a recepcionista. – Ele veio andando em minha direção bem devagar, tirando o cinto e abrindo a calça.
Sentei e abri o botão da minha calça também.
Sem perder o contato visual, nós dois tiramos a calça juntos. Seu olhar me devorou, assim como devorei cada parte do seu corpo.
Elijah encostou seu corpo no meu, seu membro duro estava praticamente gritando para me preencher.
— Vire de costas. – Ele mandou, senti a autoridade em cada palavra.
— Isso está ficando cada vez melhor. – Falei ficando de costas. Meu bumbum passou por sua pele, fiz questão de colocar mesmo de frente para seu membro. E ainda dei uma leve mexida.
— Não provoca. – Elijah me apertou contra seu corpo, minhas costas encostando-se a seu peitoral.
Fiquei quietinha. Elijah subiu com a gravata até minha boca.
Continuei sem dizer nada, ele encostou a parte larga do tecido em meus lábios de um modo que calaria minha boca. E logo amarrou atrás.
Isso é bem sexy.
Estou muito excitada agora.
Senti seus dedos descendo pelas minhas costas e encontrarem o tecido que eu chamo de calcinha. Logo desceu com aquele pedaço de pano até meus tornozelos. Perdi a noção do tempo, a cabeça do seu membro encostou na minha pele quente.
Me inclinei para a frente de um modo que fiquei deitada sob a mesa, dando uma passagem melhor para a penetração.
Logo senti-o me preenchendo toda, até mais fundo dessa vez e bem devagar. Gemi abafado contra o tecido fino da gravata.
Elijah saiu de dentro de mim devagar, mas não demorou a estocar fundo dentro de mim. Gosto de cada detalhe. Ele repetiu os movimentos, dessa vez acelerando, agarrou meu quadril me pressionando em direção aquela repetição de estocadas, eu já estava gemendo freneticamente contra aquele tecido fino.
Oh pelos céus, como esse homem consegue me levar à loucura.
— Eu te amo, Katherina. – Ele rangeu os dentes ao dizer as palavras, mas não deixou de manter a pressão das investidas.
Queria gritar que o amava.
Tentei levar minhas mãos até a boca para arrancar aquela gravata.
Porém as mãos grossas dele alcançaram as minhas muito antes, e puxaram-nas para trás, pousando meus braços dobrados nas minhas costas, que serviram como suporte para me puxar forte contra seu nervo duro.
Ele se inclinou para frente, ficando quase sob mim, aquilo fez seu nervo me preencher mais fundo, me arrancando outro gemido abafado.
Sua mão esquerda agarrou meus cabelos. — Você – Estocou bem fundo e eu gemi. – É – Repetiu novamente e gemi mais uma vez. – Minha.
Enquanto seu músculo enrijecido me penetrava forte e rápido, e eu gemia loucamente, meu orgasmo chegou forte e devastador. Minhas pernas fraquejaram.
Elijah chegou ao seu clímax logo depois, gozou e depois sussurrou um “eu te amo” em meu ouvido enquanto eu arquejava de bruços em sua mesa. Mas mesmo assim, sussurrei:
— Eu te amo. – Nem me dei conta de que ele havia tirado a gravata.
...
Elijah me deixou em casa depois de almoçarmos em um lugar bem distante do centro da cidade, para evitar olhares. Não questionei, não depois de ter sido saciada daquela forma. Melhor maneira de se terminar a manhã.
Sexo sempre melhora tudo.
Entro e jogo a mochila em algum lugar ali no hall. Vou até a sala e vejo que não tem ninguém.
— Elena? – Chamo no pé da escada, mas não ouço resposta.
Subo a escada, quero meu quarto, minha cama. Preciso tomar um banho antes, obviamente. Depois é só relaxar. Já no corredor escuto um barulho.
Um gemido.
Não consigo acreditar. Será que minha mãe está transando uma hora dessas com o Rick?
Fala sério!
Passo direto da porta do meu quarto e da Elena. Mas o que me choca é que os gemidos estão mais altos e não vem do quarto da minha mãe.
Estão vindo do quarto onde Damon está hospedado.
Ando bem devagar, tentando fazer o mínimo barulho possível.
Encosto as mãos na maçaneta da porta e giro bem devagar. Já destravada, empurro lentamente para ter brecha e poder ver quem está debaixo dos lençóis com Damon. Porém o rosto que vejo me deixa sem reação.
É Elena que está ali.
Então é isso, Damon e Elena estão juntos. Dou meio volta sem dizer uma palavra e corro para meu quarto, vou fingir que não vi nada. Mas ainda temos contas para acertar, maninha!
POV Damon
Depois de sair da delegacia, eu realmente me encontrava cansado. Eu preciso de um banho e um café bem forte, não vou trabalhar hoje, mas ainda tenho que me mudar da casa da Isobel, ela deixou bem claro que eu só atraia confusão e não me queria por perto. Eu até respeito essa decisão, mas eu gosto de morar lá, ficar perto da Elena é meu motivo de gostar tanto daquela casa.
Só que agora eu tenho que ter meu próprio lugar, vou voltar para meu mausoléu, afinal aquilo é meu por direito, apesar de não fazer a mínima questão. Aquelas paredes me lembram coisas ruins, dias ruins, pessoas ruins.
Pelo menos lá, vou poder viver do meu jeito. E a primeira coisa que vou fazer, é ajeitar o quarto, tirar toda poeira, afinal é lá que vou levar minha morena, merecemos um cantinho somente nosso, onde seremos livres pra sermos nós mesmo, sem medo de alguém ouvir ou ver algo.
Cheguei em casa, só conseguia pensar em tomar banho e dormir. E foi o que eu fiz, tomei um banho bem demorado e comi algo pela cozinha, tinha umas torradas e uns croissants um café quentinho. Depois deitei na cama.
Apaguei, depois de uma noite mal dormida, ou nem dormida.
...
Perdi noção de tempo enquanto viajava no meu sonho, nele a Elena estava fazendo uma dancinha bem sexy, mas antes de terminar eu agarrava sua cintura e devorava seus lábios.
Mas algo interrompeu meu momento. Braços envolveram meu abdômen. Abri os olhos lentamente, olhei aqueles braços, sei que são dela.
— Você deveria estar na escola, não? — Perguntei ainda sonolento.
— Deveria. — Ela disse sem delongas. — Mas hoje o dia não tá legal, eu não aguentaria ficar naquele lugar fingindo que nada aconteceu.
Me virei para olhar em seus olhos. Aquele castanho estava desfocado, como se ela tivesse perdido o brilho.
— Você me conta agora ou quer algo em troca? — Perguntei fazendo beicinho.
— Eu conto, mas eu aceito algo em troca. — Seu sorriso se abriu, ali estava o brilho de volta em seus olhos.
Beijei seus lábios devagar, depois aumentei a intensidade do beijo, não demorou nada para já estar em cima dela. Seu corpo no meu.
— Damon, eu preciso contar. — Ela separou os lábios do meu. Protestei, mas foi em vão.
— Certo. — Me afastei.
Eu realmente queria ouvir, como também queria beijar essa boca, dar umas mordidas nessa orelha e morder esse pescoço lindo que está precisando de umas marquinhas.
Mas me atentei a história, ouvi cada detalhe de como Katherine estava ficando com o diretor da escola, de como Bonnie sabia, e detalhe, nem faço idéia de quem seja essa Bonnie. Elena realmente estava chateada com Katherine, ela acha que tudo isso não passa de um capricho da irmã, que se sente mal por ter duas pessoas que ama brigando, ou melhor dizendo, se odiando.
— Então essa Bonnie quer que você escolha entre ela ou a Biskat? — Arqueei as sobrancelhas.
— Se ela ouvir você falando dela dessa forma, ela te mata, no mínimo coloca veneno no seu prato mais tarde. — Elena meio que sorriu. Me veio pra dizer que eu iria embora hoje, entretanto esse não era o momento ideal. — Mas, respondendo sua pergunta, Bonnie quer.
— Isso é idiota e egoísta. Você não pode escolher entre sua melhor amiga e sua irmã, eu escolheria a melhor amiga, mas porque eu odeio meu irmão, na verdade eu nem o conheço direito. — Dei os ombros. — Só que no seu caso, vocês duas se amam, brigam como cão é gato, mas se amam.
— Eu sei!
— Eu acho que você precisa deixar esses problemas para depois, sabe? Você não precisa levar o mundo nas costas. — Puxei seu corpo e apertei contra o meu. — E conta comigo sempre, vou estar aqui.
— Obrigada por me deixar desabafar. — Ela se aninhou em meu peito.
— Eu te amo, Elena. — Beijei o topo de sua testa.
— Eu também te amo, Damon. — Seus olhos encontraram os meus, vi o brilho de volta, eu amo esse brilho que ela tem no olhar. Me encanta. Beijei sua boca.
Seus lábios são quentes. Suas mãos passaram em volta do meu pescoço e quando dei por mim, já estava em cima de seu corpo novamente.
Cada vez que ela alisava minhas costas eu sentia uma onda de eletricidade percorrer minhas veias, já que eu estava sem camisa, cada toque me deixava atiçado.
Beijei seu queixo e dei uma leve mordida, ela sorriu. Desci minha boca para seu pescoço e ao mesmo tempo apertei suas coxas juntando mais ainda nossos corpos.
Deixei um chupão em seu pescoço, ela não protestou, aquilo deixaria uma marca.
Subi as mãos junto com a barra de sua camiseta, expondo sua barriga lisinha até deixar seu sutiã preto a mostra. Deu um beijo em cada lado e continuei minha jornada.
Cheguei ao botão que me separava do meu paraíso. Desabotoei sem perder o contato visual. Aqueles olhos antes desfocados agora estavam em chamas.
Desci a calça jeans devagar e junto a calcinha, senti sua essência de longe, seu corpo me queria tanto quanto o meu queria o seu. Beijei sua coxa e desci por um caminho proibido para todos, menos para mim, dei uma última olhada e beijei aquela flor proibida. Senti sua unidade assim que introduzi um dedo e ela arqueou a cabeça para trás. Passei a língua em seu ponto sensível e ela gemeu, chupei com força e seu gemido dessa vez foi mais alto.
Eu já me encontrava completamente excitado, meus dedos começaram penetrar sua intimidade com força. Meus dedos podiam sentir suas paredes se contraindo contra eles.
Sem mais esperar, pois aquilo estava me matando, tirei um envelope de dentro de uma gaveta e rasguei-o. Coloquei a camisinha e me deitei sobre Elena.
— Eu preciso de você, dentro de mim. — Ela falou enebriada.
Sorri de lado, você terá meu amor.
Posicionei meu membro que já estava duro em sua entrada e sem demora penetrei fundo. Um gemido saiu de sua boca.
Voltei a entrar e sair de dentro dela, nossa química na cama era perfeita, seus gemidos eram incentivos para meu corpo.
Nos perdemos ali, um com o outro. Se isso era amor, só me faltava Elena para amar de verdade. E agora eu já tinha.
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