Segredos

24 Episódio 24 - Provas do crime


Notas iniciais
Boa tarde! Aqui o tempo está tão fechado, muita chuva. O que é maravilhoso, e me inspirou a terminar esse capítulo. Saibam que a alternância de POVs é por causa dos ambientes diferentes. Espero que gostem do capítulo, tem Katherine sincera e querendo dar uns tapas na Bom Bom, que vai colocar sua amiga Elena contra a parede. Então, boa leitura!

POV Narrador

Bonnie saiu de casa muito mais cedo do que deveria naquele dia, sua avó até estranhou, mas nem esperou questionamentos, só seguiu para a escola. Era o dia que acertaria tudo para finalmente voltar às aulas depois de meses fora.

Kol não poderia ter escolhido dia pior para fazer essa ameaça. Como ela odiava aquele Mikaelson infeliz, porque era isso que ele era, um infeliz desgraçado, rejeitado pelos irmãos e pela vagabunda da Katherine, outra infeliz. No meio dessa história toda, a morena só tinha um arrependimento, ter se aliado a Kol. Mesmo sabendo que tinham um inimigo comum, isso não dava o direito de ter se envolvido com alguém tão doente quanto aquele garoto, porém se deixou levar pela emoção de se vingar de Katherine, o ódio falou mais alto.

Mas agora não dava para fugir da raia. As fotos já estão impressas em suas mãos, prontas para serem colados na primeira parede que encontrar. Entretanto, somente no intervalo que o show de horrores vai começar.

...

A Bennett chega até à escola, troca algumas palavras com algumas pessoas, porém nada muito demorado. Seu destino era a direção, mesmo sabendo que provavelmente os Mikaelsons não tenham chegado ainda.

Como era de se imaginar, não havia nenhum dos donos da instituição presente. Somente a secretária, Bonnie sorriu amarelo e sentou-se em uma cadeira sem dizer uma palavra. Seus dedos tremiam de nervosismo, sabia que aquilo era medo, mas não dava para mudar os planos agora.

POV Niklaus

A chegada de Rebekah estremeceu as estruturas da casa, desde que éramos crianças nossa irmã mais nova sempre colocou fim em nossas discussões, ela sempre teve esse autoritarismo de dar medo, parecia irmã mais velha.

E agora no café da manhã quando eu jurei que não conseguiria evitar que meus dois irmãos se matassem — afinal eu sou somente um contra dois, considerando que Hayley é peso pena — Rebekah chega já fazendo todos se calarem. Não consegui evitar o sorriso ao vê-la.

— Então, perderam a voz? – Rebekah adentrou mais a sala.

— Rebekah, que saudades. – Hayley foi até ela e lhe apertou em um abraço.

— É bom te ver também. – Minha irmã retribuiu o carinho. Mas seus olhos estavam em nós três. – E vocês três, vão ficar somente me olhando?

— Irmã, quanto tempo faz que não nos vemos. – Elijah se recompôs e foi até ela, e agarrou-lhe em um abraço.

Seu sorriso se escancarou, mas eu sabia que por trás daquilo vem tempestade.

— Kol? Nick? – Nossa irmã se afastou um pouco de Elijah e abriu o outro braço. – Venham! – Nos chamou, olhei para Kol e soltei-o.

— Dispenso esse momento família feliz. – Nosso irmão respondeu seco.

— Qual seu problema? – Hayley questionou ironizando. Todos sabiam qual o problema dele.

— Não se mete. Ninguém te chamou aqui. – Kol sibilou para Hayley. – Aliás, você nem é da família, deixou de ser a muito tempo. Então... Vaza.

— Kol! – Rebekah o repreendeu.

— Rebekah, você não vai chegar aqui toda sorrisos e achar que vai deixar todo mundo no clima família feliz! – Kol gritou empurrando uma cadeira longe.

— Sério, agora vocês precisam me dizer o que diabos aconteceu? Quando eu cheguei dava para ouvir a discussão lá na rua. E agora vocês estão se olhando como se fossem se matar. – Pude notar a confusão em seu olhar, sei que há tristeza também.

— Nossos irmãos estão brigados, Rebekah. – Respondi antes que um dos dois trocassem farpas. – Kol foi detido ontem por estar em uma briga de bar, Elijah ao invés de tirá-lo, o deixou detido até hoje de manhã.

— Hm. – Foi o único som que saiu da boca dela. – E isso é motivo para vocês estarem gritando daquela forma?

Kol riu, mas foi uma risada de deboche.

— Nosso querido irmão, Niklaus, esqueceu de mencionar que Elijah roubou a minha namorada, que inclusive é aluna da escola dele. – Cada palavra que saia de sua boca vinha carregada de energia negativa, um ódio.

Rebekah ficou em choque, até eu fiquei quieto, nunca pensei que aquilo soaria tão pesado no meio de uma discussão. Eu me senti mal por Elijah, afinal estou tão enrascado quanto ele.

— E ai, é motivo suficiente pra você? – Kol mantinha um sorriso de deboche, sua ferida e olho roxo deixava a cena pior.

Hayley vendo que minha irmã mais nova não conseguia se pronunciar, e claro, a julgar pelo que ela ainda sentia por Elijah, mesmo a controvérsias, o defendeu.

— Então, você está revoltadinho por que foi chutado?

— Eu já mandei você ficar na sua! – Kol se exaltou de vez e até quis partir para cima de Hayley, mas não deixei. Me pus entre os dois. Minha cara já tinha mudado de amigável para completamente puto da vida, afinal não foi esse começo de manhã que eu imaginei, não depois de ter reatado com Caroline. No mínimo eu esperava um dia cheio de energias positivas, e não tendo que conter um irmão nervoso querendo acabar com a vida do outro.

— Acho melhor conversarmos mais tarde, receio que não seja hora. – Elijah finalmente se pronunciou. Ele ajeitou seu terno sempre arrumadinho.

— Você está fugindo! – Kol esbravejou apontando na direção de Elijah, mas eu o empurrei para trás.

— Sinto informar-lhe que não, meu caro irmão. – Os olhares dos dois se cruzaram. Pude ver faíscas saírem de ambos. – Estou apenas me economizando, afinal, diferente de você, eu trabalho e não vivo à custa de ninguém. Agora, se me dão licença. – Meu irmão mais velho se despediu de Rebekah com um beijo na testa e saiu, deixando um Kol muito indignado e eu apenas observando.

Por um momento eu agradeci por Caroline não fazer o tipo de Kol, já pensou se ele tivesse se apaixonado por ela ao invés de Katherine. Seria um completo azar. Não! Ele não faz o tipo dela, muito moleque.

— Nick? – Rebekah estalou os dedos frete a minha cara. – Você está ai?

— Claro. — Voltei minha atenção para o ambiente.

— Vá trabalhar, eu cuido do Kol. Ele não vai me atacar, é mais fácil ser o inverso. – Ela riu do próprio comentário.

Não esperei por mais palavras. Dei meia volta e me encaminhei para a entrada da casa. Trabalhar para esquecer os problemas é a melhor solução. Dei a partida no carro e saí o mais rápido dali.

POV Narrador

Bonnie perdeu as contas de quantas vezes a moça da recepção perguntou se ela queria um café ou água, e em todas as vezes a morena respondeu a mesma coisa “que não precisava se incomodar, ela não queria nada”. A paciência é uma dádiva que não veio no pacote Bonnie Bennett, ainda mais hoje, que era um dia de pisar em ovos.

Esticar as pernas não seria nada mal, “será que Elena ou Caroline já chegaram”, se questionava o tempo todo, se perguntando quanto tempo mais levaria esse chá de cadeira.

— Bom dia. – O Sr.Mikaelson entrou todo sério na recepção, mal olhou na direção de Bonnie, a julgar pelo seu olhar perdido, ele nem tinha notado sua presença.

— Olá, senhor Elijah. – A secretário se pronunciou. – O senhor tem visitas. – Indicou Bonnie no canto da sala.

— Desculpe minha falta de modos, senhorita...? – Elijah estendeu as mãos para a morena, que deu um passo adiante, para ficar mais perto.

— Bennett. – Ela respondeu com um sorriso.

— Me acompanhe até minha sala. – Ele indicou a porta grande a sua direita. A garota só o seguiu.

...

A sala de Elijah tinha um robusto, um ambiente tipicamente formal, combinava direitinho com o dono, já que era um diretor formal. Bonnie não se recordava do quão parecia sombria, nem lembra se alguma vez já estivera ali dentro.

— Então, srta.Bennett, o que deseja tão cedo? – O diretor se sentou em sua cadeira gigante.

— Vim reativar minha matrícula. – Bonnie colocou na mesa os envelopes com sua documentação.

— Sua documentação está aqui dentro? – Elijah pegou um envelope e Bonnie assentiu com a cabeça.

No mesmo instante seu celular tocou dentro da bolsa, com certeza era Elena atrás de saber se a amiga tinha conseguido se matricular tranquilamente. A morena olhou a tela do celular.

Dito e feito, a foto de Elena toda sorrisos aparecia na tela.

— Só um minuto, Sr.Mikaelson. – Ela pegou o celular e arrastou para atender. Enquanto isso, Elijah dava entrada no cadastro no computador e abria o envelope que pedira a Bonnie.

Mas o conteúdo que havia ali dentro deixou seu queixo no chão, não tinha documentação nenhuma ali dentro, nem xerox, nem nada parecido. Ali se encontravam fotos. E nelas estavam estampados seu rosto e o de Katherine.

Fotos de momentos íntimos. Os dois dando selinho. Conversando perto do carro. Seus dedos entrelaçados.

— Estou aqui na sala do diretor, ele está fazendo meu cadastro. – Bonnie nem notou o que estava acontecendo bem diante dos seus olhos.

— Senhoria Bennett, pode me explicar o que é isso? – Elijah se levantou jogando as fotos na mesa.

Uma cor entre amarelo e branco preencheu o rosto de Bonnie, seus olhos estavam perplexo com o que vinham. Ela trocou os envelopes. Na verdade, ele pegou o errado.

— Estou esperando uma explicação no mínimo plausível, por que você tem fotos minha e de Katherine? – Os olhos de Elijah pegavam fogo, uma mistura de medo com uma boa dose de raiva.

Ela baixou o celular do ouvido e procurou palavras para se explicar. Entretanto as benditas palavras não vinham.

— Eu posso explicar. – Foi só o que conseguiu dizer.

— Pois eu sugiro que explique agora. – A voz do diretor era firme e dura.

...

Elena chegara na escola mais cedo, pois sabia que encontraria Bonnie por lá. A amiga finalmente veio fazer sua rematrícula, afinal já era hora de juntar o trio novamente. Elena não conseguia se imaginar terminando o ensino médio sem suas duas amigas da vida toda ao seu lado, com quem dividiria as ideias sobre a festa de formatura, ou sobre o vestido, as músicas. Definitivamente, ela não conseguia pensar o contrário.

Passou pelos corredores e nada de esbarrar com sua amiga. “Ela com certeza deve estar na sala do diretor”, pensou enquanto andava pelos corredores, acenando para uns e sorrindo para outros. Pegou o celular para ligar, melhor saber logo onde ela está do que ficar rodando feito barata tonta.

A ligação chamou umas três vezes até a amiga atender.

“Hey, onde você está?” Perguntou assim que a outra pessoa atendeu.

“Estou aqui na sala do diretor, ele está fazendo meu cadastro” Bonnie respondeu do outro lado da linha.

Elena ia se auto convidar para ir até a sala do diretor, fazer companhia, mas na hora que ela ia se pronunciar escutou a voz do diretor Mikaelson, que soou bastante alta, ele falou bem grosso.

“Senhoria Bennett, pode me explicar o que é isso?”

A respiração de Bonnie foi cortada, Elena teve a certeza que algo de muito sério estava acontecendo ali dentro, era bem capaz de sua amiga está da cor de papel.

“Bonnie! O que está acontecendo?” Elena chamou pela Bennett, mas não obteve resposta.

Isso era um problema, Bonnie não respondia seu chamado no telefone, nem ao diretor que deveria estar com uma cara de poucos amigos. Sem pensar duas vezes ela correu, mas correu como se a vida de alguém tivesse em perigo, e até poderia estar. Elena baixara o telefone uns três segundos, porém logo voltou a colocar o aparelho no ouvido na esperança que sua amiga tivesse recobrando a fala. E no mesmo instante escutou o Sr.Mikaelson terminando uma pergunta com “por que você tem fotos minha e de Katherine?”.

Elena parou de choque, ficou completamente estática.

Como assim, Bonnie tinha fotos de Elijah e Katherine? Que tipos de fotos? Juntos? Não pode ser! Pensou. Pior que pode, Elena conhecia sua irmã e sua capacidade de virar a cabeça dos homens, seja ele novo ou mais velho.

Pode ser ironia do destino, ou completo azar de Katherine, mas no mesmo instante as duas irmãs se cruzaram no corredor. Diferente de Elena, a sua irmã se encontrava toda leve, com um sorriso de colocar inveja no rosto. Sempre com um ar de superioridade.

— Iai, irmãzinha? – Katherine piscou um olho e voltou a empinar o nariz. Mas antes que pudesse sair do seu campo de visão, Elena chamou-a.

— Katherine!

— Que é? – Sua irmã já virou revirando os olhos. Sabia que era problema, só pelo tom de voz.

— Vem comigo. – Elena agarrou o braço esquerdo de Katherine.

— Hey! – Katherine protestou.

— Hey nada. – Elena falou firme ainda com segurando-a.

Sem nem lembrar mais do celular, Elena enfiou o aparelho dentro da bolsa e saiu com Katherine protestando pelo corredor. Mentira ou não, a dúvida precisava ser tirada. E ninguém melhor que os envolvidos na história.

As duas irmãs foram parar na direção, a secretária se assustou um pouco e pediu que as duas se sentassem para esperar, pois o diretor estava ocupado.

— Eu não tenho tempo para esperar. – Elena falou ríspida.

— Sinto muito, mas vai esperar. O Sr.Mikaelson está muito ocupado. – A secretária estava no meio da porta, como se aquilo fosse impedir alguém de passar.

— Elena, qual seu problema? Por que quer me levar para a sala do diretor? O que eu fiz? – Katherine continuava sem entender nada que estava se passando.

— Que barulheira é essa aqui? – Klaus entrou no recinto, seu maxilar estava tenso. E seus olhos vacilaram ao olhar de uma irmã para outra.

— Essas duas mocinhas querem entrar na sala do seu irmão, mas eu já disse que ele está ocupado. – A secretária voltou a sua mesa.

— Elena e Katherine. – Klaus avaliou as duas. Elena até teve a impressão que ele olhou diferente para sua irmã. Então se aproximou dele.

— Você sabe. – Sussurrou.

— Sei de que? – Klaus realmente não estava entendendo o que a sua aluna estava dizendo.

— Do caso do seu irmão com a minha irmã. – Ao ouvir aquelas palavras saindo da boca dela, Klaus perdeu o ar. Katherine que também estava perto o bastante para ouvir o sussurro de sua irmã, congelou ao escutar tais palavras.

— Elena, como você descobriu? – Katherine se aproximou mais ainda, tinha pânico em seus olhos, a entrega da verdade. Ninguém tem medo do que não deve.

— Eu não sabia, mas agora eu tenho plena certeza. – Elena nem esperou alguém dizer mais nada, se virou na direção da enorme porta que separava Elijah e Bonnie do resto do circo. Antes que alguma mão lhe impedisse, ela escancarou a porta e deu de cara com sua melhor amiga e seu diretor, e em suas mãos as fotos. As provas do crime.

...

Elijah estava perplexo pelo fato de uma ex-aluna da sua instituição ter fotos suas e de Katherine, reveladas e guardadas em um envelope. Isso era preocupante, Bonnie Bennett vinha vigiando seus passos e pior, fotografando e espionando. No dia que Niklaus descobriu do seu envolvimento com Katherine, ela mencionou sobre umas fotos.

Estar ali naquela sala, enclausurado com a garota que tem provas do seu amor proibido, a irmã dela, seu irmão e a mulher que é dona do seu coração, estava sufocando Elijah.

— Elena, você enlouqueceu? – Katherine bateu a porta de uma vez, tapando qualquer visão que a secretária poderia ter do que estava acontecendo lá dentro. Conhecendo bem o interior daquele recinto, nada do que fosse dito ali seria ouvido lá fora e vice-versa.

— Quem enlouqueceu foi você! – Elena esbravejou apontando o dedo na cara de sua irmã. – Se envolvendo com o diretor da nossa escola? Já não basta tudo que eu vi você fazer.

— Elena! – Katherine gritou, mas sua vontade era calar a boca daquela garota.

— Para Katherine! Chega! Você passou de todos os limites. – Elena passou a mão nos cabelos e virou-se para Elijah, que estava frio como uma pedra. – Muito me admira um homem feito como você, senhor Diretor, cair nos encantos da minha irmã. O que ela te deu para você se render? – Perguntou com uma risadinha irônica. – Ah! Já sei! Uma transa em cima de uma mesa?

— Elena, não precisa tratar sua irmã como uma vadia. – Klaus se pôs entre as duas.

— Pelo menos eu transo, garota! – Katherine avançou em cima de Elena. – E se for com o Elijah, melhor ainda! Ele sabe o que fazer na cama.

— Elena, não cai na pilha dela. – Bonnie segurou sua amiga pelo braço. – Ainda que seja uma vadia, ela é sua irmã. – A morena lançou um olhar de nojo para cima de Katherine.

— Você viajou e deixou a criatividade por lá, né? – Katherine debochou. – Esse apelido você já divulgou, coisinha sem sal!

— Eu não vou me trocar com alguém que só consegue as coisas indo pra cama com o primeiro homem que encontra. – Bonnie apontou para as fotos em cima da mesa. Antes de voltar os olhos para Katherine uma mão agarrou seus cabelos, mas não fez muito estrago, pois Elijah que na velocidade da luz, porque ninguém percebeu que ele havia atravessado a sala e se posto ao lado de Katherine, lhe arrastou para longe de Bonnie.

— Vocês três querem parar, agora. – Elijah segurou Katherine bem forte contra o peito. – Isso está completamente ridículo. Mantenham o decoro, isso está parecendo um briga de boteco, e minha sala não é boteco. – Sua voz estava dura, sua bronca servia até para sua amada, que olhava com olhos em chamas de tanta raiva.

— Meninas, sentem-se. – Klaus mandou Elena e Bonnie sentarem.

— De jeito nenhum. – Elena bateu o pé e se recusou a obedecer.

— Então você fica em pé e escuta tudo bem caladinha, porque eu não caio nessa pilha de menininha mimada, ouviu Elena? – Klaus deu a volta e foi até uma das cadeiras que havia pedido para elas se sentarem, e ele mesmo se sentou.

— Antes que você me condene, Elena. Eu me apaixonei perdidamente pela sua irmã, essas fotos foram tiradas pela sua amiga que, pelo visto, vem vigiando todos nossos momentos íntimos. – Elijah lançou um olhar frio para Bonnie, que só revirou os olhos. – Só revelam meu pecado, mas não justifica o fato dela ter uma atitude preocupante, com que desculpa você se inocenta, Srta.Bennett?

— Eu não procurei saber da vida de vocês, na verdade, pouco me interessa o que o senhor faz ou deixa de fazer, mas o seu irmão tem ódio por você ter roubado essa coisa dele. – Ela enfatizou a palavra coisa olhando Katherine de cima a baixo.

— Você está falando de Kol? – Klaus que se mantinha impassível e calado, voltou a se pronunciar.

— Por ele, você já estava preso, por assédio e pedofilia. – Elijah ficou tenso ao ouvir o modo como foi tachado de pedófilo. Ele não era isso.

Katherine notou a tensão dele ao ouvir aquilo, para acalmá-lo apertou sua mão bem forte, sabia que não ajudaria, mas pelo menos Elijah saberia que ela sempre estaria ali, do seu lado.

— Kol foi longe demais dessa vez. – Klaus ficou perplexo e mais uma vez agradecido por Caroline não fazer o tipo de Kol.

— Por que você decidiu fazer parte desse plano? – Elijah não tirava os olhos de Bonnie.

— Porque nós tínhamos um inimigo em comum. – Ela respondeu friamente.

— Eu? – Elijah ficou confuso.

— Não amor. – Katherine arqueou as sobrancelhas. – Ela está se referindo a mim.

— Bonnie, você se aliou àquele projeto de delinquente pra prejudicar minha irmã? – Elena ficou surpresa. Pois nunca imaginou que a mágoa que Bonnie nutria de Katherine lhe levasse a tanto.

— Você ainda tem dúvidas? – Katherine riu alto, uma risada forçada e sem emoção.

Bonnie lançou um olhar de pura repulsa.

— Eu não iria ter coragem de fazer isso, mesmo odiando essa vagabunda. Somente pelo fato de não ter nada contra Elijah, não acho justo ele se prejudicar só porque sua irmã é uma idiota.

— Bonnie, isso foi nobre. Mesmo que as intenções no início tenham sido lastimáveis. – Elijah soltou o ar que estava preso em seus pulmões.

— Eu só quero que você mande seu irmão para bem longe, ele me ameaçou. – Bonnie se levantou. – Eu não tenho mais nada para fazer aqui, as fotos são suas.

— Eu vou com você. – Elena acompanhou a amiga.

As duas deixaram a sala, ninguém mais estava com cabeça para assistir aula depois daquela lastimável confusão. Elena foi direto para casa, Bonnie lhe deu uma carona, preferiu não ter que encarar Katherine depois do que foi dito naquela sala.

Ela ainda não conseguia acreditar que sua irmã estava se pegando com o diretor da escola, será que isso já vinha acontecendo há muito tempo? Sinceramente, ela preferia achar que não. Mas uma coisa estava intrigando a situação, como o fato de Elijah se declarar completamente apaixonado por Katherine, isso sem falar do fato dela chama-lo de amor. Minha irmã, a garota que não se apaixona nunca, chamando alguém de amor.

Elena se perdeu em seus pensamentos, nem se deu conta de que sua amiga estacionara em frente sua casa.

— Entregue. – Disse e suspirou alto.

— Bonnie... – Elena queria saber o que dizer, mas as palavras faltavam. – Eu nem sei o que dizer.

— É porque não tem o que dizer. – Bennett se virou para encarar a amiga. – Você sabe do que sua irmã é capaz, sabe que ela vai me infernizar.

— Ela não vai fazer isso. – Elena afirmou mesmo sem ter plena certeza.

— Eu não posso continuar fingindo que ela não existe, você vai ter que escolher um lado. Ou fica do lado dela e lida com o fato de eu me afastar de vez, ou fica do meu lado. – Seus olhos estavam frios, Elena sabia que era sua decisão final, mas ela não poderia impor isso, era como ficar entre a cruz e a espada.

— Eu não consigo responder isso agora, nem sei se posso escolher entre. – Elena desceu do carro, quando fechou a porta olhou de relance para sua amiga que tinha um semblante triste. – A gente se vê.

Notas finais
Eu acho que esse foi o maior capítulo, para compensar a demora em postar, vou tentar ficar trazendo sempre capítulos longos. Então beijinhos :* COMENTEEEEM! COMEEENTEM! Não me deixem ficar desmotivada.