Segredos

2 Episódio 2 - O outro lado da moeda.


Notas iniciais
Boa tarde pessoas... Olha eu to bastante feliz com o andar da carruagem (Ditado antigo), mas enfim, o capítulo anterior ficou curto se comparado a esse daqui, no capítulo de hoje será explicado o porquê do Klaus ter substituído o professor de história que supostamente foi demitido depois de aplicar um teste surpresa e terá a versão do Damon do acidente. Eu fiquei feliz com os comentários que recebi, críticas são sempre construtivas, nos ajudam a melhorar. Então obrigada e boa leitura. Beijos :*

POV Damon

Faz muitos anos que não volto para minha cidade natal, desde que meus pais se separaram. Lily nunca foi um exemplo de mãe, ela sempre priorizava o filho mais novo, Stefan, ao invés de mim. Já meu pai, era um homem de negócios, nunca foi de dar bola para os filhos. Só queria exibir os troféus para a sociedade, os troféus eram minha mãe, eu e Stefan.

Mas um dia minha mãe se cansou dessa vida de família de aparência e pediu o divórcio, claro que ele surtou quando isso aconteceu, mesmo que uma família de fachada, mas ainda sim era uma família. As audiências começaram logo depois, primeiro foi pelos bens da casa e pela casa, acabou que ele ficou com a casa e ela com os bens matérias. Depois veio a audiência pela guarda dos filhos, Lily sabia que não ganharia essa, meu pai era um homem de muito dinheiro, então ela fez a última coisa da qual eu me lembro dela como mãe: Pediu somente a guarda do Stefan.

Ganhando a guarda do Stefan, ela foi embora com ele. E eu nunca mais os vi. Não tenho mãe, nem irmão, morreram no dia que Lily me abandonou. Depois da separação meu pai nunca foi o mesmo, só bebia e se drogava. Até que anos depois ele morreu do coração. Me vi sozinho, com 18 anos, muito dinheiro na conta, eu peguei o primeiro avião para bem longe dali.

E agora depois de 10 anos me deu a louca de voltar para essa cidade. Porque tinha escolher logo aqui, acho que eu queria ver o que mudou, ou o que não mudou nesse inferno de cidade, mas só escolhi Mystic Falls porque um amigo meu mora aqui. Eu trabalho com engenharia urbana, é eu me formei aos 24 anos, desde então faço sucesso com o que faço. Conheci muitas pessoas fluentes no decorrer da minha carreira.

Passei numa loja de aluguel de carro e escolhi um Audi, sempre tive tara por carro assim. E parti para a cidade que eu nasci e me criei: Mystic Falls.

...

A cidade ainda era a mesma, mas com muito mais atrativos, tinha shopping, universidades, muitas outras escolas, tinha uma polícia decente. Definitivamente essa cidade mudou bastante, ainda bem que fui embora. Será que minha casa ainda existe? Deve ter virado museu.

Virei à esquina que daria na avenida principal da minha casa e pisei no acelerador, queria ver esse bebezinho correr. Apoiei o cotovelo esquerdo na janela e comecei a avistar a paisagem, quando olho pra frente novamente vejo uma garota indo para a pista, e ela está a poucos metros do meu carro se comparar a velocidade que estou. Buzinei com tudo. Freie bruscamente e o carro cantou pneu na pista, mas o baque foi inevitável. Ouvi só a pancada.

Droga! Droga! Eu repetia na minha mente quando descia do carro. Que ela não esteja morta, pelo amor de Deus. Começou a juntar gente ao redor.

– Alguém aqui tem curso de primeiro socorros? – Perguntei as pessoas que estavam ao meu redor. Ninguém respondeu nada. – Ok, então saiam de cima, por favor!

Ela estava deitada de barriga para cima, não havia arranhão em seu braço, será que ela fraturou algo? Ela estava desmaiada, eu não poderia tirá-la dali, é muito arriscado, ela pode ter sequelas. Vou esperar ela acordar. Chequei seu rosto e pedi água para pode limpar a poeira do seu rosto, alguém me deu uma garrafa, não vi quem foi. Tirei uma blusa minha de dentro da minha mala no carro e molhei, comecei a passar ao seu rosto para limpar a areia e vi uns leves arranhões na bochecha. Um rosto tão bonito, pele tão macia, quando passei do outro lado da bochecha, ela começou a gemer. Ela estava acordando.

Quando abriu os olhos e viu aquelas pessoas ao seu redor, se assustou e fez menção de se levantar.

– Não, não. Você não pode fazer força agora mocinha. – Tentei mantê-la no chão.

– Meu ombro dói. – Ela fez uma careta de dor.

– Só o ombro? A cabeça dói? A coluna? – Perguntei aflito.

– Não, só o ombro. A mochila aparou minha queda... – Ela deu um suspiro e fez outra careta de dor.

– Você consegue se levantar? – Um homem de cabelos grisalhos perguntou.

– Acho que sim. – Ela estendeu as mãos pra mim, eu a segurei para que pudesse ficar de pé.

– Vamos no pronto socorro. – Indiquei o carro.

– Claro que não, eu to bem. – Ela protestou e fez outra careta.

– De jeito nenhum, eu faço questão. – Ela fez um biquinho, que se fosse em outra ocasião, eu acharia fofo.

E assim eu fiz, coloquei ela no banco do passageiro totalmente inclinado para que ela se deitasse. E assim eu parti para o pronto socorro, espero que ainda seja no mesmo lugar.

...

De frente ao pronto socorro, eu me inclinei para pegá-la no colo, ela tombou a cabeça no meu ombro e ficou recostada ali mesmo. Ela era tão frágil. Entrei no corredor e algumas enfermeiras avistaram a cena e vieram em minha direção.

– Moço, o que aconteceu? – Uma delas perguntou olhando a jovem em meus braços.

– Ela sofreu um acidente de carro, preciso explicar mais? – Já estava impaciente.

Ela olhou ao redor, acho que atrás de uma cadeira de rodas, ou uma maca, não sei. Ela fez uma careta de raiva e indicou um corredor a direita.

– Leve ela pra lá.

Entrei num corredor meio escuro, mas não havia macas nem cadeiras de rodas para pôr essa menina. Vi um quarto aberto com uma cama e coloquei ela lá, bem devagar, ela gemeu por causa do ombro.

– Espero que não morra, porque se fizer isso, eu mato você. – Passei as mãos nos cabelos preocupado. A enfermeira entrou e fez uma cara feia pra mim, acho que ela não gostou de eu ter trazido a garota pra cá.

– Ela vai ficar bem? – Perguntei tenso.

A enfermeira checou ela, e disse: — Tudo indica que sim, preciso do seu nome e do dela. E só então me dei conta de que não perguntei o nome dela.

– Não sei o nome dela, mas o meu é Damon Salvatore.

– Sr.Salvatore, espere lá fora, vamos bater um raio x dela. – Alguém entrou com um aparelho e uma caixinha e eu sai logo em seguida. Meio relutante, mas sai.

Tomara que ela melhore, ainda tem que me dar explicações sobre o porque ela tava na pista sendo que a calçada existe para os pedestres andar nela.

Uma hora depois a enfermeira saiu do quarto, com um sorriso. Isso era um bom sinal.

– Sr.Salvatore?

– Sou eu. – Levantei de imediato.

– Ela acordou. – Duas palavrinhas que fizeram meu coração dar um salto. Foi como levar uma facada, mas a dor era um alivio em meu peito.

– Posso vê-la? – Perguntei tentando conter a animação.

– Claro. Entre. – Indicou a porta.

Entrei no quarto, e ela estava lá, deitada na cama. Sua expressão não era mais de assustada. Parecia aliviada, sem dor.

– Elena, esse é Damon Salvatore, ele está responsável por você. – A enfermeira pegou uns papéis. – Você já pode ir para casa, mas lembre-se: Repouso absoluto, nada de esforço, nada de colocar força nesse braço. Gelo e analgésico, vão te livrar rapidinho da dor, você não quebrou nada, nem fraturou.

– Quem vai me levar para casa? – Elena tinha uma voz calma.

– Eu levo, estou responsável por você. – Ela é surda ou a pancada prejudicou sua audição?

– É, pode ser. – Falou se levantando da cama. – Podemos ir?

A enfermeira fez que sim e anotou uma receita lá, pediu que eu assinasse um formulário e finalmente fomos liberados. No caminho pra casa dela, Elena não deu um palavra a não ser o endereço. E assim fiz, deixei-a na porta de casa e ela nem se quer agradeceu.

– Educação mandou lembrança! – Gritei do carro.

– Responsabilidade também! – Ela gritou em resposta.

– Como é que é? – Perguntei abrindo a porta e descendo do carro.

– Damon Salvatore, é você? – Ouvi uma voz me chamando, uma voz masculina. Olhei incrédulo para a pessoa que estava atrás de Elena.

***

POV Niklaus

Pleno domingo à noite e eu estou em casa, sozinho e sem nada para fazer. É de se estranhar, que um homem de vinte e seis anos não seja casado, nem tenha namorada. Não sou do tipo que tem relacionamentos de longa data, estou muito bem sozinho e minha única companhia é minha garrafa de whisky.

– Niklaus. – Ouço uma voz me chamar da sala de estar.

– Que você quer Elijah? – Reviro os olhos antes de ouvir.

– Temos um problema.

– Reformulando a frase: Você tem um problema. – Sorri sínico e ele me lançou um olhar furioso.

– Você acha que eu estou brincando?

– Jamais, Elijah Mikaelson nunca brinca. – Dei uma gargalhada que o irritou mais ainda.

– Vou ignorar suas piadinhas infantis, como eu estava dizendo, temos um problema: ainda estamos sem professor de história.

– Aquele que aplicou testes para a escola inteira e foi demitido? – Sorri com a lembrança do coroa gritando na sala do Elijah.

– Você o demitiu! Pra satisfazer as vontades do Kol. – Elijah se exaltou.

– Eles não gostaram da atitude dele, e quando eu digo eles, estou falando de todos os alunos. Metade da escola tirou nota abaixo de C. Então meu caro irmão, ou esse professor é uma farsa, ou seus alunos são completamente desatentos. – Klaus revirou os olhos novamente. – Não venha me culpar pela incompetência dele.

– Ah você é melhor que ele? – Elijah riu sarcástico. – Então dê aula no lugar dele amanhã.

– Ótimo. – Sorri irônico. Se pensa que pode me desafiar, está bem errado irmão.

E novamente fiquei sozinho no meu escritório, apenas minha garrafa de whisky por hoje.

...

De manhã, eu me levantei e tomei um banho frio para tirar qualquer resquício de ressaca de mim. Passei na cozinha e peguei meu café e fui direto para a escola. Se meu irmão acha que vai me desafiar e eu vou deixar isso de lado, ah, mas não vou mesmo.

Chequei os horários das aulas, só teria aula depois do intervalo. O que me dar um tempo de corrigir alguns testes que ainda faltam. O sinal tocou, era para os alunos voltar para as salas. Vou demorar alguns minutos, quero ver a reação desses alunos ao ver o vice-diretor dando aulas.

A sala do segundo ano estava barulhenta quando entrei, mas na hora que pisei os pés lá, alguns alunos pareceram perder a respiração.

– Serei o professor substituto de vocês até as férias, sem mais delongas. Estou com os testes de vocês em mão, confesso que esperava mais.

Passei de cadeira em cadeira entregando os testes. Depois de feito isso, dei a aula tranquilamente, mas uma carinha me chamou atenção em meio a tantas, ela me olhava inquieta. Seus olhos verdes me fuzilavam, quem era essa garota?

Assim que o sinal tocou, os alunos se levantaram e foram se retirando da sala. A mesma garota que estava me encarando, veio até mim.

– Professor, eu queria que o senhor revisse a minha nota, não tem como...

– Eu mesmo corrigi cada teste, se a sua nota foi baixa é sinal de que precisa estudar mais. – Respondi encarando aqueles olhos verdes. Pude ver a fúria transbordá-los.

– Quer saber, pois engula esse teste! – Ela pegou o papel e amassou bem na minha frente e simplesmente foi embora a passos largos da minha sala. Na mesma hora peguei o papel e li o nome escrito nele: Caroline Forbes.

Ah, Srta.Forbes... Você fez isso com o professor errado. Vou tirar essa sua pose, só preciso de um telefonema.

Xerife Forbes?”

“Ela mesma, quem fala?”

“Niklaus Mikaelson, vice-diretor da escola de sua filha”

“Aconteceu algo?”– A voz dela soou preocupada do outro lado.

“É que sua filha está com o rendimento super baixo em história, queria saber se ela poderia ter aulas particulares?”

“Acho que seria ótimo, Sr.Mikaelson. Mas podemos conversar sobre isso em outra hora? É que estou muito ocupada nesse exato momento, até mais". - Resmunguei um até logo e desliguei. Sabia que ela concordaria, que mãe desconfiaria de um professor preocupado com sua aluna?

Agora só falta a própria Caroline saber que terá aulas em particular comigo.

Notas finais
Algum chute de quem chamou Damon em frente a casa das irmãs Petrova? Tão inocente nossa Xerife Forbes... Mal sabe os interesses do Klaus nessas aulas "extras". Espero vê-los nos comentários, sobre o que acharam? Melhorou ou piorou? Apareçam, beijos e até mais!