Segredos

10 Episódio 10 - Salvando nossa pele


Notas iniciais
*** AVISO IMPORTANTE *** Olá, tudo bem? Vão bem? Bom gente, primeiramente queria falar sobre uma coisa... Eu fico feliz pelas minhas leitoras fiéis que sempre comentam a fic, seja para dizer que gostou do capítulo ou não, seja pra dizer um legal e até o próximo, mas COMENTAM. No capítulo anterior, só recebi 3 reviews... O que aconteceu, meu povo? Foi tão ruim assim? Eu tento fazer um capítulo grande, bem legal, atualizo semanalmente. Então façam meu esforço valer a pena, eu gosto de escrever pra vocês, não deixem de reconhecer... Mesmo que seja um "Legal". Esse capítulo tem uma cena DELENA um tanto engraçada, você que é fã deles... Vai rir do que nossa Elena vai fazer. Beijos, boa leitura. P.S.: Tem REBEKAH MIKAELSON lacrando no capítulo hoje.

POV Elena

Depois de sexta feira passada, Katherine passou a vir com Kol para casa todos os dias, eu não falei nada para mamãe, não faz meu tipo sair contando o que ela anda fazendo ou não. Então só fingi que não via.

Minha irmã é totalmente oposta de mim, não que eu seja uma santa, mas não saio ficando com o primeiro que me oferece carona, aliás, eu não ando aceitando carona de estranhos, porque é isso que Kol Mikaelson é, um completo estranho.

Um estranho que está se agarrando com minha irmã todos os dias lá em frente de casa. Isso é tão nojento.

Hoje era quarta feira já, quase uma semana desde que vi Damon, ele não anda com muito tempo, pois nunca está em casa... Eu nem sei porque estou sentindo falta dele, sua presença é insignificante pra mim.

Voltei da escola com Caroline, ela pediu que passasse em sua casa para fazer um brigadeiro de panela, assim que terminei ela veio me deixar em casa, de longe avistei o camaro de Kol parado em frente minha casa. Esse cara é tão grudento!

— Sua irmã às vezes age como uma vadia! – Caroline disse estacionando logo atrás do carro dele.

— Caroline, por favor. Vadia ou não, ela é minha irmã, não fale assim. – Foi só o que consegui dizer, apesar de Kath não merecer que eu a defenda das ofensas de Car.

Desci do carro e rumei para dentro de casa, nem se quer fiz questão de olhar para trás, não queria ver aqueles dois se engolindo dentro do carro. Que nojo! Mas acabei me deparando com uma cena ainda pior, Katherine estava sentada no colo de Kol, aos beijos, no sofá da sala.

— Katherine! – Exclamei de tamanho que foi o meu espanto.

— Elena? – Minha irmã saiu de cima dele e se levantou assustada. – Achei que fosse demorar mais. – Ajeitou a roupa e os cabelos, que estavam desgrenhados.

— Pois é, não demorei. – Retruquei obviamente irritada com tudo aquilo. – Acho melhor você ir embora, Kol. – Me virei para aquele ser humano sentado com cara de idiota, é o famoso Efeito Katherine, ela deixa os caras desse jeito, com cara de idiotas.

— O que? – Kath exclamou. – Não, Elena!

— Sim, Katherine. Pode ir embora, Kol! – Esbravejei ainda mais alto que minha irmã.

— Posso saber que gritaria é essa? – Damon surgiu atrás de mim. – Dar para escutar lá de fora. – Ele olhou pra mim e para Kath.

— É que a minha irmã querida... – Ela enfatizou o querida. – Ta mandando ele embora. – Apontou para Kol sentado no sofá.

— E quem é esse? – Damon encarou Kol como quem tem alguma doença mortal que pode ser transmitida pelo ar.

— Sou Kol Mikaelson. – O idiota se pronunciou, finalmente.

— Errado. – Damon deu um sorrisinho cínico. Todos presentes na sala voltamos nossos olhares para ele, completamente confusos. – Você é o cara que vai vazar daqui em cinco segundos.

— Como é? – Ele indagou visivelmente confuso.

— Cinco. – Damon começou a contar. Confesso que não consegui esconder um sorriso vitorioso. – Quatro.

— O que é isso, Damon? – Kath parecia intrigada com aquilo.

— Três. – Damon encarava Kol mortalmente.

— Acho melhor eu ir, Kath. Amanhã a gente se ver, ta legal? – Kol deu um selinho na minha irmã e saiu pela porta da frente.

Kath fulminou Damon com os olhos. Balançou a cabeça em negatividade, mas também não deu uma palavra, só saiu da sala pisando duro. Ela estava muito irritada com nós dois, tenho certeza que daí vem tempestade.

Me joguei no sofá e soltei um longo suspiro, ainda não acreditava no que havia acabado de acontecer.

— Vai ficar tudo bem. – Damon se sentou ao meu lado.

— Eu não entendo o motivo de você ter ficado do meu lado, achei que você fosse do contra. – Virei para olhar em seus olhos, aqueles olhos azuis.

— Queria mudar a rotina um pouco. – Ele riu debochado. Também dei uma gargalhada, afinal a situação era constrangedora, não tinha como não rir. – Você fica linda quando não está com raiva. – Aquelas palavras foram tão inesperadas que eu congelei na mesma hora.

— Co-como assim? – Fiquei toda sem jeito.

— Quando você está brava, você fica bonita, mas quando não está... Fica linda. – Ele falava e não tirava os olhos dos meus.

Por um momento eu cogitei a possibilidade de me aproximar mais dele, mas a razão não deixou, não posso me aproximar. Isso é tão errado! Meu coração queria ouvir aquelas palavras bem perto do meu ouvido, mas a minha razão gritava para me afastar.

— Elena? – Damon passou a mão na minha bochecha. – Ta tudo bem?

— Sim. – Me levantei do sofá. – Tudo ótimo, quer dizer... tirando isso que aconteceu, Katherine passa dos limites.

— É verdade. – Damon só assentiu.

E por falar no diabo, ela entrou na sala e se sentou no sofá.

— Dar licença, ta na frente da TV. – Kath pegou o controle e se sentou no sofá. Como ela conseguia ser tão indiferente assim?

— Olha Katherine, não quero... – Comecei a me justificar, ela teria que entender que aquilo não pode mais acontecer.

— Hoje não, ta legal? Esse papo de castidade não é comigo. – Minha irmã respondeu ignorando minhas palavras.

— Como é? – Fiquei estática com o que ela disse. Quem falou em castidade?

— Ah Elena, me poupe! Só porque você nunca transou com ninguém, não vem me dar lição de moral, ta legal? – Eu não queria acreditar que ela tinha dito aquilo, como ela foi capaz?

— KATHERINE! – Gritei segurando uma lágrima. – Como você... – Juro que não aguentava mais olhar sua cara. Então sai correndo da sala, só escutei mais uma coisa antes de correr escada acima.

— Isso foi cruel, Katherine. E seus pais vão saber disso! – Damon falou e ouvi passos vindos em minha direção. Não fiquei para ver se era ele, corri para o meu quarto.

...

Eu sei que irmãos nem sempre se dão bem, mas com Katherine e eu era diferente, a gente se dar bem apesar de sermos completamente diferentes em quesito personalidade. Somos idênticas diante do espelho, certo que eu adoto o cabelo liso e ela o ondulado, mas o rosto é igual.

Katherine sempre foi a implicante, sempre conseguia o que queria na base da chantagem emocional. Eu odiava essa atitude, como odiava... Até hoje é assim, quando não consegue o que quer ou quando tiram algo que ela conquistou, minha irmã se vinga de você, independente de quem seja!

O que Katherine disse na sala foi baixo e cruel, se eu sou virgem ou não, isso não dar o direito dela sair dizendo isso em voz alta. Eu sei que é careta uma adolescente de 17 anos ser virgem, mas eu não estou esperando nenhum príncipe encantado ou transar depois do casamento, só não transei com ninguém porque nunca namorei sério com nenhum garoto. O máximo de tempo que passei com alguém foi com Matt, e foram cinco meses... Mas eu era o que? Uma menina de quinze anos.

Completamente absorta nos meus pensamentos até que algo me puxa para a realidade. Ouço batidas na porta do meu quarto e então ela se abre. Damon.

— Posso entrar? – Ele se esquiva e levanta as mãos como quem mostra que não está armado.

Apenas assenti para que ele entrasse. Damon se pôs de pé aos pés da minha cama, acho que também queria permissão para senta-se.

— Você pode sentar também, não precisa ficar plantado ai. – Forcei um sorriso amarelo e ele se sentou ao meu lado.

— Eu sinto muito pelo que sua irmã disse. – Damon disse pegando na minha mão.

— É só a Katherine, já to acostumada com as agressões verbais dela. – Dei os ombros e forcei um sorriso torto.

— Você não precisa ficar assim. – Com a outra mão ele acariciou meu rosto, no mesmo instante meu corpo pareceu receber uma carga elétrica, meus pelos se eriçaram. Ainda bem que a manga da blusa era longa, não tinha como ninguém notar.

— Só porque eu sou acostumada não quer dizer que não doa o que ela diz. – Me levantei enxugando uma lágrima. – Aquilo foi cruel até pra ela! – Enxuguei outra lágrima que insistia em descer.

— Hey! – Damon se levantou também e se pôs do meu lado. – Xi, não chora. – Ele levou sua mão até o meu cabelo e desceu até a bochecha. – Você não combina chorando. – Damon olhou dentro dos meus olhos, confesso que não me importava mais o que Katherine disse, eu só conseguia olhar para aqueles olhos azuis. O dono desses olhos que parecia ver minha alma levou a outra mão até minha outra bochecha, a essa altura ele estava tão perto.

Não pude deixar de desviar dos seus olhos e encarar sua boca, seus lábios finos estavam tão convidativos, por que esse desejo pela boca dele? Isso soava tão errado. Ele é amigo do Rick, se afaste dele! Meu subconsciente da razão gritava, e eu queria me afastar dele, mas não conseguia. Era mais forte que tudo que já senti na minha vida.

Sua boca chegava cada vez mais perto, ele ia me beijar. Agora, ai meu Deus. Fechei meus olhos e esperei que nossas bocas se encostar, sua respiração entrecortada... Eu sentia contra meu nariz.

— Elena? – Uma voz feminina me acordou do transe. – Filha?

Mãe? Eu não conseguia acreditar nisso! Ouvi passos vindos da escada.

— E agora? – Damon ficou tenso, os lábios que estavam prontos para me beijar agora se encontravam em uma linha, contraídos de tensão. Se minha mãe o visse aqui era capaz de ter um treco.

Empurrei-o em cima da cama, de um modo que ele rolou e quase caiu do outro lado.

— Mas que droga, Elena! – Damon me encarou mortalmente, aquilo deve ter doído.

— To salvando nossa pele. – Falei e sai praticamente correndo do quarto. Pra minha alegria minha mãe tinha acabado de subir as escadas.

— Ai está você, filha. – Isobel parecia preocupada.

— Estou mãe. O que houve? – Perguntei mudando de assunto e escondendo a tensão.

— Vamos, desça. Precisamos conversar. – Minha mãe me encarava séria.

— Aconteceu alguma coisa? – Fingi indiferença.

— Nada com você, filha. Mas preciso de você lá e de Damon, falando nele, onde ele está? – Ela tentou passar por mim.

— Mãe! – Gritei fazendo-a estremecer de susto.

— Que? – Minha mãe levou a mão ao coração.

— Mãezinha, o rapaz deve está tomando banho. Já ele desce, vamos na frente. – Puxei seu braço fazendo-a voltar. Ela deu os ombros e me seguiu.

Antes de sumir na escada, olhei para trás, lá se estava Damon me olhando com o mesmo sorriso indecente de semana passada. Essa foi por pouco.

POV Elijah

Já fazia cinco dias que eu estava na casa da minha mãe, é ridículo o fato de um homem de vinte e nove anos está hospedado na casa da mãe, mas só vim para cá porque ela implorou. Disse que enquanto estiver viva nosso lugar é com ela, a não ser que não moremos por aqui. E já que são só uns dias, que mal tem.

Desci para comer algo, estava tão silêncio que poderia jurar que não havia ninguém em casa, essa cidade sempre foi silenciosa. Até encontrar Rebekah sentada à mesa tomando algo que eu não identifiquei o que seria. Sentei-me na cadeira de frente para ela.

— Com sede? – Ela ofereceu o copo.

— Primeiro preciso saber que liquido é esse que você está tomando. – Respondi analisando o copo.

— Ah Elijah, por favor. – Rebekah fez uma careta ao tomar o resto da bebida no copo. – Então, o que te trouxe aqui? Porque irmãozinho você não me engana, saudades da mamãe e de mim que não é! – Minha irmã se levantou e colocou o copo na pia.

— Não sei do que você está falando, Rebekah. – Desviei o olhar para que ela não me encarasse nos olhos. Nunca consegui esconder nada da mamãe e nem dela, são as únicas que percebem quando escondo algo.

— Se o problema é a escola eu não posso ajudar, agora se essa sua cara escorrida for por causa de mulher... – Rebekah puxou a cadeira e veio até meu lado. – Irmãozinho, você pode dividir comigo. Nunca te vi assim.

Fiquei alguns segundos em silêncio cogitando a ideia, se eu contar ela não precisa saber que se trata de Katherine.

— Eu quero alguém que não posso ter, Rebekah. – Disse pondo fim aquela aflição da minha irmã que já estava quase roendo as unhas de tanta ansiedade. – Me sinto um adolescente novamente.

— Você gosta de uma mulher, mas não pode tê-la? – Minha irmã me perguntou e eu só assenti. – E por que não? Ela é casada?

— Não, é solteira. Mas é tão impossível que eu sei que é um erro. – Disse me levantando da mesa, falar daquilo me fazia lembrar de Katherine, e eu vim aqui para fazer o oposto.

Assim que ia saindo da cozinha, Rebekah fez um “psiu” chamando me atenção, o que me fez virar para trás. Então ela disse: — Só é impossível porque você não quer tentar, se você gosta dela, ta fugindo por quê?

Aquela pergunta não tinha resposta, ou quer dizer, eu não tinha resposta para tamanha pergunta. Então só dei as costas e sai da sala. Mas isso não muda o fato de Katherine não sair dos meus pensamentos. Acho que minha irmã tem razão, mas será que vale arriscar tudo por esse sentimento?

Só sei de uma coisa, não consigo tirar aquele beijo da cabeça. Foi a maior loucura que eu já fiz, mas também o melhor beijo que alguém já me deu.

Notas finais
Kath pegou pesado com Elena, mas pra ser consolada pelo Damon... Eu deixaria ela falar o que quisesse comigo. Kkkk Que acharam do Damon querendo beijar Elena? E sobre o que Rebekah disse a Elijah? E ai? COMENTEM, xoxo :*