Segredos
1 Prólogo
Notas iniciais
...O sol está forte em Toronto. Seus raios banham todo o parque e não deixo de agradecer pelas sombras frescas que as árvores oferecem.
Arrumo os óculos escuros em meu rosto, saboreio com louvor a brisa que soa no campo. Meu vestido se agita, assim como meus cabelos, porém eles logo voltam a sossegar.
Crianças passam correndo por mim, suas risadas altas e divertidas me faz sorrir. A infância é realmente a melhor época da vida.
Você é inocente. Não tem preocupações. Nada abala seu mundinho perfeito.
Entro por um caminho mais estreito, onde os galhos das árvores se curvam formando um belo arco natural.
A temperatura fica mais fresca, mais gostosa.
Ponho os óculos sobre minha cabeça, ao longe posso ver o canteiro de flores em formato da folha da bandeira do Canadá.
É lindo! Incrivelmente lindo.
—A folha de Maple é o maior orgulho para o povo canadense. –
As palavras repercutem em minha mente. Um arrepio passa por mim, meu coração acelera e de imediato, viro o rosto procurando por aquele timbre rouco conhecido.
Viro minha cabeça em todas as direções possíveis, até que eu o vejo.
Caminhando em minha direção calmamente, ele mantém as mãos nos bolsos da calça jeans verde turquesa.
Um sorriso enfeita o rosto belo que parece ter sido esculpido no mármore mais perfeito e raro. Ofego alto, embebedada por seu perfume.
Fecho os olhos, respiro fundo. Cada pelo de meu corpo se eriça com o calor já conhecido e saudoso, que se aproxima.
Não, só posso estar sonhando... Delirando!
De um modo extremamente sexy, ele coloca os óculos escuros sobre a cabeça. Engulo seco observando os músculos fortes de seus braços com os movimentos.
—Edward... – solto ainda sem acreditar. Estou vendo coisas! Ele não está aqui... Está?
Meu coração martela no peito. Ele sorri e meu mundo volta a ganhar cor. Toda aquela dor, agonia, aflição se esvai.
—Isabella. – sua voz rouca me fascina como da primeira vez que eu a ouvi.
Também, já faz tanto tempo... Dezenove dias, isso é muita coisa!
—O que... – minha voz sai falha, meus batimentos estão tão rápidos que chegam a ser incômodos. —O que você.. – não consigo terminar a frase pois ele se aproxima mais de mim.
Estamos a centímetros de distância e espero loucamente que ele rompa isso o mais depressa possível.
—O que eu vim fazer aqui? – ele completa minha pergunta. O timbre leve, manso, suave.
Fodidamente sexy!
Engulo o ar ansiosamente. Nossos olhos se encontram e tenho a certeza que tudo vai ficar bem.
Os orbes claros estão ternos, brilhosos, saudosos.
—A resposta é simples... – elevando o braço, Edward toca meu rosto.
Minha pele queima quando entra em contato com a sua. Meu sangue ferve em minhas veias e não consigo prender o suspiro.
Que saudade... Que saudade eu estava dele!
—Vim buscar minha namorada e pedir que ela volte, não só para mim como também para San Francisco. –
Suas palavras me pegam de surpresa. Ofego alto, meus olhos ardem e sou incapaz de desviar nossos olhares.
Vim buscar minha namorada. Vim buscar minha namorada.
Suas palavras repercutem em minha cabeça.
—Fiz a maior burrada da minha vida quando deixei você ir embora, Isabela. – seus lábios se apertam, os olhos ficam tensos. —Mas estou disposto a corrigir isso. –
Respiro fundo. Uma lágrima cai de meus olhos e Edward rapidamente a seca.
Estou mesmo ouvindo isso?
—Shii... Não chore, baby. – colando nossos corpos, ele segura meu rosto com ambas as mãos.
Engulo seco. Seu toque é tão carinhoso e delicado que me deixa ainda mais chorosa.
—Eu não sei se isso é amor... – suas palavras me tiram do transe. Tenho a vista embaçada, contudo meu corpo está tremulo de mais para me obedecer. —Contudo eu sou capaz de conquistar o mundo apenas para te ver sorrir... Enfrento quem for para ter você na minha vida. – lubrificando os lábios com a língua, ele faz uma rápida pausa. —Porque eu não quero ter uma vida sem você. –
Um soluço alto de minha garganta. Cerro os olhos e deixo mais lágrimas caírem. Meu peito se infla de felicidade, de amor, de saudade.
—Volta para mim, Bella... Volta? – suas palavras me derretem, me deixam em êxtase profundo. Mal sei como respirar, quem dirá falar algo coerente.
Puxo o ar lentamente, abro meus lábios uma, duas, três vezes... Só pode ser um sonho, sim é só pode ser um sonho!
Fale com o autor