Segredos

12 Capítulo Onze


Notas iniciais
Olá princesinhas minhas :3 Como vão vocês? Bravas comigo? Desculpem lindezas por não ter postado ontem é que eu tive que estudar para provas e ainda, concluir um trabalho urgente! Bom, espero que me perdoem e gostem do capitulo! Boa leitura :D

A feição de Alice chega a ser de espanto. Ela mantem a boca escancarada, os olhos arregalados e como se um chifre nascesse em minha testa, ela me fita atentamente.

—Eu agradeceria se você falasse alguma coisa. – minha voz sai baixa, arrumo o travesseiro em meu colo enquanto ela pigarra.

—Bella... – suas mãos magras cobrem sua boca. —Eu estou... Pasma! – sua voz não passa de um sussurro.

Sorrio amarga, arrumo a postura e dou de ombros.

—Gravida? – seus olhos saem de mim por segundos. —Não acredito! –

—Nem eu. – cubro o rosto com as mãos, meu peito se contrai em desespero e novamente peço que tudo isso seja apenas um pesadelo. —Ai Alice... Sabe quando tudo parece um pesadelo? Um sonho ruim... – passo os dedos por meus cabelos. —Eu penso no dia de hoje e só consigo ver borrões, minha consulta com a ginecologista, minha discussão com Edward... –

—Vocês discutiram? – a pergunta de Alice me interrompe.

Aperto os lábios, as palavras dele me retornam a cabeça. Respiro fundo, assinto com a cabeça.

—Não foi bem uma discussão, mas Edward não reagiu muito bem. – murmuro sem ânimo.

—Imagino... – Alice se levanta, com poucos passos caminha até a cama sentando ao meu lado. Solto um longo suspiro, deito a cabeça em seu colo e fecho os olhos. —Situação delicada hein... – alisando meus cabelos, ela diz baixo.

—Nem fale. – engulo seco apertando os lábios. —As coisas não estavam fáceis, mas Edward e eu estávamos ajeitando tudo. Só que agora com essa gravidez... Caramba, tudo desmoronou de novo. –

—Eu entendo, isso pegou vocês de surpresa. Aliás, pegou todos nós de surpresa. – ela solta um risinho baixo. —Mas não adianta ficar se lamentando ou se arrependendo porque o bebê já está a caminho. –

Cubro o rosto com as mãos.

Bebê. Bebê!

Essa palavra agora parece tão assustadora!

—Eu sei... – minha voz sai baixa. —Só que sabe... Ainda não acredito que eu estou grávida. – assumo fitando o teto de gesso.

—Ah, mas isso é com o tempo, Bella! – Alice diz calma. —Aposto que você e Edward serão os pais mais corujas do mundo. – volto meus olhos para ela, bufo alto e me sento na cama.

—Edward? – indago descrente. —Duvido. –

A mão de Alice passa por meus ombros, suspiro acomodando a cabeça em seu braço.

—Eu acho que ele vai ter mais ciúmes do bebê do que ele tem de você. – ela profere com o timbre divertido. —Você conhece e muito bem o jeito possessivo dele. –

Respiro fundo, meus dedos brincam com a fronha do travesseiro.

—Conheço, só que ele saiu daqui tem quase quatro horas e até agora não me ligou nem nada. – várias hipóteses de onde ele possa estar, passam por minha cabeça.

Engulo seco, tento expulsar o ciúme também, contudo ele é muito mais forte que eu.

—Ele está assustado, Bella! – a voz de Alice me tira dos devaneios. —Do mesmo jeito que você está atordoada, eu aposto que ele também está. – arrumo o corpo, com os dedos puxo meus cabelos até prendê-los em um coque firme.

—E se ele terminar comigo? – o pensamento me deixa desesperada, olho para Alice, minhas mãos apertam as suas. —E se ele me deixar? – meus olhos marejam, minha garganta arde e tudo o que mais quero é ter ele ao meu lado.

—Bella, pare de pensar besteiras.... –

—Não é besteira, Alice. – ainda aflita, eu a interrompo. —Você não viu como ele reagiu... Caramba, o que eu vou fazer sem ele? –

Alice rola os olhos, seus dedos retiram minha franja dos olhos.

—O que você vai fazer? Cuidar do seu filho, ué! – suas palavras são diretas. —Se Edward terminar com você, vamos ter certeza que ele é e sempre será, um cafajeste. – prendo a respiração por segundos.

Meu cafajeste!

—Ter o apoio, ajuda e presença dele, é fundamental, mas Bella, seu filho precisa mais de você do que você precisa do Edward. –

Aperto os olhos com as pontas dos dedos, respiro fundo e deito na cama.

—Meu filho... – deixo as palavras rolarem por meus lábios.

Tento me acostumar com a ideia de ter um filho, mas a ideia não penetra em minha cabeça de modo algum.

Respiro fundo e fecho os olhos.

Pelo menos, ainda tenho oito meses para me acostumar.

⇜❋⇝

Com preguiça, caminho para sala. Meu corpo está pesado, cansado, tenso... Tudo consequência da noite mal dormida.

Coço os olhos, adentro na cozinha e na mesma hora, a conversa cessa.

Olho para cada um dos quatro. Phil abaixa a cabeça e finge ler algo no celular, Alice corta um pedaço da panqueca e logo a come, Renée toma seu café de olhos baixos e Suzane, me dá as costas indo até a pia.

Bufo alto, ponho a franja para o lado e me sento em uma das cadeiras vagas.

Impaciente pego a garrafa de café e encho a xícara com o liquido quente fumegante.

—Bella, a cafeína não faz bem para o bebe. – Alice murmura a mim, dou de ombros estico o braço e pego uma torrada a frente. —Tem alguém de mal humor! – pelo canto dos olhos eu a vejo arquear as mãos.

O telefone toca, meu coração dispara e sinto a ansiedade correr por minhas veias.

Talvez seja ele. Talvez seja Edward!

Meu subconsciente grita, mordo o lábio inferior passando geleia pela torrada, seguro a vontade de sair correndo até o telefone e apenas espero que Suzane vá atender.

—Nossas passagens estão agendadas para quarta-feira, as duas da tarde. – ouço Phil contar a Renée que se mantém em silencio.

Tamborilo meus dedos na mesa, bato o pé no chão, me inclino na cadeira e olho para a sala.

—Acha que é ele? – Alice pergunta baixo. Volto meus olhos para ela, mordo o canto do meu lábio inferior.

—Hãn? – seus olhos rolam veemente.

—Dá para ver a expectativa brilhar nessas bolinhas verdes. – ela prefere comendo mais um pedaço da panqueca.

Coço a cabeça sem jeito, me arrumo na cadeira e tento me controlar.

Está bancando a ridícula!

—Bella! – Suzane me chama, a animação faz meu estomago saltitar. Me ponho de pé rapidamente, meus passos até sala são ligeiros. —Telefone para você. – diz me estendendo o aparelho.

—Quem é? – respiro fundo ao perguntar.

—Não disse, só pediu para falar com você. – a frustração corre por mim, abaixo a cabeça, Suzane afaga meu ombro antes de se afastar.

Respiro fundo e apoio o aparelho no ouvido.

—Alo. – falo sem expectativas.

—Senhorita Swan? – a voz é feminina, concluo de imediato.

—Sim. –

—Bom dia, eu falo do escritório do senhor Ateara e nós recebemos um currículo da senhorita no mês sete, onde demonstrou interesse em uma vaga de secretária. – suas palavras me deixam em nostalgia.

Parada relembro do dia em que sai para entregar os currículos. Já faz tanto tempo... Nem parece que foi a menos de três meses atrás.

—Estou retornando apenas para informar que a senhorita foi selecionada para uma entrevista. – chacoalho a cabeça prestando atenção em suas palavras. —Pode por gentileza comparecer aqui as seis horas da tarde de hoje. –

Aperto os lábios.

Preciso trabalhar, ficar atoa não cola!

—Posso. – confirmo ainda desanimada. —Posso sim. –

Quieta eu espero a moça passar o endereço, anoto-o em um envelope velho e após desligar a ligação, eu volto para a cozinha.

—E então? – Suzane questiona assim que me sento ao seu lado.

—Proposta de emprego, tenho uma entrevista hoje as seis da tarde. – conto em meio a um suspiro, pego a xícara de café e levo aos lábios.

—Proposta de emprego? – Alice indaga surpresa. —Contou que está gravida? –

Suas palavras me deixam em alerta. Bufo alto, apoio a cabeça na mão e contraio os lábios de desgosto.

—Não, não contei. – um silencio chato ronda pela mesa até que o toque do celular de Alice, o irrompe.

Ela pede licença ao se pôr de pé, a olho e não deixo de reparar como está bem vestida. Engulo seco, não deixo de sentir saudade da época que trabalhei na empresa.

Minha única preocupação era ter me apaixonado por um cafajeste. E agora, minha vida está transbordando de problemas.

—Você vai na entrevista? – a voz de Phil me libera dos devaneios. Meio desatenta eu o olho afirmando com a cabeça.

—Vou... Nem que eles não me contratem eu preciso sair um pouco... Espairecer a cabeça. –

—Tem razão bebê, se quiser podemos ir ao shopping fazer umas comprinhas! Podemos até compra umas roupinhas neutras para o bebê, uns sapatinhos talvez... –

Rolo os olhos com as palavras de Renée, sorrio sem vontade mas nego com a cabeça.

—Não estou com cabeça para compras mãe. – falo pondo minha franja para o lado. —E essa criança não tem nem pé ainda, então sapatinhos são desnecessários. –

Por baixo da mesa, Suzane me cutuca. Cerro os olhos olhando-a, com a face contraída ela dá uma bronca em silencio.

—Gente, o café estava ótimo, mas eu terei que ir trabalhar mais cedo. – Alice retorna para a cozinha, sua feição demonstra preocupação. —Bella, pode me acompanhar até a porta? – indo até Renée, ela pede.

Assinto com a cabeça, me levanto enquanto ela se despede dos três restantes.

—O que foi? – pergunto assim que nos afastamos deles.

—Acho que a empresa agora afunda de vez. – pondo a bolsa no ombro, ela conta.

—Porque? O que aconteceu? – um arrepio ruim passa por mim, apoio o corpo na parede olhando-a atenta.

—Ângela acabou de me ligar, ela não contou direito o que aconteceu mas parece que Carlisle recebeu propina do governo para quitar umas dividas da empresa e se fala até em sonegação de impostos. –

—Nossa! – surpresa, cubro os lábios com as mãos.

—Pois é... A chapa esquentou por lá. – abrindo a porta, Alice murmura. —Vou para lá, te mantenho informada. –

—Tudo bem. – concordo com a cabeça ainda abobalhada pela noticia.

—Até mais tarde. – ela se inclina e beija minha bochecha antes de sair.

Puxo o ar com força, fecho a porta e recosto o corpo nela.

Propina? Sonegação de impostos?

—Meu Deus... – minha voz sai baixa, quase inaudível.

Mordo o lábio inferior realmente aflita.

Carlisle não seria capaz de algo tão sujo, seria?

⇜❋⇝

Olho novamente para o celular. Nada. Nem uma ligação ou mensagem.

Antes era Edward, mas agora, até Alice está sumida.

Rolo os olhos saindo do quarto, arrumo o blazer em meu corpo e guardo o aparelho dentro da bolsa.

Na sala, Renée e Suzane assistem a, o que me parece, ser um talk show.

—O taxi já chegou? – pergunto parando em frente ao sofá. Elas me olham atentas enquanto arrumo as coisas dentro da bolsa.

—Ainda não. – Renée murmura arrumando o corpo no estofado.

—Vou descer e esperar na portaria. – aviso olhando rapidamente no espelho da maquiagem. —Se por acaso Alice ou Edward me ligar, avise que eu não demoro. –

—Tudo bem. Boa sorte. – Suzane deseja sorrindo.

—Obrigada. – agradeço em meio a um suspiro.

—Tchau bebê. – minha mãe acena para mim, sorrio e retribuo antes de sair do apartamento.

Arrumo a bolsa no ombro, aperto os lábios com uma vontade enorme de morder os lábios.

Dentes manchados não, por favor!

Mordo a ponta do dedo enquanto desço os degraus da grande escada, na recepção reconheço Sarah que caminha ao lado de um moço forte e alto.

O moço forte e alto. Paro ao reconhece-lo.

Foi com ele que trombei em minha festa!

Ele me olha e sorri, assim como minha vizinha. Pigarro sem jeito, abaixo a cabeça por segundo arrumando minha franja na testa.

—Olá Bella. – Sarah é simpática ao dizer.

—Oi, Sarah. Como vai? – ela maneia a cabeça a mim e arruma as sacolas em mãos.

—Bem e você? – sua voz sai leve. —Esse é meu filho, Jacob. – posso sentir o orgulho em sua voz. —Se lembra que comentei dele? –

Concordo com a cabeça e aceno ao moço, ele sorri ao manear a cabeça.

—Tudo bem? – sua voz é tão calma e leve, como a de Sarah.

—Tudo sim e com você. – profiro de volta, observando-os.

Os dois são realmente muito parecidos. Os olhos, os sorrisos, os tons dos cabelos.

—Gente se vocês dois me dão licença, eu preciso ir, tenho uma entrevista de emprego agora. – com um suspiro, me afasto um pouco deles.

—Claro, boa sorte. – Sarah deseja sorrindo.

—Obrigada. – agradeço a fitando. —Prazer lhe conhecer, Jacob. – digo a ele que manei a cabeça.

—Todo meu. – ouço sua resposta, aceno e me viro.

Pelo canto dos olhos eu vejo Mike assumir o posto para seu plantão, ele não me vê, e isso é bom.

Há um clima chato entre nós dois.

Saio do prédio, destranco o portão e bufo alto ao ver que o taxi ainda não chegou.

Uma brisa fria corre pela rua. O sol já se foi e a lua começa a subir no céu, ainda parcialmente claro, onde já se pode ver as estrelas.

—Posso saber onde a senhorita vai? – me sobressalto com a voz de Edward. Fecho os olhos, meu corpo fica arrepiando e os batimentos em meu peito são ligeiros.

Engulo a saliva com dificuldade, me viro e o vejo saindo do meu carro. Não deixo de me surpreender ao ver a lataria impecável, nem parece que ele foi recém batido.

—Vim trazer seu carro. – ele fala chacoalhando as chaves. Um sorriso brinca no canto dos seus lábios, rolos os olhos e arrumo a postura.

Ele caminha até mim, seu belo corpo coberto por um terno slim fit azul marinho. Edward passa a mão livre pelos cabelos, deixando-os ainda mais revoltos.

Deus, que homem sexy!

—Tome. – me olhando, ele estende o molho de chaves.

Estamos a poucos centímetros de distância e com essa aproximação, já posso sentir seu calor.

—Obrigada. – impaciente, eu puxo os objetos pratas de sua mão.

Sem falar mais passo por ele e caminho até o carro conversível, abro a porta do motorista e logo adentro no veículo.

—O que... – se aproximando, ele murmura sem entender. —Onde você vai? – bufo quando ele abre a porta do passageiro.

—Tenho uma entrevista de emprego. – falo impaciente. —Pode me deixar ir agora? Porque se eu perder essa vaga, vou ter que procurar outro trabalho por ai. – Edward cerra o maxilar, seu semblante fica raivoso e ele logo se coloca dentro do carro. —Edward... –

—Fique quieta! – Edward manda impaciente, porém seus olhos estão ternos.

—Ouça, cuidado com o... –

—Eu disse para ficar quieta. – sua voz firme e autoritária me cala. —Você não vai procurar trabalho nenhum. O único trabalho que vai ter será o de arrumar sua mudança para minha casa. Já está tarde, mas amanhã já começaremos a planejar nosso casamento. Dentro de um mês estaremos casados. –

Sua expressão recuaria até o homem mais valente, contudo apenas cruzo os braços.

—Casar? Não vou casar me com alguém que não me ama. – minha voz sai desdenhosa.

Mentira, eu vou casar sim!

Meu subconsciente grita me deixando tentada a soltar tais palavras.

—Caralho Isabela! – Edward rugi, suas mãos se agitam em seus cabelos antes de tomar meu rosto. —Como eu não te amo? Bella, você faz o que quer comigo desde a primeira vez que te vi! Sou capaz de matar por você sem pensar duas vezes, então não volte a dizer que não te amo! –

Seus olhos brilham intensamente, lagrimas turvam minha vista e meu coração dispara no peito.

Como declaração de amor e pedido de casamento não é muito romântica, mas sim emocionante.

Me inclino para frente rodeando seu pescoço com os braços.

—Eu também te amo. – ele sorri, seus lábios se unem aos meus da forma mais perfeita possível.

Seus dedos se embrenham em meus cabelos, enquanto os meus apertam o tecido de seu terno, o puxando cada vez mais, para mim.

—Meu Deus, como amo você. – suas palavras saem meio falhas, o olho, ele está ofegante. —Nunca pensei que eu fosse amar alguém, nunca acreditei nisso... Mas isso foi antes de você cruzar o meu caminho. – sorrio emocionada, meus olhos ficam turvos.

Me inclino para frente e beijo-o novamente.

Deus, como eu o amo!

—Agora, eu simplesmente não posso mais viver sem você. – ergo os olhos, encontrando-o os seus. —Da mesma forma que não posso viver sem ar. –

Solto um riso baixo, meus dedos contornam cada pedacinho de seu rosto perfeito.

—Achei que fosse me deixar. – assumo com a vez pesada. —Não sei o que eu faria se você me deixasse. –

Edward respira fundo, suas mãos voltam para o meu rosto, deixando afagos carinhosos.

—Desculpe pelo jeito que eu reagi. – ele pede com os lábios apertados. —Só fiquei assustado e surpreso. –

Abro um sorriso, passo os braços por seu pescoço e o abraço apertado.

—Vai casar comigo... Não vai? – posso sentir o temor em sua voz, respiro fundo, deixo um beijo em seu rosto e o olho.

—Vou. – afirmo, instantaneamente um sorriso se abre nos lábios dele.

—Você me faz muito feliz, Isabela. – contornando minha boca com o polegar ele murmura.

Sorrio novamente, é incrível como ele arranca sorrisos de mim tão fácil. Tomo seu rosto entre as mãos e sem esperar mais, o beijo novamente.

⇜❋⇝

‘... Carlisle Cullen decidiu não falar a respeito do escândalo, passando direto por todos os repórteres, sendo rodeado de seguranças.’

Com o controle eu desligo a TV, Edward me olha, posso ver em seus olhos toda a preocupação que sente.

Deixo a toalha sobre a cama e vou até ele. Minhas mãos correm por seus ombros largos, deixo alguns beijos em sua pele cheirosa, enquanto ele me puxa para seu colo.

—Você sabia disso? – indago a ele que afunda o rosto em meus cabelos húmidos.

—Não. Nem imaginava que Carlisle estava envolvido em algo tão sujo. – corro os dedos por seus cabelos, ele respira fundo aumentando a pressão de seu abraço em minha cintura.

—O que vai acontecer agora? –

—Como assim? – afastando seu corpo do meu, Edward me olha.

Afago seu rosto, deixo um beijo em seu maxilar.

—Com a empresa, o que vai acontecer? – ele abaixa a cabeça por segundos, aperta os lábios e engole seco.

—Não sei, mas não acredito que virão coisas boas. – mordo o lábio inferior ouvindo-o quieta. —O valor das ações despencou, aposto que alguns investidores e sócios já estão rescindindo os contratos... – Edward leva uma das mãos aos cabelos. —Caralho... Nunca imaginei que isso fosse acontecer. –

Pesarosa eu o abraço, posso sentir sua tristeza.

—Tudo vai se resolver amor... As vezes são apenas fofocas. – falo baixo tentando acalmá-lo.

—Conhecendo Carlisle, eu duvido que sejam apenas fofocas. – apoio o queixo em seu ombro e beijo seu pescoço. Por longos segundos, ficamos em silencio. —Ainda bem que eu tenho você. – sua voz sai calma, seus braços me puxam para mais perto.

—Sempre vai ter. – sibilo o olhando. —Vou sempre estar com você. – ele sorri torto, infiltra a mão em meu cabelo e puxa pela nuca, até unir nossos lábios.

Um toque do celular soa alto, Edward bufa alto e não deixo de rir.

—É melhor eu atender... Pode ser importante. – ele sussurra ainda com os lábios colados nos meus.

Respiro fundo, assinto com a cabeça e saio de seu colo.

Edward esfrega as mãos nos cabelos, se põe de pé arrumando a calça de moletom cinza em seu corpo.

Mordo os lábios deitando na cama.

Porra de homem gostoso que é o meu!

—Emmet? – sua voz surpresa me faz desviar os olhos de seu tórax definido para observar seu rosto. —O que foi? – mordo o canto do lábio inferior, Edward aperta os lábios e esfrega a mão no rosto.

Rapidamente me sento, algo ruim aconteceu.

—Não. Pode deixar, já estou indo. – sem mais, Edward desliga o celular.

—O que aconteceu? – indago com o timbre tremulo, Edward respira fundo, os olhos permanecem fixos no celular.

—Preciso ir ao hospital. – diz levando o aparelho até o ouvido.

—Hospital? – me pondo a sua frente, eu o observo. —O que aconteceu? –

—Esme. Ela sofreu um acidente de carro e parece que está mal. – sua voz sai seca, sem emoção alguma.

Recuo um passo com a notícia, engulo seco e caio sentada na cama.

Meu Deus... Mais essa!

Notas finais
O.O Sei nem o que falar sobre o capítulo acima... u.u kkkkkk Bom, confusões e mais confusões a vista! Aguardem! Sem mais, nos vemos amanhã... Eu acho! srsrs Espero que tenham gostado, nos vemos em breve! Se cuideeem... Beijõõões da Nick :*