Segredos

6 Capítulo Cinco


Notas iniciais
Olá gatinhas :) Estou um pouquinho atrasada, maaas vim postar para vocês :D Com um pouquinho de pressa não vou falar muito aqui, então, espero que gostem :) Boa leitura :D

Edward está tenso, sorrindo, porém visivelmente tenso. Sua atenção não sai do celular, uma ruga de preocupação não abandona sua testa e em seus olhos eu posso ver todo o estresse que ele sente.

Respiro fundo, ainda parada a sua frente puxo o celular de sua mão. Com rapidez, abro a bolsa carteira deixando o aparelho ao lado das poucas maquiagens que carrego.

—O que você está fazendo? – sua face carrancuda deixa claro que ele não está feliz com meu gesto. Dou de ombros, respiro fundo e me aproximo mais dele.

—Guardando seu celular. – falo, olho por cima dos ombros e me certifico que não há ninguém nos observando. —Garanto a você que todos esses problemas que está tentando resolver aqui, ainda estarão nos esperando quando formos embora, então relaxe, ok? –

—Como se eu conseguisse. – emburrado ele rola os olhos. Afago seu rosto, me inclino e deixo um rápido beijo em seu queixo.

—Você consegue. – seus olhos se voltam para mim, estão mais calmos. —Não tem mais ninguém para você me apresentar? Nenhum amigo gatinho? –

Prendo riso ao vê-lo estreitar os olhos.

—Engraçadinha. – ele está mais tranquilo, contudo não parece ter gostado de minha brincadeira.

—O que foi? – pergunto fingindo inocência. Ele bufa, suas mãos se apoiam em minha cintura, por segundos o calor que corre por meu corpo me faz esquecer que estamos em público. —Vai dizer que não tem nenhum amigo bonito para me apresentar? –

—Não sou o tipo de homem que vê beleza em outros caras. – o ciúme em sua voz é evidente. Não consigo prender o sorriso. —Pare de sorrir, sei que está me provocando. –

Arqueio as sobrancelhas a ele, Edward me puxa para mais perto.

—Não importa para quem eu lhe apresente, você é minha e tenho pena do rapaz que se engraçar para o seu lado. – concordo com a cabeça rindo baixo, me estico um pouco e beijo seus lábios castamente.

—Possessivo. – murmuro baixo ao mesmo tempo em que um garçom para ao nosso lado.

Pigarro meio sem jeito, talvez ele tenha ouvido.

—Vinho? – educadamente, ele estende a bandeja para nós. Edward maneia a cabeça, segura duas taças me entregando uma.

—Obrigada. – agradeço a ele que sorri, pisca e ainda me olhando toma um pouco da bebida clara.

—Romanée-Conti DRC da Borgonha. – seus orbes verdes se voltam para a taça larga que mantém em mãos. —Boa safra. – ele comenta com naturalidade. —Se não me engano é de noventa e sete. – arqueio minha sobrancelha a ele, estou realmente impressionada.

—Como sabe dessas coisas? – ele ri de minha pergunta, continuo olhando-o enquanto beberico a bebida alcóolica.

O gosto é bom, mais doce do que eu esperava.

—Meu avô é fascinado por vinhos, quando morei com eles acabei me interessando, então ele me ensinou tudo o que sabia. – explica bebendo o vinho novamente.

—Seu avô paterno ou materno? – lubrifico meus lábios com a língua olhando. Uma estranha queimação me deixa desconfortável, sinto meu esôfago arder dentro de mim.

—Materno. – Edward diz completamente à vontade. —Queria lhe apresentar a eles hoje, mas parece que ainda não chegaram. –

A conversa que tive com Esme em meu apartamento me deixa receosa. Ela deixou bem claro que os pais são tão baixos quando Carlisle.

Engulo seco e abro um sorriso a Edward. Ele parece não perceber meu desconforto, levo a taça de cristal aos lábios e tomo mais um pouco da bebida.

Sinto meu corpo congelar quando vejo Tanya se aproximar. Ela veste um belo vestido longo dourado.

Ele é simples, sem muitos detalhes, o modelo sereia é realçado pela fenda grande que corre toda sua perna esquerda.

Engulo a bebida com dificuldade, ela sorri enquanto puxa um rapaz até nós.

—Edward, Bella. – parando a nossa frente, Tanya cumprimenta. Seu sorriso não me parece falso contudo, não consigo vê-la com bons olhos. —Como vão? –

—Tanya. – Edward enlaça minha cintura com o braço, não deixo de sorrir mantendo meu corpo próximo ao dele. —Estamos bem. –

—Ben, este é Edward, o padrinho do noivo. – a mão longa de Tanya aponta para Edward. O moço loiro sorri, estende a mão a Edward que logo a aperta. —E essa é Isabela, a namorada dele. –

Passo a taça para a mão esquerda, estendendo a direita ao moço que como um perfeito cavalheiro deixa um beijo sobre minha pele.

—Estão namorando? – Edward faz questão de me afastar do acompanhante de Tanya. Pigarro sem jeito, lhe lançando um olhar feio.

—Não seja indelicado, Edward. – falo baixo tomando o vinho.

Tanya e Ben sorriem, não deixo de reparar em como ficam bem juntos. Na verdade ela fica bem com qualquer um. Qualquer um menos Edward, é claro.

—Está tudo bem Bella. – Tanya garante antes de suspirar. —Estamos namorando sim. –

Fecho os olhos por segundos soltando gritinhos de comemoração. A risada ameaça sair por minha garganta, engulo-a com um pigarro.

—Acho que já devemos entrar, logo começarão os brindes. – com a mão entrelaça a do namorado, Tanya comenta. Mordo o canto interno dos meus lábios.

Porque ela não vai na frente?

—Vocês vem? – ela nos olha atenta.

Edward me encara, seus olhos presos nos meus.

—Vamos? – resignada apenas concordo com a cabeça.

Ok, Tanya está namorando, mas isso não muda muito o fato de ela ter transado com o meu namorado.

O pensamento faz meu estômago embrulhar. Engulo a saliva com certa dificuldade enquanto passamos pelo salão.

Ele está todo decorado, perfeitamente moldado nos tons branco e cinza. O som do violino, se une ao do piano e ao do saxofone em uma melodia calma e doce.

Várias pessoas já estão sentadas. Em cada mesa, há uma plaquinha com os nomes e com uma força tremenda, prendo o palavrão que ameaça sair de mim, quando vejo o nome de Tanya ao lado do meu.

Ótimo, dividir a mesa com ela, era tudo que eu não queria!

Edward puxa a cadeira para que eu me sente, ele logo se posta ao meu lado, enquanto Tanya e Bem se sentam a nossa frente.

Uma vontade enorme de sair dali se apossa de mim. Mordo o canto do lábio inferior e peço que aquele jantar, passe rápido.

⇜❋⇝

O jantar francês foi digno de aplausos. Aperitivo. Entrada. Uma segunda entrada. Primeiro prato. Prato principal. Sobremesa.

Realmente me impressionei com o cuidado tomado pelo chefe do restaurante que fez com que cada prato combinasse.

É incrível.

—Nunca pensou em ingressar na carreira de modelo, Isabela? – ouço a pergunta de Ben, ergo o olhar, limpo meus lábios com o guardanapo.

Tomo um rápido gole do vinho tinto, nego com a cabeça a ele que ainda me olha.

—Acho que não tenho altura para isso. – digo meio sem jeito. Edward respira fundo, pelo canto dos olhos percebo que está com o maxilar cerrado.

Mordo meu lábio inferior prendendo a risada.

—Modelo fotográfica não precisa ser alta. – Tanya comenta chacoalhando com leves movimentos o vinho, dentro da taça larga.

—Não acho que seja a carreira certa para mim. –

—Eu concordo. – Edward interrompe minha fala. Sua voz deixa claro como não está gostando do rumo da conversa. —Bella não é o tipo de garota que gosta de se exibir. –

Cerro os olhos, Tanya o encara boquiaberta. Isso me deixa feliz. Ela não gostou de seu comentário.

—O que quis dizer com isso, senhor Cullen? – ela o encara atenta. —Que nós modelos gostamos de nos exibir? –

—Sim. – Edward concorda sem se importar com o desconforto da loira. Prendo o riso novamente.

Ok, isso está sendo bem mais interessante do que eu imaginei.

Pigarro de leve, olho para Edward, minha mão toca seu braço.

—Irei ao toalete. – informo a ele que assente com a cabeça. Com cuidado afasto minha cadeira da mesa, assim que me levanto Edward e Ben se colocam de pé, um gesto enorme de educação.

Sorrio a eles, pego minha bolsa e caminho entre pelo corredor entre as mesas. Um garçom rapidamente se aproxima de mim, ele sorri cordialmente, as mãos postas atrás do corpo.

—Poço ajuda-la? –

—Onde é o toalete? – indago meio constrangida, ele maneia a cabeça, parece não se importar muito com a minha pergunta.

—Pode me acompanhar senhorita. – ele diz caminhando a passos calmos.

De cabeça baixa eu o sigo, não gosto de ser o centro das atenções e estar de pé quando todos os outros estão sentados é realmente pedir por isso.

Dobramos um curto corredor, onde a frente existe dois caminhos contrários. As portas de madeira parecem vindas de outra época. São deslumbrantes.

—A esquerda, senhorita. – ele me informa.

—Obrigada. – agradeço me direcionando até a entrada do banheiro. A porta se abre sem dificuldades e me libera um belo e grande lavabo.

As portas das cabines estão abertas o que significa que estou sozinha. Paro em frente ao espelho, meu vestido continua impecável. Sorrio arrumando a pulseira de pérolas em meu pulso.

Deixo minha bolsa pequena sobre o mármore branco, abro-a com cuidado. O celular de Edward continua ali, bloqueado por senha.

Rolo os olhos, retiro o pequeno frasco do perfume Chanel espirrando a fragrância em mim.

Retoco a maquiagem tomando o devido cuidado para marcar apenas onde Alice marcara. Solto um suspiro guardando os cosméticos dentro da bolsa.

Analiso-me mais uma vez antes de me afastar do espelho. Estou bem.

Sorrio, abro a porta e me sobressalto ao ver a figura de Carlisle a minha frente. Recuo o corpo, minha espinha fica gelada e tenho medo de seu olhar.

O que eu faço? O que eu faço? O que eu faço? O que eu faço?

A pergunta se repete em minha cabeça várias e várias vezes me deixando levemente tonta.

Saia daqui sua idiota!

Pigarro baixo, me recomponho e caminho pelo corredor. Ele rapidamente se põe a minha frente, impedindo a minha passagem.

—Isabela Swan. – sua voz escarnia me deixa aflita. Abaixo o olhar e tento novamente passar, ele novamente me barra. —Achei que não fosse ter a chance de falar com você hoje afinal, Edward parece um cão de guarda, não sai do seu lado. –

—Eu quero passar. – murmuro entredentes. Ergo os olhos, seu olhar sobre mim é desdenhoso e cínico.

—Ora querida, converse um pouco com seu sogro. – cínico, ele tenta me tocar. Rapidamente me afasto.

—Você não é nada meu. – minha garganta arde, um nó a fecha por completo.

—Se meu filho fosse tão inteligente como eu, você não seria mesmo. – suas palavras saem ríspidas, seus olhos ardem.

Ele me odeia. Mas eu o odeio mais.

—Inteligente? você? – cruzo os braços e solto um riso cínico. —Por favor, não me faça rir. –

—Não vejo motivos para risada. – ele dá um passo em minha direção, suas mãos se cerram.

—Ah não? Então eu lhe conto. – uma voz baixa repete de modo irritante, que devo me afastar, que não devo provoca-lo, mas faço questão de ignorá-la. —Uma pessoa que coloca o dinheiro a cima da moral, da família, dos filhos não é uma pessoa inteligente. – seus olhos brilham como os de uma fera raivosa. —É na verdade um sujeito burro, digno de pena que vai acabar sozinho, sem ninguém... –

Vejo sua mão se erguer em um movimento rápido, ofego prevendo o que está prestes a acontecer.

—Sua garota petulante... – sua voz é puro ódio, dou um passo para trás e fecho os olhos, aguardando o contato que está prestes a acontecer.

—Carlisle! – a voz conhecida soa alta pelo corredor. Meu coração dispara no peito, abro os olhos e turvamente, vejo uma mulher se aproximar.

Engulo com dificuldade, minha respiração está escassa.

—Se afaste dela, agora! – lubrifico os lábios com a ponta da língua, minha vista se limpa aos poucos e já posso conhecer a mulher que para a minha frente.

Esme.

—Saia daqui. – ela manda protegendo meu corpo com o seu. —Saia antes que eu chame Edward e conte que estava prestes a bater em Isabela! –

Aperto meus lábios. Carlisle me encara de um modo mortifico, acho que se pudesse ele me mataria agora mesmo.

Seu braço se abaixa, ele bufa e sai do corredor com passos rápidos.

Solto o ar pela boca, minhas mãos tremem.

—Você está bem, Bella? – Esme se vira para mim, suas mãos delicadas, tocam meu rosto. Puxo o ar com força, assinto com a cabeça. —Ele não machucou você, machucou? –

—Não. – falo baixo, quase que sussurrando. —Obrigada por... – nervosa, não consigo formular as palavras com coerência. —Por me defender. – completo ainda tremula.

—Não precisa agradecer, meu bem. – seus olhos verdes brilham ao me olhar, ela sorri torto.

Cerro os olhos, ela me lembra o Edward. Não só pelo cabelo cobre ou os olhos no mesmo tom de verde, mas o jeito... Os traços no rosto!

—Você está bem? – preocupada, ela me questiona.

Respiro fundo várias vezes. Preciso me acalmar, não posso contar a Edward o que houve... Tenho até medo de imaginar sua reação.

—Estou sim. – respondo após alguns segundos de silencio. Ela sorri, afaga meu rosto com carinho.

—Venha, vou lhe acompanhar até sua mesa. – Esme passa seu braço por meu ombro e docemente, me guia de volta para o salão.

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A noite foi longa, estressante e não me deixa os melhores momentos. Solto um bocejo alto, minha cabeça recosta no ombro de Edward, seu braço se firma mais em minha cintura.

O carro fica escuro por longos segundos, o que me deixa ainda mais apita a dormir.

—Está cansada? – afagando meu braço, Edward indaga. Seu toque quente e rítmico me deixa em alerta.

Sorrio de lado. É incrível como ele me afeta com simples coisas.

—Um pouco. – respondo baixo. —E você? – a luz volta a entrar no carro, ergo os olhos encontrando-o os seus orbes brilhosos.

Edward abaixa os lábios tocando os meus de uma maneira deliciosa.

—Também. – ele diz, ainda me olhando. —Mas estou disposto o suficiente para foder você por boa parte da madrugada. –

Abro um sorriso com suas palavras. Apoio uma mão em seu rosto, abaixando-o um pouco.

Meus lábios encostam em seu ouvido, deixo um beijo em sua pele perfumada.

—Eu também. – sussurro sentindo seu corpo se enrijecer ao lado do meu.

Nos olhamos mais uma vez, rio sapeca mordendo meu lábio inferior. O carro adentra na fortaleza protegida de sua mansão.

Meus pés protestam com uma intensidade desnecessária quando desço do carro. Não vejo a hora de me livrar desses saltos!

O paletó de Edward me protege da noite fria enquanto passamos por seu jardim. Com os dedos entrelaçados aos meus, ele me guia pelo interior aquecido de sua casa.

Sioban nos espera na entrada, como sempre me recebe com um grandioso sorriso.

—Edward, Vladmir e Stefan lhe esperam em seu escritório. – ela avisa. Olho para Edward, ele suspira, se abaixa e deixa um rápido beijo em meu rosto.

—Suba para o meu quarto, logo eu te encontro lá. – com um suspiro, concordo com a cabeça. —Sioban, mostre o caminho a ela, por favor. –

—Claro. – a ruiva sorri ao concordar.

—Já nos vemos, baby. – afagando meu rosto, ele me dá um selinho antes de se afastar.

—Dia estressante, não é? – Sioban murmura, enquanto subimos as escadas.

Solto o ar pela boca exasperadamente.

—Muito. – concordo. —As coisas estão complicadas. –

Ela me olha, maneia a cabeça e sorri.

—Querida, tudo vai se resolver. – garante com uma boa convicção. Paramos em meio ao corredor, ela abre a porta a mim e se afasta um passo. —Boa noite, até amanhã. –

—Boa noite, Sioban. – aceno para ela, antes de adentrar no cômodo.

Sorrio vendo os detalhes escuros na decoração. É a segunda vez que entro aqui e não deixo de me impressionar com o ar másculo que o quarto exibe.

Aliás, toda sua casa é bem masculina.

Jogo a bolsa carteira sobre a king size vejo-a quicar três vezes pelo colchão antes de parar em meio aos travesseiros. Seguro na cômoda de madeira cinza com uma mão, enquanto a outra desabotoa os sapatos dos meus pés.

Estico meu corpo todo ao me espreguiçar. Meus pés doem a cada passo que dou.

E pensar que logo mais terei que usar salto...

O pensamento me deixa desanimada. Eu tenho mesmo que ir a esse casamento? Eu poderia fingir um mal estar, uma indisposição...

Solto o zíper lateral do vestido, com os pensamentos fervilhando em minha cabeça.

Certamente se eu conta-se a Edward o que aconteceu hoje no banheiro, ele me liberaria numa boa!

Chacoalho a cabeça me arrepiando por estar somente de calcinha. Dobro meu vestido, deixo sobre o sofá no canto esquerdo do seu quarto.

Abro uma parte das persianas que cobrem as paredes envidraçadas de seu quarto e posso ver a frente, a cidade toda iluminada.

Suspiro longamente. O céu está estrelado, realmente lindo!

A passos lentos, caminho até seu grandioso closet e do meio das várias camisetas retiro uma preta de mangas longas.

Assim que a peça cai por meu corpo, eu me olho no espelho. Ela não fica exageradamente grande para mim, porém é larga e comprida o suficiente.

No banheiro, lavo o rosto retirando por cima toda a maquiagem feita por Alice. Meus cabelos oferecem grande dificuldade para serem penteados, tudo culpa do laquê.

Enrolo-os em um coque e por ter refeito o corte, alguns fios se recusam a ficarem presos.

Volto para o quarto e dou de cara com um Edward furioso.

Engulo seco, encarando-o com temor.

—O que foi? – questiono controlando a vontade de sair correndo dali.

—Porque é que você não me contou que Carlisle tentou te bater hoje? – suas palavras saem tão frias quanto uma pedra de gelo e tão afiadas como uma lamina.

Um tremor passa por meu corpo. Mordo meu lábio inferior, tomo fôlego e volto a olhá-lo.

—Quem te disse isso? –

—Pouco importa, Bella! – sua voz aumenta uma oitava. Ele afrouxa a gravata com um movimento raivoso. —Caralho, porque não me contou? –

—Eu não queria te deixar nervoso! – falo impaciente. —Você já estava uma pilha! –

—Isso não justifica, mais que porra Isabela... Tem noção do que poderia ter acontecido? – o medo e aflição se unem em seus olhos. Ele cerra o maxilar, engole duramente, as mãos se esfregam no rosto.

—Edward... – solto maia baixo.

Respiro fundo, me aproximo uns passos dele. Edward se senta na cama, os braços se apoiam nas pernas.

—Edward... Ele não me bateu, ok? – me sento ao seu lado, minhas mãos pousam em suas costas. —Ele não chegou a me machucar e... –

Ele vira o rosto me encarando.

—Mas ele queria ou quer. Ele quer machucar você Bella, para me machucar. Ele sabe que me atinge através de você... – seus lábios se contraem em uma linha tênue. —Se ele te ferir ou... Eu nunca vou me perdoar. –

Ele abaixa a cabeça. Um silencio chato paira entre nós.

Respiro fundo, deixo um beijo em seu ombro. Minhas mãos seguram seu rosto e decidida, eu o faço me olhar.

—Ele não vai me machucar, porque ele sabe que se fizer isso, você nunca vai perdoá-lo. – falo tentando acalmá-lo. —Ele só quer me assustar, quer provocar a discórdia entre nós dois... E é isso que nós não podemos deixar ele fazer. – fecho os olhos encostando minha testa na sua. —Ele quer nos afastar, é isso que ele quer. –

Segundo depois, Edward passa o braço por mim me levanto e sento em seu colo. Ele abraça minha cintura recosta a cabeça em meu ombro, abaixo o rosto e deixo vários beijos por sua face, infiltro minhas mãos por seus cabelos embrenhando os dedos pelos fios macios.

Puxo o ar com força, fecho os olhos e sei que enquanto estiver com ele, ao lado dele, nada nem ninguém, pode me ferir.

Notas finais
Em primeiro lugar eu peço que vocês me desculpem pelo capítulo de merda. A tempos que eu não falo isso, porque eu não me senti satisfeita com esse capítulo. Enfim, postei para não deixar vocês esperando e tal... Só espero que não se desapontem muito :/ Gatinhas, terminei hoje o planejamento da fic e serão 20 capítulos, como Sedução :D Não sei, mas acho que Segredos encerra a minha participação no mundo das fanfics :( Não estou pronta para parar, mas eu sei que chegou a hora de deixar de bancar a escritora e me desapegar da saga :( Mentira, da saga eu não desapego u.u Nem com a OLX kkkkkkk Bebi .-. ;) Enfim, ainda tenho ideia para uma short fic, essa já tem até nome e capa, mas acho bem improvável de eu chegar a postá-la... Ou seja, eu meio que mudei o foco das notas finais, mais báh... Foda-se u.u Diabinhas, capítulo horroroso eu sei, me desculpem eu prometo que o próximo será melhor :) Enfim, nos vemos domingo ^^ Bom sábado, se cuideem :) Beijõõões da Nick :*