Segredos
2 Capítulo Um
Notas iniciais
A dia está bonito, céu azulado até então, sem nuvens. Mesmo ainda sendo de manhã, o calor já é intenso.
Suspiro, me abanando com a mão livre. Parada em frente à janela eu observo a rua praticamente vazia.
—E então, o que me conta de bom? – a voz de Alice me tira do transe. Respiro fundo, chacoalho a cabeça, um sorriso saudoso estampa meus lábios.
—Terminei de arrumar meu armário. – murmuro sem muito ânimo, a risada de Alice sai alta.
—Bella.... Está a quase uma semana ai e jura que só me conta isso de bom? –
Quase uma semana. Cinco dias para ser mais exata.
Respiro fundo, mordo meu lábio inferior, com passos lentos vou até minha cama me sentando sobre os lençóis bagunçados.
—Juro. – concordo com um suspiro. —Apesar de eu ter mudado de pais e tudo... Parece que tudo continua igual. – assumo com pesar.
Alice respira fundo, um silencio rápido se forma entre nós duas.
—Eu te entendo. – abaixando o a voz, ela pigarra levemente. —Mas não vamos monopolizar nossa conversa. Me conte, como está sendo morar com seus pais? –
Bufo alto, deixo meu corpo cair na cama onde os lençóis formam montanhas e mais montanhas, engraçadas.
—Só para corrigir, estou morando com minha mãe e o marido dela. – faço questão de frisar.
Phil, não é meu pai! Não que eu não goste dele.. Mas ele não é o meu pai!
—Ok.. Ok... – ela ri divertida. —Então... Está gostando? –
Solto um longo suspiro, antes de responde-la.
—Não está sendo ruim... – murmuro brincando com as pontas do meu cabelo. —Eles mal ficam em casa... Phil tem uma lanchonete, então eles passam o dia todo lá. –
—E a Tia Suzane? –
—Ela está bem... Parece estar gostando daqui. – minha voz sai arrastada. —E ai? Como andam as coisas por ai? – pergunto meio temerosa, pego meu lábio inferior entredentes enquanto a espero responder.
—Desde que foram embora, está um tédio! – rio de sua fala. —Estou morrendo de saudades, sabe... –
—Own, amiga eu também estou com saudades. – murmuro cortando-a.
—Da comida de Tia Suzane. – completando sua frase, Alice gargalha. Bufo alto, rolos os olhos e não deixo de rir também.
—Besta. – solto sentando na cama.
—Também estou com saudades amorzinho. – suas palavras saem carinhosas. —Bella, vou ter que desligar aqui, amor... –
Aperto meus lábios, minha respiração sai funda.
—Tudo bem, Alie... Conversamos depois. –
—Te ligo mais tarde, fique bem gatinha... Beijos. –
—Beijos e fique bem também. – paciente eu me despeço e logo, desligo o celular. Por segundos encaro o aparelho em mãos antes de lança-lo para minha cama.
Passo as mãos por meu rosto, solto a respiração pela boca enquanto calço meus chinelos.
Não sei porque ainda espero uma ligação dele... Ou espero algo dele.
Mordo meu lábio inferior, meu coração se contrai dentro de mim e novamente quero chorar. Ando feito tanto isso, que acho que minha cota de lágrimas está acabando.
Puxo o ar com força, o pequeno corredor está vazio. Com calma desço a escada caracol de madeira caramelo.
Pare de pensar nele... Pare!
No andar de baixo as vozes de Phil, Renée e Susane se misturam. A TV na sala está ligada, chamando toda a atenção na parede de pedras brancas.
Não posso negar, a casa é realmente muito bonita!
—Olha quem acordou! – sorridente, Phil me encara. Tento sorrir a ele, Phil é legal mas quer agir como se fosse meu pai, caminho até Tia Suzane e deixo um beijo em seu rosto.
—Bom dia, bebê. – comendo o típico pão integral, Renée sorri a mim. Puxo a cadeira de madeira, me sento e aceno a ela.
—Bom dia, mãe. – não deixo de me sentir estranha por chama-la assim.
—Está bem, filha? – pegando minha mão, Suzane afaga minha pele com carinho.
É engraçado como aprendemos a responder mecanicamente a essas perguntas, depois de um tempo.
Antes, eu apenas dava de ombros, meus olhos embargavam e ai dava a resposta a eles. Não eu não estou bem! Na verdade, estou fodidamente apaixonada por uma pessoa que não vale a pena!
—Sim e você? – seus olhos se estreitam a mim, sei que ela não acredita em minhas palavras. É incrível como Suzane me conhece tão bem!
Com a cabeça, ela concorda, sei que não acreditou em minhas palavras.
—Bella nós estávamos conversando aqui, sobre seus estudos e fiquei curioso, já sabe qual curso pretende fazer na faculdade? – parecendo interessado Phil me indaga.
Pego a jarra de suco e deixo um pouco do líquido espesso, cair no copo a minha frente.
—Ainda não pensei nisso. – respondo me arrumando na cadeira.
—Aqui tem ótimas universidades. – Renée me olha por alguns instantes. —Pode escolher a de sua preferência. –
—Verei isso depois. – limpo o canto dos meus lábios com a língua, antes de tomar um gole do suco de manga. —Estava querendo dar uma volta por ai... –
—Vai se perder. – de imediato, Suzane me corta. —Não conhece a cidade. –
—Eu sei... Mas sei lá, preciso sair um pouco. – nos olhamos por alguns segundos, até que ela desvia o olhar suspirando pesarosamente.
—Aqui em frente tem um parque... Ele é enorme e muito bonito. – por debaixo dos cílios observo Renée por alguns segundos. —Por que não vai dar umas voltas por lá? –
—O que acha, Tia? – mordo meus lábios fitando Suzane. Com o guardanapo, ela limpa os lábios, seus olhos analisam Renée por segundos.
—E se ela não souber voltar para casa depois? –
—Podemos fazer assim, deixamos ela lá e depois quando quiser vir embora, ela liga e Renée vai busca-la. – Phil da ideia, deixando o celular sobre a mesa.
—Tudo bem por você, amor? –
—Tudo sim. – sorrio a Renée e me levanto. —Vou trocar de roupa. – anuncio me pondo de pé.
Vai ser bom caminhar um pouco.... Espairecer.
⇜❋⇝
Apoiada na porta do carro, eu ouço as palavras instrutivas de Tia Suzane.
Coisas sobre: Não falar com estranhos. Não aceitar coisas de estranhos. Não sair com estranhos.
Rolando meus olhos, eu suspiro.
Quantos anos ela acha que eu tenho?
—Tia, Bella já é adulta... Ela sabe se cuidar. – usando o retrovisor para retocar o batom, Renée fala sem esconder o tédio.
—Considerando que os adultos da nossa família agem feito crianças, eu não tenho muita certeza não! – suas palavras dão início a mais uma discussão.
Ótimo! É incrível como elas não conseguem passar cinco minutos sem discutir!
—Eu sou uma pessoa muito responsável e ciente dos meus atos... – mordo meus lábio, prendendo a risada que pretende sair de mim.
Fecho a porta com cuidado e me afasto uns passos do carro.
Renée responsável e ciente? Não mesmo!
—Vejo vocês mais tarde! Tchau. – acenando para elas que permanecem centradas em sua DR, eu passo pelo caminho de pedras cercado por paredes vivas.
A frente posso ver uma linda fonte de pedra clara de onde uma linda estátua, jorra água. Nos bancos ao seu redor, várias pessoas aproveitam o dia.
Arrumo meus óculos no rosto.
Quando Phil disse que a sensação térmica prevista era de cento e quatro graus Fahrenheit eu deveria ter acreditado.
Renée também já tinha me dito que os verões daqui, são bastante calorosos.
Puxo o ar pela boca e não deixo de me sentir pesarosa, quando a lembrança do friozinho de San Francisco retorna a minha cabeça.
Droga, acho que existe uma parte em mim que é masoquista! Só pode!
Abano a cabeça levemente subindo uma escada grandiosa e realmente, muito bonita.
Sou obrigada a parar assim que chego no topo o sol está muito forte em Toronto. Seus raios banham todo o todo o parque e não deixo de agradecer pelas sombras frescas que as árvores oferecem.
Arrumo os óculos escuros em meu rosto, saboreio com louvor a brisa que soa no campo. Meu vestido se agita, assim como meus cabelos, porém eles logo voltam a sossegar.
Crianças passam correndo por mim, suas risadas altas e divertidas me faz sorrir. A infância é realmente a melhor época da vida.
Você é inocente. Não tem preocupações. Nada abala seu mundinho perfeito.
Entro por um caminho mais estreito, onde os galhos das árvores se curvam formando um belo arco natural.
A temperatura fica mais fresca, mais gostosa.
Ponho os óculos sobre minha cabeça, ao longe posso ver o canteiro de flores em formato da folha da bandeira do Canadá.
É lindo! Incrivelmente lindo.
—A folha de Maple é o maior orgulho para o povo canadense. –
As palavras repercutem em minha mente. Um arrepio passa por mim, meu coração acelera e de imediato, viro o rosto procurando por aquele timbre rouco conhecido.
Viro minha cabeça em todas as direções possíveis, até que eu o vejo.
Caminhando em minha direção calmamente, ele mantém as mãos nos bolsos da calça jeans verde turquesa.
Um sorriso enfeita o rosto belo que parece ter sido esculpido no mármore mais perfeito e raro. Ofego alto, embebedada por seu perfume.
Fecho os olhos, respiro fundo. Cada pelo de meu corpo se eriça com o calor já conhecido e saudoso, que se aproxima.
Não, só posso estar sonhando... Delirando!
De um modo extremamente sexy, ele coloca os óculos escuros sobre a cabeça. Engulo seco observando os músculos fortes de seus braços com os movimentos.
—Edward... – solto ainda sem acreditar. Estou vendo coisas! Ele não está aqui... Está?
Meu coração martela no peito. Ele sorri e meu mundo volta a ganhar cor. Toda aquela dor, agonia, aflição se esvai.
—Isabella. – sua voz rouca me fascina como da primeira vez que eu a ouvi.
Também, já faz tanto tempo... Dezenove dias, isso é muita coisa!
—O que... – minha voz sai falha, meus batimentos estão tão rápidos que chegam a ser incômodos. —O que você.. – não consigo terminar a frase pois ele se aproxima mais de mim.
Estamos a centímetros de distância e espero loucamente que ele rompa isso o mais depressa possível.
—O que eu vim fazer aqui? – ele completa minha pergunta. O timbre leve, manso, suave.
Fodidamente sexy!
Engulo o ar ansiosamente. Nossos olhos se encontram e tenho a certeza que tudo vai ficar bem.
Os orbes claros estão ternos, brilhosos, saudosos.
—A resposta é simples... – elevando o braço, Edward toca meu rosto.
Minha pele queima quando entra em contato com a sua. Meu sangue ferve em minhas veias e não consigo prender o suspiro.
Que saudade... Que saudade eu estava dele!
—Vim buscar minha namorada e pedir que ela volte, não só para mim como também para San Francisco. –
Suas palavras me pegam de surpresa. Ofego alto, meus olhos ardem e sou incapaz de desviar nossos olhares.
Vim buscar minha namorada. Vim buscar minha namorada.
Suas palavras repercutem em minha cabeça.
—Fiz a maior burrada da minha vida quando deixei você ir embora, Isabela. – seus lábios se apertam, os olhos ficam tensos. —Mas estou disposto a corrigir isso. –
Respiro fundo. Uma lágrima cai de meus olhos e Edward rapidamente a seca.
Estou mesmo ouvindo isso?
—Shii... Não chore, baby. – colando nossos corpos, ele segura meu rosto com ambas as mãos.
Engulo seco. Seu toque é tão carinhoso e delicado que me deixa ainda mais chorosa.
—Eu não sei se isso é amor... – suas palavras me tiram do transe. Tenho a vista embaçada, contudo meu corpo está tremulo de mais para me obedecer. —Contudo eu sou capaz de conquistar o mundo apenas para te ver sorrir... Enfrento quem for para ter você na minha vida. – lubrificando os lábios com a língua, ele faz uma rápida pausa. —Porque eu não quero ter uma vida sem você. –
Um soluço alto de minha garganta. Cerro os olhos e deixo mais lágrimas caírem. Meu peito se infla de felicidade, de amor, de saudade.
—Volta para mim, Bella... Volta? – suas palavras me derretem, me deixam em êxtase profundo. Mal sei como respirar, quem dirá falar algo coerente.
Puxo o ar lentamente, abro meus lábios uma, duas, três vezes... Só pode ser um sonho, sim só pode ser um sonho!
—Mas... Você vai casar e... – sinto meu peito arder ao murmurar as palavras. Suas mãos pressionam minha pele de um modo deliciosamente saudoso.
—Não... Eu não vou casar. – abrindo um sorriso torto, ele me conta.
Abro meus lábios surpresa. Ok, eu não esperava por isso!
Mordo meu lábio inferior, sua testa se aproxima da minha, a ponta de seu nariz roça no meu, e seus lábios parecem atrativos de mais.
—Mas se a noiva for você, eu posso reconsiderar. – descendo uma mãos até minha cintura, ele brinca.
Abaixo a cabeça, um sorriso besta estampa minha boca e ainda de olhos baixos, posso ver como nossos corpos se encaixam bem.
Oh meu Deus! O que ele quis dizer com isso? Será que... Que ele pensa em casar comigo?
Volto a olhar para ele, meu coração bate frenético em meu peito. Fungando, limpo os resquícios de lágrimas em meu rosto.
—Ficar sem você é a pior coisa do mundo, Isabela. – suas palavras me encantam, me fascinam. —Diz que vai voltar para mim, baby... Por favor! – seu polegar contorna meus lábios me deixando instantaneamente, arrepiada.
Mantendo meus olhos nos seus eu posso ver como ele está apreensivo. Tomo fôlego, minhas mãos tremulas sobem até seu rosto perfeito, onde a barba por fazer pinica minhas digitais.
Parecendo afetado com meu toque, Edward fecha os olhos e isso é deixa perfeita para mim.
Me ponho na ponta dos pés, passo meus braços por seu pescoço e logo, colo nossos lábios.
Assim que minha boca cobre a sua, sinto tudo ao meu redor desaparecer.
Nada mais importa, apenas o fato de estar com ele depois de tanto tempo!
⇜❋⇝
Mordendo o canto do meu lábio inferior, observo os números subirem dolorosamente lentos, pelo painel eletrônico.
O aperto da mão de Edward de intensifica em minha cintura, me puxando para mais perto de seu corpo.
Quase engasgo quando a protuberância em sua calça, roça em meu quadril.
Ótimo! Já estou ardendo e ele faz isso!
Respiro fundo e tento me controlar.
Não estamos sozinhos, já estamos chegando na suíte dele... Se acalme!
Lubrifico meus lábios com a ponta da língua, engulo a vontade de beijá-lo novamente, o elevador para no vigésimo andar.
Não deixo de sorrir quando o senhor ao nosso lado, sai do ascensor. As portas se fecham e estamos sozinhos.
Prendo minha respiração quando os lábios de Edward deixam uma trilha de beijos, por meu pescoço. Sua mão livre sobe por meu braço, seus dedos roçando a minha pele de uma maneira fodidamente excitante.
—Se eu não soubesse que estamos a poucos minutos do meu quarto, eu juro que tiraria esse seu vestidinho aqui mesmo e não esperaria mais nenhum segundo para ter você de novo. –
Suas palavras fazem meu sangue ferver. Um calor intenso corre por todo meu corpo, parando somente em minha calcinha que, já demonstra como estrou devidamente pronta, para ele.
O olho por cima do ombro, seus olhos brilham intensos, um sorriso safado estampa seus deliciosos lábios.
Abro um sorriso a ele, as portas do elevador se abrem e mordendo meu lábio inferior, permaneço em silencio quando saímos da cabine.
No curto corredor, seguimos até a única porta. Ela é de madeira chocolate com detalhes perfeccionistas em seu designer moderno.
Sem tirar a mão de mim, Edward apoia o polegar no aparelho preto preso na parede. Uma linha vermelha corre de cima a baixo, parecendo escanear sua digital e então, a porta se destranca.
Sou a primeira a entrar em cômodo grande, onde uma atrativa e charmosa sala de estar chama minha atenção.
A madeira se une ao metal, deixando o ambiente moderno e ao mesmo tempo, rústico. Traçados por tons quentes, analiso o sofá ao lado das poltronas.
Parece confortável...
Mordo meu lábio com o pensamento. Cenas e mais cenas quentes e impuras, passam por meus olhos.
O barulho da porta sendo fechada deixa meu estômago gelado de ansiedade. De costas, ouço os passos de Edward se aproximarem, belisco o canto interno dos meus lábios enquanto suas mãos escorrem por minha cintura.
Me viro para ele com calma, nossos olhos se encontram e meu coração, que já estava frenético, fica ainda mais rápido.
Subo minhas mãos por seu peito, meus dedos roçando na camisa jeans podem sentir todo o calor de sua pele, até se alojarem nos ombros fortes.
Ele me puxa para mais perto, ainda me olhando acaricia meu rosto e deixa um rápido beijo sobre meus lábios.
Engulo seco sentindo o desejo me queimar.
Eu o quero tanto, tanto! De uma maneira tão desesperadora, que chega a me assustar!
Meu corpo novamente se encaixa no seu, Edward infiltra os dedos em meus cabelos e me pega em um beijo altamente possessivo.
Aperto as unhas em seu ombro, utilizando a outra para abrir com certa dificuldade os botões de sua camisa.
—Preciso de você. Agora. – tomando fôlego, eu o vejo cerrar o maxilar. Eu sei como ele se sente. Faz tanto tempo. Quase um mês.
—O sofá.... Parece confortável. – deixo meu pensamento de mais cedo escorrer por meus lábios. Edward sorri, seus olhos ficam nitidamente mais escuros, ele aumenta o aperto em minha cintura, me levanta centímetros do chão e logo, alcança o sofá grande.
Nossos lábios voltam a se encontrarem, sua língua roça na minha me deixando ainda mais desejosa. Sem o menor cuidado ele nos deita no estofado.
O chaise grande nos permite mais espaço, mais conforto. Termino finalmente de desabotoar sua camisa e logo, infiltro minhas mãos por ela tocando aquela pele abrasadora.
Abro minhas pernas, Edward se acomoda entre elas correndo suas mãos por debaixo do meu vestido.
Ele aperta seu corpo no meu, seu membro que já se encontra devidamente duro dentro de sua calça, pressiona minha vagina de uma maneira deliciosamente provocante.
Juntos, gememos em meio ao beijo.
Aperto minhas unhas em suas costas empurrando a peça de roupa, que no momento, só atrapalha.
Edward afasta nossos lábios, estamos sem fôlego. Puxo o ar pela boca, enquanto ele desce a sua por meu pescoço.
Não deixo de me surpreender quando Edward me arqueia e com uma facilidade impressionante, abre o zíper de meu vestido.
O olho por segundos, afasto seus braços de mim e consigo retirar por completo, sua camisa jeans. Taco a peça para longe, que desaparece na imensidão do cômodo.
Controlando o peso do seu corpo contra o meu, ele desliza as mangas curtas da peça por meus braços.
Mordo meu lábio e não controlo o sorriso, ao vê-lo tão encantado com meu sutiã balconet.
—Caralho... – a palavra sai controlada de sua boca. Edward se abaixa, deixa um beijo molhado sobre cada seio meu, liberando-os do sutiã.
Cerro meus olhos a ele que sorrindo de canto, puxa todo meu vestido para cima que desliza para fora de mim, sem restrições.
Sua pele quente volta a encontrar com a minha, passo minhas pernas por sua cintura a procura de mais contato.
Estou ardendo por ele!
Com a cabeça infiltrada no vão do meu pescoço, Edward deixa uma mordida rápida em minha pele. Quase engasgo de tanta excitação.
—Edward... – minha voz choraminga quando o chamo. —Por favor. – peço sabendo que ele compreende minhas palavras.
Ele me olha, chupa minha boca para logo, voltar a me beijar. Sinto seu quadril se afastar de mim, suas mãos se direcionam para baixo, onde ele abre rapidamente o cinto e o zíper.
Meu peito sobe e desce numa velocidade única, Edward volta a se sentar apenas para abaixar a calça, juntamente da cueca.
Meus olhos vibram ao ver seu pau duro e rígido, saltar para fora da peça intima.
Oh Deus! Eu tenho o homem mais gostoso do mundo!
O riso ameaça sair por minha garganta, contudo o prendo bravamente. Se abaixando um pouco, ele apoia o braço ao lado de minha cabeça, uma de suas mãos segura firmemente na lateral da minha calcinha e com um único puxão, ele a tira de mim.
Impressionada, eu fito a peça intima destruída, ser lançada para longe.
Então ele volta a se deitar. Nossos corpos voltam a se encaixar e dessa vez, é pele contra pele. Nada nos separa. Absolutamente, nada!
Encaro seus olhos por segundos, sei que não é somente o desejo que os deixam brilhosos assim. Há algo mais naqueles orbes lindos.
Pego seu rosto entre as mãos e o puxo para mim, nossas bocas se recebem receptivas. Edward se acomoda sobre mim, seu membro pressiona minha entrada e de uma só vez, ele se afunda em mim.
Engasgo em meio a um gemido, o prazer corre por meu corpo de um modo tão poderoso que me leva aos céus.
A excitação selvagem que emana do potente corpo másculo de Edward é palpável, que colocando as mãos por baixo de meu corpo, começa a se movimentar.
O calor volta a me fazer vibrar, arqueio meu corpo num esforço de aceita-lo ainda mais profundamente.
Os gemidos de Edward se misturam com os meus, sinto seu rosto suar debaixo de meu toque, enquanto ele aumenta o ritmo das investidas.
Ondulo meus quadris ouvindo-o urrar alto.
Deus... Como isso é bom!
Gemidos e choros baixinhos saem de minha garganta, carnes húmidas e músculos tremendo, mãos explorando freneticamente, respiração rápida e difícil, investidas urgentes.
Eu absorvo a tudo isso, sinto, escuto e me deixo ser consumida por essa febre de prazer intenso.
—Edward! – meu tom de questionamento é frenético, minhas unhas se mantem enterradas nos músculos flexíveis de suas costas largas.
—Porra! – sua voz sai abafada por minha pele. —Vem para mim, baby... Goze para mim, amor. – ele geme enquanto profere as palavras e consigo sentir que ele está próximo do orgasmo.
Suas mãos me agarram com mais firmeza pelos quadris e o me erguendo, Edward me penetra mais fundo.
Minha febre aumenta a um nível insuportável e então meus sentidos explodem. Eu grito, meu corpo todo treme.
É a loucura mais doce que se pode imaginar, um prazer além de qualquer descrição e tenho certeza, que posso morrer disso!
Edward enterra a cabeça em meu pescoço, começa a investir com mais força e rapidez. Seu grito gutural combina perfeitamente com o meu, então seu corpo convulsiona no momento do jato de finalização.
Um silencio absurdo abrange a sala, as palavras são intrusas agora. Foi tudo tão intenso e urgente, que tudo deixou de existir!
Fico segundos, talvez até minutos, acariciando seus cabelos. Edward mantém a cabeça recostada contra meus seios e o peso de seu corpo contra o meu, é magnifico.
Ouço sua respiração sair profundamente. Ainda dentro de mim, ele se mexe devagar para poder me olhar.
Nossos olhos se encontram, trocamos um sorriso, contudo logo sua feição fica tensa.
—O que foi? – pergunto sem deixar de me preocupar, meus dedos acariciando seus traços faciais perfeitos.
—Nunca mais me deixe, está bem? – apoiando os braços no colchão, Edward parece um garotinho amedrontado.
Engulo o choro que tenta se apossar de mim, aliso seu rosto e deixo vários beijos por seu maxilar quadrado.
—Nunca mais. – garanto a ele.
Um sorriso enfeita o canto de seus lábios e sem pronunciar mais nada, Edward volta a me beijar.
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