Segredos

14 Capítulo Treze


Notas iniciais
Hey diabinhas minhas :3 Nick voltoou! o/ Primeiramente quero agradecer as minhas duas gatinhas que recomendaram Segredos *--* BiadeMello e Edna :D Paixões da minha vida, obrigada pelos elogios e saibam que eu fico muito contente por gostarem da fic ^^ Mil Beijõõões :* Voltando aqui... Voltei com um capítulo que está terrivelmente bombástico! Tchân. Tchân. Tchân. Tchââân! Prontas? Vamos ler e descobrir esse segredo que não é tão secreto assim? kkkkkk Então boora, espero que gostem meus amores! Boa leitura :D

Toda a atenção está voltada para Carlisle, e ele gosta disso. Edward o encara fixamente, sinto seu corpo palpitar de tensão.

—Conte logo. – com os dentes cerrados, Edward manda.

—Edward não dê ouvido a ele, Carlisle está bêbado. – a avó tenta intervir, Edward arqueia a mão livre parando-a imediatamente.

—Já disse que eu quero ouvir. Deixem-no falar. – respiro fundo, afago a pele de sua mão com carinho, Edward aperta meus dedos.

Ele está com medo, posso sentir.

—Meu pai e Ryan, sempre foram amigos. – Carlisle começa, seu timbre é debochado. —Sócios, para ser mais exato. – ele arqueia o dedo deixando claro a parceria. —Elizabeth, Esme e eu, crescemos praticamente juntos, mas não fazíamos a mínima ideia do que nossos pais planejavam para nós. –

Apoio a cabeça em minha mão livre deixando um rápido beijinho na de Edward.

—Eu me lembro com perfeição, do dia que meus pais e eles. – o loiro aponta rapidamente para os sogros. —Vieram falar conosco. Eles foram diretos e extremamente frios, ao contar que Elizabeth e eu, teríamos que casar – Carlisle cruza os braços, sorri cínico, lançando um olhar amargo para Kathryn e Ryan.

—Não foi bem assim... – o pai de Esme começa a proferir, contudo Edward o cala com um olhar mortal.

—Já disse para deixarem ele contar. – seu timbre raivoso ecoa pela sala, obviamente, ninguém se opõe.

—Nós éramos amigos, tínhamos menos de vinte anos e não era isso que queríamos. – ele faz uma pausa, seus olhos perdem o brilho sarcástico por alguns segundos. —Elizabeth, não era a irmã que eu queria. – completa mais baixo.

Edward respira fundo antes de se sentar ao meu lado. Me aproximo dele, passo uma das mãos em suas costas tentando lhe acalmar.

—Eu havia pedido Esme em namoro naquele mesmo verão, estávamos bem, íamos assumir nosso compromisso a família... – puxando o ar pela boca, ele respira fundo. —Mas depois daquele ultimato, as coisas ficaram mais complicadas. –

Carlisle abaixa a cabeça e permanece em silencio por vários segundos, o silencio presente na sala, é deveras incomodo.

—Elizabeth e eu não tivemos oportunidade de escolher, eles não nos deram isso. Era isso que eles queriam e era isso que íamos fazer. – arrumo a postura, pigarro baixo e me mantenho em silencio. —Esme e eu nos afastamos, nos víamos apenas em jantares familiares e isso me destruía, então num momento de fúria, eu contei a Anthony que não queria casar, bom... Pelo menos não com Elizabeth. – sua risada sai baixa, arrastada e um pouco triste.

Mordo o canto dos lábios, a vida dele também não fora muito fácil.

—Anthony ficou furioso, chegou a me bater. – erguendo os olhos, Carlisle mostra todo o rancor que sente. —Disse que eu ia me casar com Elizabeth nem que fosse amarrado, que isso, era o melhor para a família e para os negócios. – abrindo os lábios, ele toma fôlego. —Na manhã seguinte, ele contou tudo a Ryan, então Kathryn sendo a ótima pessoa que é, mandou Esme para um convento na França. –

Volto meus olhos para Kathryn, ela não desfaz a postura firme, apenas empina mais o queixo.

—Fiz o melhor para minha filha. – contrapõe sem se abater.

Edward solta minha mão, esfregando as suas no rosto.

—O melhor? – Carlisle gargalha irônico. —Quando Esme voltou, não pesava mais que quarenta quilos, mal falava, mal comia... – o loiro se põe de pé, fico abismada com sua alegação, assim como Edward que está a casa segundo mais tenso.

—Ela precisava ser corrigida, precisava entrar no caminho de Deus e aprender que tirar o pretendente da irmã, é errado. – dessa vez, é Ryan que fala.

Mordo o canto do lábio inferior. Pessoa estúpida!

—Carlisle, continue. – com o maxilar cerrado, Edward pede.

O loiro respira fundo, apoia as mãos na cintura e logo volta a falar.

—Elizabeth e eu nos casamos na manhã seguinte da chegada de Esme. – ele contrai os lábios perdido em suas lembranças. —Estávamos devidamente avisados que qualquer aproximação de nossa parte, traria imensas consequências. – suas mãos passam pelos cabelos loiros. —Então, não ousamos desafiá-los. Assim que Elizabeth e eu subimos para nos trocar, Anthony e Ryan, vieram a nosso encontro e avisaram que queriam um herdeiro o mais breve possível. – o loiro olha rapidamente para Emmet.

Mordo a ponta do dedo, a aflição me corrói por dentro.

—Na mesma noite, embarcamos para a Itália. Éramos muito amigos, muito próximos, como irmãos, então durante toda a lua de mel, não trocamos ao menos um beijo. – lubrifico meus lábios com a ponta da língua. —Quando voltamos para cá, Esme já tinha retornado a França. –

—Os meses foram passando, Elizabeth e eu fingíamos ter relações, mas nunca aconteceu de fato.... –

—E quanto a Emmet e a mim? – impaciente, Edward pergunta. —Fomos enviados pela cegonha? –

Carlisle ri cinicamente encarando o filho.

—Emmet foi produzido em uma clínica de fertilização, após suas avós descobrirem que Elizabeth e eu, estávamos dormindo em quartos separados. – o corpo de Edward praticamente congela ao meu lado.

Um longo e tenso silencio paira na sala.

Olho para Edward, seus olhos parecem perder o foco por um bom tempo.

—Nove meses mais tarde, Emmet veio ao mundo. – mais sério, Carlisle diz. —Elizabeth nunca quis ser mãe, e nunca escondeu isso de ninguém. – o loiro afirma. —Ela se sentia presa, atordoada com uma vida completamente infeliz e tudo isso resultou em uma grande depressão. – mordo o canto do meu lábio inferior. —Ela ficou dois anos inteiros sem sair de casa, estou mentindo? –

Assim como Carlisle, todos encaram Ryan e Kathryn.

—Quanto a isso, não temos culpa. – o homem alega impassível.

Bufo baixinho. Mas é claro que não!

—Prossiga. – apertando os lábios, Edward manda.

—Esme acabou descobrindo o estado da irmã, e decidiu vir vê-la, trazendo consigo sua “dama de companhia”. – os dedos longos de Carlisle, fazem aspas no ar. —Sioban. –

O nome estala em minha cabeça, recuo o corpo sentindo-o todo gelado.

—Sioban? – perplexo, Edward questiona. Ele se põe de pé com o aceno de concordância do pai.

—Ela ficou uns dias conosco, deu a Emmet amor e carinho e a mim... A melhor noite de toda a minha vida. – Carlisle sorri nostálgico. —Como sempre, quando seus avós descobriram isso ficaram irados e a mandaram novamente para a França, contudo já era tarde demais. –

Infiltrando os dedos pelos cabelos ruivos, Edward vira o corpo e encara o pai.

—Como assim? – abatido, ele questiona.

—Esme estava gravida. – Carlisle conta mais baixo. —Gravida de um bebê que mais tarde seria arrancado de seus braços, pela própria mãe. –

Horrorizado, Edward olha para a avó.

—Tirou o filho dela? – sua voz não passa de um sussurro, posso sentir seu desespero.

—Era o melhor a ser feito. – fria, a velha diz.

—Melhor? – aumentando o tom de voz, ele ainda a encara. —Meu Deus, você é um monstro, como pode tirar um filho da mãe assim? –

—Filho recém-nascido, diga-se de passagem. – as palavras de Carlisle só aumentam a repulsa de Edward.

—Fizemos o que tinha de ser feito. – Ryan profere sendo ainda mais escroto.

Apoio as mãos em minha barriga, sinto o corpo gelar.

Deus, essa mulher é um demônio!

—E o que aconteceu com a criança? – ainda abobalhado, Edward indaga.

—Agora começa a parte interessante. – Carlisle pigarra ates de rir. —O escândalo estava pronto para ser feito, quando Hilary teve a brilhante ideia de fazer Elizabeth usar uma barriga de pano e fingir, que era ela quem esperava o bebe. – os braços de Edward caem ao lado de seu corpo, ele fica boquiaberto.

Faço menção de me levantar, porém Rosalie me para com a mão.

—E Elizabeth a usou durante os noves meses, sendo forçada a desfilar pelas ruas com aqueles trapos na barriga. – engulo seco, tudo está se encaixando agora. —Como eu contei, quando a criança nasceu Kathryn a entregou a Elizabeth, que assim como Emmet a deixou sobre os cuidados da babá. –

Mordo o lábio aflita. Edward está prestes a desmoronar, preciso ajudá-lo.

—Três anos se passaram e Esme finalmente passou a maioridade podendo assim, sair daquele lugar grotesco. – aperto o pano de meu casaco, meu coração dispara no peito. —Com sua chegada, Elizabeth viu a oportunidade perfeita para fugir e assim ela o fez. –

—O bebe... Ele... – parecendo perdido, Edward tenta perguntar.

—O bebê já estava com três anos quando Esme chegou, contudo, não ficaram mais que três dias juntos. – Carlisle se senta. —Isso graças a nossa família que fez questão de provocar o próprio escândalo que corre até hoje, por aí. Colocaram Esme como a usurpadora fria, que após roubar o marido da irmã, ainda rejeitou os próprios sobrinhos. – olho para Edward, ele parece não acreditar no que ouve. —Estes que foram acolhidos pelos avós paternos, indo assim, morar na Rússia. –

—Não. Isso... –

—Não, Edward. Isso não é mentira. – Carlisle o corta. —Tanto é que pode perguntar aos dois ali no canto. – olho para os pais de Esme, eles não demonstram nenhum sinal de arrependimento. —Eles juntamente dos meus pais, armaram tudo. Exatamente tudo, para lhe fazer acreditar que nessa história nojenta e deixar Esme, como a vilã. – Edward recua um passo, engole seco, seus olhos estão esbugalhado. —Porque o bebê que foi tirado dos braços dela com apenas três dias de vida, que foi instruído a odiar a própria mãe, é você, Edward. -

O ar na sala fica pesado, vácuo, parece que ninguém se mexe ou respira.

Agora tudo faz sentido, tudo!

O tom incrivelmente verde dos olhos. O ruivo excepcionalmente diferente dos cabelos. Os traços. O jeito.

A lembrança da primeira vez que vi Esme retorna em minha cabeça.

—É mãe do Edward? – sem conter a curiosidade eu a indago. Seus olhos verdes perdem o brilho por alguns segundos, os dentes brancos mordem os lábios, mas não ficam manchados.

—Sou. – sua resposta não sai muito confiante.

Edward parece sair do transe, caminha pela sala nervoso, as mãos imersas nos cabelos cobre.

—Você sabia disso, Emmet? – após alguns segundos de silencio, ele olha para o irmão.

—Eu escutei sem querer uma conversa entre Hilary e Esme na festa de confraternização de fim de ano da empresa. – Emmet murmura cabisbaixo. —Você e Esme tinham discutido, e ela queria lhe contar a verdade, Hilary não deixou. – Emmet solta um suspiro.

—Caralho. – com raiva ele bate a mão no aparador lançando para o chão. Encolho o corpo no sofá com o estrondo, os cacos de vidro se espalham pelo porcelanato no chão. —Porque não me contaram? O que estava esperando para me contar? – ele se vira, seus olhos estão escuros de raiva.

Aperto os lábios parada no sofá.

—Edward as coisas não aconteceram assim... – Kathryn tenta se aproximar, porém ele logo a para.

—É melhor que não se aproxime. – o ódio em sua voz é palpável. —Vocês viam o modo que eu a tratava, você Emmet, era testemunha disso! – seu timbre fica mais alto. —Você tinha que ter me contado, mais que porra! – respiro fundo, suas palavras vacilam um pouco.

—E do que ia adiantar você saber? – Ryan indaga dando alguns passos para frente. —A única coisa que ia acontecer seria que o nome da nossa família ia parar na lama. –

Edward rosna, com três passadas alcança o avô. As mãos se embolam no colarinho do terno e com isso, Edward o suspende alguns centímetros do chão.

Ryan, era melhor ter ficado quieto!

Meu subconsciente grita enquanto me ponho de pé.

—Se você soubesse a vontade que eu estou de socar alguém... – com maxilar cerrado, Edward faça.

—Edward por favor... – aflita Kathryn pede.

—Acha que é preciso muita coisa para esse sobrenome de merda ir parar na lama? Acha? – os olhos claros dele, estão esbugalhados.

Meio temerosa eu me aproximo, apoio uma mão em seu braço e recebo seu olhar.

—Amor, solte ele... Não vale apena brigar. – mordo o canto do lábio fitando-o. Edward fica quieto por alguns segundos até soltar Ryan que cambaleia até encontrar o apoio.

—Vou dizer uma coisa, se acontecer algo grave e eu não tiver tempo de pedir desculpas a minha mãe... Vocês todos vão pagar... E bem caro. – com a voz ofegante, Edward ameaça.

Seus olhos estão meio avermelhados, sua feição contraída. Ele parece estar prestes a desmoronar.

Sem dizer mais nada, ele vira e rapidamente caminha para fora da sala.

Fecho os olhos, respiro fundo, me apresso em segui-lo deixando minhas coisas para trás.

Ele caminha rápido pelos corredores o que me obriga a correr. Agradeço aos céus por estar com uma bota sem saltos.

—Edward! – chamo sem me importar com os olhares curiosos das poucas pessoas no ambiente. —Edward, espera! – minha voz sai mais alta, ele me olha por cima do ombro e cessa os passos.

Puxo o ar aliviada vendo-o esfregar a mão no rosto e me olhar. Sinto meu coração quebrar ao ver seus olhos marejados.

Com a postura cansada, ele cai sentado em uma das três cadeiras de espera, os braços apoiados nos joelhos sustentam a cabeça.

—Amor... – paro ao seu lado, corro a mão suas costas e me abaixo tentando ver seu rosto.

O que se pode falar em um momento como esse? Existem palavras certas, que acalmem ou conforte?

—Tem noção de como eu me sinto? – sua voz sai abafada. —Bella, eu a tratava pior que um cachorro. – seu tom sai doloroso.

Respiro fundo, me sento na cadeira ao seu lado.

—Você não sabia amor... Não se martirize por isso. – murmuro baixo, ele ergue a cabeça e então meu coração se desmancha por inteiro.

Lágrimas caem de seus olhos vermelhos, engulo o nó em minha garganta, um desespero se apossa de mim.

Quero a todo custo tirar essa dor dele.

O puxo para um abraço, ele repousa a cabeça em meu ombro e não pronuncia mais nada, apenas derrama mais lágrimas enquanto soluça silenciosamente.

Seus braços abraçam minha cintura o que o deixa mais aconchegado em mim.

Puxo o ar com força enquanto aliso seus cabelos.

Talvez, um abraço ou gesto de carinho, tenha mais poder de conforto que mil palavras!

⇜❋⇝

Empurro a porta com o cotovelo enquanto tento equilibrar a bandeja prata em minhas mãos, mordo o canto dos lábios e caminho com cuidado pelo quarto escuro.

Edward ainda dorme na mesma posição que o deixei, de bruços, os braços agarrando ao travesseiro.

Com cuidado, deixo a bandeja sobre o divã nos pés da cama.

Estou com pena de acordá-lo, ele não dormiu nada.

Não foi fácil convencê-lo a sair de lá, e ele só aceitou, quando o médico veio nos falar que ela estava bem.

Sento na cama com cuidado, passo os dedos por seus cabelos. Seus lábios rosados estão entreabertos em um biquinho fofo.

Deus, prefiro que ele grite comigo do que chore novamente... Me destrói vê-lo assim.

Afago seu rosto com as pontas dos dedos, apoio o cotovelo na cama e me inclino para frente deixando beijos em seu cabelo perfumado.

—Amor. – eu o chamo baixo, ele respira fundo, fecha os lábios, contudo permanece adormecido.

O olho e sorrio.

Como pode ser tão lindo assim?

—Edward. – deixo um beijo em seu rosto após murmurar seu nome, ergo o corpo e o vejo abrir os olhos com preguiça.

—Aconteceu alguma coisa? – meio assustado ele indaga, rio enquanto ele senta na cama, as mãos passando pelos cabelos ruivos, deixando-os ainda mais revoltos.

—Não amor, só te chamei para você comer... Achei que fosse querer ir para o hospital mais cedo. – passo a mão por suas costas, me inclino e deixo um beijo em seu ombro antes de levantar da cama.

—Quer horas são? – ele volta a perguntar enquanto coloco a bandeja sua frente. —Não estou com fome. – faz uma careta para a comida.

—Quase dez. – volto a sentar ao seu lado. —Mas vai comer. – estico o braço e pego uma torrada, uso a faca para espalhar a manteiga sobre ela. —Abre a boca. –

—Eu não sou um bebe. – ele diz rolando os olhos, após engolir o alimento.

Sorrio com seu jeito resmungão, seguro seu queixo e viro seu rosto para mim, meus lábios se unem aos seus por segundos.

—Chatinho. – mordo seu lábio inferior, ele cerra os olhos bufando.

—Não sou chato. – afirma cruzando os braços. O olho pelo canto dos olhos e não prendo o riso.

—Nem um pouquinho. – dou uma mordida na torrada antes de estende-la a ele novamente.

A contragosto, Edward come mais um pedaço.

—Agora um pouquinho de suco... – tomo cuidado ao despejar o líquido vermelho dentro do copo. —De melancia, seu preferido. – estendo o copo a ele, que resignado, o pega.

—Foi você quem fez? – limpando o canto da boca com a ponta da língua, ele indaga.

—Sioban me ajudou. – respondo sorrindo, pego a tigela onde morangos avermelhados estão perfeitamente postos. —Quer um? – ofereço, ele apenas nega com a cabeça.

—Eu estava pensando... – abaixando a cabeça, ele fita a boca do copo onde seu dedo passa de modo lento. —E se Esme não quiser me ver quando acordar? – Edward ergue os olhos, engulo com dificuldade, ele está com medo. —E se ela não me desculpar por tudo o que eu fiz? –

—E porque você acha que ela faria isso? – deixo a tigela de lado e pego sua mão entre as minhas. —Aposto que tudo que ela mais quer, é ficar bem com você. – deixo um beijo em seu rosto, Edward respira fundo e por segundos, se mantém em silencio.

—Estava lembrando, o dia que Emmet descobriu a verdade, eu disse coisas terríveis a ela. – apoio o queixo em seu ombro, meus dedos alisam seus cabelos. —Foram palavras cruéis, sabe? – seus olhos se voltam para mim, ele está visivelmente arrependido.

—Amor, olhe aqui. – com um suspiro, pego seu rosto entre as mãos. —Esme é sua mãe, ela sempre soube disso, mas você não. – puxo o ar pela boca tomando fôlego. —Você foi manipulado, instruído a odiá-la, como iria imaginar? – apertando os lábios, ele permanece quieto. —Você não tem culpa, errou sim, mas não foi porque quis. -

Edward respira fundo, fecha os olhos ficando calado por vários segundos.

Soltando o ar pela boca, ele passa os braços por minha cintura, me levanto e sento sobre suas pernas.

—Não sei o que eu ia fazer sem você. – sua mão afaga meu rosto. —Você é tudo para mim. Tudo aquilo que eu nunca nem imaginei em ter. – sorrio abobalhada. —Eu amo você, senhorita Swan. –

Meus braços rodeiam seu pescoço, colo a testa na dele. Posso enxergar o fundo de seus olhos.

É a primeira vez que ele de forma aberta que me ama!

Meu coração bate frenético em meu peito, solto um suspiro sem esconder minha satisfação.

—Eu também amo você, senhor Cullen. – minhas palavras terminam e sem esperar mais, eu o beijo.

⇜❋⇝

Respiro aliviada assim que entramos no hospital, já não aguentava mais aquelas luzes infernais de flashes contra minha cara.

Edward conversa com seus seguranças, um recém contratado para suprir a ausência de Tyler que ainda está com o braço imobilizado.

—Verifiquem se não há repórteres em frente ao apartamento de Isabela. – ele manda com a postura firme.

Mordo o canto do lábio olhando.

Ele está tão lindo hoje!

A calça jeans escura segue o modelo slim fit, de seu suéter cinza azulado, que cobre a polo de magas longas que ele veste.

Da camisa pode-se ver apenas o punho e o colarinho perfeitamente dobrado, por mim.

Um cinto discreto na cintura, e um Rolex preto no braço se unem ao look, assim como o coturno negro.

Sem dizer mais nada, Edward se vira para mim. Rolo os olhos.

Pessoa educada!

—Alguém machucou você? – suas mãos seguram meu rosto com delicadeza, seus olhos brilham com intensidade

Por favor... Por favor, que esse bebe tenha seus olhos!

—Não, eu estou bem. – ele sorri de canto, abaixa a cabeça e me dá um beijo breve. A macies e quentura de sua boca, me deixa pedindo por mais. Bem mais.

Passo o dedo no canto dos lábios retirando algum possível borrado.

Edward entrelaça sua mão a minha, juntos caminhamos até os elevadores.

—Sabe se Elizabeth já chegou? – pergunto sem esconder a curiosidade. Edward me olha, respira fundo ao mesmo tempo em que um dos elevadores se abre.

Adentramos no ascensor com mais seis pessoas, Edward me mantém a frente de seu corpo, as mãos apoiadas em minha cintura.

—Não sei, mas possivelmente sim. – ele murmura baixo, os lábios próximos a minha orelha.

Um arrepio gostoso passa por meu corpo, prendo a vontade de morder os lábios tomando fôlego.

Deus, Edward deve ter me transformado em uma ninfomaníaca... Não é possível!

Passamos o restante do caminho em silencio, a porta de acesso a sala de espera está aberta o que só nos ajuda.

Sinto a mão de Edward apertar a minha, sua palma está um pouco gelada e suada.

Respiro fundo e deixo um beijo sem seus dedos.

—Vai dar tudo certo. – garanto a ele que sorri nervoso.

Passamos pelo curto corredor e logo, já posso ver toda sala de espera.

Tomo fôlego ao ver que o médico está presente, olho para Edward que parece momentaneamente assustado.

Em silencio, seguimos até o doutor.

Notas finais
Gente só eu sei quantas e quantas vezes eu reescrevi esse capítulo, sério deu muito trabalho. Mas agora, eu gostei do resultado :) Sobre a história da família... Não há o que dizer u.u Garanto a vocês que mais coisas tensas virão pela frente, porque tudo está um caos! Coitadinho do Ed :/ Mas como ele mesmo disse, ainda bem que ele tem a Bella *---* rsrs Enfim, falando sobre os nomes que eu deixei para vocês escolherem no capítulo passado... Um ganhou por unanimidade, sério foi uns 30 votos de diferença pro segundo...rs O outro custou a virar e depois ficou aquele empate chato, mas enfim... Já estão escolhidos, contudo, vocês só irão saber no final da fic :X kkkkkkkkkkkk Amores, eu já vou indo, espero que tenham gostado do capítulo he'he :3 Mais uma vez, as meninas que recomendaram, obrigada :D Agora, nos vemos segunda o/ Se cuidem e tenham um ótimo fim de semana ^^ Beijõõões da Nick :*