Segredos
16 Capítulo Quinze
Notas iniciais
O toque alto do celular me deixa assustada, abro os olhos encontrando o quarto parcialmente claro, ao meu lado Edward se remexe, praguejando baixinho.
Coço os olhos, ele se senta no colchão ficando com as costas viradas para mim.
Bocejo alto, cobrindo a boca com a mão.
Está frio!
Penso me encolhendo sob o edredom grosso.
—Alô. – a voz de Edward sai ainda mais rouca, fecho os olhos, me sinto ainda mais sonolenta.
Arrumo a cabeça no travesseiro e me concentro apenas no sono que me enlaça por completa.
Relaxo o corpo sobre o colhão quente, solto mais um bocejo e me sinto devidamente pronta para embarcar no mundo dos sonhos mais uma vez.
—Bella. – a voz de Edward sai baixa, sinto seus toques quentes em meu rosto. Me mecho na cama sentido o calor de seu corpo forte me envolver.
Suspiro longamente recebendo beijos por todo meu rosto.
—Sei que está acordada, baby. – ele sussurra me dando um selinho molhado. Respiro fundo, minhas mãos encontram seu peito forte deslizando pela pele quente, até rodeá-lo.
Recosto a cabeça em seu ombro, meu corpo cola no seu e obtemos um encaixe perfeito. Suspiro satisfeita.
Edward ri, seu peito vibra com o ato. Ainda de olhos fechados, aprecio os afagos que ele deixa em meus cabelos.
—Está frio. – minha voz não passa de um sussurro, me pergunto até se saiu audível.
—Está mesmo. – ele concorda acariciando meu braço. —Mas eu tenho que levantar... –
Solto um gemido desgostoso me apertando ainda mais nele.
É tão boa a sensação quando estamos assim, colados. Sem nenhum tipo de pano causando uma barreira entre nós. Apenas pele contra pele!
—Tenho que ir para o hospital. – o complemento de sua fala me faz abrir os olhos, coço-os para melhorar minha visão.
—Tinha esquecido. – assumo ainda com sono, estico o corpo para beijar seu pescoço. —Quem te ligou? Alguém de lá? – indago deixando meus olhos se encontrarem com os seus.
Edward nega com a cabeça, seus dedos afastam os fios de cabelo que teimam em ficam em meu rosto.
—Era a secretária da Doutora Jack. – encolho os ombros com suas palavras.
—O que ela queria? – pergunto, mas no fundo, já tenho consciência da resposta.
—Apenas avisar que segunda-feira você tem a primeira consulta pré-natal. – mordo o canto do lábio inferior.
Respiro fundo abaixando meus olhos.
Pré-natal. E eu nunca imaginei que faria isso.
Solto o ar pela boca, volto meus olhos barra Edward e sorrio leve.
—Você vai comigo, não vai? – Edward sorri com minha pergunta, se inclina e beija meu rosto com carinho.
—Vou. – suspiro aliviada.
Ter ele comigo é crucial!
—É de manhã a consulta? – indago a ele que assente com a cabeça.
—As nove. – responde antes de beijar minha testa.
Solto o ar pela boca, beijo seu peito antes de me sentar na cama.
Cubro meus seios com o edredom, minhas costas ficam nuas e totalmente livre para a boca de Edward que traça beijos por minha coluna.
—Amor. – repreendo-o rindo, fico arrepiada com seus beijos.
—Que foi? – sentando, ele enlaça minha cintura, sua boca volta para mim deixando trilhas de beijos em meus ombros.
—Me arrepiou. – profiro em meio ao suspiro.
Edward sorri, beija meu pescoço e respira fundo.
—Caralho, se eu não tivesse que ir para o hospital agora pode ter certeza que eu já estaria dentro de você. – fecho os olhos com suas palavras.
Um calor gostoso corre por mim, estacionando em minha vagina.
Aperto as pernas, olho para ele sobre o ombro.
—E você pode ter certeza que eu ia amar. – mordo os lábios, com os olhos conectados aos seus eu corro a mão por sua coxa torneada.
Os lábios de Edward se curvam em um biquinho sexy, ele me olha eu o olho e logo, nossa risada se mistura pelo quarto.
—Quem diria que aquela menina loira, quieta, seria assim tão safada, hein? – me puxando Edward nos deita na cama.
Rio baixo arrumando meu corpo sobre o seu.
—A culpa é toda sua. – acuso mordendo seu queixo.
—Eu sei disso. – safado, ele pisca para mim.
Inclino o rosto e chupo seu lábio inferior, o toque alto do celular me impede de aprofundar o beijo.
Edward aperta os olhos, sei que está desgostoso com a interrupção.
Rolo para o lado ficando deitada de barriga para cima. Estico o corpo me espreguiçando enquanto ele atende ao telefone.
—Alô? – passando a mão pelo cabelo ele murmura. —O que você quer? – sua voz fria me faz olhá-lo. Cerro os olhos e me sento sem interromper os segundos que ele fica em silencio. —Ok. Já estou indo para ai. –
Apoio o queixo em seu ombro vendo-o cerrar ainda mais o maxilar.
—O que foi amor? – pergunto afagando seu rosto.
Seus orbes verdes vêm para mim.
—Elizabeth ligou. – engulo seco.
—O que ela queria? Aconteceu... –
—Não. – suspirando ele murmura mais leve. —Não aconteceu nada, apenas avisou que Esme já acordou e logo poderá receber visitas. –
Solto o ar pela boca verdadeiramente aliviada.
—Ainda bem. – deixo um último beijo em seu ombro antes de me afastar. —Vamos tomar banho para irmos então? –
Edward me olha por longos segundos, posso ver o temor em seus olhos.
—O que foi? – pergunto a ele que respira fundo esfregando as mãos no rosto.
—Sei lá... Acho que eu estou ansioso e nervoso. – dobrando as pernas, escuto suas palavras. —Será mesmo que Esme vai querer me ver? –
Mordo o canto do lábio inferior, com cuidado, sento em seu colo e o puxo para um abraço.
—Já falamos tanto sobre isso... – minha voz sai abafada pela pele de seu pescoço. —Tenho certeza que ela vai amar te ver. –
Rodeando minha cintura com os braços, Edward me aperta ainda mais. Solto um suspiro verdadeiramente satisfeita.
Fecho os olhos e aproveito juntamente do silencio, o calor do corpo de Edward.
⇜❋⇝
O dia está nublado e com isso, o sol não consegue iluminar a cidade, assim como não conseguiu durante toda a semana.
Está frio, o vento que soa pelas ruas já consegue derrubar algumas folhas das várias arvores. Os cantos dos passarinhos já não são tão mais presentes, como eram a semanas atrás.
Suspiro profundamente saindo do carro, a mão de Edward segura a minha e juntos seguimos rodeados de uma dezena de seguranças.
O assédio da imprensa a cada dia se torna mais constante.
Isso incomoda!
—Tudo bem? – enquanto esperamos o elevador, Edward indaga. Suspiro, sorrio e aceno com a cabeça concordando.
Ele sorri amenamente, seu braço passa por meu ombro o que nos mantém mais próximos.
—Quando Tyler vai voltar? – volto os olhos para ele, enquanto entramos no elevador.
—Em uma ou duas semanas. – afirma com os olhos fixos no celular.
Aceito sua resposta com o silencio e permaneço assim durante todo o trajeto restante. Edward abre a porta de vidro para mim e enquanto a atravesso, já posso ver os familiares de Esme na sala.
A frente dos sofás modernos e das poltronas, há um pequeno balcão de mármore branco.
Sorrio nostálgica, me relembrando da decoração da empresa dos Cullen.
Emmet que é o único de pé, coloca o celular no bolso antes de se encaminhar em nossa direção. Olho para Edward por cima do ombro, esse que notando a aproximação do irmão, faz questão de desviar seu caminho e ir até o balcão a frente.
Pigarro sem jeito, Emmet me lança um sorriso fraco antes de deixar um beijo em meu rosto.
—Como você está? – ele indaga cruzando os braços.
—Estou bem e você? – suspirando, encolhe os ombros largos.
—Indo. – seus olhos se voltam para Edward e sei que sua resposta triste, está ligada a ele.
—Dê um tempo a ele. – falo mais baixo. —Aposto que logo vocês irão se acertar. – com os olhos baixos, Emmet sorri torto fazendo apenas uma de suas covinhas aparecerem.
—Espero. – sua voz sai pensativa.
Coloco as mãos nos bolsos, Edward nos olha por alguns segundos. Sua face contraída me mostra como ele não aprecia nossa aproximação.
—A visita já foi liberada? – pergunto a ele que respirando fundo, concorda com a cabeça.
—Kathryn, por ser mãe, pode entrar primeiro. – ele diz após limpar a garganta com um pigarro. —Agora, é Elizabeth quem está com ela. –
Mordo o canto do lábio inferior, meu estômago está gelado. Até eu me sinto aflita.
—Sabe se ela está bem? –
—Pelo o que ouvi Kathryn dizer, parece que sim. – arrumo a postura, volto meus olhos para a sala atrás de Emmet onde as quatro pessoas esperam pacientemente.
—E... E ela já sabe sobre Edward? – os orbes azuis de Emmet me encaram e em silencio, ele confirma minhas palavras.
—Kathryn contou. – avisa com um sussurro.
Mordo o lábio novamente, aceno com a cabeça.
—Bella. – Edward me chama, sua voz não sai alta contudo como todos estão em silencio, consigo ouvir perfeitamente.
Seu maxilar está cerrado e sua postura ereta.
Tomo fôlego, olho para Emmet e sorrio sem jeito, antes de me afastar.
Com poucos passos me aproximo de Edward, seus lábios se contraem em uma linha tênue.
—O que estavam falando? – ele pergunta baixo, olho para o lado e me certifico de que a enfermeira não nos olha.
—Nada. – dou de ombros, ele bufa alto. —Não vai? – mudo de assunto, tudo o que menos precisamos é discutir.
—Estou esperando... – o barulho de saltos cala sua voz. Em sincronia, olhamos para a direção dos sons.
Elizabeth.
Ela caminha elegantemente, veste um casaco de couro e sapatos de salto alto. Seus olhos se voltam para nós, após passarem por toda a sala de espera.
Sinto o corpo de Edward ficar tenso quando ela se aproxima de nós.
—Oi. – ela cumprimenta em um fio de voz. Sorrio e aceno com a cabeça, Edward pigarra e vira o rosto.
Abaixo o olhar, fico sem jeito com sua reação.
—Esme está te esperando. – ela diz após longos segundos de silencio. Por baixo dos cílios eu vejo a mulher suspirar antes de se afastar visivelmente derrotada.
—Edward.. – começo a repreende-lo baixo, contudo ele logo me corta.
—Já pedi para não defende-la. – sua voz sai terna, contudo bastante firme. Tomo folego pela boca, ele troca breves palavras com a enfermeira que libera nossa passagem.
Com a mão apoiada em minhas costas, ele me guia pelo breve corredor. A frente uma grande e quadrada janela de vidro claro está coberta por persianas largas, contudo por seus vãos é possível ver Esme sobre a cama.
Ela está sentada, as mãos repousam sobre as pernas e com o rosto virado para o lado contrário ao nosso, não posso ver sua expressão.
Olho para Edward, ele mantém os olhos fixos na mãe.
Respiro fundo, afago seu rosto e me pondo nas pontas dos pés, deixo um beijo em seu rosto.
—Amor? – o chamo baixo.
Lentamente, ele vira o rosto para mim.
Seus olhos demonstram como ele está assustado.
Parece até uma criança com medo da tempestade!
—Vai dar tudo certo. – garanto a ele, que fechando os olhos me puxa para um abraço. —Vai lá... Não ouviu o que Elizabeth disse? – afastando o corpo do meu, ele me olha. —Esme está te esperado. – completo sorrindo de canto.
Arrumando a postura, ele respira fundo. A mão se embrenha no cabelo, me estico novamente para deixar um beijo em seus lábios.
—Vou estar esperando você aqui. – afago seu rosto. Em silencio, ele assente.
Com passos temerosos caminha até a porta no canto da sala. Sua mão toca a maçaneta, ele fecha os olhos e por longos segundos parece tomar coragem.
E então ele entra, sinto minhas mãos suarem de ansiedade. Esme vira o rosto, mesmo de longe, posso ver um sorriso aparecer em sua face pálida.
Mordo o lábio inferior, recosto o corpo no vidro enquanto espio Edward se aproximar.
Não posso ouvir suas vozes, contudo sei que conversam.
Lentamente, Edward se aproxima. Passo por passo, até finalmente parar ao lado da mãe.
Mordo a ponta da unha e não deixo de sorrir ao ver que ele pega a mão dela, entre as suas.
Os dois se olham, é incrível como parecem cumplices. Respiro fundo, meu coração está disparado. Sinto os olhos arderem.
Eles estão se entendendo!
Meu subconsciente grita animado.
Rio baixo quando Edward ergue a mão do filho e a beija, o gesto sai meio debilitado, contudo ainda é lindo.
O amor que ela sente por ele transcende a sala e até eu, posse sentir.
É indescritível. Algo único e lindo!
Duas lágrimas caem por meus olhos quando Edward se abaixa e deixa um beijo extremamente carinhoso, na cabeça da mãe.
Suspiro satisfeita.
É, tudo está se acertando!
⇜❋⇝
Dentro do banheiro, eu desviro minha blusa de cetim. Ainda sinto minhas bochechas queimarem.
Esse exame deveria ser proibido!
Engulo seco vestindo a peça, meio desordenada, eu abotoo os botões pequenos e delicados.
Ultrassom transvaginal.
Isso não é de Deus, não mesmo!
Bufo alto, pego a calça jeans e me sento para poder subi-la por minha calça.
Mas não, o lado ruim não foi ficar quase vinte minutos com as pernas para cima, abertas e completamente nua, da cintura para baixo, enquanto a médica enfiava um bastão em mim...
Rolo os olhos calçando as sapatilhas baixas.
O lado ruim, foi que Edward estava bem ali, do meu lado.
Viro e me olho no espelho, com os dedos arrumo meus cabelos. Aperto os lábios ao ver que a raiz já está grande e necessita urgentemente de ser pintada.
Abaixo a cabeça, visto o blazer preto e pego minha bolsa antes de sair do banheiro.
Edward permanece sentado, ergue os olhos e guardando o celular no bolso, se levanta.
—Pare de rir. – falo entredentes enquanto ele tenta, em vão, prender a risada.
—Já lhe disse que não há necessidade de ter vergonha, é só um exame. – ele tenta me abraçar, contudo eu desvio prontamente. —Não tem nada ali que eu já não tenha visto. -
—Um exame muito, muito constrangedor. E não importa quantas vezes você tenha me visto pelada, isso não muda o fato de ser constrangedor. – bufo alto a ele, que rola os olhos.
—Não acho constrangedor. – cruzando os braços eu viro o corpo e o olho.
—Não? Queria ver se fosse você no meu lugar... – bato o pé no chão verdadeiramente irritada.
Ele abre os lábios para me responder, contudo a chegada da médica nos cala. Ela mantém meus exames em mãos e sorrindo, nos convida a entrar novamente em sua sala.
Ainda emburrada, sento em uma das poltronas. Edward logo se posta ao meu lado e sob todos os meus protestos, apoia a mão em minha perna.
—O bebe de vocês é bastante saldável. – ela comenta sorrindo, enquanto abre o envelope.
Não deixo de suspirar aliviada.
Ouvir isso é muito bom!
—Ele está com um centímetro e meio, e pesa pouco menos de uma grama. – arqueando as sobrancelhas não deixo de rir.
De soslaio vejo que Edward está interessado nas explicações da doutora.
—Mas é o seguinte, Isabela. – abaixando a folha, ela me olha. —Você tem problemas hormonais, o que não é muito bom. – aperto os lábios, arrumando o corpo na cadeira. —Não estou dizendo que sua gravidez é de risco, contudo você deve tomar alguns cuidados. –
Engulo seco, descruzo os braços e logo pego a mão de Edward.
Ele me olha, sorri de canto me passando confiança.
—Vai tomar as vitaminas que já receitei, evitar a todo custo a cafeína e produtos com grande número de conservantes. –
Em silencio, apenas concordo com a cabeça.
—Alimentação o mais saldável possível, ok? Livre de sódios de preferência. –
Meu macarrão instantâneo já era então!
—Tudo bem. – confirmo pesarosa. —Mas o bebe vai ficar bem, não vai? –
—Vai, vai sim. – ela sorri convencida de sua afirmação.
—Não seria melhor se ela passasse em um nutricionista, doutora? –
Mordo os lábios, a mulher a nossa frente parece pensar.
—Olhe, acho que seria interessante. – ela cruza as mãos sobre a mesa. —Posso lhes indicar uma, ela já é especializada em gestantes. –
—Tudo bem. – Edward assente, o olho rapidamente enquanto Jack, prescreve o número da mulher em uma folha branca.
—Não deixe de tomar as vitaminas, tudo bem? – a mulher pede nos entregando os exames, juntamente do contado da nutricionista.
Edward e eu nos levantamos juntos, ele ainda segura minha mão enquanto nos despedimos da mulher e seguimos para fora de sua sala.
Respiro fundo, coloco a franja para o lado vendo meu reflexo nas postas fechadas do elevador.
—O que foi? – afagando meu quadril, ele me olha.
Chacoalho a cabeça em negação, respiro fundo e acomodo a cabeça em seu peito.
—Nada. — o som da campainha do ascensor, se mistura com minha voz.
Em silencio entramos no elevador, onde três pessoas já estão devidamente postas.
A descida até o térreo é silenciosa, assim como a entrada no carro esportivo de Edward. Cerro os olhos vendo o modelo.
—É novo? – pergunto a ele que sorri ao concordar.
—Sim, comprei antes de nos conhecermos, mas chegou tem três dias. –
—É lindo. – elogio abrindo a porta.
Os bancos são todos de couro puro, um bege forte os deixa ainda mais luxuosos.
O painel a minha frente brilha intensamente com luzes LED azul.
Suspiro passando o cinto por meu corpo. Edward adentra no veículo e logo dá partida saindo com o carro para a rua.
—Vamos passar no hospital? Esme pediu para ver os ultrassons. – falo para ele que sorri de canto.
—Vamos, mas antes temos que passar em outro lugar. – sua voz sai calma, baixa e controlada.
Cerro os olhos arrumando o corpo no banco macio.
—Na verdade, são dois lugares. – ele corrige cerrando os olhos.
—Que lugares? – mordo os lábios verdadeiramente curiosa.
O sinal a nossa frente fica fechado, Edward para o carro e me olha sorrindo.
—É surpresa. – me lançando uma piscadela, ele murmura.
Rolo os olhos, não de rir.
—Ah, não! – cruzo os braços. —Me conte... Onde nós vamos? – lubrificando os lábios, Edward se inclina.
Um sorriso brinca no canto de sua boca, seus dedos colocam meus cabelos atrás da orelha com extremo carinho.
—Vamos conversar com dois amigos meus. –
—Dois amigos? – questiono ainda sem entender.
O sorrido de Edward se abre ainda mais, assim como o sinal que volta a ficar verde.
—O que o senhor está aprontando, hein? – indago a ele que concentrado nas ruas, ri alto.
—Nada amor. – mordo o lábio inferior, sinto minha barriga gelar.
Esses efeitos Edward Cullen, me matam!
—Só vamos começar a planejar nosso casamento e de quebra, comprar uma casa. – ele me olha e sorri, após dizer tais palavras.
Recosto no banco surpresa, abro os lábios para questioná-lo porém prefiro me manter em silencio.
Ele parece feliz com isso.
Concluo em silencio, observando-o com o canto dos olhos.
Sim, ele está feliz!
Fale com o autor